segunda-feira, 22 de março de 2010

Inês de castro

Antes do fim do mundo despertar,
Sem D. Pedro sentir,
E dizer às donzelas que o luar,
E o aceno do amado que há-de vir...

E mostrar-lhes que o amo contrariado
Triunfa até da própria sepultura,
O amante, mair terno e apaixonado,
Ergue a noiva caída à sua altura.

E pedir-lhes, depois fidelidade humana
Ao mito do poeta, à linda Inês...
À eterna Julieta castelhana
Do Romeu português

Miguel Torga, 1965

Sou há já muito tempo completamente fascinada pela história de D. Pedro e D. Inês de Castro. Sempre que posso vou a Alcobaça. Visito o mosteiro. E fico a pensar nesta história que me inspira. Que me faz sonhar e pensar que o amor é realmente o sentimento mais bonito que existe. E que é sem dúvida o motor que me move. Não necessariamente o amor romântico, de um homem por uma mulher, um homem por um homem ou uma mulher por uma mulher. O amor simplesmente. O amor pela família, pelos amigos, por nós próprios. E claro por alguém especial.
E já fui à Quinta das Lágrimas. Dormi e passei no sítio onde dizem que D. Pedro e D. Inês viveram o seu amor. Fui à fonte das lágrimas onde conta a história que ela foi morta. E onde há pedras vermelhas que reza a lenda serem o sangue delas. Percorri o caminho da fonte dos amores. E bebi água. Dizem que quem o fizer fica apaixonado para sempre.
Se um dia me casar quero que seja em Alcobaça. E que a festa seja na Quinta das Lágrimas. E o serviço de jantar em minha casa será o D. Pedro e D. Inês da SPAL.
Sou demasiado romântica? Talvez. Mas gosto de histórias de amor. De amores fortes. Que transformam as pessoas e as fazem ser mais do que elas próprias. Ir contra o mundo se preciso for. Por aquela pessoa. Para a ver um pouco mais feliz. Porque quando se ama o sorriso da outra pessoa basta para nos sentirmos mais felizes.

P.S.: se conhecerem poemas/textos/peças de teatro referentes a esta história enviem-me sim? vidadeumagaija@gmail.com Eu conheço vários que aqui irei publicar mas fico à espera de outros tantos.

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