quarta-feira, 9 de março de 2011

O rapaz do pijama às riscas



Ficha técnicaTítulo original: The Boy in the Striped Pyjamas
Género: Guerra, Drama,
País: Reino Unido
Ano: 2007 Duração
Duração: 94m
Classificação: M12
Intérpretes: Asa Butterfield, Jack Scanlon (II), Amber Beattie, Vera Farmiga, David Thewlis, Domonkos Németh, Zac Mattoon O’Brien
Realização e argumento: Mark Herman


Sinopse: Um rapaz de oito anos, Bruno, é o protegido filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.


A minha tarde de carnaval foi passada a ver este filme. Que, tal como se pode ler na sinopse, retrata a vida de Bruno, um rapaz de 8 anos que vive em Berlim numa situação desafogada no período pré Segunda Guerra Mundial, com os pais e a irmã, até lhes comunicarem que vão mudar de casa devido ao pai ter sido promovido. O pai que facilmente percebemos ser um dos militares do regime nazi que na altura governava a Alemanha. E mudam-se para uma terra no meio do nado perto de um dos campos de concentração, a que Bruno chama quinta, na inocência da sua idade.
A aparente inocência, tão bem retratada no título do filme, com que esta criança e até a mãe olham para o trabalho do pai e toda esta realidade, não impede que este filme seja impressionantemente realista. Enquanto ele brinca no baloiço que um dos judeus do campo lhe montou no jardim vemos passarem por trás camiões cheios de judeus cujo destino sabemos bem qual era. Não tendo ninguém com quem Brincar Bruno dedica-se a explorar os terrenos próximos. E essa exploração vai trazer-lhe um amigo, Schmuel, uma criança também de oito anos mas que estava do outro lado da vedação. E talvez por sabermos que tudo isto foi tão real o filme toca-nos de uma maneira inexplicável. É como se à distância de mais de 50 anos vivessemos todos aqueleces acontecimentos. E talvez por isso não sintamos mais pena de Bruno do que de todos os judeus que tinham o mesmo destino. Ele é apenas mais uma entre os milhões de vítimas que o trabalho do seu pai e tantos como ele causaram.
Foi um filme que me tocou particularmente. Talvez porque este momento da História é um dos que mais que impressiona. Não consigo conceber, sejam quais forem as circunstâncias, que um ser humano se considere melhor que outro. E pior ainda, que, com esse pretexto cometa atrocidades. Todos diferentes em muitas coisas mas todos iguais nos direitos. E isto devia ser básico para qualquer ser humano em qualquer momento da história e em todos os lugares do planeta.

7 comentários:

  1. Já vi este filme 3 vezes e causa-me sempre arrepios. É revoltante!

    (e o menino que faz de Shmuel consegue transmitir uma expressão de sofrimento tão real que impressiona...)

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  2. Mandei-te as receitas que me pediste.

    Beijinhos!

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  3. ja vi o filme e ja li o livro e são ambos muito bons.

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  4. Grande filme! Vi-o numa aula de história e foi difícil conter as lágrimas, muito bom mesmo :)

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  5. Chorei tanto ao ver este filme. Que angústia. E ainda não era mãe, acho que se o voltasse a ver agora ainda me impressionaria, revoltaria, angustiaria mais porque eu fiquei (ainda) mais sensível depois da maternidade.

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