quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sou, acima de tudo, uma pessoa tolerante.
Penso, até, que já escrevi aqui sobre o assunto. Não gosto de preconceitos sejam eles de que género forem, não gosto de discriminações, não julgo as pessoas pelas suas opções, pontos de vista, maneiras de ser e de estar.
Gosto de respeitar as pessoas, tal como gosto que me respeitem a mim.
E respeitar as pessoas significa respeitar as diferenças, não julgar, não criticar. 
Penso que é por isto que todos os actos de intolerância me chocam, mexem comigo de uma forma que nem sei bem explicar.
Nestes actos, há sobretudo dois, na história da humanidade que mexem muito comigo: o holocausto e a queda das torres gémeas. Ambos os actos são o reflexo de uma enorme intolerância de seres humanos para com outros seres humanos. Uma coisa à qual nunca serei indiferente. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Gosto dos primeiros dias de frio no Outono. Gosto do cheiro a frio nos dias de sol. Gosto da luz do Outono, quando o céu fica muito mais definido e com umas cores muito mais bonitas, ao entardecer. Gosto de sentir no ar o cheiro a castanhas. Gosto de começar a ver decorações de Natal espalhadas aqui e ali. Gosto de me sentir confortável dentro de um casaco de fazenda.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Não sei se já o disse aqui ou não mas sou uma pessoa de palavras. Gosto de ler, aprender, comunicar. Partilhar. Coisas. Saberes. Experiências. Sou de letras. A minha casa são as palavras, é a língua, são os livros.
E, geralmente, acontece-me sempre uma coisa curiosa com os livros. Vêm-me parar à mão livros com assuntos que se relacionam com coisas que estou a viver naquele momento. Não sei se sou eu que os escolho, se são eles que me escolhem, se é simplesmente fruto do acaso, ou se sou eu que os interpreto à luz do que estou a viver.
Nos últimos tempos voltei a estudar. Estudos Portugueses. Uma paixão de sempre: a nossa língua, a nossa literatura, o ensino.
Não seria estranho, portanto, que neste contexto, me tivesse vindo parar à mão alguma coisa de Fernando Pessoa (e quem diz Pessoa diz Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos). Afinal, é um dos maiores poetas da língua portuguesa. Coisa normal para quem está a estudar literatura.
E, realmente, nos últimos dias o Alberto Caeiro decidiu (re)entrar na minha vida. Mas, o mais engraçado, não no contexto do meu curso. Primeiro, foi uma das miúdas do sítio onde trabalho que teve que estudar Pessoa e os heterónimos. E eu reli o "Guardador de Rebanhos" e toda a postura anti-metafísica e fez-me (finalmente e pela primeira vez!) sentido. Para quê pensar tanto nas coisas? Um dia depois, com isso a ecoar na mente, a minha mãe passou numa livraria e comprou-me as "Conversas Inacabas com Alberto Caeiro". Porque achou que eu ia gostar. Ainda não li, mas já passei os olhos. E, claro, nesse livro um dos temas fundamentais é a recusa do pensamento, a necessidade de viver e sentir as emoções sem a preocupação de as interpretar, de pensar sobre elas e de complicar o que é simples.
E eu, que penso tanto, que tenho uma necessidade tão grande de analisar todos os pormenores, de encontrar mil e um motivos para complicar as coisas e me boicotar, que sou muito mais fã do Álvaro de Campos, daquele cérebro sempre a mil, que não pára, tal e qual uma máquina da revolução industrial, dei comigo a pensar que o Caeiro tem razão. Que é necessário viver mais e pensar menos. Sentir. Aproveitar as sensações. Só. Descomplicar. Aproveitar. Ser mais Caeiro e menos Campos.
(Vamos, claro, esquecer que toda esta recusa do pensamento, em Caeiro, é, em si mesma, também uma forma de filosofia).
Deixo alguns versos do Guardador de Rebanhos, do mestre de Fernando Pessoa, que, para quem não sabe, era como este denominava Caeiro ("surgiu em mim o meu mestre", diz ele a certa altura, numa carta a Adolfo Casais-Monteiro, onde explica a génese dos heterónimos):

"Pensar incomoda como andar à chuva"

"Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.  Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... "

"O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!"

domingo, 7 de outubro de 2012

Bad boys e outras coisas

Muitas mulheres, nas quais infelizmente tenho de me incluir, têm uma certa tendência, para se encantarem com bad boys.
E bad boys aqui não significa necessariamente aqueles homens com ar mais rufia, que andam em carros modificados e não sabem fazer o superlativo absoluto sintético do adjectivo sábio. Não. Bad boys é muito mais abrangente do que isso. Bad boys são todos aqueles homens que  não nos dão a atenção que merecemos.

