segunda-feira, 2 de junho de 2014

Habemus novo blogue!

E chegou o dia em que abri o meu blogue sobre alimentação saudável:

http://misshealthypt.blogspot.com

Talvez com o tempo volte a escrever também neste, mas, por enquanto, o outro é a menina dos meus olhos. Passem por lá.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

E mais novidades...

O blogue novo ainda não estreou, MAS já tenho página de facebook do novo projecto!

https://www.facebook.com/misshealthypt

Vão lá espreitar.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Novidades

Por muito que eu tenha tentado contrariar esse facto (bm, não foi assim tanto, confesso), a minha vontade de escrever neste blogue diminuiu muito. Não o vou apagar, um dia talvez o retome, mas não agora. No entanto, tenho novidades.

Um blogue novo. Um blogue novo, exclusivamente dedicado a alimentação e vida saudável, que será, não só o acompanhamento da minha dieta, como também um sítio com receityas, dicas de nutrição, dúvidas sobre alimentação, e coisas desse género. Quando tiver o endereço venho cá divulgar.

Por enquanto, se quiserem, podem acompanhar-me no instagram em @teresafrancisco_misshealthy, onde vou publicando as coisas que como e que me inspiram.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Espírito de Natal precisa-se ou um texto em jeito de desabafo

Sei que não escrevo aqui há muito tempo, sei que estou em dívida com os meus (poucos) leitores, sobretudo no que diz respeito às fases dois e três da dieta que publiquei, mas, não sendo propriamente a pessoa mais organizada do mundo, e dispersando-me com muita faculdade, a faculdade tem-me roubado todo o meu tempo. É, sem dúvida, por uma boa causa; encontrei o meu caminho profissional, aquilo que quero fazer o resto da vida, e ao qual me tenho dedicado de corpo e alma, mas, ainda assim, devia e quero conseguir organizar-me melhor e ter mais tempo: para descansar, para escrever, para fazer outras coisas sem ser estudar e não me sentir culpada com isso. Claro que tudo isto é fruto de um enorme perfeccionismo da minha parte, que, se por um lado é bom, por outro desgasta. Experimentem juntar falta de organização com perfeccionismo e verão que é um cocktail explosivo, que deriva, grande parte das vezes, em estar a estudar até altas horas da madrugada, em cima do prazo de entrega de algum trabalho, para tentar fazer, num curto espaço de tempo, um trabalho perfeito. Não era muito mais inteligente ir fazendo esse trabalho aos poucos? Era. Mas eu sou (também) a rainha da procrastinação e do boicote.

No entanto, apesar destas confissões, e de este assumir de culpa, ainda não vai ser hoje que vou voltar a falar de dietas.

Hoje vou falar de Natal. Ou melhor, da ausência de espírito de Natal que estou a sofrer este ano. Estou no norte, em casa de família, mas não me apetece estar aqui. Apetece-me abrir a porta, sair e correr para algum sítio onde, de facto, me sinta em casa, onde tenha um sofá no qual eu me possa sentar, com uma mantinha, a ver filmes de Natal. Um sítio onde me sinta confortável, aconchegada e protegida.

Sou uma pessoa que sempre valorizou a família e os momentos em família, incluindo o Natal. Mas, hoje em dia, depois de uma série de transformações pelas quais fui passando, percebi que família é um sítio no qual nos sentimos acolhidos e não criticados a toda a hora. Um sítio do qual fazem parte pessoas com quem nos identificamos, com quem gostamos de estar, conversar, passar tempo. E eu não sinto nada disso. A minha família é extremamente competitiva, há muitas críticas e quase nenhuns elogios, a tudo e a todos, e eu não só não sou assim, como não gosto disso. Por isso, não me sinto bem aqui. Por isso, este ano, mais do que todos os outros, o Natal está-me a passar completamente ao lado, e eu só quero que esta época termine, para poder regressar a minha casa.

Eu sei que este é um texto negativo, que, nesta quadra, as pessoas esperam ler outras coisas, mas, neste momento, não consigo disfarçar e precisava de escrever.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Blogue da Mimis e uma perspectiva diferente sobre dietas e reeducação alimentar

Eu não acredito em dietas muito drásticas. Sei que isto pode parecer uma contradição, porque fiz LEV há muito pouco tempo e a LEV é uma dieta drástica. Mas LEV foi apenas o primeiro empurrão neste novo capítulo do meu longo processo de reeducação alimentar e mudança de estilo de vida.

