quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Beijo
Algumas (poucas) vezes, até uma mulher de letras, que adora escrever e dissertar sobre as coisas, sente que as palavras pouco ou nada acrescentam, e que as imagens dizem tudo o que é preciso.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Esqueletos no Armário
Aos 30 (31, 32, 33, 34,
35, 36, 37, 38, 39) já não somos os mesmos que fomos aos 15, nem aos 20, nem
aos 25. Porque já vivemos muito mais coisas, boas e más, que, inevitavelmente,
nos deixaram marcas. A vida já passou por nós e deixou marcas, cicatrizes, coisas
que ficam por mais tempo que passe.
Aos 30 já não temos a
mesma inocência tínhamos aos 15, quando nos apaixonámos perdidamente pela
primeira vez. Somos um bocadinho mais cínicos, mais cautelosos, porque já
sabemos que estas coisas do coração e das relações às vezes não correm bem. E
fazem doer.
Aos 30 já magoámos e já
fomos magoados. Mesmo que sejamos as melhores pessoas do mundo, mesmo que nos
preocupemos muito com os outros, mesmo que nunca o tenhamos feito de propósito,
é inevitável. Todos magoamos e todos somos magoados.
Aos 30 temos bagagens emocionais,
esqueletos no armário, que nos fazem ter medo de voltar a sofrer e fazer sofrer
e nos fazem ser muito mais cautelosos e contidos quando conhecemos alguém que
achamos que se calhar até vale a pena. Porque, no fundo, sabemos que leva muito
tempo a conhecermos alguém. E que, muitas vezes (tantas!), as pessoas nos surpreendem
pela negativa.
Eu, pessoalmente, tenho
uma necessidade estúpida de sentir que controlo as coisas. E, por isso,
custa-me imenso deixar-me ir. Custa-me dizer “gosto de estar contigo”, “gosto
de ti”. É como se, a partir do momento que o dissesse, me tornasse
vulnerável. O que é muito parvo, porque todos somos vulneráveis, todos somos frágeis
e, reconhecê-lo, é uma das nossas maiores forças.
Mas, independentemente da
forma como ajo, e contra a qual tento lutar, acho que não é ao sermos
cuidadosos, cautelosos e contidos que as coisas funcionam. Porque, nisto das
relações entre as pessoas, não é por sermos assim que vai correr melhor. Todas
as relações têm problemas, em todas as relações as pessoas discutem, todas as
pessoas magoam e são magoadas. Mas, algumas, até valem a pena. Quer resultem,
quer não. E, por essas, vale a pena batermos mil vezes com a cabeça. Sofrermos.
Magoarmos. Sermos magoados. Até encontrar alguém com que as coisas até correm
bem. Com quem até faz sentido partilharmo-nos.
E, mesmo que tenhamos uma
bagagem emocional pesada, mesmo que o nosso armário esteja cheio de esqueletos,
vale a pena, por momentos, não pensar nisso, pousar a bagagem, fechar a porta
ao armário, deixarmo-nos levar pela vida, pelas coisas boas que ela às vezes
nos traz, ir ao sabor da corrente e saborear, simplesmente. Sem pensar muito.
Sem grandes complicações. Até porque as coisas mais simples, aquelas em que não temos de pensar muito, e acontecem naturalmente, são as (que correm) melhores.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Porque os pais devem por os filhos a chorar, por Bárbara Wong
Um texto com o qual concordo.
A ideia de fazer tudo para que os filhos sejam felizes, evitando que chorem, está ultrapassada. A teoria de disciplinar sem que a criança chore está desactualizada, diz Gordon Neufeld, psicólogo clínico canadiano que esteve em Portugal no final da semana.
“As crianças precisam da tristeza, da tragédia para crescerem. Precisam
de ter as suas lágrimas”, defende. Nos primeiros meses e anos de vida, o
“não” dito pelos pais ajuda a disciplinar, em vez de estragar a
criança. “Estamos a perder isso na nossa sociedade, não admira que as
crianças estejam estragadas com mimos. Afinal, elas são sempre as
vencedoras”, continua o investigador que esteve em Lisboa a convite da
empresa BeFamily, do Fórum Europeu das Mulheres, da Associação
Portuguesa de Famílias Numerosas e da Associação Portuguesa de Imprensa.A ideia de fazer tudo para que os filhos sejam felizes, evitando que chorem, está ultrapassada. A teoria de disciplinar sem que a criança chore está desactualizada, diz Gordon Neufeld, psicólogo clínico canadiano que esteve em Portugal no final da semana.
