terça-feira, 12 de março de 2013

Sobre o Amor



O amor é, a meu ver, o mais bonitos dos sentimentos que existem.

Podemos amar diferentes pessoas, de diferentes maneiras. Amamos os nossos pais, os nossos avós, os nossos amigos. E é com esses amores, com os quais vamos crescendo, que aprendemos a forma como, posteriormente, iremos amar no contexto de uma relação.

E, esse amor, o amor de uma relação amorosa, é algo que vai amadurecendo dentro de nós. Acredito, profundamente, que o que aprendemos, as experiências que vamos acumulando, nos ensinam a amar. De uma forma mais madura, racional, e equilibrada. E, claro, de uma forma mais bonita, menos possessiva e menos egoísta.

A forma como vejo e sinto o amor é, hoje, muito diferente da forma como o via e sentia aos 20 anos. Porque eu cresci. Porque eu mudei. Porque fui vivendo experiências, adquirindo conhecimentos e passando por situações que me tornaram uma pessoa mais equilibrada, mais sensata, menos impulsiva.

Hoje sei que amar não significa correr atrás de migalhas, não significa exigir aquilo que não nos dão, não significa iludirmo-nos com coisas que, muitas vezes, não existiram de uma forma tão grandiosa como nós achamos. Sei que não se ama o que está distante, e que nos permite voar ao ritmo da imaginação, mas sim o que é real, palpável, e está ao nosso lado, todos os dias. Ama-se o que, e quem, está connosco e, connosco, constrói, dia após dia, algo real, bonito, sincero. Ama-se o quê e quem se preocupa em fazer-nos felizes, em tomar conta de nós. Ama-se a pessoa que nos faz sorrir e a quem temos vontade de nos dar, por inteiro.

Não se amam fantasias, pessoas imaginadas, coisas que nunca existiram. Ama-se a realidade, tal como ela é, sem fazer exigências que não nos levam a lado, aceitando a pessoa, com defeitos e qualidade, porque nós também os temos.

Acredito, mesmo, que o amor não exige nada, aceita que é dado. O que não quer dizer que nos conformemos com migalhas. Não é nada disso. O que acontece é que, se temos que exigir, o que vem não é genuíno. E deixa de fazer sentido. Se o que temos, ou o que nos dão, não nos agrada, não nos chega, se achamos que merecemos mais, então o melhor é ir embora. Porque, ou aprendemos que as pessoas nos dão o que têm e o que podem, e isso nos chega, ou, então, vamos levar uma vida inteira a exigir, a tentar mudar o outro, e a perder tempo e energia com isso.

Confesso,que, neste contexto,  me, faz hoje em dia, alguma confusão, mulheres que não conseguem ver as coisas como elas são. Que não percebem que há coisas que só existem na cabeça delas. Que, quando uma pessoa quer estar, está. Que, se não está connosco, estando nós disponíveis, é porque não quer. Dói? Claro que sim. Mas mais vale cortar de ver, e ir embora, do que sofrer agarrada a algo que não existe.

Quando uma pessoa pensa em nós e se preocupa, demonstra-o. E, nós, sentimos. Sentimos e sabemos, quando alguém de facto nos ama e quer estar connosco. Sabemos e sentímo-lo, no olhar, no sorriso, na forma como a pessoa nos trata.

Porque o amor não se esconde, não se evita, não se exige, não se arrepende, não julga, não critica, não faz birras, não é orgulhoso, não implica com coisas parvas, não amua.

Porque é raro as pessoas fugirem do que as faz felizes.

E, o amor, faz-nos sempre felizes.

Se não faz, então, não é amor.

1 comentário:

  1. O amor por vezes dói, mas tem mesmo de nos fazer sempre felizes, caso contrário não vale a pena.

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