terça-feira, 14 de maio de 2013

Sempre me custou a acreditar naquilo que as pessoas dizem, frequentemente, sobre o amor. Que, a maior parte das vezes, ele está mesmo ao nosso lado e nós não vemos. Que irá acontecer quando menos esperamos. E que, quando acontecer, quando aquela for a pessoa certa, o vamos perceber.
Custava-me a acreditar, mas, a verdade é que me aconteceu. 
Esteve, durante algum tempo, perto sem que eu me apercebesse. Aconteceu sem que eu estivesse à espera. E, quando aconteceu, eu senti e percebi que era(s) aquilo que eu queria. 
Que eu quero.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Compulsão alimentar

Já falei aqui do meu excesso de peso, já falei das minhas dietas, mas nunca abordei o assuntos dos problemas do comportamento alimentar. E, sendo eu psicóloga, e interessando-me por este assunto há já algum tempo, tenho um conhecimento superior ao da maioria das pessoas.

Mas, primeiro, e para que se perceba o porquê de eu abordar este assunto no blogue, convém contar um bocadinho da minha história. Sempre fui gordinha. Não nasci gorda, não fui gorda até aos 5/6 anos, mas a partir daí comecei a engordar. Muito fruto de uma alimentação pouco regrada e equilibrada que se fazia cá em casa, e que me foi criando hábitos alimantares pouco saudáveis, com os quais fui engordando.

E, à medida que ia engordando, ia ganhando complexos, por ser gordinha. E isso afectou muitas áreas da minha vida; sempre achei que ninguém se ia interessar por mim por ser gorda, e sempre arranjei desculpas para afastar todas as pessoas que, de facto, se aproximavam. Acredito mesmo que, a partir de uma altura, deixei-me engordar mais por não querer e não saber lidar com o sexo oposto. Nunca tive, e continuo a não ter, em casa, por parte do meu pai, um modelo masculino que gostasse de mim como eu era e me ajudasse a aceitar, a gostar de mim, e a sentir que tenho o direito de ser feliz no meu corpo, de lutar por o tornar mais bonito.

Fiz a minha primeira dieta a sério quando tinha 17 anos. Já tinha tentado emagrecer antes, a minha mãe já me tinha levado a um ou dois endrocrinologistas, para se certificar que eu não tinha nenhum problema gladular que me fizesse engordar, mas eu nunca tinha levado essas tentativas a sério. Por isso, considero que a minha primeira dieta foi aos 17 anos. Não fui a nenhum médico. Simplesmente recorri ao meu bom senso, deixei de comer pão, arroz, batatas, massa, doces, passei a comer iogurtes magros, fruta, cereais, e carne e peixe com legumes. Lembro-me que emagreci 9 kgs. num mês. Tinha 17 anos, nunca tinha feito dieta, a coisa resultou. Tenho fotografias dessa época, e, quando olho, gosto do que vejo. Não estava magra, estava cheinha, mas estava elegante.

Não me lembro quando tempo me mantive assim, mais magra, mas sei que o que me aconteceu depois, é o que me acontece sempre. Faço dieta certinha, sou estóica, resisto, e resisto, e resisto. Mas, quando faço uma asneira, não consigo fazer só uma asneira. Perco-me. E depois custa-me muito a retomar. Até porque, tal como tenho facilidade em emagrecer, também tenho facilidade em engordar. E sou capaz de engordar 2/3 kgs. em menos de uma semana. Sei que não são "quilos reais", sei que são em grande parte retenção de líquidos frutos das aneiras, e sei que os perco rapidamente, mas são motivo para que eu desmotive e me deixe ir.

Nos últimos anos, perdi muito peso. Já podia estar bem. Mas o que me aconteceu foi que perdi, e voltei a ganhar, perdi e voltei a ganhar, perdi e voltei a ganhar. Foi por isso que hoje resolvi falar aqui no blogue de compulsão alimentar. Podia não falar, podia não expôr esta parte de mim, podia optar por não mostrar esta minha fragilidade. Logo eu, que tenho tanto dificuldade em lidar com as minhas falhas, que, no fundo, queria ser perfeita e não lido bem com os meus erros. Mas optei por falar - acho que pode ajudar alguém, e certamente, pode-me ajudar a mim. Assumir os nossos problemas é sempre uma forma de os enfrentar. E eu, que perdi tanto peso nos últimos meses, que gastei tanto dinheiro comigo, que me portei tão bem, sinto que estou, novamente, a começar a falhar, a começar a perder-me. Mas, desta vez, não vou deixar que isso aconteça. Desta vez vou ser capaz de emagrecer ainda mais, de, finalmente, ficar bem comigo.


