A blogosfera não tem estado no melhor nos últimos tempos. Demasiadas polémicas sem grandes motivos. Mas o que eu acho mais engraçado nisto tudo é que mesmo as pessoas que dizem que não gostam de polémicas continuam a falar sobre elas e a comentá-las, muitas vezes apenas no sentido de explicar ou de as minimizar, mas sem perceber que no fundo elas continuam a ser alimentadas. E eu acho chato que uma coisa que podia ser divertida se transforme em algo que afinal dá chatices e onde o que importa é cada um mostrar o ego no seu melhor.
Adenda: o que eu tenho pena é que por causa destas coisas de percam bons blogues como por exemplo o da Pólo Norte.
Sábado, 30 de Julho de 2011
Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
Penso que muitos dos nossos problemas económicos, sociais e culturais têm a ver com o facto de termos uma mente pequena. E não digo pequena de tacanha mas sim tamanha de ficarmos contentes com pouca coisa. Uma amiga minha, licenciada, comentou comigo em conversa que os empregados de um certo supermercado assim docinho, sobretudo chefes de secção, ganham muito bem. E quem saber quanto é o muito bem? Setecentos e qualquer coisa euros. Claro que eu lhe disse o que era isso para alguém que vivia do ordenado e num país onde as coisas não são baratas. Talvez seja eu que sou ambiciosa de mais mas para mim setecentos e tal euros para quem trabalha por turnos, com folgas rotativas e com alguma responsabilidade não é ganhar bem. Claro que se compararmos com o ordenado mínimo não é mau mas o nosso ordenado mínimo é muito baixo.
Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Sevilha
Algum dos meus leitores já foi a Sevilha? Queria ir lá passar três dias e duas noites na próxima semana mas não sei o que ver, o que comer, e onde ficar. Preciso de dicas.
Domingo, 24 de Julho de 2011
Era bom que em alguns assuntos fossemos mais parecidos com os animais. Votem. Porque é uma forma diferente de tentar combater este assunto que tantas mulheres magoa.
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
O novo governo
Acabei de ouvir agora mesmo no telejornal os cortes que o novo governo vai fazer na saúde já a parir de Setembro. E este era o meu principal receio. A maioria das pessoas que me lê sabe que não sou de direita, não me identifico com a ideologia e não foi nesse sentido que votei. Mas também sabem que vivendo neste país, aceitei o resultado, e torço para que tudo corra pelo melhor.
Ainda assim e vendo os cortes que vinham a ser feitos assustava-me o que por aí vinha. E aquilo que acabei de ouvir é muito pior do que pensava. Cortar a isenção de doentes oncológicos, seropositivos, com outras doenças cuja medicação é caríssima, ponderar cobrar por medicamentos que unicamente estão disponíveis nos hospitais para todas as pessoas que têm um ordenado superior ao ordenado mínimo? Mas isto cabe na cabeça de alguém com dois dedos de testa? Estou verdadeiramente indignada. O ordenado mínimo no nosso país é miserável sobretudo quando comparado com o custo das coisas.
O que espero é ter ouvido mal.
Ainda assim e vendo os cortes que vinham a ser feitos assustava-me o que por aí vinha. E aquilo que acabei de ouvir é muito pior do que pensava. Cortar a isenção de doentes oncológicos, seropositivos, com outras doenças cuja medicação é caríssima, ponderar cobrar por medicamentos que unicamente estão disponíveis nos hospitais para todas as pessoas que têm um ordenado superior ao ordenado mínimo? Mas isto cabe na cabeça de alguém com dois dedos de testa? Estou verdadeiramente indignada. O ordenado mínimo no nosso país é miserável sobretudo quando comparado com o custo das coisas.
O que espero é ter ouvido mal.
Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Acompanhar uma doença de alguém que se ama nunca é fácil. Quando somos filhos únicos e a pessoa doente é a nossa mãe fica mais difícil ainda. A nossa saúde e a daqueles que amamos é de facto o mais importante que temos.
