Domingo, 29 de Novembro de 2009

Blogues de gaja?

Já tinha lido, aquilo e ali, que andava nessa blogosfera fora uma enorme controvérsia em torno dos blogues cor-de-rosa, os ditos blogues de gaja. Mas só ontem me deparei com os tais textos que estão por aí espalhados e não lhes consegui ficar indiferente.
E antes que me acusem de estar a falar em auto-defesa, esclareço já aqui que não considero o meu blogue um blogue de gaja, apesar de no título ter essa mesma palavra. Mas, na prática não interessa se este é um ou não um blogue de gaja. Porque há críticas que não chegam a ser críticas.
Na minha opinião, uma crítica, para o ser, tem de ser construtitva. Tem de ter um objectivo. Não pode ser apenas uma forma do seu autor despejar tudo aquilo que o chateia descontando-o em outra pessoa. Porque, caso não seja construtiva, não tenha um objectivo e seja apenas uma forma de descomprimir, não chega a ser uma crítica. Fica-se por ser um comentário parvo. É que até para criticar há que saber aquilo que se está a fazer.
E o que vi, por esses blogues fora, não passa sobretudo de uma enorme falta de respeito. Não vou criticar quem os escreve, porque aí estaria a cair no mesmo erros dos autores dos referidos textos -tomar a parte pelo todo, assumir que a pessoa é tão só e apenas o que escreve no blogue e criticar pessoas que não conheço. Mas, relativamente aos textos e às frases não posso deixar de dizer que são uma enorme falta de respeito e consideração.
Ora frases como esta "Não existem blogs femininos, mas tão-somente blogs de gaja e blogs escritos por mulheres. Os primeiros distinguem-se dos segundos pelo facto de serem metabolicamente reduzidos, desprovidos de qualquer conteúdo substancial— um exemplo vivo de pobreza de espírito. São uma merda", esta "Esses blogs são um fenómeno residual característico de mentes alienadas que se recusam a encarar a realidade" , esta "O seu público é maioritariamente constituído por pitas, havendo no entanto alguns adultos, normalmente em crise de identidade, assemelhando-se assim a um coro celestial de anjos em redor de Deus entoando-lhe constantemente cânticos de louvor", esta "A tacanhez dos blogs de gaja não deixa de ser atroz, sobretudo quando os mesmos veiculam certas falácias que só convencem pitas ou adultos retardados", esta "As mulheres que encaram a vida superficialmente são enquadráveis na categoria “cala-te e chupa”, visto que quando abrem a boca não dizem nada de jeito, por isso deviam-lhe dar melhor serventia… Aliás, já que não têm nenhuma coisa na cabeça, ao menos deviam gostar que lhe metessem a cabeça numa coisa, mas nem isso!" não são mais do que uma tentativa de ridicularizar os blogues ditos de gaija, as suas autoras e os leitores. E o que me espanta ainda mais é que nos textos em que brilham estas pérodas há imensos comentários a elogiar a coragem dos autores em dizer "as verdades". E eu pergunto-me quais verdades e como é que pode haver quem não só fique indiferente a tamanha falta de respeito como ainda aplauda e incentive.
É que estes textos além de serem uma autêntica falta de respeito e de consideração, parece que ignoram que as tais gajas de quem falam são pessoas. E tenho a certeza que eles não iriam gostar de ver este tipo de coisas escrito sobre eles próprios e os seus blogues. É que uma coisa é dizer "não gosto, não faz o meu género, não acho piada" e outra muito diferente é afirmar "são uma merda e tanto as autoras como os leitores são desprovidos de cérebro". E não me venham com a história da sinceridade, porque, entre sinceridade e má educação vai uma longa distância.
Os blogues são pessoais, cada um escreve o que quer e quem não gosta não lê. Além de que, tendo em conta que ninguém paga para os ler, não me parece que um blogue tenta qualquer tipo de obrigação de ter um determinado padrão de qualidade ou ir de encontro às expectativas dos leitores.
E uma pessoa não é só aquilo que escreve no blogue. É muito mais do que isso. O blogue é apenas uma pequena parte do todo que essa pessoa é. Sim, pode espelhar os seus gostos. Sim, pode falar em algumas das suas atitudes. Sim, pode mostrar comportamentos seus. Mas não será extremamente redutor reduzir toda a complexidade de um ser humano a uma página que este mesmo ser escreve na internet?
E qual a necessidade de fazer este tipo de críticas gratuitas?
Sem querer entrar em polémicas, parece-me, sinceramente, uma tentativa de afirmação. De chamar a atenção sobre si, porque, pasmem-se, estes ditos blogues de gaja são dos mais lidos da blogosfera. Pois.
E talvez os autores destas frases brilhantes (ler com ironia) quisessem atingir as autoras de forma a que elas colocassem as críticas com link nos seus blogues. De gaja mais muito lidos. E assim conseguirem atrair mais gente para os seus blogues.
Que, não sendo de merda, e tratanto de temas eruditos, não têm tantos leitores. E atenção que isto não é nenhuma crítica porque eu não leio frequentemente esses blogues para poder ter uma opinião formada. É apenas um exercício de imaginação que penso não andar muito longe da realidade, sobretudo porque os alos destas críticas são acérrimas são dois dos blogues mais lidos em portugal: A Pipoca Mais Doce e O Amor é um Lugar Estranho.
Mas, felizmente, nenhuma das meninas em questão caíu nesse erro. Algumas falaram do assunto, mas sempre sem colocar o link. E aí mostraram ser muito mais inteligentes do que os autores das críticas não lhes dando a atenção que eles buscavam.