(Tão longo que posso dizer que começou, a sério, em 2007 (ou até antes), com muitos avanços e recuos, até chegar ao hoje, ao agora, onde percebi e me mentalizei que é um processo que quero e vou terminar de uma vez por todas. Prometo que um dia conto tudo com pormenores.)

E porque é que eu não acredito em dietas drásticas? Porque já as fiz e não resultaram. Porque cansam. Porque ninguém resiste a passar meses e meses sem comer um doce, uma pizza, um prato de massa, ou qualquer coisa do género. E porque perder peso tem de ser mais do que uma dieta. Tem de ser um processo de reeducação alimentar, que nos ensine que vamos ter que saber comer bem o resto da vida. O que não significa que, de vez em quando, não possamos cometer um pecado.

E é aqui que entra um texto que acabei de um ler, de uma autora que me inspira: a Michelle Franzoni: o texto chama-se "Equilíbrio na dieta: o saber dosar" e resume tudo o que eu penso sobre este processo de nos tornarmos mais saudáveis. Porque é isso que eu quero. E isso é muito mais do que perder uns quilos com uma qualquer dieta da moda.


Fica o link:
http://blogdamimis.com.br/2012/10/06/equilibrio-na-dieta-o-saber-dosar/

Não deixem também de ler a história inspiradora da Mimis em http://blogdamimis.com.br/

terça-feira, 22 de outubro de 2013

LEV - Pergunta

Tendo em conta aquilo que escrevi aqui, quantos de vocês gostariam que eu tentasse falar com a LEV para conseguir um desconto para vocês?
Não sei de que forma, não sei se seria para todos ou apenas ara alguns, através de um passatempo, mas quantos?
Preciso que me deixem comentários, a dizer quantos quilos gostavam de perder e até quanto estão dispostos a gastar.

sábado, 19 de outubro de 2013

Mutatis, mutandis

(Mutatis, mutandis é uma expressão idiomática latina que se pode traduzir, livremente, por "mudam-se os tempos,mudam-se as vontades").

Apesar de haver quem acredite que o ser humano nunca muda, eu acredito que é possível mudar sim. É verdade que é complicado mudarmos a nossa essência, mas, com o passar do tempo, e com o acumular de experiências,  evoluímos, e, consequentemente, vamos limando alguns aspectos da nossa personalidade e alterando a forma como vemos as coisas e como agimos.

E isto serve para dizer, quase em forma de alerta, que, nos próximos tempos, o blogue vai passar a ter muito mais textos sobre a minha dieta, sobre exercício, sobre receitas saudáveis. Não quer dizer que não continue a falar de outras coisas, mas, neste momento, o meu processo de reeducação alimentar é uma das coisas centrais na minha vida. E, por isso, tenho muita vontade de falar dele e de tudo o que está relacionado com saúde, alimentação saudável e exercício.

Há muitos anos que faço dietas. Já emagreci e engordei uma série de vezes. Já tive quase mais 30 kgs. do que tenho agora e ainda me faltam perder, no mínimo, mais 30. Mas eu mudei. Eu percebi que não quero continuar a emagrecer e voltar a engordar, que não quero ficar feliz quando emagreço para, uns meses depois, me sentir triste porque voltei a engordar e não gosto outra vez de me ver ao espelho. Percebi que não quero passar a vida a começar dietas, ter que fazer restrições enormes vezes e vezes sem fim. Sei que tenho que ter uma alimentação cuidada e equilibrada sempre e para sempre, mas também sei que quero poder, daqui a uns meses, ter que fazer apenas isso, ter uma alimentação saudável e equilibrada, e não passar o tempo a fazer dieta, a pesar-me para ver se emagreci e a ficar frustrada se engordar 100 grs. Quero, definitivamente ter uma relação saudável com o meu corpo, com a comida e com a balança. E sei que chegou a altura, chegou o momento certo, deu-se o clique, de que já tantas vezes tinha ouvido falar, mas nunca tinha sentido.