Na conferência sob o lema “Vínculos Fortes, Filhos Felizes”, Neufeld defende que só se atinge o bem-estar através da educação e que esta deve estar a cargo das famílias e não do Estado. E para garantir o bem-estar de qualquer ser humano ou sociedade é necessário preencher seis necessidades.
A primeira é o “aprender a crescer” e para isso há que chorar, é preciso que a criança seja confrontada, que viva conflitos, de maneira a amadurecer, a tornar-se resiliente, a saber viver em sociedade.
A segunda necessidade é a de a criança criar vínculos profundos com os adultos, estabelecer relações fortes. Como é que se faz? “Ganhando o coração dos filhos. É preciso amarmos e eles amarem-nos. Temos de ter o seu coração, mas perdemos essa noção”, lamenta o especialista que conta que, quando lhe entram na consulta pais preocupados com o comportamento violento dos filhos, a primeira pergunta que faz é: “Tem o coração do seu filho?”, uma questão que poucos compreendem, confidencia.
E dá um exemplo: Qual é a principal preocupação dos pais quanto à escola? Não é saber qual a formação do professor ou se este é competente. O que os pais querem saber é se a criança gosta do docente e vice-versa. “E esta relação permite prever o sucesso académico da criança”, sublinha Neufeld, reforçando a importância de “estabelecer ligações”.
E esta ligação deve ser contínua – a terceira necessidade –, de maneira a evitar problemas. Neufeld recorda que o maior medo das crianças é o da separação. Quando estão longe dos pais, as crianças começam a ficar ansiosas e esse sentimento pode crescer com elas, daí a permanente procura de contacto, por exemplo, entre os adolescentes com as mensagens enviadas por telemóvel ou nas redes sociais, muitas vezes, ligando-se a pessoas que nem conhecem, alerta o especialista.
O canadiano recomenda que os pais estabeleçam pontes com os seus filhos. Quando a hora da separação se aproxima, há que assegurar que o reencontro vai acontecer. Antes de sair da escola, dizer “até logo”; à hora de deitar, prometer “vou sonhar contigo”.
Mas a separação não é só física, há palavras que separam como “tu és a minha morte” ou “tu és a minha vergonha”. Mesmo quando há problemas graves para resolver, a frase “não te preocupes, serei sempre teu pai” ajuda a lembrar que a relação entre pai e filho é mais importante do que o problema. Hold on to your kids é o nome do livro que escreveu e onde defende esta teoria.
A importância de brincar
A quarta necessidade a ter em conta para garantir o bem-estar dos filhos é a necessidade de descansar. Cabe aos adultos providenciar o descanso e este passa por os pais serem pessoas seguras e que assegurem a relação com os filhos.As crianças precisam que os pais assumam a responsabilidade da relação, que mantenham e alimentem a relação, de modo a que elas possam descansar e, nesse período, desenvolver outras competências. Uma criança que está ansiosa pela atenção dos pais não está atenta na escola, por exemplo.
Brincar é a quinta necessidade a suprir. Não há mamífero que não brinque e é nesse contexto que se desenvolve, aponta Neufeld. E brincar não é estar à frente de uma consola ou de um computador; é “movimentar-se livremente num espaço limitado”, não é algo que se aprenda ou que se ensine. E, neste ponto, Neufeld critica o facto de as crianças irem cada vez mais cedo para a escola, o que não promove o desenvolvimento da brincadeira. “Os ecrãs estão a sufocar a brincadeira e as crianças não têm tempo suficiente para brincarem”, nota o psicólogo clínico que, nas últimas semanas, fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas sobre “qualidade na infância”.
Por fim, a sexta necessidade é a de ter capacidade de sentir as emoções, de ter um “coração sensível”. “Estamos tão focados em questões de comportamento, de aprendizagem, de educação; em definir o que são traumas; que nos esquecemos do que são os sentimentos. As crianças estão a perder os sentimentos quando dizem ‘não quero saber’, ‘isso não me interessa’, estão a perder os seus corações sensíveis”, diz Neufeld.
Em resumo, é necessário que os pais criem uma forte relação emocional com os filhos, de maneira a que estes sejam saudáveis. Os pais são os primeiros e são insubstituíveis na educação dos filhos e são eles que devem ser responsáveis pelo seu desenvolvimento integral e felicidade. Se assim for, estarão também a contribuir para o bem-estar da sociedade.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Sou, acima de tudo, uma pessoa tolerante.