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Metabloguismos #1

Apesar de algumas coisas mais desagradáveis, como comentários anónimos maldosos, posts que por vezes me levam a questionar a forma como algumas pessoas são, em geral gosto imenso da blogosfera. Eu, que não sou grande adepta nem de hi5'e nem de facebooks e que até do messenger me estou a desligar, gosto imenso destes espaços onde as pessoas deixam pedacinhos de si e onde vamos conseguindo perceber coisas sobre o ser humano. Em tempos tive outros blogues, que acabei por abandonar, ainda que por diferentes motivos. No entanto foi apenas com este que, talvez por ser aquele que tenho há mais tempo, comecei a receber feedback dos leitores e a ter contacto com outros bloggers. E é isso que acima de tudo me tem feito pensar que vale realmente a pena.
E hoje queria agradecer a todas as pessoas com quem tenho trocado palavras.
Mas, e sem disprimor para qualquer uma dessas pessoas, queria, em especial, deixar uma palavra de agradecimento, de carinho e de admiração pela coragem, a uma pessoa que me enviou um e-mail que me tocou particularmente. Não vou entrar em detalhes, porque a minha resposta para ela irá por e-mail. Mas não podia deixar de lhe deixar aqui umas palavras. Tenho a certeza que és uma grande mulher. E admiro a forma como me escreveste. E deixo aqui um desejo que também irei escrever no e-mail, que é a de que este e-mail que me dirigiste tenha sido o início de uma relação de amizade.

Pergunto-me...

... o que é que leva algumas pessoas a, quando alguém as procura porque está triste, em vez de tentarem confortar essa pessoa, fazerem questão de lhe dizerem coisas que as deixam ainda mais em baixo. Confesso que é algo que me ultrapassa completamente. É uma coisa que tenho mesmo muita dificuldade em perceber.