Até porque esta questão influencia toda a minha vida. Torna-me mais insegura, interfere com a minha felicidade, influencia a forma como me vejo e olho para mim. E, neste momento, felizmente, eu tenho ao meu lado uma pessoa que fez o que o meu pai não fez ao longo da vida - ensinou-me a gostar de mim como sou, e mostrou-me que tenho o direito de querer lutar por mim e ser feliz com o meu corpo. Uma pessoa que todos os dias faz subir a minha auto-estima, e me diz que eu sou bonita, mesmo quando eu me acho o bicho mais feio à face da terra.

Chamei a este texto "Compulsão alimentar", e ainda nem sequer falei nisso. Mas, tudo aquilo em que falei, de alguma forma caracteriza a compulsão alimentar. Eu não acho que tenha a perturbação, pura e dura. Acho, sim, que tenho, no meu comportamento, algumas das características da perturbação. E, sobretudo, acho que quem tem excesso de peso tem, sempre, uma relação pouco saudável com a comida. Porque, quem tem uma relação saudável, sabe e pode fazer asneiras, de vez em quando, sem que essas asneiras façam engordar, ou controlem a vida.

Então, mas, afinal, o que é a compulsão alimentar?

"A compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só, ou «depenica» constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não purga depois de comer em excesso, nem pratica com frequência exercício em excesso na tentativa de queimar calorias. A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou estrato socioeconómico e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças. Infelizmente, não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva, mas existe uma variedade de opções de tratamento que podem ser exploradas quando o transtorno é diagnosticado.Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar consome grandes quantidades de comida de uma só vez ou come constantemente durante um determinado período (por exemplo, durante uma festa de aniversário ou na Consoada) mas não purga ou se liberta da comida depois. O transtorno de compulsão alimentar é habitualmente reconhecido por outros devido aos hábitos alimentares de um indivíduo, tais como:



Agora, depois deste texto em jeito de confissão, venham de lá os anónimos, chamar-me lontra e outros mimos igualmente simpáticos. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

E, a partir de hoje, a Miss G. passa a assinar como Miss G. (Teresa).
Assumo, assim, o meu verdadeiro nome, que tantas pessoas que me leem já sabem.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Todos por Um



Muita gente já conhece a história do Rodrigo (um menino que tem leucemia, a quemo IPO já deu alta,por alegadamente não haver mais nada a fazer, mas cuja mãe, e ainda bem, se recusa a desistir,e que,por isso, para isso, precisa de ajuda - só poderá haver esperança para o Rodrigo no estrangeiro), mas não é demais, nunca é, voltar a falar no assunto, relembrar, chamar a atenção.

Hoje pelo Rodrigo, amanhã por qualquer um de nós.

A leucemia, o cancro todas as outras doenças não batem à porta. Chegam sem avisar, entram derompante e viram-nos a vida do avesso. Muitas vezes ninguém pode fazer nada por nós,a não ser os médicos. Mas, neste caso,não. Neste caso todos nós podemos fazer a diferença.

Como?

Indo ao evento de apoio ao Rodrigo, no Porto, organizado, sobretudo por três bloggers fabulosas, (Miss Glitering, Pólo Norte, SMS - uma vénia a todas vocês), mas apoiado por muitas e muitos outros, contribuindo monetariamente com alguma coisa, tornando-se dadores de medula.

Não vamos virar a cara para o lado e fingir que não é nada connosco, pois não?    

P.S.: outra formade ajudar quem sofre com estas doenças é doar sangue no IPO. Eles precisam sempre e agracedem. Eu sou dadora.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

LEV - Conclusão

Já devia ter escrito aqui sobre o final da minha experiencia com a LEV.

Perdi 14 kgs. em dois meses.

Correu muito bem, nunca senti fome, nunca tive vontade de pecar, resisti a um jantar de aniversário, ao almoço de Páscoa, não fiz um único erro, não cometi um único deslize, aprendi a procurar e a gostar de cozinhar comidas saudáveis,a inventar pratos saborosos com as opções que tinha.

É, definitivamente, uma dieta que recomendo. Eficaz, saborosa. Se daqui a uns tempos voltar a poder investir dinheiro emdietas, investirei nesta.

