estiver com alguém (e confesso aqui que espero que não demore muito tempo porque tenho vontade de me dar, de partilhar e de voltar a sentir como é bom estar com alguém) espero que tanto eu como a pessoa em questão tenhamos um sorriso igual ao da Claúdia Vieira e do Pedro Teixeira.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Quando...
estiver com alguém (e confesso aqui que espero que não demore muito tempo porque tenho vontade de me dar, de partilhar e de voltar a sentir como é bom estar com alguém) espero que tanto eu como a pessoa em questão tenhamos um sorriso igual ao da Claúdia Vieira e do Pedro Teixeira.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Das pessoas misteriosas (e das que o querem ser)
Pois bem essas pessoas, tal como as outras, deixam-me assim um bocadinho sem paciência. Sobretudo porque nitidamente querem que lhes perguntem coisas mas, geralmente, quando se pergunta, respondem por meias palavras e continuam a fazer mistério. E caríssimos não há comum mortal que não se irrite nem que seja ligeiramente com isso.
Quem tem realmente uma vida interessante não precisa de a publicitar ou de andar a fazer mistérios e suscitar curiosidade nos outros. Se calhar estas pessoas ouviram que as pessoas ligeiramente misteriosas são interessantes. Bem, deixem-me dizer-lhes que, quem é interessante é. Não se faz. Quem é misterioso não o é nessas coisinhas. É alguém que desperta a curiosidade, chama a atenção e faz nascer o interesse sem que, para isso tenha de andar a escrever frazesinhas deste tipo. Estas, as pessoas que escrevem, são apenas pessoas inseguras, que querem a atenção dos outros e muito poucochinho interessantes.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Quem sou eu?
P.S.: Em qualquer rede social temos de preencher um quadradinho que explique quem somos. Eu, normalmente, nunca os preencho. Mas hoje apeteceu-me fazer coisa do género aqui no blogue.
A adopção e os casais homossexuais
Já aqui falei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas agora apetece-me falar da adopção. Que é um direito das crianças e não dos casais. As crianças adoptáveis não vivem muito bem na sua casinha com as suas famílias perfeitas. Não. Vivem em casas de acolhimento, lares, orfanatos, com outros tantos como eles e educadores. E muitos destes lares têm péssimas condições. Já para não falar que muitas das crianças são vítimas de maus tratos, quer físicos, quer psicológicos, abusos e até violações. Mas isto é perfeitamente aceitável.
O que não é aceitável é que sejam adoptadas por um casal homossexual. Que passem a ter uma casa. Amor. Pais. Sejam dois pais ou duas mães ou um pai e uma mãe. São pais. Pessoas que se preocupam, educam, dão amor. Mas não pode ser porque isso não é normal. E porque vão ser gozadas na escola.Porque mais normal é viver num orfanato, frio, sem condições.
Poupem-me. Há argumentações que realmente me tiram do sério. Então querem lá ver que, para evitar que sejam gozados na escola, é preferível crescerem sem saber o que é ter pais? As crianças às vezes são crueís. Pois são. Mas será que só o são para quem vive com dois pais ou duas mães? Ou também são para quem é gordo, para quem não tem playstations, para quem a mãe é desdentada... por favor!
Há quem diga que as crianças têm direito a ter um pai e uma mãe. E que não lhes podemos tirar esse direito. E é verdade. E eu concordo. Tal como é verdade que num mundo ideal não havia crianças abandonadas, nem orfãs, nem vítimas de maus tratos. Mas há. É o que mais há. E esses pais ideiais, que viriam buscar a criança ao orfanato, podem nunca chegar. E, mesmo que cheguem, se não forem os ideiais? Sabemos lá se a iam tratar bem. Mas isso não interessa a ninguém. Isso ninguém questiona. Desde que não sejam homossexuais serve.
A realidade é muito diferente do ideal. E, nesse intermeio, será preferível as crianças viverem em orfanatos, onde as figuras de referência muitas vezes são transferidas, e tão depressa estão como não estão, ou serem criadas numa casa, com pais, amor, carinho e atenção? Eu não tenho a mínima dúvida na escolha. Porque o que está em questão, o que realmente importa, não são as opiniões, nem os pontos de vista e muitos menos os nossos preconceitos. É a felicidade das crianças. O seu direito ao amor. E a uma casa onde se sintam protegidas. E para isso interessa muito pouco a orientação sexual dos pais.