A quem me segue por outros assuntos, peço desculpa; eu vou continuar a falar de outras coisas, mas mais esporadicamente. A quem se interessa por alimentação, saúde e exercício, venham comigo. Estou aqui para ajudar no que for preciso, à medida que perco quilos e ganho saúde.

domingo, 13 de outubro de 2013

Para ti*

Há um ano, nunca imaginei, nem nos meus sonhos mais megalómanos, que estaria como estou hoje.
Há um ano nunca pensei que ia encontrar alguém com quem me sentisse tão bem, tão feliz, com quem tudo fizesse tanto sentido. 
Há um ano, em Sintra, quando te dei a mão pela primeira vez, não sabia que nunca mais a ia largar, que nunca mais ia caminhar sozinha.
Mas a verdade é que foi nesse dia, há um ano, que a minha vida, a nossa vida, mudou. Foi há um ano que começou a nossa história. Uma história que começou devagarinho, e foi crescendo, todos os dias, à medida que nos iámos conhecendo mais e mais. Uma história que tem vindo a ser construída com passos pequenos, mas seguros, e com uma certeza cada vez maior que és tu quem eu quero, ao meu lado, o resto da vida. 
Porque, desde há ano, os meus dias ganharam uma nova cor, e o meu sorriso tornou-se mais forte e mais brilhante. É muito bom dormir e acordar todos os dias e saber que estás lá, do outro lado do telemóvel, que fazes parte da minha vida e eu da tua, que és a última pessoa em quem penso quando adormeço e a primeira quando acordo.
Por tudo e por tanto, por seres o homem maravilhoso que és, por tudo aquilo que temos vivido juntos, amo-te MUITO, meu amor.
E a única coisa que quero é fazer-te tão feliz como me fazes a mim.   

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Receita: Pescada com molho de legumes



Este prato é delicioso e é uma forma óptima e diferente de comer pescada.

Ingredientes
*Pescada
*Cebola
*Alho
*Tomate
*Cenoura
*Courgette
(Não indico quantidades, porque varia consoante o número de pessoas)

Num tacho colocar a cebola e os alhos com um pouco de azeite, depois o tomate, a cenoura, a courgette, e o peixe, tapar e deixar cozinhar. Não é preciso mexer, mas convém verificar se está a pegar. Se estiver deve juntar-se um pouco de água ou vinho branco.
Quando o peixe estiver cozido, retirar e triturar o molho.
Servir a pescada com o molho de legumes por cima.

Nota: eu acompanhei com cogumelos salteados com espinafres

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Dieta 1, 2, 3 - Dra. Iara Rodrigues - Fase Detox

(Disclaimer: a Dieta 1, 2, 3 NÃO é a dieta 3 passos, que foi, há uns meses, bastante falada no mundo dos blogues. Nem este é um post publicitário. Não ganho nada ao falar da dieta, não conheço pessoalmente a Dra. Iara -apenas falei uma vez com ela por facebook- e só conheço o método porque li o livro).

Na sequência do meu post sobre a LEV, algumas pessoas disseram-me que a dieta parecia interessante, assim como o ritmo da perda de peso, mas que era demasiado dispendiosa e por isso não a poderiam seguir. Por isso resolvi escrever este texto sobre a dieta que estou a fazer agora.

Tal como escrevi no post anterior, eu ainda tenho (bastante) peso a perder e, apesar de gostar e me identificar com o método LEV, neste momento não tenho capacidade financeira que me permita continuar a seguir o plano deles. Vai daí andei a pesquisar sobre várias dietas e acabei por me decidir por esta. E porquê esta? Porque me parece umadieta bem mais saudável e equilibrada do que muitas que andam por aí. Assumidamente, não gosto da dieta da Dra. Ágata Roquette - acho-a muito pouco saudável do ponto de vista nutricional.Acredito que se perca peso, mas não se adquirem hábitos de alimentação saudáveis. Quando uma dieta permite o consumo de proteínas sem limites, inclui queijo e natas em algum dos cozinhados, não me parece que premissa que está por trás seja a melhor. Fazer dieta é, antes de mais, reeducar os nossos hábitos alimentares. Aprendermos a comer, sabermos o que nos faz bem e tentar conjugar tudo isso com ter prazer e gostar de comer o que é bom para nós.