Segue-se agora tentar continuar a perder peso com alimentação tradicional.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sitemeter

Sou a única que está a ter problemas com o sitemeter?
Não me regista as visitas, nãoconsigo entrar na minha área pessoal, não me enviam emails...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Crónicas da lontra

Tenho um anónimo que tem andado muito incomodado com a minha "lontrice" e me tem deixado vários comentários nesse sentido. Ora diz que eu tenho umas mãos muito gordas e devo ser mesmo uma lontra, ora diz que eu faço dieta porque devo ser mesmo uma lontra, entre outras pérolas.
E,isto, só me faz lembrar os miúdos da escola primária, que chamam gordos,magros e feios uns aos outros, porque, coitadinhos, são pequeninos e não conseguem mais.
Mas, como deduzo que o meu anónimo não seja uma criança, a única coisa que me ocorre dizer-lhe é que sim, estou com excesso de peso. Não o escondo, nunca o escondi, e é por isso que faço dieta. Não me ofende por me chamar lontra, mas acho que este tipo de comentários diz muito mais de si do que de mim. Diz, por exemplo, que se sente bem em rebaixar os outros. E isso não é nada bonito. Mostra uma pessoa insegura que, seguramente, não se sente feliz.
E, quanto aos outros insultos com que me têm presenteado, deixo a mensagem que está aí acima: algumas vezes,aquilo que pensamos sobre uma pessoa não corresponde ao que a pessoa realmente é.

domingo, 14 de abril de 2013

Courgettes redondas recheadas

E este foi o meu almoço de hoje, courgettes redondas receheadas com carne de frango picada e cogumelos frescos, acompanhadas de legumes salteados.
Muito bom, saudável e delicioso.


P.S.: se quiserem a receita é só pedir.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Wishlist

E, a nove dias do meu aniversário, deixo aqui algumas prendinhas que não me importava de receber (post a ser atualizado):

 Saia La Redoute

 Blusa Mango

 Camisola Mango

 Camisola Mango

 Blusa Mango

 Livro "A Irmã de Freud"

 Livro "O problema Espinosa"

terça-feira, 2 de abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Sobre os anónimos



Com o aumento de visitas, é normal os blogues começarem a receber também comentários anónimos, e eu não sou excepção.

Não os publico, sejam dirigidos a mim ou a outras pessoas, mas não posso deixar de fazer algumas considerações.

Não consigo perceber como é que alguém se dá ao trabalho de vir a um blogue que não gosta, fazer considerações desagradáveis, e, na maioria dos casos, erradas, sobre essa pessoa e o dito blogue. Não consigo perceber como é que essas pessoas perdem tempo nisto, quando o podiam aproveitar para tentar ser felizes. Não consigo perceber, sobretudo, como é que estas pessoas não percebem que, o facto de deixarem comentários desagradáveis, anónimos e na maioria dos casos ressabiados, diz muito mais sobre elas do que sobre as pessoas que criticam; diz, por exemplo, que são pessoas que não estão bem nem com elas nem com a vida e que sentem prazer em rebaixar os outros.

E, o pior de tudo isto, é estes anónimos falarem de coisas que não sabem, o que faz com os comentários que deixam não correspondam, em nada, à realidade. Tal como diz a imagem, a opinião deles não tem que ser, e regra geral não é mesmo, a nossa realidade. O que é triste é estas pessoas, que nem coragem têm de assinar um comentário, se sentirem donas da verdade e acharem que sabem mais da vida dos bloggers do que os próprios bloggers.

Também leio coisas em alguns sítios das quais não gosto. Também há bloggers que não me cativam, que não acho interessantes, que não me dá prazer ler. Mas, nesses casos, é simples: não vou aos respectivos blogues. E, no caso de ler um texto com o qual não concordo, deixo um comentário, assinado, com a minha opinião escrita de forma construtiva. Mas isto é tudo o que os anónimos não fazem.

E eu tenho pena, tenho mesmo pena que percam tempo com coisas mesquinhas e não percebam, que, com isto deixam um retrato muito pouco agradável deles próprios.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Na altura em que tinha o blogue mais activo, recebia alguns emails de leitores e leitoras, dos quais gostava muito. Tenho um blogue porque gosto de escrever, mas mais ainda porque gosto da partilha e da interação que os blogues permitem. Com as ausências, nas alturas em que o blogue esteve mais parado, esses emails terminaram. Mas, agora que regressei, fico muito contente por esses emails terem também regressado. Às meninas que me escreveram, obrigada, responder-vos-ei em breve.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Facebook

Então pessoas, crio eu um facebook para o blogue, e ainda só tenho dois likes?

Vão aqui!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Facebook

E já temos facebook do blogue!
Agora espero pelos vossos likes :)

http://www.facebook.com/AVidaDeUmaGaija

Facebook

Estamos quase, quase, quase a ter uma página de facebook para o blogue!