Penso, até, que já escrevi aqui sobre o assunto. Não gosto de preconceitos sejam eles de que género forem, não gosto de discriminações, não julgo as pessoas pelas suas opções, pontos de vista, maneiras de ser e de estar.
Gosto de respeitar as pessoas, tal como gosto que me respeitem a mim.
E respeitar as pessoas significa respeitar as diferenças, não julgar, não criticar.
Penso que é por isto que todos os actos de intolerância me chocam, mexem comigo de uma forma que nem sei bem explicar.
Nestes actos, há sobretudo dois, na história da humanidade que mexem muito comigo: o holocausto e a queda das torres gémeas. Ambos os actos são o reflexo de uma enorme intolerância de seres humanos para com outros seres humanos. Uma coisa à qual nunca serei indiferente.
Penso, até, que já escrevi aqui sobre o assunto. Não gosto de preconceitos sejam eles de que género forem, não gosto de discriminações, não julgo as pessoas pelas suas opções, pontos de vista, maneiras de ser e de estar.
Gosto de respeitar as pessoas, tal como gosto que me respeitem a mim.
E respeitar as pessoas significa respeitar as diferenças, não julgar, não criticar.
Penso que é por isto que todos os actos de intolerância me chocam, mexem comigo de uma forma que nem sei bem explicar.
Nestes actos, há sobretudo dois, na história da humanidade que mexem muito comigo: o holocausto e a queda das torres gémeas. Ambos os actos são o reflexo de uma enorme intolerância de seres humanos para com outros seres humanos. Uma coisa à qual nunca serei indiferente.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Gosto dos primeiros dias de frio no Outono. Gosto do cheiro a frio nos dias de sol. Gosto da luz do Outono, quando o céu fica muito mais definido e com umas cores muito mais bonitas, ao entardecer. Gosto de sentir no ar o cheiro a castanhas. Gosto de começar a ver decorações de Natal espalhadas aqui e ali. Gosto de me sentir confortável dentro de um casaco de fazenda.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Não sei se já o disse aqui ou não mas sou uma pessoa de palavras. Gosto de ler, aprender, comunicar. Partilhar. Coisas. Saberes. Experiências. Sou de letras. A minha casa são as palavras, é a língua, são os livros.
E, geralmente, acontece-me sempre uma coisa curiosa com os livros. Vêm-me parar à mão livros com assuntos que se relacionam com coisas que estou a viver naquele momento. Não sei se sou eu que os escolho, se são eles que me escolhem, se é simplesmente fruto do acaso, ou se sou eu que os interpreto à luz do que estou a viver.
Nos últimos tempos voltei a estudar. Estudos Portugueses. Uma paixão de sempre: a nossa língua, a nossa literatura, o ensino.
Não seria estranho, portanto, que neste contexto, me tivesse vindo parar à mão alguma coisa de Fernando Pessoa (e quem diz Pessoa diz Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos). Afinal, é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Coisa normal para quem está a estudar literatura.
E, realmente, nos últimos dias o Alberto Caeiro decidiu (re)entrar na minha vida. Mas, o mais engraçado, não no contexto do meu curso. Primeiro, foi uma das miúdas do sítio onde trabalho que teve que estudar Pessoa e os heterónimos. E eu reli o "Guardador de Rebanhos" e toda a postura anti-metafísica e fez-me (finalmente e pela primeira vez!) sentido. Para quê pensar tanto nas coisas? Um dia depois, com isso a ecoar na mente, a minha mãe passou numa livraria e comprou-me as "Conversas Inacabas com Alberto Caeiro". Porque achou que eu ia gostar. Ainda não li, mas já passei os olhos. E, claro, nesse livro um dos temas fundamentais é a recusa do pensamento, a necessidade de viver e sentir as emoções sem a preocupação de as interpretar, de pensar sobre elas e de complicar o que é simples.
E eu, que penso tanto, que tenho uma necessidade tão grande de analisar todos os pormenores, de encontrar mil e um motivos para complicar as coisas e me boicotar, que sou muito mais fã do Álvaro de Campos, daquele cérebro sempre a mil, que não pára, tal e qual uma máquina da revolução industrial, dei comigo a pensar que o Caeiro tem razão. Que é necessário viver mais e pensar menos. Sentir. Aproveitar as sensações. Só. Descomplicar. Aproveitar. Ser mais Caeiro e menos Campos.
(Vamos, claro, esquecer que toda esta recusa do pensamento, em Caeiro, é, em si mesma, também uma forma de filosofia).