Blogue Bedtime Stories
sábado, 23 de janeiro de 2010
Para ser grande
sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Gosto das pessoas que se dão por inteiro. Sem reservas, defesas ou barreiras. Que expoem aquilo que sentem com a simplicidade de uma palavra. E que não têm medo. Dos seus sentimentos. Dos sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas que se escondem. Que jogam. Que se fecham e se isolam. Isso torna tudo tão mais feio, tão mais complicado. Porque é que havemos de mentir? De fugir? De nos escondermos? Só estamos a fazê-lo de nós próprios, a afastar-nos cada vez mais.
Eu dou-me por inteiro. Sem reservas.
E, por mais desilusões que sofra, continuar-me-ei a dar por inteiro.
Porque o que eventualmente possa sofrer com isso é infinitamente mais pequeno do que a felicidade que sinto quando alguém também se dá assim, a mim.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Isto...
... é boa música. Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho, Três cantos, concerto do Campo Pequeno a ser transmitido na rtp1. Para mim a música tem acima de tudo de transmitir uma mensagem.
Homens e mulheres
Eu também gosto de homens assim.
Sou uma pessoa que tem uma tendência muito grande para cuidar dos outros. Dou atenção aos pormenores. Adoro dar presentes e ver as pessoas sorrir. Não têm de ser coisas caras. Nem ocasiões especiais. Comprar uma revista porque sei que a pessoa a gosta de ler. Mandar uma mensagem só para dar um beijinho. Fazer um jantar especial porque a outra pessoa teve um dia mais cansativo. Pequenos gestos que mostram que gostamos de uma pessoa, que nos preocupamos com o ser bem-estar e em vê-la com um sorriso no rosto. E, talvez por ter estes cuidados com os outros, gosto de sentir o mesmo em relação a mim. Não no sentido de se eu faço, também têm de me fazer o mesmo. Isso não porque me soa a cobrança e eu não suporto cobranças. Nem acho que nas relações, quer de amizade quer de amor, se deva medir o que cada um dá e cobrar o que quer que seja. Mas no sentido de sentir que se preocupam comigo e que gostam de mim e de me vez feliz.
E acho que é por isso que gosto de homens que saibam ter a iniciativa, fazer escolhas, tomar decisões, ter gestos de carinho, fazer surpresas.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
É tão interessante...
Direito a errar
O que acho é que cada pessoa tem de seguir o seu caminho. E que em geral não devemos influenciar os outros. O que me parece é que ninguém tem respostas nem soluções mágicas. E, sobretudo, que o funciona para umas pessoas pode não funcionar para outras e vive-versa. Porque não há duas pessoas iguais. Porque nem todos gostamos do mesmo. Mas, sobretudo porque todos temos direito de errar.
Sim. Todos temos o direito de errar. E, se assim entendermos, de continuar a insistir no erro. Porque isso nos vai fazer crescer. Aprender. Evoluir. É verdade que os erros dos outros também nos podem ensinar alguma coisa mas são sobretudo os nossos que nos fazem perceber que aquele não é o caminho. Há coisas que têm de ser sentidas na pele. Assuntos em que precisamos realmente de bater com a cabeça na parede. E com os erros aprende-se, cresce-se e evolui-se mais do que com qualquer conselho.
Não sou radical ao ponto de dizer que se os conselhos fossem bons se vendiam. Mas muitas vezes acho que as pessoas que os dão só têm em conta a sua visão do assunto e não pensam que a outra pessoa tem o direito de experimentar por ela própria e só depois ponderar e decidir. E que cada pessoa é única. Frequentemente as pessoas opiniam sobre a vida dos outros para não pensar na sua, mas isso já é outro assunto.
Mais do que dizer "não faças isso" acho que se deve estar lá depois para ajudar a pessoa a tirar o melhor da situação.
Mas antes deixá-la fazer o caminho sozinha. Deixá-la crescer. Deixá-la ser livre. Deixá-la voar à vontade por aí. Deixá-la viver a vida da forma que acha ser melhor.
E depois caso caía, estar lá para lhe amparar a queda.
Oferecer-lhe o ombro para ela chorar se quiser. Gritar se for o que lhe apetece. Estar em silêncio caso seja isso o que mais a conforte.