A dieta da Dra. Iara Rodrigues, da qual vou vos falar, é feita em 3 passos diferentes, daí chamar-se Dieta 1, 2, 3. O primeiro passo, mais restritivo (o único em que não estão contemplados os hidratos de carbono) corresponde a um período de desintoxição e onde se dá uma perda de peso mais rápida. Este passo pode durar, consoante os objectivos de perda de peso, 1 ou duas semanas. No livro a dra. Iara Rodrigues dá-nos 3 opções:

Opção A (para quem quer perder até 5 kgs.): Plano 1 (1 semana) + Plano 2 (2 semanas) + Plano 3 (1 semana), com duração total de 1 mês;

Opção B (para quem quer perder entre 5 kgs. e 10 kgs.): Plano 1 (2 semanas) + Plano 2 (3 semanas) + Plano 3 (2 semanas), com duração total de 1 mês e meio;

Opção C (para quem quer perder mais de 10 kgs.): Plano 1 (2 semanas) + Plano 2 (4 ou 5 semanas semanas) + Plano 3 (3 semanas), com duração total entre 2 meses e 2 meses e meio;

Cabe-nos a nós escolher qual a melhor opção dentro dos nossos objectivos. Eu escolhi a opção C, porque quero perder mais de 10 kgs., e preferência até ao Natal. Segundo ela e o livro, é possível, vamos lá ver como corre. Posso dizer-vos que, na primeira semana de detox, perdi 2,4 kgs. Estou a começar hoje a semana. Esperava perder um bocadinho mais, mas não vou desistir. Eu já tinha perdido peso na semana anterior, já tinha tido bastante cuidado e, por isso, o corpo não sentiu um choque tão grande com este plano de desintoxição. A Dra. Iara diz que se podem perderaté 4 kgs. na primeira semana.

Então, em que consistem estes diferentes planos?

Plano 1 - Desintoxição (emagrecimento rápido)

Em jejum: um copo de água morna com umas gotas de limão

Pequeno-almoço: 1 peça de fruta e 1 lacticínio. Ou seja, fruta com iogurte, batido de fruta, etc. Não há frutas proibidas, apenas não se podem juntar frutas diferentes, e deve adicionar-se 1 colher de sopa de sementes de linhaça moídas.

1 lanche a meio da manhã*

Almoço: Salada ou legumes* e proteína (peixe, todos, ou carne, excluindo porco e outras carnes gordas, mas com permissão para vaca, desde que magra)

2 lanches a meio da tarde

Jantar: 1 tigela desopa ou creme de legumes (sem batata, leguminosas, nem hidratos de carbono - arroz, massa, pão ou tostas) ou 1 prato de salada ou legumes variados

Ceia: Um chá ou infusão (se a nossaopção for o plano B ou C, a partir da segunda semana podemos acrescentar 1 peça defruta, 1 iogurte magro solido ou 1 gelatina light)

* Lanches: durante toda a dieta os lanches podem consistir em:
1 queijo fresco magro (tamanho pequeno)
2 triangulos de queijo magro
3 fatias finas defiambre de aves, sem as gorduras visíveis
1 gelatina light (eu uso as Royal 10 calorias)
1 porção de fruta
4 nozes (metades)
1/2 taça de tomate cereja
1 cenoura crua

*Salada ou legumes: variar o mais possível entre:
Alface, rúcula, espinafres, agrião, alho francês, salsa, coentros, nabiças, grelos, cebola, alho, cenoura, tomate, nabo, couves, aipo, beringela, brócolos, courgette, pepino, pimentos, cogumelos, rebentos de soja, etc.

Durante a primeira fase não convém beber café (eu não consigo não beber, mas bebo pouco), mas podem comer-se pastilhas elásticas sem açucar (até 3 pod ai), não convém beber refrigerantes (mas, se não resistirmos, podemos beber coca-cola light ou zero ou um sumo de fruta light).

Os alimentos podem comer-se crus, cozidos, ao vapor, salteados com pouco azeite, estufados (servir com pouco molho), assados com pouca gordura e grelhados.

Podem usar-se temperos para dar/intensificar o sabor dos alimentos, entre azeite q.b., vinagre balsâmico ou de vinho, sal (com moderação), mostarda velha, grãos de mostarda ou Dijon, ervas e especiairias e sumo de 1/2 limão, lima ou laranja.

Como podem ver é uma dieta que privilegia o consumo de legumes, fruta e vegetais, sem esquecer os lacticínios em quantodade moderada. Não vou mentir: temos alguma fome durante o dia, especialmente se, como eu, houver muitas horas entre o vosso almoço e jantar.

