Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011



Foi assim que ficou o bolo que fiz esta tarde. Não o provei mas fiz um muffin com a massa e os meus pais dizem que estava um bocadinho maciça. E achei a receita pequena por isso tive de fazer duas vezes.
Decididamente gosto muito de mimar as pessoas de quem gosto e sei que gostam de mim e o mostram e me tratam bem. Mas também não consigo ser afectuosa com quem apesar de supostamente gostar de mim não me trata bem ou de alguma forma me deita abaixo ou me magoa com aquilo que diz. É um dos meus defeitos confessos.

Baunilha e caramelo

Descobri este blogue há uns tempos e achei delicioso. Achei que o devia partilhar. E hoje estou aqui a pensar em que receita vou fazer porque tenho um bolo para oferecer a uma pessoa.

Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

A geração e a música e o emprego: a minha perspectiva

(o texto que estava aqui era muito grande. Por isso dividi-o em três e acrescentei algumas coisas. Por isso para lerem tudo têm de começar em baixo)

E os textos anteriores servem para quê? Servem para mostrar que se até pode ser verdade que há pessoas que estão desempregadas porque se conformam, outras que se queixam de barriga mais ou menos cheia como as pessoas da reportagem da SIC a semana passada, e outras ainda que querem em emprego na área de mão beijada sem nunca terem feito nada mas há outras que não. Tal como eu por exemplo (e de certeza muitas outras pessoas).

Tal como viram desde que tive oportunidade que sempre trabalhei. Sei que fiz opções erradas, tal como ter criado o meu próprio projecto cedo demais e não ter investido em enviar currículos nessa altura, mas a verdade é que, actualmente, e por mais que tente não consigo encontrar trabalho na minha área. E estou a ser proactiva acreditem. Ele é reuniões com presidentes de junta e de câmara, ele é passar tempo na net a ver endereços de escolas e centros de formação e clínicas e associações e sites de emprego e também sites de universidades para poder melhorar o currículo porque sei que neste momento, tendo terminado o curso há cinco anos e tendo trabalho pouco na área não é atractivo. E ver pouquíssimas ofertas na minha área de formação. A maior parte delas não remuneradas.

Por isso e apesar de à música dos Deolinda faltar alguma coisa, e de ter gostado muito dos textos (um e outro) da Pólo Norte e em parte me rever neles, percebo também quem se identifica com a música e quem se queixa e reclama por oportunidades. Porque as coisas de facto não estão fáceis. E quem nega isso está apenas a ver uma parte do problema. É verdade que os cursos actualmente não têm de ser uma garantia de emprego. Mas quantas pessoas entram num curso a pensar apenas "vou valorizar-me pessoalmente", quantas frequentariam na mesma o curso se soubessem que a seguir iriam ganhar tanto como se não o tirassem, quantas não mudariam de área se soubessem que não vão conseguir ter emprego? E serão estas pessoas piores do que as outras? Trabalhar na área que se gosta e para a qual se estudou não deveria ser uma real possibilidade? E não será que esta falta de empregos para licenciados pode levar a que as pessoas deixem de querer estudar? Não será legítimo que pensem que é preferível tentar encontrar um trabalho mal acabem o secundário? Sobretudo se tiverem exemplos em redor de pessoas que não estudaram e estão melhor. E isso não é positivo para o país porque como sabemos o número de licenciados é medida de desenvolvimento. Por isso são precisas novas políticas de ensino superior sim. É preciso pôr o dedo na ferida sim. Existem estudos que comprovam que a geração das pessoas com vinte e muitos/trinta e poucos anos vai ser a primeira a ter um nível de vida pior do que a geração anterior. Estamos em crise. Temos um número de desempregados dos mais altos de sempre. E muitos deles são jovens. E são licenciados. Podemos dizer que todos não sabem procurar? Que não se empenham o suficiente? E que não se sujeitam a certas (más) condições? Alguns talvez sim. Mas de certeza que não todos.