Mas nós, teimosas, inseguras, e com a mania que os vamos mudar, quando eles perceberem, finalmente, o quão fantásticas somos, continuamos, estoicamente, a ligar e a mandar mensagens, sem esperança que eles respondam ou sequer atendam. Porque eles sabem exactamente como nos deixar pelo beicinho;  quando estão connosco fazem com que tudo pareça maravilhoso, o mundo deixa de existir, somos só nós. Nós e eles, eles e nós.
O problema é que estes momentos são esporádicos. Tão depressa são capazes de estar connosco dois ou três dias seguidos como estar semanas sem mandar, sequer, uma única mensagem. Mas nós esperamos. Esperamos e esperemos e esperamos. E ligamos, uma e outra vez, enviamos mensagens, arranjamos desculpas que justifiquem o facto de eles não nos darem atenção.
“Talvez ele tenha medo que sente por mim”. “Talvez ele ache que sou uma mulher demasiado independente”. “Talvez não tenha tempo/saldo no telemóvel/esteja com muito trabalho”.
Mas isto são, e nós sabemos, desculpas. Porque, lá no fundo, e embora não queiramos admitir (porque dói que se farta!), temos consciência que o problema é eles não gostarem assim tanto de nós. Gostam de estar connosco de vez em quando mas não somos uma prioridade na vida deles. A bottom line é esta e não há volta a dar.

Eles não gostam assim tanto de nós e nós teimamos em tratar como prioridade quem nos trata como opção.
Mas o bom de tudo isto é que um dia nos cansamos. Um dia abrimos os olhos e percebemos que queremos e merecemos mais. Percebemos que, quando alguém realmente quer estar connosco, não tem medo do que sente, não tem medo que sejamos independentes, não nos deixa ter dúvidas, tem sempre tempo para nós, tem sempre saldo no telemóvel e nunca tem muito trabalho.
Porque somos importantes. Porque faz questão de nos mostrar isso mesmo. Porque nos trata com todo o respeito, consideração e carinho que merecemos.
Porque nos trata como a prioridade que devemos ser.
Nessa altura percebemos que perdemos demasiado tempo com quem não (nos) merecia, fechamos a porta aos bad boys e abrimo-la aos good guys (que muitas vezes já lá estavam à espera), com a certeza de que eles nos vão fazer felizes a tempo inteiro e não apenas em part-time.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Header

Algum voluntário para me fazer um header fofinho aqui para o blogue?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tenho dado comigo, ultimamente, a perguntar-me muitas vezes quando é que gostar de alguém deixa de ser apenas gostar de alguém, e passa a ser uma teimosia, uma parvoíce que já devia ter acabado, uma insistência em viver no passado e não no presente, um olhar para trás e não para a frente, uma recusa em deixar as coisas ficarem onde pertencem.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Entre um convite para ir a Nova Iorque (que, à semelhança do convite para ir a Miami o ano passado, não pude aceitar), uma sangria de champanhe com frutos vermelhos fabulosa e uma conversa com um dos melhores amigos do mundo percebi, sem margem para qualquer tipo de dúvidas, que nenhuma forma de amor combina com qualquer tipo de egoísmo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Acabei de ouvir, agora, na TVI, um repórter, ao referir-se às marés vivas na praia de Carcavelos, dizer "Praia Mar", querendo referir-se ao termo que se utiliza quando a maré está cheia.
Ora bem, não é prAia mar e sim prEia mar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As mulheres dos outros (Versão feminina dos MARIDOS DAS OUTRAS)

E agora a versão feminina da música, desta vez uma crítica aos homens, e também muito bem conseguida.