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Ao futuro homem da minha vida

"Vem fazer parte do meu mundo! Vem comigo fazer coisas que não farias com mais ninguém, vem apanhar pêssegos maduros e subir às árvores. Vem comigo fazer um pic-nic nas rochas e depois continuar a subir até ao castelo, entrar pela muralha.Podemos ficar acordados até tarde a ver filmes e a fazer bolachas. Vem passar tempo comigo. Veste uns calções e vamos correr ao pôr-do-sol, quando já não está tanto calor. Quero ficar ao teu lado, deitada na relva a ler e adormecer ao sol. Escreve uma música para mim e vamos cantá-la os dois. Dança comigo na Lua cheia, faz-me voar. Deixa-me cortar-te o cabelo e faz-me massagens nas mãos.Vem, entra na minha vida! Melhor ainda, vamos construir uma vida para os dois, com flores e conchas espalhadas pela casa, livros até ao tecto e janelas abertas. Dás-me um beijo na testa e dizes Adoro-te quando estou quase a dormir. Eu fico a ver a tua respiração descansada enquanto adormeces. Vamos de bicicleta comprar pão e pões-me uma flor no cabelo. Depois fazemos uma corrida e deixas-me ganhar, que querido! Abraça-me! Abraça-me para sempre no teu abraço infinito, enche-me do teu peito, não me deixes fugir dos teus braços enormes. Eu também não quero, não quero sair daqui nunca mais. Vamos viver aqui para sempre, juntos para sempre."
(texto daqui)

Porque para mim amar é mesmo isto. É dar coisas boas ao outro, passar bons momentos, partilhar sorrisos e a vida, mas tornando-a melhor e mais leve do que ela é. Para desgraças basta-nos o mundo lá fora e sorrir é sempre tão fácil e faz e sabe tão melhor. Claro que há problemas, mas, se genuinamente o que mais quisermos for que o outro tenha sempre um motivo para sorrir, não é complicado ser-se e fazer o outro feliz. Não é mesmo. E aproveitando para fazer uma adenda ao meu "Queres Ser o Meu Amor", nunca, mas nunca, em público, irei discutir ou dizer algo que te ponha em questão perante "estranhos", sejam eles familiares, amigos ou desconhecidos. Os problemas resolvem-se "em casa" e sempre com respeito, sem bocas foleiras, sem rebaixar ou ridicularizar o outro. Sobretudo à frente de terceiras pessoas à relação. Pelo menos, a mim, só assim me faz sentido.

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Queres ser o meu amor?

Queres ser o meu amor?
Eu não vou fazer tudo certo, não te vou dizer sempre que sim a tudo, e não te posso prometer que nunca nos iremos chatear, mas terei sempre um sorriso para ti. Uma palavra de coragem e conforto. Um beijo, um gesto de carinho e ternura quando estiveres triste ou cansado. E partilharei sempre as tuas alegrias e vitórias, mesmo que eu esteja cansada ou triste.
Acompanhar-te-ei, sempre, mesmo que para isso tenha de travar uma luta que se compare a subir o Evereste. Ou seja, se, no fim de um dia cansado de trabalho for preciso ir a correr até ao outro lado do país só para te dar um beijo e rasgar um sorriso, fá-lo-ei, sem sequer pensar duas vezes.
Serei a tua melhor amiga, mas dar-te-ei espaço para estares com outras pessoas, para estares sozinho, para fazeres o que quiseres. Porque também quererei esse espaço para mim. Porque vai ser nesses momentos que vamos crescer ainda mais e tornar-nos mais interessantes aos olhos dos outros.
Não terei barreiras nem segredos para ti, para deixar que chegues a mim, mas saberei manter o meu espaço e incentivar-te-ei a manteres o teu. Só assim nos poderemos amar.
E quando estiveres doente, mesmo que seja uma constipaçãzinha de nada, prometo que trato de ti e nunca saio da cabeceira da tua cama.
Amar-te-ei loucamente, mas com noção dos limites, sem deixar que o amor se torne uma obsessão e eu deixe de te ver e ter noção da realidade.
E farei tudo isto sem te pedir nada em troca. Porque o amor não se pede, não se mendiga. Claro que vou querer que me ames, mas não vou exigir que me ames à minha maneira. Vou querer que me ames com todas as tuas forças, que gostes genuinamente de mim enquanto pessoa e mulher que sou, mas não te vou cobrar se dou mais. Não vou, nem sequer pensar nisso. Vou apenas viver e entregar-me.
E, quando não concordar contigo ou nos zangarmos, vou sempre respeitar-te no sentido de respeitar quem sou, quem és, que fomos e o que vivemos. E se for o caso, ir-me embora em silêncio. Para que tudo o que foi e se deu, continue a fazer sentido e possa ser recordado com carinho. Porque não gosto de insultos nem de discussões gratuitas, nem de pessoas que se ofendem só porque as coisas chegaram ao fim ou foram rejeitadas. Ou então, caso decida lutar por ti, fazê-lo sem invadir a tua vida e sem forçar a minha presença.
Ou então, assim em sonhos, podemos sempre imaginar e acreditar que a nossa história nunca termina. Que nos zangamos de vez em quando, porque discordamos aqui ou ali, mas que resolvemos tudo com uma luta de almofadas, um abraço e um sorriso. Porque geuinamente gostamos um do outro e queremos ficar juntos, acima de tudo. Porque tudo faz mais sentido assim.
E todos os dias acordar, com os raios de sol a entrar pela janela, os teus braços à volta do meu corpo, sorrir-te ao dizer “Bom Dia” e pensar que não é preciso mais nada para que a minha vida corra bem e tudo, tudo faça sentido.