E quanto à emigração também tenho uma palavra a dizer. Admiro as pessoas que saíram do país para poderem ter melhores condições de trabalho. Mas o que eu gostava era que isso não fosse preciso. Que fossem porque queriam de facto. E não porque não encontram soluções cá dentro. Porque também isso tira valor a Portugal.

Claro que temos de ser proactivos. Claro que importa aceitarmos as oportunidades ainda que em áreas diferentes. Claro que temos de perceber que o emprego para a vida acabou. Claro que não vale de nada querermos segurança se não lutarmos por ela. Claro que temos de perceber que algumas vezes é preciso dar uma volta maior para chegar ao abjectivo.

Temos que lutar pelas oportunidades porque de facto ninguém tem de no-las dar.

Mas e quem de facto luta e não consegue? E aqueles que nunca tinham trabalhado antes e tiveram a sorte de fazer o estágio académico num sítio onde depois lhes foi proposto um estágio profissional, que ajudou a que tivessem a tal experiência que hoje tanto é pedida? E quem de facto sente que tem imensa capacidade de trabalho mas não o consegue mostrar? E quem de facto nunca vai ter aquela janela de oportunidade para conseguir mostrar o valor que tem? Ainda que seja num estágio não remunerado. Esses casos existem. E é neles que temos (também) de pensar.Porque hoje em dia a capacidade de trabalho, o mérito e a proactividade infelizmente não garantem trabalho.

A geração e a música e o emprego: a minha experiência

Que me lembre o primeiro trabalho que tive foi aos 16 ou 17. Fiz embrulhos durante o Natal numa loja de música no Chiado que pertencia à empresa onde trabalhava o tio de uma amiga minha. E na altura (1998 se não me engano) recebi muito bem. Foram 50 contos por cerca de 15 dias de trabalho. A seguir a isso foram raras as férias em que não tivesse trabalhado. Durante o ano em que não entrei na faculdade (tirei psicologia e como vinha de humanidades faltava-me a matemática ou a Biologia que fiquei a fazer no ano a seguir a terminar o 12º ano) trabalhei no Pingo Doce para ter dinheiro para tirar a carta que na altura os meus pais não me quiseram dar. E durante a faculdade estive numa conhecida perfumaria a fazer embrulhos em todas as épocas festivas (Natal, dia dos namorados, pai, páscoa, mãe, dia da criança, whatever) e quando esse trabalho terminou estive na FNAC durante um mês nas férias de Natal. Cumulativamente no 2º ano da faculdade comecei a dar explicações. Actividade que não parei e na qual continuo a trabalhar. Durante o curso conheci muitas pessoas, quase que me atrevo a dizer a maioria, que nunca tinham trabalhado em lugar nenhum. E eu andei no ISPA que é uma universidade privada (sim, conseguir de facto fazer biologia, tendo tido melhor nota do que muitas pessoas que estavam na área de ciências há 3 anos, mas, mesmo assim a juntar a minha média de 17 do secundário e 19,2 do exame nacional de psicologia fiquei a 3 centésimas da nota do último classificado). Terminei o curso nos cinco anos previstos. Nunca chumbei um único ano e houve apenas uma cadeira que ficou em atraso. E mesmo essa só esteve em atraso um ano (e não foi só um semestre porque era anual) porque foi logo feita no ano a seguir. E fui que paguei por ela. Porque fiz questão de dizer aos meus pais que, mesmo pagando-me eles a faculdade, o erro de deixar a cadeira em atraso tinha sido meu e por isso era eu que a ia pagar. E foi mesmo isso que fiz.
Quando terminei o curso (Outubro de 2005) e sabendo à partida que a minha área não era fácil resolvi criar o meu próprio projecto. Que é uma coisa da qual tenho orgulho mas que não correu bem. E não correu bem porque fiz muitas opções erradas fruto da imaturidade da altura. Não me custa nada a admitir. Aprendi muito com tudo isso mas a verdade é que também teve custos. E esses custos foram maioritariamente ter-me feito perder grande parte da minha proactividade. E começar a ter medo de arriscar. Ainda com o projecto a decorrer fui chamada para um centro de explicações no final de 2007 e aceitei acumular. Depois de ter terminado o projecto (Junho de 2008) arregacei as mangas. Fui trabalhar para um call center a vender cartões bancários do citibank (sim, fui daquelas pessoas muito chatas, mesmo muito chatas). Mas não gostava do que estava a fazer. E continuei a tentar mudar. Acabei por ir parar ao call center do serviço de atendimento ao cliente da vodafone onde gostei de estar mas de onde saí ao fim de seis meses e continuei sempre no tal centro de explicações. Durante esse tempo ainda tirei o CAP. E a seguir, tal como já sabe quem me lê a algum tempo, a minha mãe adoeceu e eu optei por a acompanhar. Estive portanto desde o Verão de 2009 até ao Verão de 2010 parada. E mesmo durante esse tempo ainda estive uma semana noutro centro de explicações (e saí por aquilo ser um autêntico depósito de crianças que levava ao desespero quem lá trabalhava) e dei algumas explicações por conta própria. E este ano a partir de Setembro já trabalhei num shopping a fazer auditoria de loja e em dois centros de explicações (sendo que um deles é o mesmo em que já trabalho desde o final de 2007). Neste momento estou apenas num deles porque no início de Janeiro a minha mãe foi operada e o ter estado afastada uma semana foi o suficiente para me susbtituírem.

