quinta-feira, 6 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Header

Algum voluntário para me fazer um header fofinho aqui para o blogue?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tenho dado comigo, ultimamente, a perguntar-me muitas vezes quando é que gostar de alguém deixa de ser apenas gostar de alguém, e passa a ser uma teimosia, uma parvoíce que já devia ter acabado, uma insistência em viver no passado e não no presente, um olhar para trás e não para a frente, uma recusa em deixar as coisas ficarem onde pertencem.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Entre um convite para ir a Nova Iorque (que, à semelhança do convite para ir a Miami o ano passado, não pude aceitar), uma sangria de champanhe com frutos vermelhos fabulosa e uma conversa com um dos melhores amigos do mundo percebi, sem margem para qualquer tipo de dúvidas, que nenhuma forma de amor combina com qualquer tipo de egoísmo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Acabei de ouvir, agora, na TVI, um repórter, ao referir-se às marés vivas na praia de Carcavelos, dizer "Praia Mar", querendo referir-se ao termo que se utiliza quando a maré está cheia.
Ora bem, não é prAia mar e sim prEia mar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As mulheres dos outros (Versão feminina dos MARIDOS DAS OUTRAS)

E agora a versão feminina da música, desta vez uma crítica aos homens, e também muito bem conseguida.

Miguel Araújo - Os Maridos Das Outras

Penso que sou das poucas pessoas (mulheres) que gosta desta música do Miguel Araújo.
Gosto da música porque a acho uma sátira a forma como nós, mulheres, muitas vezes somos; queixamo-nos daquilo que temos e "invejamos" secretamente o que as outras têm. Mas, também, precisamos de nos vangloriar daquilo que temos, para, de certa forma mostrar que somos melhores do que as outras. E, por sermos melhores do que as outras, escolhemos e fomos escolhidas por um homem totalmente diferente do das outras.
E isto a mim faz-me lembrar a nossa mania de escolhermos sempre os homens errados, porque connosco eles vão mudar, quando perceberem o quão especiais nós somos.
Não acho que esta música seja mais do que simples ironia. E bem conseguidas. Mas isto é apenas a minha opinião.
Atenção que está música não é uma crítica aos homens, mas sim às mulheres, nós.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tenho vontade de voltar a escrever aqui de forma regular.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

E em duas semanas foram 3,8 kgs.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estou, há muito tempo, para escrever um texto no blogue que revele um bocadinho mais de mim. Não que tudo aquilo que tenho escrito, desde o início do blogue, há quase três anos, não seja verdade e não revele muito de mim. Revela. Mas há algo, do qual eu raramente falo, algo que pertence ao mais fundo de mim, e de nunca falei aqui e raramente falo com as pessoas que me rodeiam. São, na verdade, muito poucos os que sabem o tanto que este assunto me afecta, deixa triste e condiciona a minha vida.Estou a falar, algumas (poucas) pessoas já terão percebido, do meu excesso de peso.

E não, não estou a exagerar, não é uma coisa que eu simplesmente possa começar a encarar de outra forma e de repente passe a deixar de me afectar tanto.

Primeiro, porque eu tenho mesmo excesso de peso. Não tenho 5 nem 10 nem 15 kgs. para perder. Tenho, no mínimo, 30. E mesmo com menos 30 ainda vou ficar cheinha. Tenho noção de que nunca serei uma pessoa magra, porque tenho uma estrutura óssea larga, mas também sei que se conseguir levar as coisas a bom termo, conseguirei ficar elegante, uma vez que o meu corpo é proporcional.

Segundo, porque eu não me sinto bem, e não é de repente que vou começar a sentir. Cresci a sentir que tinha que ser mais magra e não consigo mudar isso de repente. A ideia de que só iria ter valor quando emagrecesse está enraizada em mim.

Aprendi, com o tempo, que para conseguir levar este processo de emagrecimento até ao fim, tinha, primeiro, que começar a gostar de mim. E, apesar de achar que estou muito melhor nesse aspecto, gostar de nós não é uma tarefa fácil quando estamos tão longe daquilo que achamos bonito, daquilo que queremos e sabemos que podemos ser, daquilo que gostamos.

Talvez seja por isso que ao longo dos anos já falhei tantas vezes. Sim. Não me custa assumir que já falhei várias vezes neste processo. Estou muito melhor do que estava há uns anos mas estou longe de estar bem. Também já estive bem melhor. O ano passado por esta altura tinha menos uns quilos.