A maior parte das pessoas que me lê há algum tempo sabe que nos últimos dois anos a minha mãe tem estado a lutar contra um cancro. E sabe também que até aqui a luta tem corrido bem. Provavelmente até há pessoas que acham que eu sou cautelosa de mais, que nunca fico completamente feliz com as pequenas vitórias, que nunca relaxo. Não me considero pessimista mas quando se trata de saúde também não consigo ser apenas optimista. Vou olhando para as coisas de forma realista, ficando feliz quando os resultados são os que queremos, mas tendo sempre em mente que esta é uma doença que muitas vezes volta.
E parece que é isso que está a acontecer neste momento. Uma consulta de revisão onde havia um exame para apresentar. E nesse exame aparece um pormenor que suscita uma dúvida que vai ter que ser esclarecida.
Agora seguem-se mais exames e mais consultas até se perceber o que é e o que vai ter que se fazer.
A angústia que se sente nestes momentos é algo que não se consegue transmitir em palavras. Existe uma mistura de sentimentos que é complicada de decifrar. Sei que tenho de ser forte mas a única coisa que consigo ter a certeza é que a vou acompanhar o mais possível como tenho feito.
Mas o que me faz escrever este texto, muito mais do expôr aqui a situação pela qual estou a passar, é alertar as pessoas para a necessidade de aproveitar a vida da melhor forma. Porque na maioria das vezes não valorizamos o temos. Esquecemos que a saúde é o mais importante. E preocupamo-nos com coisas de somenos. E a verdade é que as coisas más aparecem sem bater à porta. Mas as boas somos nós que temos de conquistar.
Por isso se estão bem e as pessoas à vossa volta também aproveitem. E sejam felizes. Porque há muita gente que gostava de poder simplesmente sorrir sem pensar no que segue.
A maior parte das pessoas que me lê há algum tempo sabe que nos últimos dois anos a minha mãe tem estado a lutar contra um cancro. E sabe também que até aqui a luta tem corrido bem. Provavelmente até há pessoas que acham que eu sou cautelosa de mais, que nunca fico completamente feliz com as pequenas vitórias, que nunca relaxo. Não me considero pessimista mas quando se trata de saúde também não consigo ser apenas optimista. Vou olhando para as coisas de forma realista, ficando feliz quando os resultados são os que queremos, mas tendo sempre em mente que esta é uma doença que muitas vezes volta.
E parece que é isso que está a acontecer neste momento. Uma consulta de revisão onde havia um exame para apresentar. E nesse exame aparece um pormenor que suscita uma dúvida que vai ter que ser esclarecida.
Agora seguem-se mais exames e mais consultas até se perceber o que é e o que vai ter que se fazer.
A angústia que se sente nestes momentos é algo que não se consegue transmitir em palavras. Existe uma mistura de sentimentos que é complicada de decifrar. Sei que tenho de ser forte mas a única coisa que consigo ter a certeza é que a vou acompanhar o mais possível como tenho feito.
Mas o que me faz escrever este texto, muito mais do expôr aqui a situação pela qual estou a passar, é alertar as pessoas para a necessidade de aproveitar a vida da melhor forma. Porque na maioria das vezes não valorizamos o temos. Esquecemos que a saúde é o mais importante. E preocupamo-nos com coisas de somenos. E a verdade é que as coisas más aparecem sem bater à porta. Mas as boas somos nós que temos de conquistar.
Por isso se estão bem e as pessoas à vossa volta também aproveitem. E sejam felizes. Porque há muita gente que gostava de poder simplesmente sorrir sem pensar no que segue.
Domingo, 3 de Julho de 2011
Foi agora mesmo, num anúncio televisivo, que ouvi alguém dizer que passamos metade da nossa a vida a não querer que tomem conta de nós e a outra metade a desejar que o falam. Não sei se já atingi metade da minha vida mas definitivamente estou na fase em que quero que tomem conta de mim. Quero mesmo muito.
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