terça-feira, 6 de abril de 2010

Há situações que, mesmo não tendo acontecido connosco, nos deixam com um nó na garganta. E o desaparecimento de uma pessoa nova é sempre um desses casos. Ainda para mais quando acompanhámos uma parte da história dessa pessoa.
E há circunstâncias da nossa vida que fazem com que determinados acontecimentos ainda nos deixem mais apreensivos.
Foi o meu caso ontem quando, após umas férias no Porto, soube o que tinha acontecido com a N., irmã da ME, do blogue Eu, tu e os meus sapatos.
Além de achar que é uma enorme injustiça o que aconteceu, quer pela idade, quer pela força que tanto a N. como a ME, como a restante família mostraram, quer pela própria situação é também por sentir alguma identificação que a situação ainda mexeu mais comigo.
Como sabem os que aqui vêm há já algum tempo a minha mãe tem lutado contra esta doença há quase um ano. Por uma doença da mesma família. E apesar de os contornos da situação serem diferentes, até pela natureza do problema, são sempre situações que tocam quem vive problemas semelhantes de forma diferente.
E acho que é por tudo isto em conjunto que, ontem, quando me disseram o que tinha acontecido fiquei com um misto de sentimentos que ainda agora me afecta.
Nunca pensei que isto fosse acontecer tão de repente.
E é por isto que estou a escrever estas palavras. Sei que não há nada que possa dizer que minimize a dor. Mas acho que uma demonstração de carinho sabe sempre bem.
Por isso ME, estou contigo e, se houver alguma coisa que precises é só dizer.
Há uns tempos, no blogue da Marianne e, se não me engano, também no da Saltos Altos Vermelhos, deixei comentários nos textos que elas diziam que eras uma grande mulher. Porque, estando a passar uma situação semelhante e não conseguindo manter a mesma postura positiva, quis dizer que não é por se mostrar sofrimento que se deixa de o ser. Mas isso nunca significou que não achasse que és uma grande mulher. E que a N. também é. Todas as pessoas que passam por situações destas, não baixam os braços e lutam com tudo o que têm o são. E também todas as pessoas que estão com elas nestes momentos. E tenho a certeza que não é apenas por isto que vocês são grandes mulheres. E que são uma família admirável. E os comentários que fiz também não significavam que eu não vos admire. Admiro. E gostava de conseguir ter a vossa postura.
Não sei se alguém questionou alguma destas coisas depois de ler os meus comentários, porque acho que eram claros, mas senti necessidade de me justificar.
E, para além disso, de demonstrar a minha solidariedade. Que pouco importa. Mas é a única coisa que posso fazer.

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