E nunca dizer "eu tinha-te dito". E, mais do que os conselhos, é esta atitude, do "bem te avisei" que é dispensável. Sobretudo se antes do erro a pessoa não disse nada. E mesmo que tenha dito. Não faz sentido. Não adianta nada. E só faz a pessoa sentir-se pior do que já se sente. Dizer-lhe para pensar no assunto sim. Dizer que a avisaram e ela não ligou não. Mesmo.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Enviado via facebook por uma grande amiga. E é verdade. Quem está ao nosso lado tem de nos tratar de forma diferente. Tem de nos fazer sentir especiais. Porque afinal é por isso que está connosco certo? Se fossemos iguais a todas as outras pessoas não fazia sentido estar ao nosso lado. Somos especiais sim. Porque somos nós. E porque igual a nós não há ninguém. E é assim que temos de nos sentir e é assim que quem está connosco nos tem de fazer sentir.
Adenda: a minha amiga que me enviou isto disse-me depois de ler o que escrevi que mais do que tratar-nos de forma especial, a pessoa que está ao nosso lado tem de nos ver como uma pessoa especial. E eu concordo. Faz mesmo todo o sentido.
Qual é a cor do amor?
as pessoas são de diferentes cores
e, às vezes, vivem felizes, juntas,
umas ao lado das outras.
As cores são importantes
porque dão mais beleza ao nosso mundo,
mas elas não são tão importantes
como o que sentimos, pensamos ou fazemos.
As cores estão no exterior das coisas
e os sentimentos no íntimo das pessoas.
A cor é algo que vemos com os nossos olhos
mas o amor é algo que sentimos
com o nosso coração.
A maçã é vermelha,
o sol é amarelo,
o céu é azul,
a folha é verde,
a nuvem é branca...
e a terra é castanha.
E, se te perguntasse
serias capaz de dizer
qual é a cor do amor?
Encontrei este poema no caderno de uma menina da 2ª classe e achei absolutamente delicioso. Um verdadeiro hino contra o racismo e a favor dos sentimentos. Não resisti a transcrevê-lo para aqui. Espero que gostem e desfrutem dele tanto como eu.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Só para dizer...
" O mundo é perfeito se quisermos mais
O mundo é perfeito em quem se quer bem
É luz e coragem do lado do sol
Sempre que o caminho nos traz mais alguém
Dá-me a tua mão, vamos dar a volta ao mundo."
(Música de Mafalda Veiga e João Pedro Pais, para a campanha de solidariedade Swatch Mundo Perfeito, aqui)
A saúde e o emprego
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Coisas que se ficam a saber no facebook #2
E...
Coisas que se ficam a saber no facebook #1
E esta mania portuguesa de achar que as pessoas não podem ternoção do valor que têm ou não podem mostrar que têm essa noção deixa-me... sem palavras.
Sobre o "Ídolos"
domingo, 17 de janeiro de 2010
TV Cabo
Apetecia-me dizer assim:
Podia ter uma box digital que não se desligasse sozinha do nada, que gravasse os programas que eu ponho para gravar sem se armar em caprichosa e uma internet que não falhasse de segundo em segundo?
Podia mas não era a mesma coisa.
É que TV Cabo ou Zon ou lá como lhe queiram chamar é indissociável de mau serviço.
É tão bom #2...
sábado, 16 de janeiro de 2010
Serviço público #4 - Haiti
Mas como não posso resta-me divulgar as formas de ajudar que temos neste momento. Existem contas da AMI, da Caritas e da Cruz Vermelha Portuguesa e também uma linha criada pela PT/TMN (760 206 206) que tem o custo de 60 cêntimos mais IVA e será encaminhado para as ONGs Assistência Média Internacional (AMI), Cruz Vermelha e Médicos do Mundo (eu já liguei e vocês?). O número fica disponível a partir de Sexta-feira. Podem obter mais informação sobre as diversas contas de apoio aqui.
Mas o que estava a tentar dizer é que este tipo de tragédias, assim como todas aquelas tragédias mais pessoais, que muitas vezes não temos conhecimento, mas que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas, só me fazem pensar mais no quão frágil é a vida. No quão frágeis somos todos nós perante tudo isto que nos rodeia. No quão é fácil tudo se desmoronar em poucos segundos. E é por isso que cada vez mais percebo que temos mesmo de aproveitar enquanto podemos. Porque nunca sabemos. A verdade é que nunca sabemos. Só temos o segundo em que estamos. O resto é completa incerteza. Como já escrevi aqui.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Somos mesmo pequeninos
Isto não é normal pois não?