A geração e a música e o emprego

A música dos Deolinda tem dado que falar. Inicialmente quando a ouvi até a achei engraçada. Mas para música de intervenção faltava ali alguma coisa. Que eu não sabia o que era até ter lido na Tabu (a revista que vem com o semanário Sol) uma opinião da Carla Hilário Quevedo. Que muito sucintamente dizia que hoje em dia em vez de se lutar, arregaçar as mangas, e manifestar as nossas vontades, opiniões e reivindicações se lutava por contratos seguros, férias e reforma.

Agora temos visto em blogues pessoas que gostam muito da música e a fazem um hino daquilo que sentem e outras que dizem que quem não encontra emprego e continua em casa dos pais é porque no fundo não se esforça.

E eu acho que tenho uma palavra a dizer. O que até vem a propósito do post anterior. Nem todos o devem ter visto mas pedia para me contarem o vosso percurso profissional.

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Tendo em conta que estou numa altura de definição profissional, querem e/ou podem, falar a mim um bocadinho do vosso percurso?

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Quantas vezes não acontece não sermos totalmente sinceros com os outros (quando, por exemplo não dizemos que aquela roupa não favorece, que o namorado/pessoa de quem gosta não gosta/ não respeita/ não mostra consideração, que a pessoa não está a ter a atitude correcta/a fazer as coisas da melhor forma/a comportar-se como devia connosco ou com outros), utilizando a desculpa de que não os queremos magoar, porque no fundo temos medo que deixem de gostar de nós ou para evitar eventuais conflitos que pensamos que podem surgir e com os quais não sabemos/não nos interessa/temos receio de não saber lidar?

P.S.: assumo que me acontece muitas vezes. Muitas mais do que gostaria. Mas tenho uma estúpida tendência para ser sempre o cisne branco, querer sempre agradar, não querer que as pessoas achem que penso que sou melhor. E sei que no fundo o faço não por não ser sincera mas por medo da reacção que as pessoas possam ter. O que acaba por ser egoísta da minha parte. E pouco sincero. E não gosto nada disso.

Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Curiosidade

Gostava que me contassem as vossas histórias românticas. Assim em poucas palavras claro, mas, a forma como se conheceram, quando é que perceberam que estavam apaixonadas/dos, e quem é que deu o primeiro passo. Claro que podem fazê-lo anonimamente.