Deixo alguns versos do Guardador de Rebanhos, do mestre de Fernando Pessoa, que, para quem não sabe, era como este denominava Caeiro ("surgiu em mim o meu mestre", diz ele a certa altura, numa carta a Adolfo Casais-Monteiro, onde explica a génese dos heterónimos):
"Pensar incomoda como andar à chuva"
"Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... "
"O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!"
E, geralmente, acontece-me sempre uma coisa curiosa com os livros. Vêm-me parar à mão livros com assuntos que se relacionam com coisas que estou a viver naquele momento. Não sei se sou eu que os escolho, se são eles que me escolhem, se é simplesmente fruto do acaso, ou se sou eu que os interpreto à luz do que estou a viver.
Nos últimos tempos voltei a estudar. Estudos Portugueses. Uma paixão de sempre: a nossa língua, a nossa literatura, o ensino.
Não seria estranho, portanto, que neste contexto, me tivesse vindo parar à mão alguma coisa de Fernando Pessoa (e quem diz Pessoa diz Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos). Afinal, é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Coisa normal para quem está a estudar literatura.
E, realmente, nos últimos dias o Alberto Caeiro decidiu (re)entrar na minha vida. Mas, o mais engraçado, não no contexto do meu curso. Primeiro, foi uma das miúdas do sítio onde trabalho que teve que estudar Pessoa e os heterónimos. E eu reli o "Guardador de Rebanhos" e toda a postura anti-metafísica e fez-me (finalmente e pela primeira vez!) sentido. Para quê pensar tanto nas coisas? Um dia depois, com isso a ecoar na mente, a minha mãe passou numa livraria e comprou-me as "Conversas Inacabas com Alberto Caeiro". Porque achou que eu ia gostar. Ainda não li, mas já passei os olhos. E, claro, nesse livro um dos temas fundamentais é a recusa do pensamento, a necessidade de viver e sentir as emoções sem a preocupação de as interpretar, de pensar sobre elas e de complicar o que é simples.
E eu, que penso tanto, que tenho uma necessidade tão grande de analisar todos os pormenores, de encontrar mil e um motivos para complicar as coisas e me boicotar, que sou muito mais fã do Álvaro de Campos, daquele cérebro sempre a mil, que não pára, tal e qual uma máquina da revolução industrial, dei comigo a pensar que o Caeiro tem razão. Que é necessário viver mais e pensar menos. Sentir. Aproveitar as sensações. Só. Descomplicar. Aproveitar. Ser mais Caeiro e menos Campos.
(Vamos, claro, esquecer que toda esta recusa do pensamento, em Caeiro, é, em si mesma, também uma forma de filosofia).
Deixo alguns versos do Guardador de Rebanhos, do mestre de Fernando Pessoa, que, para quem não sabe, era como este denominava Caeiro ("surgiu em mim o meu mestre", diz ele a certa altura, numa carta a Adolfo Casais-Monteiro, onde explica a génese dos heterónimos):
"Pensar incomoda como andar à chuva"
"Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... "
"O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!"
domingo, 7 de outubro de 2012
Bad boys e outras coisas
Muitas mulheres, nas quais infelizmente tenho de me incluir, têm uma certa tendência, para se encantarem com bad boys.
E bad boys aqui não significa necessariamente aqueles homens com ar mais rufia, que andam em carros modificados e não sabem fazer o superlativo absoluto sintético do adjectivo sábio. Não. Bad boys é muito mais abrangente do que isso. Bad boys são todos aqueles homens que não nos dão a atenção que merecemos.
Mas nós, teimosas, inseguras, e com a mania que os vamos mudar, quando eles perceberem, finalmente, o quão fantásticas somos, continuamos, estoicamente, a ligar e a mandar mensagens, sem esperança que eles respondam ou sequer atendam. Porque eles sabem exactamente como nos deixar pelo beicinho; quando estão connosco fazem com que tudo pareça maravilhoso, o mundo deixa de existir, somos só nós. Nós e eles, eles e nós.
Mas nós, teimosas, inseguras, e com a mania que os vamos mudar, quando eles perceberem, finalmente, o quão fantásticas somos, continuamos, estoicamente, a ligar e a mandar mensagens, sem esperança que eles respondam ou sequer atendam. Porque eles sabem exactamente como nos deixar pelo beicinho; quando estão connosco fazem com que tudo pareça maravilhoso, o mundo deixa de existir, somos só nós. Nós e eles, eles e nós.
