sábado, 16 de janeiro de 2010

Serviço público #4 - Haiti

Ainda não tinha aqui falado sobre o terramoto que na Terça-feira no Haiti. E não é por falta de informação sobre o assunto. Nem por falta de sensibilidade. Nem por não me fazer impressão. Se bem que como a Luna diz quando temos um problema na nossa vida o resto parece-nos um bocadinho mais longe do que quando não temos. A verdade é que fico impressionada, apertada por dentro, de certa forma espantada com a destruição que 35 segundos de terramoto podem fazer, mas a verdade é que, ao contrário do que li em muitos blogues, não são situações que me façam chorar. Não por não as achar terríveis. Não por não ter pena de todas as pessoas que estão a sofrer. A verdade é que não sou uma pessoa chorona. E considero-me uma pessoa extremamente sensível. Mas não choro com este tipo de situações. E, caso as circunstâncias da minha vida fossem outras, era pessoa para ir numa missão humanitária. Mas dizia eu que ainda não tinha falado aqui nisto, tal como não falo em tantas outras situações de actualidade, embora as acompanhe. E se falo agora é mais para divulgar as formas que temos de ajudar do que para dizer que me impressiona, que tenho pena ou que choro, porque, neste momento isso não adianta.

Mas como não posso resta-me divulgar as formas de ajudar que temos neste momento. Existem contas da AMI, da Caritas e da Cruz Vermelha Portuguesa e também uma linha criada pela PT/TMN (760 206 206) que tem o custo de 60 cêntimos mais IVA e será encaminhado para as ONGs Assistência Média Internacional (AMI), Cruz Vermelha e Médicos do Mundo (eu já liguei e vocês?). O número fica disponível a partir de Sexta-feira. Podem obter mais informação sobre as diversas contas de apoio aqui.

Mas o que estava a tentar dizer é que este tipo de tragédias, assim como todas aquelas tragédias mais pessoais, que muitas vezes não temos conhecimento, mas que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas, só me fazem pensar mais no quão frágil é a vida. No quão frágeis somos todos nós perante tudo isto que nos rodeia. No quão é fácil tudo se desmoronar em poucos segundos. E é por isso que cada vez mais percebo que temos mesmo de aproveitar enquanto podemos. Porque nunca sabemos. A verdade é que nunca sabemos. Só temos o segundo em que estamos. O resto é completa incerteza. Como já escrevi aqui.

3 comentários:

  1. Sabes o que te digo em relação a este post?? Três coisas.
    Primeira, Apesar de Portugal, e mais concretamente Lisboa, estar como que em cima de uma bomba relógio que não se sabe quando vai rebentar, nós temos muita sorte no país onde vivemos e por isso e muito mais continuo a dizer que adoro o meu país e tenho imensa sorte em ter nascido neste jardim à beira mar plantado.
    Segunda, é possivel que até não seja verdade ou que seja uma grande estupidez aquilo que vou dizer mas na Républica Dominicana que é mesmo ao lado não houve estragos... O Haiti é um país pobre e apesar do terramoto ter tido uma força brutal, não acredito que as casas/edifícios fossem aguentar a uma coisa mais levezinha sequer.
    Terceira, Basta um segundo para tudo acabar, não são precisos 35. Temos é que ter juízo e dar valor ao que temos!!!

    E agora vou dormir porque já tou a falar/escrever de mais. :)

    ResponderEliminar
  2. Alf, eu também pensei no facto de na República Dominicana não ter havido destruição e além disso pensei no sismo que tivemos que foi apenas de menos um grau na mesma escala, embora o epicentro tenha sido mais longe e tenha durado menos tempo. E é bem verdade que vivemos em cima de uma bomba relógio. Terceiro, foi isso que quis dizer, basta um segundo, temos de dar valor ao que temos, e aproveitar.

    ResponderEliminar
  3. eu tenho um amigo meu que acabou de ir para lá há dois dias na comitiva portuguesa...

    enfim...

    ResponderEliminar