sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Abrir o coração*

Aqueles que me lêem há mais tempo sabem que sou licenciada há uns aninhos. Provavelmente também sabem que dou explicações há mais de 10 anos. Comecei a dá-las no segundo ano de licenciatura e ainda hoje as dou e vou continuar a dar. Talvez ainda saibam que já tive o meu próprio projecto, que criei pouco depois de sair da faculdade, num misto de coragem, capacidade de iniciativa e falta de experiência que fizeram com que o projecto falhasse um tempo depois.
Entre todas estas coisas e tal como já aqui escrevi fui tendo imensos trabalhos. A sua grande maioria precários. Mas isso também já todos vocês sabem.
O que talvez não saibam é que, a dada altura, comecei a por tudo em causa. Teria tirado o curso certo? Quereria eu mesmo continuar na psicologia? Devia mudar para o ensino? Afinal, o primeiro curso onde entrei foi Estudos Portugueses, desde novinha que dava explicações, gostava de o fazer e a psicologia não me parecia viável. Pensei, pensei e pensei muito. Tanto que algumas vezes me senti desesperada. Perdida. Parecia que já nem eu própria sabia o que queria. Ponderei medicina por ter percebido, depois de tanto tempo às voltas com a minha mãe no Hospital, que era uma coisa de que gostava muito. E no meio de todas estas minhas dúvidas havia sempre quem quisesse dar palpites. Não o levo a mal, sei que eram manifestações de amizade, mas ajudou para eu ficar ainda mais baralhada, desesperada, perdida.
Até que aos poucos comecei a perceber. Não, não era preciso mudar de área, nem sequer tirar outro curso. Sim, a psicologia fazia ainda muito sentido para mim, tal como o ensino também. Fui percebendo que o que me motivava verdadeiramente era juntar as coisas. Percebi que tinha que trabalhar na área da psicologia mas numa vertente mais "educativa".
E foi quando percebi isso que parece que universo me ouviu. E surgiu a oportunidade que hoje abraço. Sem deixar as explicações e sessões de psicologia individual, começo hoje um desafio numa instituição na qual muito acredito, e onde sei que está o meu futuro, com uma população que sempre desejei, a fazer uma coisa que sei que vou gostar muito.
O primeiro dia é hoje.
Por isso desejem-me muita sorte.

Nora*: o título deste texto é de alguma forma baseado no texto da Muxy-muxy do blogue Paracuca Ginguba.

11 comentários:

  1. Agarra-te ao teu sonho, ao teu objetivo, à ponta do novelo de que tantas vezes falámos! Boa sorte e sê feliz aí!!!

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  2. E eu dou-te, de novo, uns PARABÉNS gigantes! Tu mereces, mereces muito, por quem és, pelo esforço, pelo facto de não teres tido medo de abraçar outro tipo de trabalhos, sem nunca perder o sonho da psicologia.

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  3. parabéns e muitas felicidades! que este seja o inicio de um projecto feliz!

    beijinhos***

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  4. Não acompanhei a tua viagem, verdade seja dita, mas compreendo a tua alegria e concretização em te encontrares "em casa"...ao viveres o teu sonho. A melhor sorte =)

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  5. Querida, agora quero saber como está a correr! Beijinhos grandes desta outra psicóloga que bem te entende!

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  6. Meninas,

    A todas o meu obrigada :)

    Bêzinha,

    Estou a gostar tanto que nem imaginas. Encontrei a minha praia e vou (estou a )dedicar-me a 300%. É este o sítio onde quero crescer profissionalmente.

    Beijinhos a vocês

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  7. Venho atrasado, mas espero que tenha corrido bem até agora! :*

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  8. Parabéns! É tão bom trabalhar na área. Será que podes partilhar para ajudar outras colegas?

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  9. Ba,

    Envia-me um email para vidadeumagaija@gmail.com e eu digo-te tudo o que quiseres saber.

    Beijinhos

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