segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tenho vontade de voltar a escrever aqui de forma regular.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

E em duas semanas foram 3,8 kgs.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estou, há muito tempo, para escrever um texto no blogue que revele um bocadinho mais de mim. Não que tudo aquilo que tenho escrito, desde o início do blogue, há quase três anos, não seja verdade e não revele muito de mim. Revela. Mas há algo, do qual eu raramente falo, algo que pertence ao mais fundo de mim, e de nunca falei aqui e raramente falo com as pessoas que me rodeiam. São, na verdade, muito poucos os que sabem o tanto que este assunto me afecta, deixa triste e condiciona a minha vida.Estou a falar, algumas (poucas) pessoas já terão percebido, do meu excesso de peso.

E não, não estou a exagerar, não é uma coisa que eu simplesmente possa começar a encarar de outra forma e de repente passe a deixar de me afectar tanto.

Primeiro, porque eu tenho mesmo excesso de peso. Não tenho 5 nem 10 nem 15 kgs. para perder. Tenho, no mínimo, 30. E mesmo com menos 30 ainda vou ficar cheinha. Tenho noção de que nunca serei uma pessoa magra, porque tenho uma estrutura óssea larga, mas também sei que se conseguir levar as coisas a bom termo, conseguirei ficar elegante, uma vez que o meu corpo é proporcional.

Segundo, porque eu não me sinto bem, e não é de repente que vou começar a sentir. Cresci a sentir que tinha que ser mais magra e não consigo mudar isso de repente. A ideia de que só iria ter valor quando emagrecesse está enraizada em mim.

Aprendi, com o tempo, que para conseguir levar este processo de emagrecimento até ao fim, tinha, primeiro, que começar a gostar de mim. E, apesar de achar que estou muito melhor nesse aspecto, gostar de nós não é uma tarefa fácil quando estamos tão longe daquilo que achamos bonito, daquilo que queremos e sabemos que podemos ser, daquilo que gostamos.

Talvez seja por isso que ao longo dos anos já falhei tantas vezes. Sim. Não me custa assumir que já falhei várias vezes neste processo. Estou muito melhor do que estava há uns anos mas estou longe de estar bem. Também já estive bem melhor. O ano passado por esta altura tinha menos uns quilos.

Todas as pessoas que passam por um processo de emagrecimento sabem que não é fácil. É um assunto que está longe de passar apenas pela alimentação. Envolve muita coisa a nível psicológico. Não me estou a desculpabilizar nem a arranjar desculpas. Sei que também há quem consiga à primeira. E não há ninguém melhor que eu para me reciminar.

A verdade é que eu já tentei e consegui e já tentei e falhei. Considero cada quilo que já perdi e não recuperei como uma vitória mas a verdade é que há muitos outros que já perdi e recuperei e que são como derrotas.

Neste processo tenho aprendido é que o caminho do sucesso não passa por nos focarmos nas falhas, mas sim em aprendermos com elas, desculparmo-nos e seguirmos em frente. E eu não sou boa no processo de me desculpar. Tenho tendência a ruminar no assunto.

Tal como disse no início do texto, estive muitas vezes para escrever sobre o assunto, mas nunca tive coragem de o fazer. Talvez porque sabia que a partir do momento em que o assumisse publicamente, assumia também um compromisso de levar este processo até ao fim, até chegar a bom porto. E escrevo hoje porque acredito que vou conseguir.

Recomecei na Sexta o meu processo, que comecei no dia 20 de Fevereiro de 2010, e que mesmo com altos e baixos, tem sido positivo. Positivo porque percebi que realmente me sinto melhor mais magra, positivo porque aprendi que um retorcesso não tem que significar o fim, positivo porque aprendi a aprender a gostar de mim e a mimar-me e dar-me a atenção de que também eu necessito.

