Sábado, 31 de Outubro de 2009

Não consigo perceber...

as carrinhas, carros, camiões de entregas que, quando têm assim um espaço enorme livre para estacionar em frente à loja onde vão levar mercadorias, preferem deixar os carros por trás de outros carros que estão bem estacionados.Eu até sou tolerante nestas coisas. Até percebo que quando não há lugares estacionem mal, porque, muitas vezes as mercadorias são pesadas e eles não têm que ajude.Mas, quando em frente à loja, há praticamente cinco lugares seguidos, não vejo justificação. Não só porque incomodam o trânsito, como causam problemas a quem está estacionado, como, ainda, não estão descansados porque a qualquer momento alguém pode querer sair e lá têm de vir eles interrompendo o que estavam a fazer.

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Apesar de ser público que não gosto nem um bocadinho da Luciana Abreu, ou, sendo mais justa, uma vez que não a conheço pessoalmente, não gosto da imagem que ela passa, gosto bastante da mocinha que consta aqui da fotografia.
Acho-a muito bonita, simpática, sem toques de vedetismo, sem tentar passar uma imagem de boazinha e simples. Não sei se é ou não inteligente e se tem alguma coisa dentro da cabeça, mas, depois de ter visto no YouTube o episódio do programa Alta Definição onde participou, fiquei com a sensação de que, pelo menos, sabia falar, sabia expôr as ideias e não era nenhuma tontinha.

E, romântica como sou, fiquei encantada a olhar para as imagens em que ela dizia estar grávida. Achei muito bonito a felicidade que se lhe desenhou no rosto e no olhar assim como as palavras que proferiu. E fiquei ainda mais encantada quando ela falou na reacção do namorado, o actor Pedro Teixeira, à notícia. Embora a relação deles provavelmente também tenha problemas, como qualquer relação, achei que o projecto deste filho era mesmo um projecto de amor entre duas pessoas que estão, em toda a acepção da palavra, juntas. E sobretudo, duas pessoas que mostram isso na forma de estar, de se expressarem e de falarem, sem terem de andar a dizer baboseiras como "trata-me como uma princesa", "pediu-me em namoro à minha mãe com um ramo de rosas", ou a escrever cartinhas para dize aos fãs que encontraram um princípe e são muito felizes, patati patatá patató.

Confesso que sempre vi o conceber de um filho como um projecto de amor entre duas pessoas. E infelizmente vejo muitos caos à minha volta em que o que acontece é tudo menos isso, em que há mil e uma razões pelas quais as pessoas têm filhos, sem que o amor, a vontade de estar juntos e de construir um projecto de vida em comum estejam presentes. E, como neste caso, é tão gritante que a gravidez está a acontecer pelos motivos certos, não podia deixar, ainda que nenhum deles algum dia leia estas palavras, de lhes endereçar os meus sinceros parabéns e desejar que a felicidade que sentem dure muito, muito, muito tempo.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Dizem-me que eu tenho de ter força. Que tenho de aguentar e acreditar. Que não me posso ir abaixo. E eu cada vez tenho mais medo. Não me consigo habituar a ver a minha mãe a sofrer. E, sobretudo, pergunto-me o porquê de termos de passar por situações destas.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Piscas e rotundas

Às vezes penso que sou só eu a achar que os piscas nas rotundas são realmente importantes!

Mas, então, como é suposto que adivinhemos para onde os outros vão? É que há situações em que não se percebe pela inclinação do carro. E, tendo em conta as prioridades e a forma como se deve circular, sem piscas fica tudo uma grande confusão.

Pois que eu, se não vejo o dito pisca, e mesmo que perceba para onde o outro carro vai, costumo, caso tenha tempo, entrar na rotunda. E fazer com a mão o sinal de pisca ao condutor do outro carro. Só para que ele perceba que o pisca, em algumas situações, é mesmo para ser utilizado.

Devia haver multas para isto. E também para os condutores que se instalam comodamente na faixa da direita e depois dificultam a vida a quem vai a circular correctamente e quer sair. E tenho dito.

*Excepção feita à minha amiga S., que, como conduz há relativamente pouco tempo, tem desculpa para não fazer os ditos piscas, sobretudo quando a rotunda é grande, confusa e movimentada.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Constatação #6

Há pessoas que julgam com demasiada facilidade os outros. Sem se tentarem pôr na pele dessas mesmas pessoas. Sem tentarem perceber o que poderá levar as pessoas a agir de determinada maneira. Sem sequer pensarem que poderá haver um motivo que as leve a agir assim. Julgar é sempre o mais fácil. O que dá menos trabalho. O que não deixa espaços em branco numa conversa. Mas, também, e quase sempre, o mais errado, o mais injusto, o que revela mais incompreensão. E tenho para mim que estas pessoas que julgam os outros com tanta facilidade são aquelas que, quando estão em situações difíceis, condenam os outros por não as perceberem.

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Constatação #5

Não há nada, mas mesmo nada, que não fique melhor com uma conversa sincera olhos nos olhos. Ainda que no fim dessa mesma conversa a solução seja o final de qualquer coisa. Mas fica-se com a certeza de que não ficaram mal entendidos.

Domingo, 18 de Outubro de 2009

Nestes dias a única coisa que faço, além de chorar e ter muito medo, é perguntar-me se conseguirei voltar a sorrir como dantes, sem que por trás desse sorriso exista uma tristeza. Se conseguirei voltar a olhar para o céu e não ver nuvens negras no horizonte. Se irá ser possível voltar a sentir paz.
Tenho, mais do que qualquer outra pessoa, acompanhado a minha mãe nesta altura dificílima da vida dela (e da minha). Mas custa-me vê-la a entregar os pontos, a querer estar sempre deitada, com uma cara de derrotada. E talvez há pouco tenha sido injusta com ela.
Sinto-me completamente perdida.