Lenda
"Um casal de recém-casados era muito pobre e vivia de favores numa quinta do interior. Um dia, o marido fez a seguinte proposta para à mulher:
- "Olha, vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arranjar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só te peço uma coisa, que me esperes e, enquanto eu estiver fora, sê-me FIEL, pois eu também te serei fiel.”
Assim sendo, o marido saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um agricultor que estava a precisar de alguém para o ajudá-lo nas suas terras.O rapaz chegou e ofereceu-se para trabalhar e foi aceite. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que foi aceite também. E o pacto foi o seguinte:
- Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor dispensa-me das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor ponha o dinheiro no banco até ao dia em que eu me for embora. No dia em que eu sair o senhor dá-me o dinheiro e eu sigo o meu caminho".~
Tudo combinado.Aquele rapaz trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou ao pé do patrão e disse:
- "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou de volta para a minha casa".O patrão então respondeu-lhe:
- "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero fazer-te uma proposta, pode ser? Eu dou-te o teu dinheiro e tu vais-te embora, ou DOU-TE TRÊS CONSELHOS e não te dou o dinheiro e tu vais-te embora. Se eu te der o dinheiro eu não te dou os conselhos, se eu te der os conselhos, não te dou o dinheiro. Vai para o teu quarto, pensa e depois dá-me a resposta".
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
- "QUERO OS TRÊS CONSELHOS".O patrão novamente frisou:
- "Se te der os conselhos, não te dou o dinheiro".
E o empregado respondeu:
- "Quero os conselhos".O patrão então disse-lhe:
1. "NUNCA TOMES ATALHOS NA TUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a tua vida.
2. NUNCA SEJAS CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3. NUNCA TOMES DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois podes arrepender-te e ser tarde demais."
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era assim tão novo:
- "TENS AQUI TRÊS PÃES, dois para comeres durante a viagem e o terceiro é para comeres com tua mulher quando chegares a tua casa".
O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da mulher que ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:
- "Para onde vais?"
Ele respondeu:
- "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminho por esta estrada".O andarilho disse-lhe então:
- "Ó rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho muito, e que te põe em casa em poucos dias".
O rapaz todo contente, começou a seguir pelo atalho, quando se lembrou do primeiro conselho. Então, voltou para trás e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado encontrou uma pensão à beira da estrada, onde resolveu hospedar-se."Pagou" a diária e após tomar um banho deitou-se para descansar e dormir.De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava já a abrir a porta, lembrou-se do segundo conselho.Voltou, deitou-se e dormiu. Ao amanhecer, depois de tomar café, o dono da pensão perguntou-lhe se ele não tinha ouvido um grito e ele disse que sim, que tinha ouvido.
- E não ficou curioso?
Ele disse que não. Ao que o homem respondeu:
- VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois o meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada... já ao entardecer, viu entre as árvores o fumo a sair da chaminé da sua casa, andou um pouco mais e logo viu entre os arbustos a silhueta da sua mulher.Estava a anoitecer, mas ele pôde ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha no seu colo, um homem a quem acariciava os cabelos. Quando viu aquela cena, o seu coração encheu-se de ódio e amargura e decidiu-se a correr ao encontro dos dois e a matá-los sem piedade.Respirou fundo, apressou os passos, quando se lembrou do terceiro conselho. Então parou, reflectiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, disse:
- NÃO VOU MATAR MINHA MULHER NEM AQUELE DESGRAÇADO.
Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer à minha mulher que eu sempre LHE FUI FIEL".
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a mulher abre a porta e o reconhece, atira-se ao seu pescoço e abraça-o afectuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos diz-lhe:
- "Eu fui-te fiel e tu traíste-me.
Ela, espantada, responde-lhe:
- "Como? eu nunca te traí. Esperei durante estes vintes anos.
Ele então perguntou-lhe:
- "E aquele homem que estavas acariciando ontem ao entardecer?
E ela disse-lhe:
- "AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando te foste embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade".
Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a mulher preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem sequer nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...
Espero que tu, assim como eu, não nos esqueçamos que uma grande amizade começa com confiança na pessoa que nos procura..."
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Viver a Vida #2
Para quem pediu...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Cmo é que é mesmo?