É, ainda, incentivada a prática de exercício físico - pelo menos 3 vezes por semana, no mínimo 30 minutos.

A divisão das refeições ao longo do dia é, apenas, indicativa; eu, por exemplo, como só tenho 3h entre o pequeno almoço e o almoço não faço o lanche do meio da manhã, mas tenho dois dias por semana em que faço três lanches durante a tarde - porque já janto depois das 22h.

Durante a semana ainda cá venho falar das outras fases. Já sabem que, se tiverem dúvidas, basta escreverem um comentário ou enviar email.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

LEV - FAQ, esclarecimentos e coisas do género

(Disclaimer: tenho recebido bastantes emails a fazerem-me perguntas sobre a LEV e tenho-me atrasado nas respostas. A verdade é que o meu horário não me tem permitido ter tempo para muita coisa. Daí, decido tentar fazer um apanhado dessas dúvidas e escrever este texto. Se, ainda assim, ficar alguma coisa por responder, deixem um comentário ou enviem email.)

Vamos começar pelo preço dos produtos/custo da dieta, que me parece ser uma das questões mais importantes quando se pensa seguir um plano alimentar deste género. Muitas pessoas me perguntam se a LEV é cara ou quanto é que eu gastei num mês, outras, porque leram no blogue que eu tentei fazer contenção de custos, perguntam-me como é que fiz essa dita contenção.

Ora bem, sendo o mais sincera possível, a LEV é um plano alimentar dispendioso. Não posso dizer que é caro, porque os resultados compensam, muito, o custo, mas é dispendioso. E é preciso pensarmos nisso logo à partida, para não sermos forçados a desistir a meio.

A primeira fase, que é a fase em que nos alimentamos (quase) exclusivamente de comida LEV, é a mais dispendiosa de todas; temos de fazer entre 5 a 7 refeições por dia, sendo que as principais têm de ser acompanhadas por legumes (de uma lista de legumes ditos autorizados, que nos dão na primeira consulta). Foi precisamente nesta fase que eu tentei controlar mais os custos. Fazia apenas 5 refeições LEV e, ao jantar, comia só sopa ou legumes salteados, utilizando apenas os legumes permitidos. Nem sempre a sopa ficava boa, mas não tinha outro remédio, tinha de a comer. Posso, se quiserem, fazer posts com algumas receitas, ou, mesmo, escrever aqui as listas de legumes autorizadas em cada fase.

Quanto a preços, estamos a falar na primeira fase de, no mínimo, 5 refeições por dia, sendo que cada refeição ronda os 3,30€. As refeições são vendidas em caixas de 5 unidades, que custam 16,50€, com algumas excepções; mas essas excepções são, quase sempre, reflectidas no preço; o preço de cada caixa/pack baixa ou sobe consoante o número de unidades que contém. A partir daqui é fazer as contas, consoante o número de dias que precisam de passar na primeira fase, e, também, o número de refeições que acham que vão consumir por dia, entre as 5 e as 7. Quem tem um dia muito comprido, que começa cedo e termina tarde, provavelmente não vai conseguir aguentar-se com 5 refeições.

Na segunda fase passamos a poder consumir, ao almoço ou ao jantar (mas preferencialmente ao almoço) 120 gramas de carne ou peixe, novamente, de uma lista de carnes ou peixes permitidos; relativamente à carne cumpri à risca, quanto ao peixe, comi dourada e robalo (e até salmão, na 3ª fase) que, supostamente, não eram permitidos e perdi (muito) peso na mesma. Fui muito rigorosa em tudo, excepto no tipo de peixes e a partir da terceira fase comecei, com moderação, a comer cenoura.

