sábado, 21 de Novembro de 2009

Mensagem de uma pessoa para outra que está longe:
"Estou no sítio X e entrei pelo sítio Y (local onde a pessoa tinha trabalhado). Lembrei-me de ti. Tenho saudades tuas"

Resposta da pessoa que está longe:
"Eu também ando a morrer de saudades... Gostaria de ir aí em breve..."

E de modos que é isto.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

E eis que ao fim de algum tempo, este blogue volta a permitir comentários anónimos. Uma vez que tenho os comentários moderados e que posso decidir os que publico ou não e que até há pessoas com algo a dizer que não têm conta no blogger decidi assim. Claro que comentários ofensivos, a mim, a outros bloggers ou a leitores do blogue não serão permitidos. Vamos ver o que por aí vem. Por isso se for essa a vossa intenção, não gastem o tempo que não serão aceites. Por precaução vou só ali buscar a armadura e já volto.

Frases #1

"Pela rua do já vou, chaga-se à casa do nunca"

Miguel Cervantes
Porque é assim que as coisas acontecem. Adiamos, adiamos e voltamos a adiar, pensamos que ainda temos muito tempo e, quando nos apercebemos, já passou tempo demais e perdemos boas oportunidades. Mais que não seja porque não serviu de nada adiar e, aquilo que queriámos fazer ou deviámos ter feito, continua pendente à espera que o façamos. E o que é que adiantou? Nada. Na maior parte das vezes, rigorosamente nada. Apenas adiamos uma preocupção. Que, se tivessemos feito na altura, ficava feita e aí sim, podiámos ficar descansados. E isto é quando o adiamento não piora as coisas ou quando não as torna impossíveis de realizar. Porque nesses casos então não só não tem sentido adiar como até é prejudicial.
P.S.: Frases é uma nova rubrica do "A Vida de uma Gaija" onde serão incluídas todas as frases de que eu goste, que me façam sentido e me digam alguma coisa. Aceitam-se sugestões para vidadeumagaija@gmail.com

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

No divã com a Miss G.

Não, não se ponham já para aí com ideias indecentes que eu não vos vou convidar para nenhum tipo de orgia. Não sou tarada. Ou se calhar até sou assim um bocadinho pequenino, mas sso agora não interessa nada. A ideia deste post é, um bocadinho à semelhança do Consultório do "A Maçã de Eva", que me enviem dúvidas, questões, anseios e eu lhes dê resposta. Sempre sem identificar as pessoas em questão. Já que sou psicóloga e não estou neste momento a exercer, assim ponho um bocadinho em prática aquilo para que estudei. Fico então à espera dos vossos mailzitos, que, se me pedirem, não serão publicados, mas, caso contrário, aparecerão nesta rúbrica. Enviem as vossas questões para vidadeumagaija@gmail.com

Adenda: não têm de ser problemas amorosos. Qualquer coisa serve. Qualquer questão que vos chateie.