5 horas depois
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Acho TANTA mas tanta graça às pessoas que dizem que a solução para os problemas psicológicos "está em nós", que só os fracos, os burros e os menos capazes é que têm depressões e outros problemas, que não é preciso procurar ajuda médica nem tomar medicação. E o problema de isto estar tão enraizado na nossa sociedade é que quem sofre de alguma destas perturbações acaba por se sentir inferiorizado, não procura ajuda, e os problemas vão-se agravando. Engraçado é que não vejo ninguém a dizer que a solução para uma perna, um braço ou uma cabeça partida "está em nós".
Nem contigo e nem sem ti
Não. Não vou falar do filme que existiu com a Michelle Pfeiffer (que, por acaso, nem retratava bem este assunto) mas sim daquelas relações que hoje em dia predominam por aí. Aquelas em que as pessoas tanto dizem que adoram como odeia, que o outro é a melhor pessoa do mundo como a pior, que tanto estão muito bem com o outro como muito mal.Em poucas palavras, essas relações para mim são, simplesmente não-relações. Claro que também já as vivi, já arranquei cabelos e já me vi no meio de relações assim onde não queria estar mas ao tempo tinha medo de sair. Só que o que acho agora é o que amor não rima com dor. Que tem de nos trazer acima de tudo bem estar. Serenidade. Que temos de sentir sem dúvida que estamos melhor com aquela pessoa do que sem ela.
E não me interpretem mal. Não acho que se deva desistir de uma relação aos primeiros problemas. E até penso que hoje em dia se leva tudo com uma enorme facilidade. Mas é diferente desistir aos primeiros problemas e continuam numa relação que só dá problemas.
O mais engraçado é que normalmente são as mulheres que insistem neste tipo de relação. Os homens deixam-se ir porque é cómodo. Mas somos nós que gastamos horas a falar com as amigas. A dissecar tudo o que ele faz e diz. A tentar perceber cada gesto. No fundo a perder tempo. Porque não vale a pena. Porque não há nada para perceber. Sobretudo porque nunca devemos deixar que alguém seja a nossa prioridade enquanto somos apenas uma opção na vida dessa pessoa. Nem nunca devemos correr atrás de alguém. Para alguém sim. E aquele rapazinho que não nos atende os telefonemas porque está ocupado, que não responde às mensagens porque não viu e que só está connosco quando não tem mais que fazer e ainda assim temos de ter cuidado com tudo o que dizemos para que não se chateie, não merece que passemos a vida a pensar, a suspirar e a sofrer por ele.
E essas relações, as que só nos dão problemas, não nos levam a lado nenhum. Por mais que no fundo gostássemos. Por mais que gostássemos que aquela pessoa fosse a nossa pessoa. Quando não dá há que perceber que não dá. E terminar as coisas antes de chegarem a um nível insuportável.
domingo, 10 de janeiro de 2010
A Daniela Ruah
Não é por este assunto estar na moda...
sábado, 9 de janeiro de 2010
A bijutaria da Miss G.
Estamos...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O casamento homossexual
Mas é por estas e outras e por outras parecidas que, não fosse esta não ser a altura propícia para campanhas eleitorais devido à situação económica do país, eu gostava que houvesse referendo. Apesar de temer o resultado, que sei que ainda há muito preconceito na nosa sociedade, ia gostar imenso de saber quais os argumentos de quem é contra. Talvez fossem ainda mais ridículos do que os dos defensores do "não" no referendo sobre a descriminalização do aborto (e sim, eu votei sim. E não, não sou a favor do aborto. E acho que ninguém é. Mas ele já existia e iria continuar a existir. Assim sendo ao menos que as pessoas o possam fazer em condições e sem medo de irem parar ao banco dos réus. Porque o simples acto de o fazer já é penalizador o suficiente para as mulheres.).
Com la musica alla radio
Viver a Vida
Breve introdução: A Helena é uma mulher jovem e bonita, recém-casada que acaba de saber sofreu um aborto espontâneo em início de gravidez. A conversa que retrato a seguir passa-se no carro, após saírem do hospital onde tinha ficado a saber a notícia. Estão presentes ela, o marido e uma amiga.Alice - Gostei muito da sua serenidade perante os factos.
Marcos - Eu também.
Helena - Aprendi a sofrer.
Alice - Eu também, aprendi a duras penas; aliás, alegria é uma coisa muito boa de se sentir mas não ensinda nada. O que ensina mesmo é o sofrimento. A dor.
Marcos - É triste, mas é verdade. Quando tudo está correndo bem a gente não dá valor a nada.
Helena - Pois eu preferia não aprender nada mas não ter de sofrer.
Alice - Ah, minha querida, mas a isso ninguém escapa.