Sobre as relações

Cada vez mais ouço histórias e conheço pessoas que não têm relações saudáveis.

E cada vez mais me pergunto: será que ainda existe alguém que queira estar numa relação pelos motivos certos?

Com amor, respeito, confiança, amizade, admiração e sem cobranças, desinteresse, raiva, vinganças, habituação, dependência e mais uma quantidade de coisas que só fazem mal e causam mau estar?

Deficiências

Talvez devido à minha formação, talvez devido a sempre ter convivido com pessoas assim, talvez por ter muito presente que a qualquer altura nos pode acontecer algo do género, nunca chamo deficientes às pessoas com limitações físicas. Refiro-me a elas como pessoas com deficiências ou pessoas com limitações ou ainda pessoas diferentes. Porque ser deficiente para mim é algo muito diferente. Deficientes são pessoas que se acham superiores aos outros ou que olham para alguém com limitações como alguém inferior ou ainda alguém que não respeita os direitos que estas pessoas, por terem necessidades mais exigentes, adquiriram. E, nem a propósito, encontrei este texto que aqui coloco em seguida e com o qual me identifico totalmente:

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. 'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

Mário Quintana

Domingo, 22 de Novembro de 2009

Mas...

não há por aí ninguém que queira conselhos grátis de uma psicóloga? É que eu ainda não recebi nenhum e-mail relativo a esse assunto. E eu que queria tanto trabalhar pah! Assim não gosto. E vou amuar.

Será...

que parámos nos 148 seguidores?

Sábado, 21 de Novembro de 2009

Trânsito

Acabada de chegar a casa, depois de uma viagem Lisboa-Cascais onde vim com pézinhos de lã, com o máximo cuidado e algum receio, constato que no nosso país as pessoas conduzem exactamente da mesma forma, quer chova e as estradas estejam molhadas, quer faça sol, quer esteja vento. Depressa, com manobras perigosas, sem cuidado nenhum, com falta de respeito pelos outros condutores e sem noção de que com isso se estão a pôr em risco não só a si próprios mas como todas as outras pessoas, condutores e peões, que naquele momento dividem a estrada com eles. E isto espelha muito bem a mentalidade dos habitantes do nosso país. A tal que, enquanto não mudar, nada muda venha o que vier. E é disso que tenho pena.

Telemóveis, mensagens, saudades

Mensagem de uma pessoa para outra que está longe:
"Estou no sítio X e entrei pelo sítio Y (local onde a pessoa tinha trabalhado). Lembrei-me de ti. Tenho saudades tuas"

Resposta da pessoa que está longe:
"Eu também ando a morrer de saudades... Gostaria de ir aí em breve..."

E de modos que é isto.

