Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Constatação #7

Não gosto de pessoas más, crueís, mesquinhas.

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Acabei de enviar uma mensagem a uma amiga a dizer-lhe que não ia ao café de aniversário dela. E ponderei se lhe dizia a verdade. E a verdade é que me custa ir gastar tanta gasolina apenas por tão pouco tempo. É longe. É apenas um café que começa às 22h e amanhã é dia de trabalho para a maioria. Mesmo não tendo muito dinheiro para gastar, se fosse um jantar que me proporcionasse mais tempo com ela, ia sem dúvida. E pensei em dizer-lhe isto tudo. Mas sei o que ela me ia dizer. Que eu afinal não gosto assim tanto dela, que não valorizo o hoje ser o aniversário ou que se fosse o contrário ela viria. E então optei apenas por dizer que estou com rinite. Que é mentira mas que sei que ela aceita melhor que a verdade. Há pessoas a quem não se pode dizer a verdade. Porque são demasiado inseguras para que a consigam perceber. Tenho pena disso. Preferia não ter de ter mentido. Mas fazer com que ela ficasse triste por minha causa no dia de anos ainda me apatecia menos. E sei que ficava porque eu também já fui insegura a esse ponto. E sei o quanto dói sentirmo-nos assim.
Se há coisa que me deixa fora de mim são pessoas que falam vinte minutos sobre o mesmo assunto. Sem dizer absolutamente nada de novo. E depois ainda ficam chateadas quando as pessoas respondem sem entusiasmo e com voz de quem está farto de ouvir sempre o mesmo.

Arrepender-se de dar?

Se há coisa que me faz confusão é ouvir alguém dizer que se arrepende de ter dado algo a alguém.
Porque para mim, quando se dá algo (seja algo material ou não) dá-se porque temos vontade de dar, porque naquela altura assim faz sentido. E nunca para receber algo em troca ou apenas porque é suposto dar ou porque fica bem.
Para mim dar faz sentido quando é sentido... parece uma repetição, mas não consigo dizê-lo de outra forma.
E, se um dia fez sentido, então não há arrependimento possível. Por muito que aquilo que venha depois mude a nossa percepção sobre aquela pessoa, por muitas coisas que ela faça que nos magoem, por muito que...
... está feito, está feito.
E, se na altura o fizemos (ou melhor, se o fizemos porque sentíamos que o devíamos fazer) então não há margem para nos arrependermos. Não há. Não pode haver!
O que vem a seguir não muda o que veio antes e o que deu sentido ao acto. Por muito que isto seja difícil de aprender (e é, se é...) as coisas más que acontecem posteriormente não tiram (não podem tirar não podemos deixar) significado as coisas boas que aconteceram antes.
Às palavras, aos actos, ao significado de tudo isso...
E nunca, mas mesmo NUNCA, devemos dar algo a alguém porque esperamos algo em troca! Acho que isso é mesmo uma das coisas que mais confusão me faz.
Talvez porque para mim dar e partilhar são duas ds coisas mais bonitas que existem e custa-me quando vejo alguém a conspurcar o significado destes dois actos, a fazê-lo com segundas intenções, a fazê-lo por puro interesse.
Por puro egoísmo...
Porque quer algo e porque como não sabe apenas pedir o que quer, dá algo, para ver se compra a outra pessoa.
Só que há uma coisa que essas pessoas não sabem: é que o amor e os sentimentos em geral não se compram.
Até podem existir pessoas que se vendem a troco de dinheiro (e isto para mim é uma prostituição bem maior do que aquela cometida nos bosques de monsanto) mas o dinheiro só compra uma parte: a parte material da coisa... nunca a parte humana!
É por isso que quando (me) dou, dou por inteiro.
E by the way: adoro dar!

Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Carta aberta aos médicos deste país

Se há pessoas que eu admiro são os médicos, e, dentro destes, sobretudo os cirurgiões e oncologistas que trabalham no Sistema Nacional de Saúde.
E admiro-os porque, além de somarem anos e anos de estudo até poderem exercer autonomamente a profissão, nunca podem deixar de estudar, e têm uma vida completamente louca e sem horários, o que muitas vezes lhes sacrifica a vida pessoal e social.
Provavelmente vai haver pessoas a ler isto que vão pensar, ou até dizer, que têm bons ordenados e prestígio social.
Mas eu digo-vos desde já que não acho que os bons ordenados, que só são bons quando comparados com a média do país e não pagam o trabalho, a falta de horários e a dedicação, e o prestígio social não chegam para que alguém queira ser médico e se mantenha médico durante muitos anos.
E que os médicos têm a minha admiração. Aqueles que se mentém fieís à profissão pelo menos. Que continuam a dar consultas mesmo que já tenha passado a hora e saibam que as horas extra não vão ser pagas, que estão sempre disponíveis para os doentes, que trabalham horas e horas seguidas.
E fiz referência aos oncologistas e cirurgiões porque acho que são dos que mais admiração merecem. São duas especiailidades que eu sei que não conseguiria exercer. E é daí que vem a minha admiração.
O meu pai costuma dizer que se tivesse de pedir um autogáfo a alguém seria aos médicos que todos os dias lutam para ajudar as pessoas, para salvar vidas, que operam durante horas e horas seguidas e continuam ali fieís à profissão e aos doentes e eu subscrevo em baixo.
Por tudo isto e por actualmnte passar tanto tempo em Hospitais e me aperceber desta realidade da qual muitas vezes não nos lembramos, aqui fica o meu obrigada a todos os que dedicam o seu dia às pessoas. E que tantas vezes são esquecidos. Porque a maior parte das pessoas exigem reclama, acha que os médicos têm de estar ali sempre prontos, mas esquece-se de que também são pessoas, têm vida e sentimentos, e de que um obrigado fica sempre bem.

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Tenho muitas saudades de beijar alguém.

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Orgulho & Preconceito

"Sometimes the last person on earth you want to be with is the only onde you can't be without"

E eu quero um Mr. Darcy. Porque tem defeitos como todos nós e não os esconde, porque luta contra o que sente mas no fim acaba por perceber que o amor é o mais importante. E aí faz tudo pela pessoa que ama. Não para se vangloriar, não para que ela saiba. Aliás, até o tenta esconder dela. Fâ-lo porque realmente a ama e sabe que a vai fazer feliz. E isso é... muito bonito. Não só o fazer, mas sobretudo o fazê-lo sem se vangloriar, porque aí mostra que o faz por inteiro, que o faz por ela e não para tirar alguns benefício disso. Sem lamechices, mas com muito, imenso amor. E o que mais me puxa, sem dissimular os defeitos. Nem ele, nem ela. Sendo sendo aquilo que verdadeiramente são. Seres humanos, cheios de imperfeições, mas com uma enorme capacidade de amar, de se entregar e de se dar... E que, embora inicialmente lutem contra o que sentem, ele por preconceito e ela por rogulho, acabam por perceber aquilo que realmente é importante...
Porque é que eu quero um Mr. Darcy?
Acho que o Mr. Darcy é assim a versão real do princípe encantado que nos venderam quando éramos pequenas. Porque tem defeitos. Porque não os esconde. Quem me conhece sabe bem a importância que dou ao facto de as pessoas mostraem os defeitos que têm e de não os mascararem para agradar... Porque não usa palavras bonitas para dizer que ama. Age. Mostra o que sente através do que faz. Por ela. Para a fazer feliz. Independentemente de isso vir a alterar ou não a relação deles. E como já referi, sem fazer publicidade a si mesmo. Ou seja, genuinamente. Sem ser para que ela goste dele ou para que perceba que ele é isto ou aquilo. Não. Porque ele mostra-se exactamente como é. Até com mais defeitos. Não inventa virtudes nem disfarça defeitos com cores do arco-íris que depois quando se desvanecem só deixam à vista o cinzento feio da mentira e do cinismo... Não diz frases bonitas e lindas só porque sim. Diz o que sente. E é sincero quando também diz que lutou contra o sentimento pelo preoconceito que sentiu em virtude de algumas das características dela. Mas não conseguiu. Porque a ama. Pelo que ela é, apesar de tudo. E para mim, isso é amar por inteiro. Amar com defeitos, amar sem disfarces, fazer as coisas porque vão fazer o outro feliz e não porque o vão fazer gostar mais de nós...