True. True. So very true.
E eu sou (apesar de devido à situação clínica da minha mãe nos últimos tempos não se notar) do tipo de pessoas que gosta de estar sorridente, de aproveitar ao máximo as coisas, de tentar ser sempre feliz, mas a verdade é mesmo esta, dura e crua. Sem qualquer rodeio. É na dor que crescemos, que aprendemos, que evoluímos. Talvez por ser quando estamos em baixo que analisamos, colocamos em questão, e pensamos em formas de evoluir.
Quando estamos felizes é normal, prevesível e saudável que não pensemos nas coisas. Afinal queremos é aproveitar a alegria que sentimos. E é bom que assim seja, que realmente vivamos todos os momentos.
E acho que é mesmo esta a lição que temos de tirar dos momentos de dor. Não conformarmo-nos com o sofrimento, nem tornarmo-nos pessoas amargas, cinzentas e resignadas, mas, aceitar que exitem, e, já que é algo que não somos imunes e iremos sentir alguma vez na vida, então que usemos esses momentos para crescermos, amadurecermos e sermos maiores e melhores, chegarmos mais longe e voarmos mais alto.
E é por isso que eu digo sempre que as pessoas têm de viver a sua dor. Não sou adepta de saltar etapas, de fugas para a frente, de evitamentos. Nem digo aquelas frases feitas que toda a gente diz porque não se sabe ou não se quer lidar com o sofrimento do outro. Não. Digo o oposto. Digo: pensa, sente, reflecte. E depois tenta encontrar soluções. Mas antes vive a dor. Chora. Grita. Berra. E depois então, quando ela estiver mais mansinha, quando já tiver ensinado o que tinha de ensinar, quando for o momento certo, segue em frente. Afinal, como dizia um professor meu, o célebre Coimbra de Matos, a tristeza é o melhor antídoto contra a depressão.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Aviso à navegação
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A bijutaria da Miss G.
Histórias Mal-Resolvidas
Quase me apetece começar com um “quem as não tem”, mas houve alguém que se lembrou disso antes de mim e voltar a fazê-lo seria demasiadamente banal.
Todos nós temos algures no nosso passado uma história mal-resolvida... quer seja porque o destino nos pregou uma partida e nos afastou de uma pessoa antes do tempo devido, quer seja porque as coisas terminaram antes de termos tempo de nos despedir delas ou quer seja porque algo ficou por dizer ou por fazer...
O facto é que todos sem excepção temos algures no nosso passado, mesmo que seja longínquo e nem sequer pensemos muito nisso, uma história de amor que terminou na altura errada, da maneira errada e por isso mesmo ficou mal-resolvida e irá, voluntária ou involuntariamente, de forma intensa ou ténue, ficar marcada para sempre na nossa memória.
Provavelmente até nem tinha grande importância; por vezes até sabemos que era uma história que não ia a lado nenhum; talvez até, comparado com tudo o resto que vivemos tenha sido insignificante... Mas, como acabou como não queríamos e de uma forma que não desejávamos vai marcar-nos para sempre...
Histórias mal-resolvidas não são amores impossíveis, não são amores platónicos que apenas são possíveis em fantasia, nos nossos sonhos, amores que nunca vivemos e que se por alguma partida do destino tivermos oportunidade de viver se desfazem com a rapidez de um vidro que estilhaça, da areia da praia que se nos escapa por entre os dedos...
São, isso sim, amores que um dia foram possíveis, que nos fizeram sentir bem com o mundo, connosco, com tudo... e que um dia acabaram deixando-nos um sabor agridoce no pensamento e no coração... doce porque era assim que nos faziam sentir e amargo por terem acabado justamente quando pensávamos que tudo estava bem e que seria assim para sempre.
Além de tudo isto os amores mal-resolvidos são aqueles que, na altura de ir embora, não tiveram coragem de bater com a porta e seguir o seu caminho, deixando-a entreaberta como quem diz “pode ser que um dia eu volte...” e como um dia foram tão doces e tão bonitos e nos fizeram sentir tão bem, nós não temos coragem de ir até à porta e fechá-la; pelo contrário, se algum corrente de ar se atrever a encostá-la, nós voltamos a abri-la e todos os dias lá vamos espreitar para ver se é finalmente aquele o momento em que ele irá voltar para nos voltar a preencher a vida e o coração... mas parece que ainda não foi desta! Quem sabe amanhã...