Até uma noite

Conheciam-se há muito, muito, muito tempo. Talvez até há tempo demais, para que, dadas as circunstâncias, nunca tivesse acontecido nada entre eles. Há demasiado tempo para que não conhecessem o sabor do beijo, o calor do toque e a textura da pele um do outro. Desde sempre tinham sido amigos. Muito amigos, grande amigos, os melhores amigos, mas também mais do que amigos, muito mais do que amigos.
Era uma amizade profunda, sincera e absoluta, que se deixava invadir por algo mais. Algo que eles não sabiam bem o quê. Não era uma coisa física, embora, quando estavam juntos, os abraços fossem uma constante. Mas não, não era uma coisa física. Ia muito para além disso. Era muito mais.
Toda a gente à volta deles sabia, sempre soubera. E todos esperavam que um dia eles permitissem que o que existia tomasse conta deles. Mas eles sempre tinham negado. E, apesar de no fundo o desejarem mais do que qualquer outra coisa, também sempre o tinham evitado. Embora não soubessem bem porquê. Pensavam os dois muito no assunto, mas não se atreviam a experimentar. No fundo tinham apenas medo. Do que poderia ir a acontecer depois. E então adiavam a questão na esperança de que o tempo lhes trouxesse a resposta. Só que o que eles não sabiam é que era inevitável que algo acontecesse. E impossível de adiar por muito mais tempo.
Naquela noite tinham combinado ir jantar. Já não se viam há muitos anos, fruto da enorme distância geográfica a que viviam actualmente. E, apesar de ela viver sozinha, tinham escolhido um restaurante bastante movimentado. Como que já a evitar que algo pudesse surgir. Mas, naquela noite, talvez pelas saudades, talvez pela chuva que caía sem parar, batendo nos vidros do restaurante e dando um toque romântico ao ambiente, talvez pelo frio que fazia com que a lareira estivesse acesa, algo foi diferente. Desta vez houve alguma coisa que eles não conseguiram controlar. Agora também já era físico. O desejo sentia-se no ar. Havia tensão, química, electricidade.
E agora? Seriam eles capazes de dar o passo que durante tantos anos tinham, com tanta força, desejado como evitado? Ambos sabiam que dar um passo significava percorrer o caminho todo. Que não poderiam ficar a meio. E que, a partir daí, nada mais iria ser como dantes. Estariam preparados para as consequências? Para a hipótese, já falada entre eles, de surgir algo que fosse para sempre? Ou para a amizade ficar abalada? Seria melhor deixar tudo no plano das hipóteses? Porque se fosse apenas algo que poderia ser, seria sempre perfeito. Seria sempre algo a que se poderiam agarrar quando algo lhes corresse mal. Iriam continuar a percorrer caminhos paralelos, sem se tocar, ou iriam arriscar viver tudo aquilo que tanto queriam viver?
Durante o jantar falaram muito, para tentar escapar àquele clima estranho que se sentia no ar. No entanto um e outro não conseguiam disfarçar a vontade que tinham de ir mais além. De experimentar, de descobrir como poderia ser.
Qual dos dois iria dar o primeiro passo?
Saíram do restaurante lado a lado, muito próximos um dos outro, as mãos a tocarem ao de leve uma na outra quando andavam. E de repente ele agarrou-lhe na mão e continuaram. Antes de chegar ao carro, um abraço apertado. Mas diferente de todos os que já tinham dado até aí. Um abraço de homem e mulher, onde, pela primeira vez, sentiram o corpo um do outro. Ficaram uns minutos assim, sem saber como dar o próximo passo. Até que ela o beijou. Foi um beijo diferente de todos os outros que tinham dado e recebido até aí. Estranho. Inacreditável. Demasiado bom para ser real. Um beijo com sabor a Amor. Puro. Profundo. Verdadeiro.
Depois deste beijo não havia volta atrás. Esquecer era, mais que complicado, impossível. A amizade não tinha ficado abalada, mas o Amor, esse, era agora impossível de disfarçar. Agora, a vontade de estarem e ficarem juntos, já não estava adormecida e era inegável. Porque, durante este beijo, ele, e também ela, tinham tido a certeza de que este era, sem lugar para dúvidas, o Amor de uma vida, e para toda a vida. Que tinha valido a pena todos os anos de "se's".
Agora, por mais difícil que fosse o caminho, iam fazê-lo juntos, de mão dada, ao lado um do outro. Sempre. E para sempre.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Ser por inteiro

Torna-te naquilo que és.

E é isto. E é só. Porque isto de facto diz tudo.
Quantos de nós não sentimos, a determinada altura da vida, que não estamos a ser tudo aquilo que podemos ser? Que estamos a ficar aquém das nossas capacidades? Que podiámos ser muito mais?
Ficamos presos a medos, a incertezas, a coisas que nem sabemos o que são e vamos sendo muito menos do que o que poderiámos ser.
Mas como é que faz? O que é que, quando percebemos isto, podemos fazer para deixarmos de ser meios e passar a ser inteiros? Para deixarmos de ser apenas potencialidades.
Como é que se dá o passo para nos tornamos naquilo que somos?

sábado, 14 de Novembro de 2009

Alguém me explica...

... porque é que, quando os psicólogos dizem o que fazem, todas as pessoas têm tendência a perguntar:
-"Então vais-me analisar?"
Não. Não vou analisar nada do que disseres. Porque para exercer psicologia faço-o quando me pagam para isso.
Mas agora mais a sério.
Nós somos pessoas. A psicologia é apenas a nossa profissão. Logo, não a exercemos 24h por dia.
E este tipo de comentários é coisa para me deixar um bocadinho furiosa.