A partir de agora irei escrever algumas vezes sobre este assunto, partilhar algumas refeições, estratégias e metas. Mas sem tornar o blogue um blogue light, porque isto é apenas parte de mim, e acho que já tem mais importância do que devia ter. Portanto vai ser apenas mais um assunto do qual vou falar.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

E estas meninas hoje vieram comigo.

sábado, 12 de maio de 2012


          Foi há uma semana atrás. O dia mais trágico-cómico da minha vida inteira. E olhem que não era nada fácil. Ah, não era não, que, de tragédia e comédia, está a minha vidinha cheia. Mas cheia, cheia, cheia, assim coisa de atirar para o rebentar. Por isso, não era assim mesmo nadaaaaaaa fácil.
E ainda assim, aconteceu. Se a minha vida inteira já dava um filme, este dia, por si só era digno de um prémio de Cannes e de um Óscar de Hollywood, sem ser sequer preciso nomeação. Era chegar lá e ganhar; corrijo, nem sequer era preciso lá ir, que, dado o carácter da história, eles próprios se deslocariam aqui a este rectângulo à beira-mar plantado para mo entregarem em mão, coisa que, como as vossas alminhas hã-de saber, não é para todos!
        Mas voltando então à história que aqui vos vim contar; tinha chegado finalmente o dia de conhecer os pais do rapazinho que, há uns meses me tinha encantado e me tinha feito sair do celibato semi-voluntário/ semi-forçado em que me mantinha já há alguns anos. Aquele me me tinha feito voltar a acreditar que, vá lá, até vale a pena tentar construir um futuro a dois e que os homens não são todos assim tão… tão… tão qualquer coisa que eu nem sei adjectivar. E, para mostrar que eu até era uma piquena prendada, para deixar uma boa impressão, que isto já se sabe que os homens são muito influenciados pela mamã, resolvi fazer a única coisa culinária que sabia fazer: uns belos de uns rissóis de camarão. Não interessa nem é para aqui chamado a forma como os aprendi a cozinhar nem os ingredientes que usava para que ficassem tão bons (isso agora era o que faltava, que eu vos contasse assim todos os meus segredinhos. É que nem pensem nisso!), mas a verdade é que eram uma das 7 maravilhas do mundo. E assim foi. Fiz os ditos rissóis, arranjei-me o melhor que pude, tendo o cuidado de não ir nem demasiado chique bem demasiado blasé, mas, claro, calçando, no pezinho de cinderela, bem tratado e bem arranjado, os sapatinhos louboutin lindos, lindos, lindos que só vendo.
            Quando ele chegou para me buscar, voltou a relembrar-me que os pais eram um pouquinho excêntricos e para eu não levar nada muito a sério. Mas, mesmo com este aviso, eu não podia imaginar nem metade do que me esperava. Como, por amor da Santa, como é que eu podia adivinhar, com um filho com um aspecto e um comportamento tão normais, que ele podia ter uns pais assim?
            Quando ele estacionou, à porta de uma casa toda decorada com animais de loiça nas sebes do jardim, não liguei. Pensei que a casa seria à frente… ou a trás… ou ao lado, mas nunca, nunca aquela. Quando ele me disse “é aqui, podes tocar” ia-me caindo tudo. Mas, vá, lá me controlei e consegui manter-me no alto dos meus saltos com os belos dos rissolinhos na mão. Mas, quando toquei à campainha e o belo do cão de loiça dá um latido dei um salto tão grande para trás que lá se foram os rissóis para o meio do chão. Pumba! E olha que boa coisa para acontecer quando vamos visitar os futuros sogros pela primeira vez. Não dá uma imagem nada desastrada. Pois claro que não! E claro que os meus futuros sogros tinham de aparecer logo no exacto momento em que os ditos dos rissóis me estavam a cair das mãos e a espalhar-se todos pelo chão. Mas, “em frente que atrás vem gente”.
            Recompus-me rapidamente, e apresentei-me. Quando o meu querido namorado chegou, após estacionar o carro, olhou para o chão e para mim, para os pais e para o chão, até que, novamente com os olhos postos em mim e uma cara de ratazana deprimida, com ar de quem não percebe nada de nada, me pergunto o que é que se tinha passado. Como se já não tivesse sido suficientemente má toda aquela situação, ainda tive de lha contar!
            Estava a começar bem, aquele serão. Então não estava?
            Lá fomos então para dentro, sem os rissoís, claro está, que ficaram ali espalhados pelo chão. Ainda perguntei se não queriam que eu limpasse, mas “Não se preocupe com isso, isso depois resolve-se”, disse-me amavelmente, a mãe do Tiago.
            E, durante a primeira meia-hora, o jantar correu sobre rodas. Nada de excentricidades, tudo feito com bom gosto, tudo bem apresentadoe até a forma como falaram comigo foi bastante normal; algumas perguntas, mas, já se sabe como são os pais em relação aos namorados/namoradas dos filhos.
            Eis senão quando, a meio do jantar, a mãe do Tiago resolve começar a falar de futebol. Ou, melhor dizendo, dos outros talentos dos jogadores e treinadores de hoje em dia. Pergunta-me de que clube eu era e, à resposta Benfica, sai-se com esta pérola:
            “Também eu, também eu. Ainda para mais agora com aquele treinador novo, o Qui… Qui não sei das quantas. A menina já viu como aquele homem é lindo de morrer? É cá um pedaço de mau caminho. Jesus! Bem razão tem uma menina que tem um blog na net, a Pipoca, que diz que por ele até corria nua pelo meio do relvado da luz. Pois eu digo-lhe mais: eu, além disso, comia o Quique Flores, de súbito lembrei-me do nome do gaiato, é assim que diz, não é, pois, como estava a dizer, comia o Quique Flores à colherzinha”.
            E de repente, o pai, o Tiago e eu parámos subitamente de mastigar e ficámos, de olhos esbugalhados, a olhar para a senhora. Aliás, o pai do Tiago até se engasgou. E ela, com aquela cara de lontra, simpática, com os dois olhinhos pretos, redondos, como se não percebesse o nosso espanto, perguntou-nos, muito inocentemente:
            “Não disse nada de mais, pois não? Mas também, era só uma forma de expressão. Mas, que o senhor é muito giro, lá isso é… e nunca sabemos como vamos reagir em determinadas situações. Mas mudemos de assunto, mudemos”.
            E lá mudámos nós de assunto, tendo o resto do jantar corrido com relativa normalidade. Já chegava de aventuras por aquela noite, ou não?
            Pois que parece que não! Quando me vinha embora, com o Tiago, que me veio trazer a casa, reparei que, estranhamente, não havia nada no chão. Nem vestígio dos rissóis. Quando me estava a despedir comentei isso e eles disseram-me, a apontar para o cão de loiça:
            “Ah, deve ter sido o Cristiano que os comeu”. E riram-se. Nesta altura quem ficou com cara de lontra fui eu, mas não me desmanchei e segui o meu caminho como se eles tivessem dito a coisa mais normal do mundo. Se o bicho ladrava, também podia comer, não era?
            Pois…

