sexta-feira, 29 de julho de 2011

Penso que muitos dos nossos problemas económicos, sociais e culturais têm a ver com o facto de termos uma mente pequena. E não digo pequena de tacanha mas sim tamanha de ficarmos contentes com pouca coisa. Uma amiga minha, licenciada, comentou comigo em conversa que os empregados de um certo supermercado assim docinho, sobretudo chefes de secção, ganham muito bem. E quem saber quanto é o muito bem? Setecentos e qualquer coisa euros. Claro que eu lhe disse o que era isso para alguém que vivia do ordenado e num país onde as coisas não são baratas. Talvez seja eu que sou ambiciosa de mais mas para mim setecentos e tal euros para quem trabalha por turnos, com folgas rotativas e com alguma responsabilidade não é ganhar bem. Claro que se compararmos com o ordenado mínimo não é mau mas o nosso ordenado mínimo é muito baixo.

5 comentários:

  1. Não é bom, é péssimo. É injusto.

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  2. verídico. e concordo. eu era chefe de secção numa loja de roupa, ganhava um pco mais do que isso, mas trabalhava 80horas por semana, fins de semana, noites, feriados, tudo. levava uma vida péssima que me conduziu a um esgotamento. nada bom. mente mesmo pequenina. gostei muito do blog, vou passar a visitar :)

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  3. és mimada demais esse é o teu problema miuda! vai vergar a mola! para quem tirou o curso a tanto tempo ainda anda aqui a pedinxar emprego? vergonha nessa cara nao?

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  4. Anónimo,

    Penso que se enganou na mensagem onde deixou o comentário. Talvez fosse aquela em que eu digo que decidi perder a vergonha e meter uma cunha à blogosfera. Mas tendo em conta que a resposta é curta, ainda que completamente fora do contexto, respondo-lhe na mesma: eu trabalho. E sempre trabalhei desde adolescente. E não trabalho só numa coisa. Penso que a partir daqui toda a sua argumentação deixa de fazer sentido certo? MAS, voltando um bocadinho atrás e continuando a responder-lhe, o facto de ter emprego isso não significa que não queira melhorar. Tenho vergonha disso? NÃO. Nenhuma. Querer evoluir não é vergonha para ninguém. Cunhas? Não tenho problemas com elas porque só fica quem é bom. Tenho pena é que o anónimo não tenha mais que fazer do que deixar aqui comentários parvos, desapropriados e nem se preocupe em verificar se os comentários se adequam aos textos. Porque eu tenho mais que fazer do que dar este tipo de respostas que são uma perda de tempo. Ah! E se me conhece tão bem para saber que terminei o curso há muito tempo devia dizer-me as coisas na cara e não sob a forma de um comentário anónimo. Por isso e se não tem coragem para isso por favor não me chateie.

    Cumprimentos

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