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Anónimos e comentários

E eis que ao fim de algum tempo, este blogue volta a permitir comentários anónimos. Uma vez que tenho os comentários moderados e que posso decidir os que publico ou não e que até há pessoas com algo a dizer que não têm conta no blogger decidi assim. Claro que comentários ofensivos, a mim, a outros bloggers ou a leitores do blogue não serão permitidos. Vamos ver o que por aí vem. Por isso se for essa a vossa intenção, não gastem o tempo que não serão aceites. Por precaução vou só ali buscar a armadura e já volto.

Frases #1

"Pela rua do já vou, chaga-se à casa do nunca"

Miguel Cervantes
Porque é assim que as coisas acontecem. Adiamos, adiamos e voltamos a adiar, pensamos que ainda temos muito tempo e, quando nos apercebemos, já passou tempo demais e perdemos boas oportunidades. Mais que não seja porque não serviu de nada adiar e, aquilo que queriámos fazer ou deviámos ter feito, continua pendente à espera que o façamos. E o que é que adiantou? Nada. Na maior parte das vezes, rigorosamente nada. Apenas adiamos uma preocupção. Que, se tivessemos feito na altura, ficava feita e aí sim, podiámos ficar descansados. E isto é quando o adiamento não piora as coisas ou quando não as torna impossíveis de realizar. Porque nesses casos então não só não tem sentido adiar como até é prejudicial.
P.S.: Frases é uma nova rubrica do "A Vida de uma Gaija" onde serão incluídas todas as frases de que eu goste, que me façam sentido e me digam alguma coisa. Aceitam-se sugestões para vidadeumagaija@gmail.com

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

No divã com a Miss G.

Não, não se ponham já para aí com ideias indecentes que eu não vos vou convidar para nenhum tipo de orgia. Não sou tarada. Ou se calhar até sou assim um bocadinho pequenino, mas sso agora não interessa nada. A ideia deste post é, um bocadinho à semelhança do Consultório do "A Maçã de Eva", que me enviem dúvidas, questões, anseios e eu lhes dê resposta. Sempre sem identificar as pessoas em questão. Já que sou psicóloga e não estou neste momento a exercer, assim ponho um bocadinho em prática aquilo para que estudei. Fico então à espera dos vossos mailzitos, que, se me pedirem, não serão publicados, mas, caso contrário, aparecerão nesta rúbrica. Enviem as vossas questões para vidadeumagaija@gmail.com

Adenda: não têm de ser problemas amorosos. Qualquer coisa serve. Qualquer questão que vos chateie.