O problema é que estes momentos são esporádicos. Tão depressa são capazes de estar connosco dois ou três dias seguidos como estar semanas sem mandar, sequer, uma única mensagem. Mas nós esperamos. Esperamos e esperemos e esperamos. E ligamos, uma e outra vez, enviamos mensagens, arranjamos desculpas que justifiquem o facto de eles não nos darem atenção.
“Talvez ele tenha medo que sente por mim”. “Talvez ele ache que sou uma mulher demasiado independente”. “Talvez não tenha tempo/saldo no telemóvel/esteja com muito trabalho”.
Mas isto são, e nós sabemos, desculpas. Porque, lá no fundo, e embora não queiramos admitir (porque dói que se farta!), temos consciência que o problema é eles não gostarem assim tanto de nós. Gostam de estar connosco de vez em quando mas não somos uma prioridade na vida deles. A bottom line é esta e não há volta a dar.
Eles não gostam assim tanto de nós e nós teimamos em tratar como prioridade quem nos trata como opção.
Eles não gostam assim tanto de nós e nós teimamos em tratar como prioridade quem nos trata como opção.
Mas o bom de tudo isto é que um dia nos cansamos. Um dia abrimos os olhos e percebemos que queremos e merecemos mais. Percebemos que, quando alguém realmente quer estar connosco, não tem medo do que sente, não tem medo que sejamos independentes, não nos deixa ter dúvidas, tem sempre tempo para nós, tem sempre saldo no telemóvel e nunca tem muito trabalho.
Porque somos importantes. Porque faz questão de nos mostrar isso mesmo. Porque nos trata com todo o respeito, consideração e carinho que merecemos.
Porque nos trata como a prioridade que devemos ser.
Nessa altura percebemos que perdemos demasiado tempo com quem não (nos) merecia, fechamos a porta aos bad boys e abrimo-la aos good guys (que muitas vezes já lá estavam à espera), com a certeza de que eles nos vão fazer felizes a tempo inteiro e não apenas em part-time.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Tenho dado comigo, ultimamente, a perguntar-me muitas vezes quando é que gostar de alguém deixa de ser apenas gostar de alguém, e passa a ser uma teimosia, uma parvoíce que já devia ter acabado, uma insistência em viver no passado e não no presente, um olhar para trás e não para a frente, uma recusa em deixar as coisas ficarem onde pertencem.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Entre um convite para ir a Nova Iorque (que, à semelhança do convite para ir a Miami o ano passado, não pude aceitar), uma sangria de champanhe com frutos vermelhos fabulosa e uma conversa com um dos melhores amigos do mundo percebi, sem margem para qualquer tipo de dúvidas, que nenhuma forma de amor combina com qualquer tipo de egoísmo.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
As mulheres dos outros (Versão feminina dos MARIDOS DAS OUTRAS)
E agora a versão feminina da música, desta vez uma crítica aos homens, e também muito bem conseguida.
Miguel Araújo - Os Maridos Das Outras
Penso que sou das poucas pessoas (mulheres) que gosta desta música do Miguel Araújo.
Gosto da música porque a acho uma sátira a forma como nós, mulheres, muitas vezes somos; queixamo-nos daquilo que temos e "invejamos" secretamente o que as outras têm. Mas, também, precisamos de nos vangloriar daquilo que temos, para, de certa forma mostrar que somos melhores do que as outras. E, por sermos melhores do que as outras, escolhemos e fomos escolhidas por um homem totalmente diferente do das outras.
E isto a mim faz-me lembrar a nossa mania de escolhermos sempre os homens errados, porque connosco eles vão mudar, quando perceberem o quão especiais nós somos.
Não acho que esta música seja mais do que simples ironia. E bem conseguidas. Mas isto é apenas a minha opinião.
Atenção que está música não é uma crítica aos homens, mas sim às mulheres, nós.
Gosto da música porque a acho uma sátira a forma como nós, mulheres, muitas vezes somos; queixamo-nos daquilo que temos e "invejamos" secretamente o que as outras têm. Mas, também, precisamos de nos vangloriar daquilo que temos, para, de certa forma mostrar que somos melhores do que as outras. E, por sermos melhores do que as outras, escolhemos e fomos escolhidas por um homem totalmente diferente do das outras.
E isto a mim faz-me lembrar a nossa mania de escolhermos sempre os homens errados, porque connosco eles vão mudar, quando perceberem o quão especiais nós somos.
Não acho que esta música seja mais do que simples ironia. E bem conseguidas. Mas isto é apenas a minha opinião.
Atenção que está música não é uma crítica aos homens, mas sim às mulheres, nós.
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