Leite, queijo e fruta só se voltam a consumir na terceira fase, onde só temos que fazer duas refeições LEV por dia: uma das da terceira fase e uma da primeira/segunda fases. Isto porque há refeições que, por serem mais calóricas e terem uma maior quantidade de hidratos de carbono na sua constituição, só podem ser consumidas a partir terceira fase. As outras refeições, nesta fase, são normais. Pode comer-se um pão integral ou de mistura (ou duas fatias) ou cereais integrais ao pequeno almoço (podem tentar dizer-vos para consumir pão LEV - eu recusei) acompanhado de um produto lácteo (são permitidos três por dia, de uma lista de produtos lactéos autorizados), carne ou peixe com legumes ao almoço (os legumes permitidos vão aumentando de fase para fase), e, depois, consoante precisem podem fazer um lanche a meio da manhã e outro a meio da tarde, ou dois a meio da tarde, ou, então, como eu fazia, trÊs lanches a meio da tarde, utilizando uma peça de fruta num lanche (são permitidas duas porções de fruta por dia, de uma lista, grande, de frutas autorizadas), uma saqueta LEV da primeira fase num dos lanches, e uma saqueta LEV da terceira fase no outro lanche; mas eu fazia isto porque só jantava às 22h, novamente, sopa ou legumes salteados. (A LEV tem esta grande vantagem; podemos adaptar o plano ao nosso horário; sabemos o que podemos comer, em que quantidades, e vamos alternando as refeições conforme precisamos.) Esta fase é uma fase em que já se perde pouco peso. Uns dois a quatro kgs. por mês, o que parece pouco, para quem vinha de perder sete por mês nas duas fases anteriores. Daí eu achar que é uma fase que deve ser mais curta. É também uma fase bastante mais barata, onde "só" gastamos cerca de 6,8€ por dia nos alimentos LEV.

A quarta fase consiste no regresso à alimentação tradicional, que, consoante ainda tenham peso para perder ou não, irá ter variantes.

É preciso mencionar, também, que, além da comida, há suplementos que temos de tomar, uma vez que, como somos privados de muitos alimentos, corremos o risco de sofrer alguma carência nutricional. E esses suplementos também custam dinheiro. Poderão consultar is preços no site da LEV, aqui. São obrigatórios, na primeira fase 6 CLA por dia (2 ao pequeno-almoço, 2 ao almoço, 2 ao jantar, pelo que umacaixa dá para 10 dias), 2 saquetas de Hipertónico (1 ao pequeno-almoço e 1 ao almoço, pelo que uma caixa dá para dez dias), 2 Magnésios (1 ao almoço, 1 ao jantar, pelo que cada caixa dá para 30 dias), 1 Complexo Vitamínico ao pequeno almoço (pelo que uma caixa dá para 30 dias) e 1,5 litros de água com uma saqueta de ARL (anti-retenção de líquidos, cuja caixa traz 7 saquetas, pelo que dá para 7 dias). Depois, consoante cada caso, podem ser acrescentados outros suplementos. No meu caso tomei, além destes, 3 Ómega 3 vegetal (1 ao pequeno-almoço e 1 ao almoço, pelo que uma caixa dá para 20 dias). A suplementação mantém-se igual na primeira e segunda faes. Na terceira fase acrescentaram-me 3 Faneras ao jantar, que é um suplemento para unhas e cabelo (cada caixa dá para 20 dias). Na quarta fase a suplementação pode, ou não, manter-se, vai depender do vosso nutricionista. Eu comecei a reduzir, porque, em termos financeiros, estava a ficar apertada e porque já estava a comer todos os alimentos, logo achei que não precisava de tantos suplementos.

As consultas na LEV são de 10 em 10 dias, e são gratuitas. E pela minha experiência os nutricionistas são acessíveis, pelo que, o melhor conselho que posso dar é que marquem uma consulta e esclareçam todas as vossas dúvidas. O meu nutricionista era o dr. João Amorim, da clínica do Saldanha, em Lisboa, e gostei muito dele, e da forma como percebia que, financeiramente, nem sempre é fácil fazermos LEV tanto tempo quanto queriámos. Nesta clínica há a vantagem de haver 1h de estacionamento grátis na garagem da 5 de Outubro, para não termos de pagar parquímetro.

Quanto a resultados, a LEV fala em até 7 kgs. por mês. Eu posso dizer-vos que, no primeiro mês (com 20 dias de fase 1 e dez de fase 2) perdi 10 kgs. Fiz LEV durante dois meses e perdi à volta de 14/15 kgs. (já não sei precisar bem). Quanto mais tempo vai avançando, mais o corpo se vai habituando e mais vai resistindo, mas a LEV é, sem dúvida, uma dieta muito eficaz.

Quanto a voltar a recuperar o peso, é igual às outras dietas. Se voltarmos a comer de forma desregrada, claro que voltamos a ganhar peso. Mas a LEV ajuda-nos a ter uma noção daquilo que, de facto, precisamos e nos faz bem, ajuda-nos a puxar pela imaginação no que toca a cozinhar vegetais e a fazer comidas saborosas com os alimentos permitdos e, isso, é um ensinamento que fica.