Até uma noite

Conheciam-se há muito, muito, muito tempo. Talvez até há tempo demais, para que, dadas as circunstâncias, nunca tivesse acontecido nada entre eles. Há demasiado tempo para que não conhecessem o sabor do beijo, o calor do toque e a textura da pele um do outro. Desde sempre tinham sido amigos. Muito amigos, grande amigos, os melhores amigos, mas também mais do que amigos, muito mais do que amigos.
Era uma amizade profunda, sincera e absoluta, que se deixava invadir por algo mais. Algo que eles não sabiam bem o quê. Não era uma coisa física, embora, quando estavam juntos, os abraços fossem uma constante. Mas não, não era uma coisa física. Ia muito para além disso. Era muito mais.
Toda a gente à volta deles sabia, sempre soubera. E todos esperavam que um dia eles permitissem que o que existia tomasse conta deles. Mas eles sempre tinham negado. E, apesar de no fundo o desejarem mais do que qualquer outra coisa, também sempre o tinham evitado. Embora não soubessem bem porquê. Pensavam os dois muito no assunto, mas não se atreviam a experimentar. No fundo tinham apenas medo. Do que poderia ir a acontecer depois. E então adiavam a questão na esperança de que o tempo lhes trouxesse a resposta. Só que o que eles não sabiam é que era inevitável que algo acontecesse. E impossível de adiar por muito mais tempo.
Naquela noite tinham combinado ir jantar. Já não se viam há muitos anos, fruto da enorme distância geográfica a que viviam actualmente. E, apesar de ela viver sozinha, tinham escolhido um restaurante bastante movimentado. Como que já a evitar que algo pudesse surgir. Mas, naquela noite, talvez pelas saudades, talvez pela chuva que caía sem parar, batendo nos vidros do restaurante e dando um toque romântico ao ambiente, talvez pelo frio que fazia com que a lareira estivesse acesa, algo foi diferente. Desta vez houve alguma coisa que eles não conseguiram controlar. Agora também já era físico. O desejo sentia-se no ar. Havia tensão, química, electricidade.
E agora? Seriam eles capazes de dar o passo que durante tantos anos tinham, com tanta força, desejado como evitado? Ambos sabiam que dar um passo significava percorrer o caminho todo. Que não poderiam ficar a meio. E que, a partir daí, nada mais iria ser como dantes. Estariam preparados para as consequências? Para a hipótese, já falada entre eles, de surgir algo que fosse para sempre? Ou para a amizade ficar abalada? Seria melhor deixar tudo no plano das hipóteses? Porque se fosse apenas algo que poderia ser, seria sempre perfeito. Seria sempre algo a que se poderiam agarrar quando algo lhes corresse mal. Iriam continuar a percorrer caminhos paralelos, sem se tocar, ou iriam arriscar viver tudo aquilo que tanto queriam viver?
Durante o jantar falaram muito, para tentar escapar àquele clima estranho que se sentia no ar. No entanto um e outro não conseguiam disfarçar a vontade que tinham de ir mais além. De experimentar, de descobrir como poderia ser.
Qual dos dois iria dar o primeiro passo?
Saíram do restaurante lado a lado, muito próximos um dos outro, as mãos a tocarem ao de leve uma na outra quando andavam. E de repente ele agarrou-lhe na mão e continuaram. Antes de chegar ao carro, um abraço apertado. Mas diferente de todos os que já tinham dado até aí. Um abraço de homem e mulher, onde, pela primeira vez, sentiram o corpo um do outro. Ficaram uns minutos assim, sem saber como dar o próximo passo. Até que ela o beijou. Foi um beijo diferente de todos os outros que tinham dado e recebido até aí. Estranho. Inacreditável. Demasiado bom para ser real. Um beijo com sabor a Amor. Puro. Profundo. Verdadeiro.
Depois deste beijo não havia volta atrás. Esquecer era, mais que complicado, impossível. A amizade não tinha ficado abalada, mas o Amor, esse, era agora impossível de disfarçar. Agora, a vontade de estarem e ficarem juntos, já não estava adormecida e era inegável. Porque, durante este beijo, ele, e também ela, tinham tido a certeza de que este era, sem lugar para dúvidas, o Amor de uma vida, e para toda a vida. Que tinha valido a pena todos os anos de "se's".
Agora, por mais difícil que fosse o caminho, iam fazê-lo juntos, de mão dada, ao lado um do outro. Sempre. E para sempre.

Domingo, 15 de Novembro de 2009

Ser por inteiro

Torna-te naquilo que és.

E é isto. E é só. Porque isto de facto diz tudo.
Quantos de nós não sentimos, a determinada altura da vida, que não estamos a ser tudo aquilo que podemos ser? Que estamos a ficar aquém das nossas capacidades? Que podiámos ser muito mais?
Ficamos presos a medos, a incertezas, a coisas que nem sabemos o que são e vamos sendo muito menos do que o que poderiámos ser.
Mas como é que faz? O que é que, quando percebemos isto, podemos fazer para deixarmos de ser meios e passar a ser inteiros? Para deixarmos de ser apenas potencialidades.
Como é que se dá o passo para nos tornamos naquilo que somos?

Sábado, 14 de Novembro de 2009

Alguém me explica...

... porque é que, quando os psicólogos dizem o que fazem, todas as pessoas têm tendência a perguntar:
-"Então vais-me analisar?"
Não. Não vou analisar nada do que disseres. Porque para exercer psicologia faço-o quando me pagam para isso.
Mas agora mais a sério.
Nós somos pessoas. A psicologia é apenas a nossa profissão. Logo, não a exercemos 24h por dia.
E este tipo de comentários é coisa para me deixar um bocadinho furiosa.

Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Precisa-se de matéria prima para construir um país


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memóriapolítica, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicaspodem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não.
Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria primadefeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?...
MEDITE !

Eduardo Prado Coelho - in Público

E um dia foi assim

Foi de um dia para o outro que aconteceu. Um dia acordei e já não estavas. Eu já não queria que estivesses.
Depois de tanto tempo de conversas e silêncios, beijos e sexo, mensagens e telefonemas, mal-entendidos e bons momentos, guerras e pazes, saímos de vida de um outro. Assim, com esta simplicidade. Simplesmente, aconteceu.
Sem discussões, despedidas ou explicações.
E o mais engraçado é que foi uma escolha dos dois. Sem combinarmos, pela primeira vez, estivemos em sintonia.
Nunca percebi o que existiu entre nós, e agora também já não quero. E pensar que durante alguns anos foi o que mais quis. Perceber (-te), perceber (-me), perceber (-nos).
Mas de nada valia tentar. Não havia nada para perceber. E nunca houve.
Apagou-se a chama, acabou o sobressalto, deixaram de haver tempestades.
E hoje são mais os dias em que não me lembro de ti.
Não sinto saudades. Não estou triste. Não tenho pena.
Fica a ideia de algo que foi intenso, entre duas pessoas que não falavam a mesma língua. Ficam as lembranças ténues de algo que se passou. Mas não fica mais nada.
Porque o que acabou em mim acabou também em ti.
Ao mesmo tempo.
Sei que desta foi de vez. E não como em todas as outras vezes. Desta vez acabou mesmo e foi muito melhor assim.

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Nós, os outros e a condição humana

Cada um tem de mim exactamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode magoar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
Charles Chaplin

Gostei muito deste texto no seu todo, mas acho que o mais importante aqui, ou pelo menos aquilo de que me apetece falar agora, é percebermos que não devemos fazer pagar quem vem a seguir pelos erros que fez quem veio antes. Ou seja, se alguém nos fez sofrer, é apenas para essa pessoa que nos devemos fechar e não para o mundo.
E não sem antes tentar perceber se nos fez sofrer porque sim e tinha perfeitamente a noção disso (e aí merece que nos fechemos para ele) ou se o fez apenas porque "de vez em quando todos somos uns bons filhos da mãe" (João Pedro Pais). Somos humanos, erramos todos os dias e "Everybody Hurts" (REM).
E se nós erramos, os outros também têm o direito de errar sem ser condenados por isso. Porque é inerente à condição humana.
O problema muitas vezes é esperarmos das pessoas o que elas nunca nos prometeram e vermo-nos a nós como seres perfeitos e pessoas boazinhas que estamos acima dos outros e fazemos tudo bem e nunca magoamos ninguém. Mas isso é assunto para um próximo post.

Pergunta #7

Qual foi a situação mais estranha pela qual já passaram?

P.S.: "Pergunta" é uma das rubricas do "A Vida de Uma gaija" que têm por objectivo incentivar a vossa participação e os vossos comentários, por forma a estimular debate/discussão e aprendermos algo uns com os outros.

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

É de mim...

ou esta história de o Cristiano Ronaldo vir à selecção é uma teimosia para lá de parva do Carlos Queirós?
Se ele estivesse a jogar no Real Madrid, eu até percebia que o convocassem na mesma, porque poderia ser uma teimosia do clube que não quisesse permitir que o jogador viesse. Mas, estando ele lesionado, não estando a jogar, que palermice é esta de o forçarem a vir e quererem que ele jogue?
Eu até não sou especialmente fã dele, embora reconheça que é um óptimo jogador, mas acho que se o forçarem a jogar, a lesão só vai piorar. Além de fazer com que os responsáveis do Real Madrid fiquem de pé atrás com a selecção. E, quanto a mim, com muita razão.

Comportamentos e atitudes

Uma pessoa que é simpática contigo mas é rude e/ou mal-educada com o empregado de mesa não poder boa pessoa!