Todas as pessoas que passam por um processo de emagrecimento sabem que não é fácil. É um assunto que está longe de passar apenas pela alimentação. Envolve muita coisa a nível psicológico. Não me estou a desculpabilizar nem a arranjar desculpas. Sei que também há quem consiga à primeira. E não há ninguém melhor que eu para me reciminar.

A verdade é que eu já tentei e consegui e já tentei e falhei. Considero cada quilo que já perdi e não recuperei como uma vitória mas a verdade é que há muitos outros que já perdi e recuperei e que são como derrotas.

Neste processo tenho aprendido é que o caminho do sucesso não passa por nos focarmos nas falhas, mas sim em aprendermos com elas, desculparmo-nos e seguirmos em frente. E eu não sou boa no processo de me desculpar. Tenho tendência a ruminar no assunto.

Tal como disse no início do texto, estive muitas vezes para escrever sobre o assunto, mas nunca tive coragem de o fazer. Talvez porque sabia que a partir do momento em que o assumisse publicamente, assumia também um compromisso de levar este processo até ao fim, até chegar a bom porto. E escrevo hoje porque acredito que vou conseguir.

Recomecei na Sexta o meu processo, que comecei no dia 20 de Fevereiro de 2010, e que mesmo com altos e baixos, tem sido positivo. Positivo porque percebi que realmente me sinto melhor mais magra, positivo porque aprendi que um retorcesso não tem que significar o fim, positivo porque aprendi a aprender a gostar de mim e a mimar-me e dar-me a atenção de que também eu necessito.

A partir de agora irei escrever algumas vezes sobre este assunto, partilhar algumas refeições, estratégias e metas. Mas sem tornar o blogue um blogue light, porque isto é apenas parte de mim, e acho que já tem mais importância do que devia ter. Portanto vai ser apenas mais um assunto do qual vou falar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

E estas meninas hoje vieram comigo.