Durante toda a dieta, pode beber-se chá ou café, com adoçante, 1 coca-cola light ou zero por dia (eu nunca bebi) e 1 água com gás por dia (também nunca bebi).

Se estão pensar que gostavam de fazer LEV mas não têm dinheiro para fazerem todo o tempo que precisavam, façam na mesma. Encurtem as fases, usem-na como um empurrão, um estímulo, uma forma de perderem aqueles quilos iniciais rapidamente e vos estimularem. Eu também ainda tenho peso para perder, mas neste momento não posso voltar à LEV e estou a fazer outra dieta (de que, provavelmente, falarei noutro post).

E, para quem possa ter medo, a comida da LEV é saudável, sim, apesar de não ser refrigerada. Ela é, quase toda liofilizada, e a que não é, tem uma grande durabilidade/capacidade de resistência. O meu colesterol, por exemplo, baixou muito com a LEV.

No que diz respeito às comidas propriamente ditas, as minhas preferidas são o cacau, as cookies, as bolachas de manteiga, os macarrons, todas as batatas fritas, os snacks de alho e salsa, chilli e barbecue, os iogurtes, a bebida de café, os sumos e os waffers (que agora também existem para a fase 1, sortudos!). Na fase 3 & 4, gostei muito das bolachas de chocolate, canela e manteiga de amendoim e dos waffers.

Espero que este texto vos tenha ajudado a esclarecer todas as dúvidas que tenham, mas, se continuam a querer saber mais alguma coisa, não hesitem em deixar um comentário ou enviar-me um email.



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A todas as meninas que me enviaram emails sobre compulsão alimentar ou dietas e ainda não obtiveram resposta, aguardem só mais um pouco. Não vou deixar de responder a ninguém. Mas as férias meteram-se no meio.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sempre me custou a acreditar naquilo que as pessoas dizem, frequentemente, sobre o amor. Que, a maior parte das vezes, ele está mesmo ao nosso lado e nós não vemos. Que irá acontecer quando menos esperamos. E que, quando acontecer, quando aquela for a pessoa certa, o vamos perceber.
Custava-me a acreditar, mas, a verdade é que me aconteceu. 
Esteve, durante algum tempo, perto sem que eu me apercebesse. Aconteceu sem que eu estivesse à espera. E, quando aconteceu, eu senti e percebi que era(s) aquilo que eu queria. 
Que eu quero.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Compulsão alimentar

Já falei aqui do meu excesso de peso, já falei das minhas dietas, mas nunca abordei o assuntos dos problemas do comportamento alimentar. E, sendo eu psicóloga, e interessando-me por este assunto há já algum tempo, tenho um conhecimento superior ao da maioria das pessoas.

Mas, primeiro, e para que se perceba o porquê de eu abordar este assunto no blogue, convém contar um bocadinho da minha história. Sempre fui gordinha. Não nasci gorda, não fui gorda até aos 5/6 anos, mas a partir daí comecei a engordar. Muito fruto de uma alimentação pouco regrada e equilibrada que se fazia cá em casa, e que me foi criando hábitos alimantares pouco saudáveis, com os quais fui engordando.

E, à medida que ia engordando, ia ganhando complexos, por ser gordinha. E isso afectou muitas áreas da minha vida; sempre achei que ninguém se ia interessar por mim por ser gorda, e sempre arranjei desculpas para afastar todas as pessoas que, de facto, se aproximavam. Acredito mesmo que, a partir de uma altura, deixei-me engordar mais por não querer e não saber lidar com o sexo oposto. Nunca tive, e continuo a não ter, em casa, por parte do meu pai, um modelo masculino que gostasse de mim como eu era e me ajudasse a aceitar, a gostar de mim, e a sentir que tenho o direito de ser feliz no meu corpo, de lutar por o tornar mais bonito.

Fiz a minha primeira dieta a sério quando tinha 17 anos. Já tinha tentado emagrecer antes, a minha mãe já me tinha levado a um ou dois endrocrinologistas, para se certificar que eu não tinha nenhum problema gladular que me fizesse engordar, mas eu nunca tinha levado essas tentativas a sério. Por isso, considero que a minha primeira dieta foi aos 17 anos. Não fui a nenhum médico. Simplesmente recorri ao meu bom senso, deixei de comer pão, arroz, batatas, massa, doces, passei a comer iogurtes magros, fruta, cereais, e carne e peixe com legumes. Lembro-me que emagreci 9 kgs. num mês. Tinha 17 anos, nunca tinha feito dieta, a coisa resultou. Tenho fotografias dessa época, e, quando olho, gosto do que vejo. Não estava magra, estava cheinha, mas estava elegante.