Nota: este foi um texto que escrevi para concorrer a um passatempo no blogue da Pipoca.

domingo, 6 de maio de 2012

A minha mãe é a melhor mãe do mundo.
É a pessoa que acredita em mim, sempre, que me apoia, sempre, que me dá na cabeça quando preciso mas fazendo-me sentir que está lá para mim, que nunca me deixa sentir sozinha, que me estimula sempre a ser melhor e a seguir os meus sonhos.
E, por tudo isto e muito mais coisas, é e será sempre a pessoa que mais amo no mundo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Então e se eu criasse um facebook do blogue? Quero partilhar convosco coisas sobre a minha dieta e penso que lá era o lugar ideal. O que acham?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

E é hoje que me meto num 31!

sábado, 10 de março de 2012

Ainda te sinto em mim

Ontem, foi publicado no blogue da Lua uma carta que escrevi há mais ou menos um mês. Neste momento ela já não faz muito sentido, porque eu percebi que tenho que lutar por mim e apenas por mim, mas, agora, ao relê-la e ao ver os comentários, senti que fazia todo o sentido publicá-la aqui também.

"Não encontro forma melhor de o dizer. Amo-te, bolas. É só isso e é tanto.
Sei que tenho de continuar em frente, sei que no fundo não fazes parte da minha vida como eu gostava, sei que estás e vais continuar longe, mas eu amo-te, e sinto que ainda fazemos muito sentido.
O que é que eu posso fazer se a cada vez que te vejo ganha mais força a certeza que és tu quem eu quero?
Sei que a maioria das pessoas diz que eu vivo no passado. Mas eu tento, a sério que tento e muito, tento seguir em frente, tento não pensar, tento evitar qualquer tipo de recordações. Tento. E às vezes até penso que consigo. Mas depois quando te vejo, quando te vejo não sei explicar o que se passa. Sei que quando olho para ti, que quando nos abraçamos, que quando pegas na minha mão eu tenho a certeza que és a pessoa que eu quero.
Queria que isto mudasse, a sério que queria, mesmo. Queria achar que vou conseguir ser feliz ao lado de outra pessoa. Queria sentir que vou conseguir olhar para outro alguém e sentir toda a cumplicidade, carinho, ternura, amor e amizade que sinto quando olho para ti.
Mas por enquanto, o que sei, é que quando estás, viras o meu mundo do avesso, e tudo o que eu quero é estar contigo.
Porque te amo. Mesmo tendo quase a certeza que não me amas a mim. E que mesmo que amasses isso não ia alterar nenhuma das nossas circunstâncias.
Mas eu amo-te. E ainda te sinto (tanto!) em mim."