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Um ano e uns dias de blogue

Este blogue fez um ano de via no dia 13. E eu nem me lembrei. A verdade é que há um ano atrás podia não estar no melhor que achava que a minha vida podia ser. Mas, comparando com aquilo que tenho hoje, era muito melhor. E se não sou uma pessoa de me lamentar, por mais que pudesse querer, não consigo ignorar esse facto. E se é verdade que a dor nos ensina, e que aprendi mesmo muita coisa, preferia não ter de sofrer tanto. Hoje sei melhor que alguma vez soube o valor da vida. Sei que não devemos fazer planos. E sei que devemos viver todos os momentos, não adiando nunca, e vivendo ao máximo que cada um. Se o faço? Nem sempre consigo. Mas sei que é o que se deve fazer. Porque mesmo nada é garantido. E eu confesso que tenho muito medo. Mesmo.

Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Ídolos

Mas é possível alguém achar que a Diana não canta e que só está no programa por ser sobrinha de quem é?
aqui escrevi uma vez sobre o comportamento dos portugueses ao volante em tempo de chuva. Mas tenho de voltar a escrever. Porque de cada vez que saio com temporal, o que vejo são pessoas completamente inconscientes, que além de se colocarem a elas em risco também o fazem com os outros. E eu que tenho a teoria de que muito do que as pessoas são se vê na estrada, porque é onde muitas vezes são aquilo que realmente são, fico sempre triste quando assisto a estas coisas.

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Gostava que alguém me explicasse porque é que se comem torresmos. Eu só de olhar para aquilo fico enjoada. Só vejo gordura.

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

E é agora que eu perco a credibilidade que tinha na blogosfera (isto se é que tinha alguma)

- Gosto do Malato
- Já estive em Nova Iorque e não fiquei fascinada pela cidade
- Vejo o programa Dança Comigo

Estas são assim as três coisas de que me lembro agora que são capazes de pôr muita gente de cabelos em pé. Prometo que se me lembrar de mais alguma acrescento. Sim?

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

(Ausência)

Porque há alturas em que nada faz sentido e os dias são cinzentos e as nuvens teimam em andar em cima da nossa cabeça. Dias em que nos sentimos tão pequenas, sozinhas e perdidas que desejamo voltar a momentos em que, ainda que o que tinhámos não fosse o ideal, havia vontade de sorrir. Dias em que pensamos quando e se o sol irá brilhar outras vez. Se as coisas alguma vez farão sentido. Se alguma vez iremos sentir que somos simplesmente felizes.

Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Querido Pai Natal

Eu fui uma boa menina este ano. Mesmo. Por isso será que me concedes o único desejo que tenho? A coisa que neste momento me faria mais feliz? Aquilo que me aperta o coração e me faz sentir pequenina e ter medo? Sim?
Então cá vai o pedido.
Faz com que a minha mãe fique boa, volte a ter muita saúde e viva por mais uns bons anos, fazes?
Obrigada!

Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Um pequeno esclarecimento

Caras pessoas que habitam este país e vão às secções de charcutaria dos mini-mercados, supermercados, mercearias e afins:

É MOR-TA-DE-LA.

E não mor-taN-de-la.

Perceberam? Estamos então entendidos? É que ouvir dizer mortandela, logo de manhã, fere-me os ouvidos.

Não sabem como se diz ou não se lembram? Olhem para a embalagem do produto, aquele papelinho que embrulha o rolinho da dita mortadela. Está lá escrito.