Não me lembro quando tempo me mantive assim, mais magra, mas sei que o que me aconteceu depois, é o que me acontece sempre. Faço dieta certinha, sou estóica, resisto, e resisto, e resisto. Mas, quando faço uma asneira, não consigo fazer só uma asneira. Perco-me. E depois custa-me muito a retomar. Até porque, tal como tenho facilidade em emagrecer, também tenho facilidade em engordar. E sou capaz de engordar 2/3 kgs. em menos de uma semana. Sei que não são "quilos reais", sei que são em grande parte retenção de líquidos frutos das aneiras, e sei que os perco rapidamente, mas são motivo para que eu desmotive e me deixe ir.

Nos últimos anos, perdi muito peso. Já podia estar bem. Mas o que me aconteceu foi que perdi, e voltei a ganhar, perdi e voltei a ganhar, perdi e voltei a ganhar. Foi por isso que hoje resolvi falar aqui no blogue de compulsão alimentar. Podia não falar, podia não expôr esta parte de mim, podia optar por não mostrar esta minha fragilidade. Logo eu, que tenho tanto dificuldade em lidar com as minhas falhas, que, no fundo, queria ser perfeita e não lido bem com os meus erros. Mas optei por falar - acho que pode ajudar alguém, e certamente, pode-me ajudar a mim. Assumir os nossos problemas é sempre uma forma de os enfrentar. E eu, que perdi tanto peso nos últimos meses, que gastei tanto dinheiro comigo, que me portei tão bem, sinto que estou, novamente, a começar a falhar, a começar a perder-me. Mas, desta vez, não vou deixar que isso aconteça. Desta vez vou ser capaz de emagrecer ainda mais, de, finalmente, ficar bem comigo.


Até porque esta questão influencia toda a minha vida. Torna-me mais insegura, interfere com a minha felicidade, influencia a forma como me vejo e olho para mim. E, neste momento, felizmente, eu tenho ao meu lado uma pessoa que fez o que o meu pai não fez ao longo da vida - ensinou-me a gostar de mim como sou, e mostrou-me que tenho o direito de querer lutar por mim e ser feliz com o meu corpo. Uma pessoa que todos os dias faz subir a minha auto-estima, e me diz que eu sou bonita, mesmo quando eu me acho o bicho mais feio à face da terra.

Chamei a este texto "Compulsão alimentar", e ainda nem sequer falei nisso. Mas, tudo aquilo em que falei, de alguma forma caracteriza a compulsão alimentar. Eu não acho que tenha a perturbação, pura e dura. Acho, sim, que tenho, no meu comportamento, algumas das características da perturbação. E, sobretudo, acho que quem tem excesso de peso tem, sempre, uma relação pouco saudável com a comida. Porque, quem tem uma relação saudável, sabe e pode fazer asneiras, de vez em quando, sem que essas asneiras façam engordar, ou controlem a vida.

Então, mas, afinal, o que é a compulsão alimentar?

"A compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só, ou «depenica» constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não purga depois de comer em excesso, nem pratica com frequência exercício em excesso na tentativa de queimar calorias. A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou estrato socioeconómico e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças. Infelizmente, não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva, mas existe uma variedade de opções de tratamento que podem ser exploradas quando o transtorno é diagnosticado.Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar consome grandes quantidades de comida de uma só vez ou come constantemente durante um determinado período (por exemplo, durante uma festa de aniversário ou na Consoada) mas não purga ou se liberta da comida depois. O transtorno de compulsão alimentar é habitualmente reconhecido por outros devido aos hábitos alimentares de um indivíduo, tais como:



Agora, depois deste texto em jeito de confissão, venham de lá os anónimos, chamar-me lontra e outros mimos igualmente simpáticos. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

E, a partir de hoje, a Miss G. passa a assinar como Miss G. (Teresa).
Assumo, assim, o meu verdadeiro nome, que tantas pessoas que me leem já sabem.