Foi escrita antes de ter conversado com ele, depois de o ter visto apenas uma vez, numa circunstância em que nenhum de nós queria estar. E é engraçado como nesta carta eu estava tão ligada à realidade e como, quando eu não ativo o meu lado inseguro, ansioso e sonhador, sou muito mas muito mais equilibrada. Modéstia à parte acho que está bonita, simples e sentida. Sem grandes racionalizações. É apenas o expressar de um sentir. Sentir que neste momento não faz sentido mas que, durante muito tempo, foi o fio condutor da minha vida, ainda que inconscientemente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Watch your thoughts, for they become words.
Watch your words, for they become actions.
Watch your actions, for they become habits.
Watch your habits, for they become character.
Watch your character, for it becomes your destiny.

Retirado do filme "A dama de ferro" e algo em que acredito.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aprendizagens

Defendo, acerrimamente, a ideia de que, se conseguirmos ultrapassar determinados preconceitos, podemos aprender com toda a gente. Mesmo com as pessoas que passam na nossa vida e não ficam, mesmo com pessoas de quem não gostamos, mesmo com aquelas que aparentemente não nos teriam nada a ensinar.

O meu trabalho actual é um campo muito fértil de aprendizagem. A brincar costumo dizer que é melhor do que tirar um mestrado e ainda me pagam. Mas a verdade é que realmente se aprende muito, sobretudo no que diz respeito a relações humanas, e aos seres humanos em geral.

Uma das coisas que aprendi nestes últimos três meses foi a (tentar) aprender a agir sem reagir.

E o que é que isto quer dizer? Bem, resumidamente, todas as acções, nossas para com os outros e dos outros para connosco, geram uma reacção. Estão a ver o cão do Pavlov? A campainha tocava, traziam-lhe carne, ele começou a associar o toque da campainha à carne e, uns tempos depois, mesmo quando havia carne e só campainha, a sua resposta foi a mesma (salivar). O cão reagiu. Porque se ele tivesse agido sem reagir, primeiro iria verificar se havia carne, e só depois então agiria de forma adequada.

O "agir sem reagir" pode então ser definido como um tipo de comportamento onde, primeiro, nos tentamos aperceber de toda a situação, pensamos na melhor forma de lhe responder e só depois damos resposta.

Claro que normalmente nos reagimos. Não temos sequer tempo suficiente para pensar no que está acontecer. E por isso é que tentas e tantas vezes, algum tempo depois, pensamos "devia ter dito antes isto" ou "devia ter dito antes aquilo" ou ainda "se eu tivesse pensado melhor".
Existem, também, situações na vida onde é importante reagir logo no imediato. Quando nos magoamos ou nos queimamos a reacção normal é afastarmo-nos dessa fonte de dor. E é saudável que assim seja.

Mas, em situações de interacção com outros seres humanos, sobretudo em situações de alguma tensão, é bom que nos demos tempo de pensar um bocadinho sobre o assunto. Ainda que sejam alguns segundos. E que tenhamos em mente que reagir é uma coisa e agir outra completamente diferente. E que nem sempre a reacção será o comportamento mais adequado. Por isso é fundamental saber parar, identificar o que estamos a sentir e só depois dar uma resposta.

É que comportamento gera comportamento, e se tivermos isto presente conseguimos muitas vezes evitar situações mais complicadas. Claro que existem alturas em que os conflitos são importantes, deles podem nascer coisas muito positivas, mas mesmo um conflito deve ser ponderado. E devemos sempre ter em conta não só aquilo que estamos a sentir como também o impacto que a nossa acção ou reacção vai ter no outro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

E, por mais incrível que pareça, ainda bem que as coisas aconteceram assim. É que só desta forma é que eu percebi o quanto preciso de olhar para mim, cuidar de mim, gostar de mim. Neste momento tem e vai ser esse o meu objectivo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Então e falta muito para chegarmos às 100 000 visitas?