Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

And now for something completely different...


... a mim a base que mais me convence (ainda que não a tenha comprado porque o preço não é simpático) é a lingerie du peau da Guerlain na cor número 3. Bem sei que o facto de uma base nos ficar bem depende muito de ter de facto a tonalidade adequada à nossa pele, e esta tem, mas na minha pele fica óptima. Não se nota que tenho base, é bastante translúcida, mas as imperfeições não se notam. A pele fica mesmo uniforme. E para vocês qual é a melhor base que existe? E é essa a que usam ou não? Porquê?

Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Provavelmente quem me lê há mais tempo lembra-se deste texto. E também deste. Foram as primeiras vezes que escrevi sobre o assunto. Sei que foram textos que causaram alguma curiosidade. E houve pessoas que me perguntaram se eram histórias minhas. São. Mas, tal como disse na altura, com muito de ficção à mistura. Voltei a falar no assunto apenas mais uma vez, falando sobre uma mensagem trocada entre nós. Mas isto foi até à semana passada. A partir daí escrevi uma vez e outra e outra e outra e ainda mais outra. Sei que a maior parte das pessoas que as leu, ainda que tenha ficado curiosa, não fazia ideia que a pessoa de quem eu falava era sempre a mesma e que todas estas diferentes referências estavam interligadas. E é por isso que, sem revelar todos os pormenores, resolvi voltar a escrever sobre o assunto.
Antes de mais quem é a pessoa de quem eu falei? Quando eu e ele nos conhecemos, há muito tempo, rapidamente nos tornamos grandes amigos, daqueles que estão sempre abraçados e toda a gente à nossa volta nos dizia que gostávamos um do outro mas nós negámos sempre. A verdade é que gostávamos ainda que as coisas tenham acontecido tão rápido que não foi fácil percebermos o que estava a acontecer. Sobretudo porque éramos ambos novinhos. Ele apercebeu-se primeiro e eu algum tempo depois. Mas nunca falámos um com o outro no presente do indicativo, de forma clara, e sem rodeios. Nós, que até falamos tanto quando estamos juntos, e que somos grandes amigos. A verdade é que ainda que com muitas peripécias pelo meio até hoje nunca aconteceu nada entre nós. Nem um beijo.
Ele diz que não aconteceu porque eu não quis mas claro que eu não vejo as coisas dessa forma. Admito que raras vezes fui clara, que outras avancei recuando ao mesmo tempo e que outras ainda não o percebi. Mas continuo a achar que não aconteceu porque ambos não quisemos, não tivemos coragem, e, por algum motivo que me escapa, idealizámos esta história e mantivemo-la platónica.
Entretanto, há algum tempo ele foi morar para longe. Antes de ir disse-me que eu era a única pessoa que o podia impedir. Bastava que pedisse. Mas eu não só não pedi como incentivei. Porque achei que ele tinha que ir mas também porque nessa altura já tinha esta estúpida mania de pôr os outros à frente de mim. Claro que a desculpa que dou a mim é que se ele não fosse e a nossa relação desse para o torto ele me ia culpar. Mas no fundo sei que talvez tivesse medo de me magoar. (E se eu dizia para ele não ir e ele ia na mesma?) A verdade é que muitas vezes (tantas) antes de acontecer alguma coisa que quero muito fico com medo e tenho vontade de voltar atrás.
Nos últimos anos estive com ele apenas duas vezes. A primeira vez em 2003. E dessa vez, apesar de ter percebido que ia ter sempre um carinho muito especial por ele, senti que tínhamos crescido em direcções opostas e que apesar de ter pena de nunca ter acontecido nada entre nós, tinha deixado de fazer sentido. Mas isso foi até segunda-feira da semana passada. Fomos jantar os dois sozinhos. E eu voltei a ver a pessoa que sempre conheci. Aquela por quem me apaixonei. Um homem maduro, marcado por algumas coisas negativas que lhe aconteceram mas optimista e bem disposto, que se preocupa com as pessoas de quem gosta. Sei que durante o jantar evitei muitos assuntos mas quase sem me aperceber. E sobretudo sei que mexeu comigo. Porque se preocupou comigo, tratou de mim e me fez sentir bem. Sei que podia ter feito muito mais coisas, mas, achei mais uma vez que não tinha o direito. Voltei a não pensar em mim. Tal como já me disseram boicoto as coisas à partida para depois em seguida pensar nelas. E utilizo sempre a desculpa do não ter o direito, não fazer sentido ou não ser a altura certa.
E, durante uns dias, dei comigo a pensar no passado, a ruminar as coisas, e a pensar nos se's. A viver no passado como tanto gosto de fazer. Até que me apercebi que isso não me adianta. E daí ter escrito ontem que vou ser prática. Vou querer falar com ele um dia. Mas não vou fazer a minha vida depender disso. Porque no fundo não sei o que isto é. Claro que isto não significa que eu esteja a desistir. Sobretudo porque antes de o fazer gostava nem que fosse de experimentar como seria. Nem que fosse apenas uma vez. Mas não posso é ficar parada à espera. Porque ele tem a vida dele. Longe.