Domingo, 11 de Outubro de 2009

Sobre tudo e sobre nada (Sobre as pessoas?)

Sou, tendencialmente, uma pessoa pacífica. Há uns tempos escrevi que tinha descoberto que procuro, sobretudo, a harmonia nas relações e é verdade. Sou, por isso, incapaz de fazer mal a alguém só por fazer. De ser antipática, desagradável e arrogante só porque sim. Porque me apetece. Porque é giro. Porque estou chateada e, à falta de um saco de boxe, deixa-me lá descarregar aqui nesta pessoa que está mais à mão.

Mas tenho-me vindo a aperceber que há muitas pessoas para quem isto é prática comum. Algumas fazem-nos em pessoas com quem não têm qualquer ligação, como, por exemplo quando estão ao volante. São as que buzinam freneticamente se a pessoa vai devagar, se não arranca imediatamente mal o sinal passa de vermelho a verde, se faz uma manobra menos lógica. Sem perceber e nem sequer se lembrarem que pode haver uma razão que justifique esse comportamento. Outras pessoas descarregam em pessoas que consideram inferiores a elas. São as que tratam mal empregados de café, balcão ou empregadas de limpeza. E outras ainda fazem-nos com pessoas que já foram importantes na suas vidas e deixaram de ser. Falo de ex-amigos/as, ex-namorados/as, ex-maridos/os. De repente, como esta pessoa já não me interessa, já não preciso de nada que venha dela, já posso ser desagradável com ela. Desconsiderando tudo aquilo que em tempos houve.

Quaquer um dos subtipos de pessoas me parece estar a canalizar a energia para o sítio errado. A fazer com que haja ruído onde nem sequer um "piu" devia existir. E, infelizmente, a mostrar o seu verdadeiro carácter.

Porque o nosso verdadeiro carácter não é só o que temos com as pessoas de quem gostamos, com aquelas que nos interessam, ou com quem nos preocupamos. Espelha-se também e, até arriscaria dizer, sobretudo, nas pessoas com quem não temos laços, que não nos podem prejudicar caso as destratemos, que não nos servem interesses. Porque com as outras temos algo a perder e aí o nosso egoísmo, mais do que o nosso carácter, leva-nos a agir da forma que nos trará mais benefícios. O que com as outras não acontece.

Quando eu era mais nova, bastante mais nova, achava sempre um exagero os maus carácteres das novelas, séries e filmes. Pensava que não haveria ninguém assim e até me costumava perguntar onde é que os autores se baseavam para criar tão excêntricas personagens. Hoje sei onde. No mundo real. E hoje, embora goste de manter uma certa ingenuidade e acreditar nas pessoas até me mostrarem que não o posso fazer (mas também se chegarmos a este ponto dificilmente volto a confiar, pois, embora perdoe não consigo esquecer com muita facilidade), já sei que sim, há pessoas que são más. Que não interessam a ninguém. Que são egoístas acima de tudo. Que são desagradáveis, independentemente das pessoas e das situações, mas sobretudo para quem não lhes interessa.

E eu tenho sempre uma enorme dificuldade em lidar com pessoas que têm duas ou mais caras, que me tratam bem a mim mas que tratam mal o vizinho, a empregada doméstica ou a menina da loja. A ex-namorada, alguém que foi amigo e já não é, o antigo colega de trabalho. Não só porque nas costas dos outros vejo as minhas mas porque para me relacionar com alguém preciso de sentir que posso confiar nessa pessoa. Preciso de gostar dessa pessoa. E para confiar e gostar preciso de saber que a pessoa é boa pessoa. Faz-me até alguma confusão relacionarmo-nos com alguém que sabemos ser sem sombra para dúvidas alguém pouco aconselhável. Pelo menos eu não Lembro-me sempre de um ditado que diz "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Mas isso se calhar sou apenas eu. É tão só a minha opinião. Que, como se costuma dizer por aí, vale o que vale.

Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

(...)

Fico PIURSA da vida quando fazem mal a alguém de quem gosto. Sobretudo quando o fazem apenas por egoísmo. Quando magoam gratuitamente. Quando nem se apercebem do que estão a fazer. E quando a seguir temos de sorrir, ignorar e tratar a pessoa como se nada fosse.

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Que título dar a isto?

Após andar a ver algumas fotografias no hi5 surge-me uma dúvida pertinente.
O que é que leva as pessoas, sobretudo algumas mulheres, a fazerem comentários elogiosos do estilo "Estás muito bem", "Estás tão linda", "Estás mesmo bonita nessa fotografia" a alguém que é literalmente, pele e osso, onde tudo o que sobressai em cada foto são os ossos dos joelhos enormes para a grossura mínima das pernas, os ombros larguíssimos para a estrutura à biafra do resto do corpo, a cabeça desproporcional a fazer lembrar um chupa-chupa?
Será mesmo burrice? Estupidez? Ironia? Não se preocupar minimanente com aquele pessoa que se vê degradar de fotografia para fotografia quando elas são de anos diferentes? O facto de as mulheres serem mesmo cabras umas para as outras?
É que confesso, faz-me alguma espécie, estes comentários virem de amigas, quando, há uns dias, uma miúdo de 16 anos me perguntou, sobre a dita pessoa se ela era anoréctica e, no mesmo dia, o pai dessa pessoa o assumiu, numa conversa comigo.
E sim é.
De forma tão clara que me parece quase impossível não o perceber.
E a anorexia não é um capricho de alguém que quer emagrecer. Não é uma doença de moda nem da moda. É uma perturbação mental grave que pode ter consequências muito sérias.