Miguel Araújo - Os Maridos Das Outras

Penso que sou das poucas pessoas (mulheres) que gosta desta música do Miguel Araújo.
Gosto da música porque a acho uma sátira a forma como nós, mulheres, muitas vezes somos; queixamo-nos daquilo que temos e "invejamos" secretamente o que as outras têm. Mas, também, precisamos de nos vangloriar daquilo que temos, para, de certa forma mostrar que somos melhores do que as outras. E, por sermos melhores do que as outras, escolhemos e fomos escolhidas por um homem totalmente diferente do das outras.
E isto a mim faz-me lembrar a nossa mania de escolhermos sempre os homens errados, porque connosco eles vão mudar, quando perceberem o quão especiais nós somos.
Não acho que esta música seja mais do que simples ironia. E bem conseguidas. Mas isto é apenas a minha opinião.
Atenção que está música não é uma crítica aos homens, mas sim às mulheres, nós.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tenho vontade de voltar a escrever aqui de forma regular.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

E em duas semanas foram 3,8 kgs.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estou, há muito tempo, para escrever um texto no blogue que revele um bocadinho mais de mim. Não que tudo aquilo que tenho escrito, desde o início do blogue, há quase três anos, não seja verdade e não revele muito de mim. Revela. Mas há algo, do qual eu raramente falo, algo que pertence ao mais fundo de mim, e de nunca falei aqui e raramente falo com as pessoas que me rodeiam. São, na verdade, muito poucos os que sabem o tanto que este assunto me afecta, deixa triste e condiciona a minha vida.Estou a falar, algumas (poucas) pessoas já terão percebido, do meu excesso de peso.

E não, não estou a exagerar, não é uma coisa que eu simplesmente possa começar a encarar de outra forma e de repente passe a deixar de me afectar tanto.

Primeiro, porque eu tenho mesmo excesso de peso. Não tenho 5 nem 10 nem 15 kgs. para perder. Tenho, no mínimo, 30. E mesmo com menos 30 ainda vou ficar cheinha. Tenho noção de que nunca serei uma pessoa magra, porque tenho uma estrutura óssea larga, mas também sei que se conseguir levar as coisas a bom termo, conseguirei ficar elegante, uma vez que o meu corpo é proporcional.

Segundo, porque eu não me sinto bem, e não é de repente que vou começar a sentir. Cresci a sentir que tinha que ser mais magra e não consigo mudar isso de repente. A ideia de que só iria ter valor quando emagrecesse está enraizada em mim.

Aprendi, com o tempo, que para conseguir levar este processo de emagrecimento até ao fim, tinha, primeiro, que começar a gostar de mim. E, apesar de achar que estou muito melhor nesse aspecto, gostar de nós não é uma tarefa fácil quando estamos tão longe daquilo que achamos bonito, daquilo que queremos e sabemos que podemos ser, daquilo que gostamos.

Talvez seja por isso que ao longo dos anos já falhei tantas vezes. Sim. Não me custa assumir que já falhei várias vezes neste processo. Estou muito melhor do que estava há uns anos mas estou longe de estar bem. Também já estive bem melhor. O ano passado por esta altura tinha menos uns quilos.

Todas as pessoas que passam por um processo de emagrecimento sabem que não é fácil. É um assunto que está longe de passar apenas pela alimentação. Envolve muita coisa a nível psicológico. Não me estou a desculpabilizar nem a arranjar desculpas. Sei que também há quem consiga à primeira. E não há ninguém melhor que eu para me reciminar.

A verdade é que eu já tentei e consegui e já tentei e falhei. Considero cada quilo que já perdi e não recuperei como uma vitória mas a verdade é que há muitos outros que já perdi e recuperei e que são como derrotas.

Neste processo tenho aprendido é que o caminho do sucesso não passa por nos focarmos nas falhas, mas sim em aprendermos com elas, desculparmo-nos e seguirmos em frente. E eu não sou boa no processo de me desculpar. Tenho tendência a ruminar no assunto.

Tal como disse no início do texto, estive muitas vezes para escrever sobre o assunto, mas nunca tive coragem de o fazer. Talvez porque sabia que a partir do momento em que o assumisse publicamente, assumia também um compromisso de levar este processo até ao fim, até chegar a bom porto. E escrevo hoje porque acredito que vou conseguir.

Recomecei na Sexta o meu processo, que comecei no dia 20 de Fevereiro de 2010, e que mesmo com altos e baixos, tem sido positivo. Positivo porque percebi que realmente me sinto melhor mais magra, positivo porque aprendi que um retorcesso não tem que significar o fim, positivo porque aprendi a aprender a gostar de mim e a mimar-me e dar-me a atenção de que também eu necessito.

A partir de agora irei escrever algumas vezes sobre este assunto, partilhar algumas refeições, estratégias e metas. Mas sem tornar o blogue um blogue light, porque isto é apenas parte de mim, e acho que já tem mais importância do que devia ter. Portanto vai ser apenas mais um assunto do qual vou falar.