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

E, depois de pensar, mas desta vez de uma forma produtiva (a minha tendência normalmente é mais para ruminar) e de falar com algumas pessoas, percebi que uma coisa é admitir que ainda mexes comigo, que para mim ainda fazemos sentido, que me sinto bem quando estou contigo e outra é ter que ficar presa a essa ideia. Decidi que vou ser prática. Que não quero simplesmente ficar a espera. Que não quero continuar a viver num plano platónico, uma história que no fundo nunca foi, a não ser nesse plano. O que não quer dizer que não ache que um dia não vamos ter de falar, que não continue a achar que um dia gostava de saber como é, que tenha desistido completamente da ideia. Mas, tendo em conta as circunstâncias, o que sinto é não posso viver a minha vida em função de algo que neste momento não é possível.

Terça-feira, 14 de Junho de 2011

Foi um óptimo café com sabor a mar e com uma companhia fantástica.

Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

(Roubado à Saltinhos)

Tenho definitivamente que me convencer disto. Talvez por nunca ter tido uma auto-estima muito elevada, por ter sempre acreditado que só iriam gostar de mim se eu fosse quase-perfeita e por isso ter tentado sempre ir ao encontro das expectativas que os outros têm para mim, tenho esta ideia fixa de tentar fazer sempre a coisa certa, tentar pensar muito bem nas consequências (e às vezes, quando sou impulsiva, que sei que sou algumas vezes, sinto-me como se fosse a pior pessoa do mundo), pensar primeiro nos outros do que mim. E não isto não é uma qualidade. É antes um defeito cujas consequências sobram para mim.

Domingo, 12 de Junho de 2011

Sabes, descobri que estou zangada contigo. É. Estou zangada contigo. Sei que se calhar não devia estar, ou então não o devia dizer, mas a verdade é que estou zangada contigo. Também sei que não é a altura certa para estar zangada contigo. Sei que tens imensas coisas em que pensar e longe de mim querer afastar-te ou distrair-te das responsabilidades. Mas a verdade é que não há nada que neste momento defina melhor o que sinto do que "estou zangada contigo".

Estou zangada contigo por ainda fazermos tanto sentido ao fim de tanto tempo. Estou zangada contigo por me tratares e me fazeres sentir tão bem e por me protegeres. Estou zangada contigo por perceber que estás a dizer a verdade quando dizes que não tiveste sorte em nenhuma relação. Estou zangada contigo porque sei que mesmo assim vais continuar a procurar e a tentar sem nunca teres coragem de arriscar a relação que talvez te trouxesse a tal sorte que dizes que nunca tiveste. Sei de cor todos os teus argumentos. Sei que dizes que assim tens sempre um abrigo imaginário no qual te podes refugiar quando as coisas correm mal. Sei que dizes que assim nunca perdemos aquilo que temos. Mas sabes o que é que eu penso? Que essa é apenas uma forma de enfrentar o "e se". O "e se" que me acompanha há tanto tempo, sempre. O "e se" de que muitas vezes me esqueço mas que em certas e determinadas ocasiões volta a aparecer. O "e se" que me faz pensar se não teremos desperdiçado a melhor oportunidade de sermos felizes.

Estou zangada contigo por me teres dito e mais do que uma vez que aquilo que temos nunca vais ter com mais ninguém. Por me teres dito que, com outras pessoas, vai faltar sempre alguma coisa que só encontras quando estás comigo. E estou zangada contigo por também já me teres dito que se nunca aconteceu nada entre nós foi porque eu não quis. É que não vejo isso assim. O que eu vejo são duas pessoas que gostaram imenso uma da outra mas que nunca tiveram coragem de o assumir. Perante os outros e sobretudo perante nós próprios. E reforço esta última parte. Perante nós próprios. Porque no fundo os outros sempre o souberam.

Mas nós teimamos em negar. Provavelmente na esperança de que passasse. Quando um assumia, o outro recuava. E vice versa. Sei que tenho culpas também. E que se calhar tens tantos os mais motivos para estar zangado comigo do que eu contigo. E por isso é que eu acho que se calhar ainda vamos ter que conversar. Olhos nos olhos, apenas os dois, sem medos, sem rodeios, e sem enganos. Dizer exactamente aquilo que sentimos agora e que fomos sentido ao longo do tempo desde que nos conhecemos.

Ontem, durante o jantar, houve uma altura em que, depois de te dizer que estava cansada e não ia ficar muito tempo, me disseste "não gosto de ti". Depois, e quase logo ao mesmo tempo, riste e eu ri também, com aquele riso cúmplice de quem sabe que é quase impossível isso acontecer. E é também por isto que eu estou zangada contigo.

É sobre isto que eu estou a escrever.

Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

Queriam que eu escrevesse sobre aquilo que disse que tinha vontade mas não sabia se devia não era? Então vão ao blogue da Margarida, leiam o que ela escreveu e é como se fosse eu a ter escrito.

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Mafalda Veiga - Largar Mais

Meu amor há tempo,
Se tu quiseres,
Sem assombro, sem medo,
Se te atreveres a ser, completamente tu,
Venha o que vier,
Agarra bem, o mundo
Acredita o tempo é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê, o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres, em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto, desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui,
Eu quero-te em mim,
Meu amor há tempo
Se tu quiseres,
Sem assombro, sem medo,
Se te atreveres a ser, completamente tu,
Venha o que vier, agarra bem o mundo,
Acredita o tempo é sempre agora,
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras,
Vê, o teu sentido és tu
E a força que trouxeres, em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto, desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, desfoca
Mas eu quero-te aqui,
Eu quero-te em mim,
Eu sei que ao longe há sombras ausentes,
Mas eu vejo-te em zoom e o meu plano é diferente,
Eu sinto a tua falta, não te quero largar mais
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais,
Não te quero largar mais...

(Podem ouvir a música no site da comercial)
E não é, exactamente neste dia, a Mafalda Veiga (que é só a minha cantora portuguesa preferida) lançou uma nova música chamada "Largar Mais?". Normalmente acontecem-me sempre coisas assim. É um livro ou um filme ou uma música que eu vejo, leio ou oiço exactamente numa altura da minha vida que tem tudo a ver com aquilo que é retratado.
Estou aqui indecisa entre escrever ou não. E não é sobre política. Mas acho que o mais sensato é não escrever.

Domingo, 5 de Junho de 2011

Sobre as eleições

Era preciso mudar? Sim. Nem que fosse para as pessoas se convencerem que, afinal, talvez o Sócrates não tenha sido assim tão mau. Fez muitos erros? Fez. Imensos. Mesmo. Merecia perder as eleições para perceber que foi demasiado obstinado, que nunca admitiu que estava a errar, que pessoalizou demasiado as coisas? Precisava. E penso até que foi este excessivo pessoalizar que fez com que as pessoas o detestassem tanto. É como se tudo fosse culpa dele e de mais ninguém. E esse foi um conto de fadas em que estivemos até agora. Então mas esta rapariga estará boa da cabeça? Diz que o Sócrates precisava de perder, que era preciso mudar e depois que vivemos num contro de fadas? Sim. Porque até aqui tudo o que corria mal era culpa do Sócrates. E agora vamos ver a quem atribuem a culpa. Porque tenho a dizer-vos que as coisas vão continua cumplicadas. Não há dinheiro. Não há dinheiro. Não há dinheiro. Perceberam? E além de não haver dinheiro há um acordo com a troika que tem de ser cumprido. Continua a existir uma crise internacional. Por muito que o PSD e o CDS queiram fazer as pessoas acreditar que, agora que eles chegaram ao poder, muita coisa vai mudar a verdade é que não vai. Mas ainda bem que fizeram a camoanha nessa tónica. Porque, quando as pessoas que votaram neles perceberem que não, vão voltar-se contra eles tal como se voltaram contra o Sócrates.

Tenho medo desta direita que se mostrou tão radical. Tenho medo do que isso significa para a classe média, que vive do seu trabalho, que precisa de um SNS que funcione e de uma escola pública para todos. E sinto que muitas pessoas que votaram à direita não têm bem noção daquilo que fizeram.

O que mais me espanta é as pessoas acharem que vão acabar os boys e as girls e os admnistradores de empresas públicas que recebem milhões. Mas o que se esquecem é que tradicionalmente os boys e as girls são da direita. Assim como os gestores milionários. Gostava que isso fosse verdade. E também se esquecem, que ainda que com nomeações, existem pessoas a trabalhar directamente com o governo que dão o litro. É que em política também se trabalha.

Outra coisa que me faz confusão é não se respeitar quem votou Sócrates. Liberdade de escolha alguém sabe o que é? Respeitar as opiniões dos outros? Ideologicamente sou de esquerda mas não ando para aí a dizer que quem votou direita é masoquista ou estúpido ou que não sabe o que anda a fazer. E além disso as pessoas votam nos partidos, nos programas e na ideologia. Não nas pessoas.

Tal como já aqui afirmei, sim, ideologicamente sou de esquerda.

E sobre política estamos conversados.

Atenção que apesar desta minha opinião espero de facto que as coisas melhorem.

Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

Escrevi aqui já várias vezes que dou explicações. E uma das coisas que me faz mais confusão é os miúdos, actualmente, não saberem pensar. Muitas vezes às respostas estão à frente do nariz deles, precisam apenas de relacionar as coisas, e simplesmente não o conseguem fazer. E isso faz-me confusão. Não só pelos resultados escolares, mas, e sobretudo no impacto que isso terá na vida futura deles.