Ontem fez 30 dias que estou a seguir este plano. E, ao fim de 30 dias, a minha balança dita menos 9,7 kgs. Sim, quase menos 10 kgs. em 30 dias.
E então, que plano é este que estou a seguir?
É a LEV.
A LEV é uma dieta que consiste na troca da alimentação tradicional por substitutos alimentares, de alto valor proteico, praticamente isentos de hidratos de carbono e gorduras. Há outras dietas no mercado que se baseiam em substituições alimentares? Há! Mas em qual delas é que se pode comer mousse de chocolate ao lanche, cacau quente ao pequeno almoço e batatas fritas a meio da tarde?
É verdade: na LEV podemos comer todas estas coisas e emagrecemos. Ao início passa-se alguma fome, não vou dizer que não, porque, apesar de as coisas serem saborosas, vêm em doses pequenas. Mas isso é uma das grandes vantagens da dieta: com o passar do tempo, o nosso estômago vai-se habituando a comer menos, e, quando regressamos a uma alimentação tradicional, já não conseguimos comer nem a quantidade que comiámos nem as porcarias que nos faziam mal. Porque não só nos habituamos a comer menos, como nos habituamos a comer de forma mais saudável.
A dieta LEV é feita em quatro fases. Na primeira, apenas se comem mesmo alimentos LEV. 5 a 7 refeições por dia, sendo que o consumo de legumes (de uma lista de legumes permitidos) é obrigatório ao almoço e ao jantar. Na segunda, aquela em que estou agora, começa a introduzir-se aos poucos, carne e o peixe, magros, sem molhos e pele, numa refeição por dia, preferencialmente ao almoço. Nesta fase consomem-se 4 a 5 refeições LEV por dia, e continua a ser obrigatório comer legumes (à lista de legumes permitidos na primeira fase é acrescentado o tomate!).
Claro que a LEV tem um senão; não é propriamente uma dieta barata. É verdade que substituímos todas as nossas refeições e, por isso, a despesa em supermercado passa a ser menor. Mas, ainda assim, cada caixa com 5 refeições anda à volta de 16,5€. E é ainda necessário tomar suplementos, que nos garantam todas as vitaminas e minerais que podemos não consumir através da alimentação, o que encare um bocadinho mais a coisa. Atenção: eu disse suplementos, não disse comprimidos para emagrecer.
O que eu fiz, para tentar controlar alguns custos, foi consumir o mínimo de refeições LEV por dia. 5 na primeira fase e 4 agora na segunda. Ao jantar, por exemplo, comi sempre, ou sopa, feita com os legumes permitidos, ou um prato de legumes, apenas. Mas isso sou eu, que estudo à noite e só chego a casa às 22h30, pelo que tenho que fazer 3 lanches. Porque, para quem tiver horários normais, dá para jantar LEV e, mesmo assim, manter-se apenas nas 5 refeições LEV. Além disto, eu defini um tecto de quanto dinheiro queria/podia gastar, e, por isso, restringi a duração das fases. Vou fazer 20 dias de cada fase. Claro que, quando terminar, continuo a precisar de perder algum peso. Mas o que eu precisava era mesmo um boost, um arranque, uma coisa que me voltasse a pôr nos carris. Porque eu há 3 anos tinha perdido 20 quilos, e tinha-os recuperado. E, digo-vos, é uma frustração muito grande pensar que temos de fazer tudo de novo. Custa arrancar. Custa voltar a começar. Custa acreditar que vamos conseguir. E, nisso, a LEV ajudou-me.
Sei que há muitas pessoas que vão ler isto e vão pensar que, com este tipo de dieta, quando eu parar, vou engordar tudo. Mas eu não penso assim. Tal como vos disse, com dieta tradicional, emagreci e voltei a engordar. Por isso, o que eu acho é que, com qualquer dieta, se não tivermos cuidado a seguir, voltamos a engordar. A a LEV educa-nos; puxa-nos pela imaginação na confeção dos legumes, obriga-nos a aprender a comer quantidades menores, limpa o nosso organismo de todas as porcarias que fomos acumulando ao longo dos anos. Ensina-nos a ser mais saudáveis, a interessarmo-nos por uma alimentação mais racional e equilibrada, a pensar em receitas para podermos fazer depois, que sejam, ao mesmo trmpo, saudáveis e com baixas calorias.
Por isso, não estou nada arrependida de ter dado este passo e ter investido em mim, antes pelo contrário. À LEV só tenho que agradecer. Porque está a fazer de facto a diferença na minha vida.
E, claro, não posso deixar de agradecer ao V., por todo o apoio, durante a dieta, mas, sobretudo por todo o apoio que me deu antes. Eu sempre tive alguns problemas de auto-estima (um dia falo sobre isso) e isso fazia com que eu me boicotasse constantemente, como se achasse que não merecia emagrecer e sentir-me bem comigo. E o V. ajudou-me nisso, dizendo-me e mostrando-me que uma mulher mais gordinha também é bonita. E isso, eu sei hoje, foi o meu click. Foi o que me fez mudar a perspectiva e ter força para começar tudo de novo, para querer ser o melhor que posso ser, para me permitir dar-me o que sempre quis: ser mais magra, mais elegante, e mais feliz.
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