sábado, 12 de maio de 2012


          Foi há uma semana atrás. O dia mais trágico-cómico da minha vida inteira. E olhem que não era nada fácil. Ah, não era não, que, de tragédia e comédia, está a minha vidinha cheia. Mas cheia, cheia, cheia, assim coisa de atirar para o rebentar. Por isso, não era assim mesmo nadaaaaaaa fácil.
E ainda assim, aconteceu. Se a minha vida inteira já dava um filme, este dia, por si só era digno de um prémio de Cannes e de um Óscar de Hollywood, sem ser sequer preciso nomeação. Era chegar lá e ganhar; corrijo, nem sequer era preciso lá ir, que, dado o carácter da história, eles próprios se deslocariam aqui a este rectângulo à beira-mar plantado para mo entregarem em mão, coisa que, como as vossas alminhas hã-de saber, não é para todos!
        Mas voltando então à história que aqui vos vim contar; tinha chegado finalmente o dia de conhecer os pais do rapazinho que, há uns meses me tinha encantado e me tinha feito sair do celibato semi-voluntário/ semi-forçado em que me mantinha já há alguns anos. Aquele me me tinha feito voltar a acreditar que, vá lá, até vale a pena tentar construir um futuro a dois e que os homens não são todos assim tão… tão… tão qualquer coisa que eu nem sei adjectivar. E, para mostrar que eu até era uma piquena prendada, para deixar uma boa impressão, que isto já se sabe que os homens são muito influenciados pela mamã, resolvi fazer a única coisa culinária que sabia fazer: uns belos de uns rissóis de camarão. Não interessa nem é para aqui chamado a forma como os aprendi a cozinhar nem os ingredientes que usava para que ficassem tão bons (isso agora era o que faltava, que eu vos contasse assim todos os meus segredinhos. É que nem pensem nisso!), mas a verdade é que eram uma das 7 maravilhas do mundo. E assim foi. Fiz os ditos rissóis, arranjei-me o melhor que pude, tendo o cuidado de não ir nem demasiado chique bem demasiado blasé, mas, claro, calçando, no pezinho de cinderela, bem tratado e bem arranjado, os sapatinhos louboutin lindos, lindos, lindos que só vendo.
            Quando ele chegou para me buscar, voltou a relembrar-me que os pais eram um pouquinho excêntricos e para eu não levar nada muito a sério. Mas, mesmo com este aviso, eu não podia imaginar nem metade do que me esperava. Como, por amor da Santa, como é que eu podia adivinhar, com um filho com um aspecto e um comportamento tão normais, que ele podia ter uns pais assim?
            Quando ele estacionou, à porta de uma casa toda decorada com animais de loiça nas sebes do jardim, não liguei. Pensei que a casa seria à frente… ou a trás… ou ao lado, mas nunca, nunca aquela. Quando ele me disse “é aqui, podes tocar” ia-me caindo tudo. Mas, vá, lá me controlei e consegui manter-me no alto dos meus saltos com os belos dos rissolinhos na mão. Mas, quando toquei à campainha e o belo do cão de loiça dá um latido dei um salto tão grande para trás que lá se foram os rissóis para o meio do chão. Pumba! E olha que boa coisa para acontecer quando vamos visitar os futuros sogros pela primeira vez. Não dá uma imagem nada desastrada. Pois claro que não! E claro que os meus futuros sogros tinham de aparecer logo no exacto momento em que os ditos dos rissóis me estavam a cair das mãos e a espalhar-se todos pelo chão. Mas, “em frente que atrás vem gente”.
            Recompus-me rapidamente, e apresentei-me. Quando o meu querido namorado chegou, após estacionar o carro, olhou para o chão e para mim, para os pais e para o chão, até que, novamente com os olhos postos em mim e uma cara de ratazana deprimida, com ar de quem não percebe nada de nada, me pergunto o que é que se tinha passado. Como se já não tivesse sido suficientemente má toda aquela situação, ainda tive de lha contar!
            Estava a começar bem, aquele serão. Então não estava?
            Lá fomos então para dentro, sem os rissoís, claro está, que ficaram ali espalhados pelo chão. Ainda perguntei se não queriam que eu limpasse, mas “Não se preocupe com isso, isso depois resolve-se”, disse-me amavelmente, a mãe do Tiago.
            E, durante a primeira meia-hora, o jantar correu sobre rodas. Nada de excentricidades, tudo feito com bom gosto, tudo bem apresentadoe até a forma como falaram comigo foi bastante normal; algumas perguntas, mas, já se sabe como são os pais em relação aos namorados/namoradas dos filhos.
            Eis senão quando, a meio do jantar, a mãe do Tiago resolve começar a falar de futebol. Ou, melhor dizendo, dos outros talentos dos jogadores e treinadores de hoje em dia. Pergunta-me de que clube eu era e, à resposta Benfica, sai-se com esta pérola:
            “Também eu, também eu. Ainda para mais agora com aquele treinador novo, o Qui… Qui não sei das quantas. A menina já viu como aquele homem é lindo de morrer? É cá um pedaço de mau caminho. Jesus! Bem razão tem uma menina que tem um blog na net, a Pipoca, que diz que por ele até corria nua pelo meio do relvado da luz. Pois eu digo-lhe mais: eu, além disso, comia o Quique Flores, de súbito lembrei-me do nome do gaiato, é assim que diz, não é, pois, como estava a dizer, comia o Quique Flores à colherzinha”.
            E de repente, o pai, o Tiago e eu parámos subitamente de mastigar e ficámos, de olhos esbugalhados, a olhar para a senhora. Aliás, o pai do Tiago até se engasgou. E ela, com aquela cara de lontra, simpática, com os dois olhinhos pretos, redondos, como se não percebesse o nosso espanto, perguntou-nos, muito inocentemente:
            “Não disse nada de mais, pois não? Mas também, era só uma forma de expressão. Mas, que o senhor é muito giro, lá isso é… e nunca sabemos como vamos reagir em determinadas situações. Mas mudemos de assunto, mudemos”.
            E lá mudámos nós de assunto, tendo o resto do jantar corrido com relativa normalidade. Já chegava de aventuras por aquela noite, ou não?
            Pois que parece que não! Quando me vinha embora, com o Tiago, que me veio trazer a casa, reparei que, estranhamente, não havia nada no chão. Nem vestígio dos rissóis. Quando me estava a despedir comentei isso e eles disseram-me, a apontar para o cão de loiça:
            “Ah, deve ter sido o Cristiano que os comeu”. E riram-se. Nesta altura quem ficou com cara de lontra fui eu, mas não me desmanchei e segui o meu caminho como se eles tivessem dito a coisa mais normal do mundo. Se o bicho ladrava, também podia comer, não era?
            Pois…

Nota: este foi um texto que escrevi para concorrer a um passatempo no blogue da Pipoca.

domingo, 6 de maio de 2012

A minha mãe é a melhor mãe do mundo.
É a pessoa que acredita em mim, sempre, que me apoia, sempre, que me dá na cabeça quando preciso mas fazendo-me sentir que está lá para mim, que nunca me deixa sentir sozinha, que me estimula sempre a ser melhor e a seguir os meus sonhos.
E, por tudo isto e muito mais coisas, é e será sempre a pessoa que mais amo no mundo.