Não sei quem escreveu isto, mas não podia estar mais de acordo! Subscrevo inteiramente. Claro que todos temos dias maus e eventualmente havemos de já ter tratado alguém menos bem, mas há pessoas que fazem questão de tratar mal todos os que consideram estar abaixo delas. Pois para mim essas pessoas é que estão abaixo, muito abaixo de quem quer que seja. As pessoas valem pelo que são enquanto pessoas e não pelo estatuto social, nº de zeros na conta bancária ou carro que têm na garagem! E devemos tratar toda a gente com respeito! Todos somos importantes, desde o médico ao canalizador.

Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Se quiseres que alguém te ligue, basta apagares o número dessa pessoa da tua lista de contactos do telemóvel.

P.S.: é que hoje já é o segundo telefonema de pessoas que ontem apaguei da lista de contactos.
Decididamente, há homens que não se tocam.
Um em particular.
Há pelo menos uns três anos que me telefona e aparece cá em casa, apesar de eu ser sempre seca com ele e lhe responder em monossílabos.
Há uns tempos que andava em silêncio. E eu ontem eliminei o número dele. Pensei que já não me chateasse.
Mas estava enganada.

Porque nós mulheres... #2

às vezes (também) somos mesmo assim.
Não sabemos bem aquilo que queremos, mas queremos sempre o que não temos.
Quando temos já não sabemos se, afinal, queriámos mesmo ou não.

Domingo, 8 de Novembro de 2009

(Ai...)

(Rui Santos)

Porque nós mulheres...

... às vezes somos mesmo assim.
Achamos que os homens têm de adivinhar aquilo que nós queremos, mesmo não dizendo uma única palavra. E ficamos chateadas, tristes e irritadas quando eles não nos percebem. O mesmo se aplica a quando fazem ou dizem algo que não gostamos. Amuamos em vez de falarmos e explicarmos. O problema é que nos esquecemos que ninguém tem de adivinhar o que nos vai na cabeça, no coração e na alma. E, se não falarmos, para a próxima acontece o mesmo e lá voltamos nós a ficar tristes, amuadas e a achar que eles não gostam de nós. E esquecemo-nos também que eles não têm o dom da intuição, competência emocional muito mais desenvolvida nas mulheres do que nos homens. E, na maior parte das vezes, uma conversa sincera evitava tudo isto. Mas, para acrescentar a tudo isto, muitas vezes ainda nos queixamos que eles não querem falar.

Sábado, 7 de Novembro de 2009

Gostar de Alguém

(Há uns tempos que ando para escrever sobre isto e fica desde já aqui prometido que o farei, mas, enquanto não faço, aqui fica algo que acabei de ler e gostei muito. Podem ler o texto todo aqui, algo que aconselho vivamente.)

"Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

E esta aqui...

é a autora deste blogue. Ou seja eu. Ainda não de cara totalmente descoberta mas já o suficiente para terem uma ideia de mim.

Inquérito/sondagem aos meus leitores e seguidores

De há uns meses para cá que escrevo pouco. Por vezes passam semanas sem que actualize o blogue. E quando não passam semanas é muito raro escrever mais do que um post por semana.
No entanto, o meu número de seguidores continua a crescer. Tenho muito mais seguidores do que leitores diários, é bem verdade, e notei um grande decréscimo nos leitores desde que passei a escrever menos. Tenho imensas leituras quando escrevo, quando não escrevo, desce. Tudo isto é verdade.
Mas, como disse, o número de seguidores, continua a crescer (e os mails que vou recebendo também). Gosto muito disso. Como disse outro dia a alguém que me escreveu, se não quisesse ser lida, escrevia um diário. Gosto muito de escrever e também muito de saber que me lêem, dos comentários, dos mails, de receber feedback, de saber que as pessoas gostam e se identificam, que aquilo que escrevo toca alguém.
E, por isso, queria perguntar-vos, em jeito de inquérito/sondagem (e quero uma grande participação, que pode ser por comentário ou por e-mail): o que é que vos leva, numa altura em que eu escrevo tão pouco, a tornarem-se meus seguidores?