segunda-feira, 21 de maio de 2012

E estas meninas hoje vieram comigo.

sábado, 12 de maio de 2012


          Foi há uma semana atrás. O dia mais trágico-cómico da minha vida inteira. E olhem que não era nada fácil. Ah, não era não, que, de tragédia e comédia, está a minha vidinha cheia. Mas cheia, cheia, cheia, assim coisa de atirar para o rebentar. Por isso, não era assim mesmo nadaaaaaaa fácil.
E ainda assim, aconteceu. Se a minha vida inteira já dava um filme, este dia, por si só era digno de um prémio de Cannes e de um Óscar de Hollywood, sem ser sequer preciso nomeação. Era chegar lá e ganhar; corrijo, nem sequer era preciso lá ir, que, dado o carácter da história, eles próprios se deslocariam aqui a este rectângulo à beira-mar plantado para mo entregarem em mão, coisa que, como as vossas alminhas hã-de saber, não é para todos!
        Mas voltando então à história que aqui vos vim contar; tinha chegado finalmente o dia de conhecer os pais do rapazinho que, há uns meses me tinha encantado e me tinha feito sair do celibato semi-voluntário/ semi-forçado em que me mantinha já há alguns anos. Aquele me me tinha feito voltar a acreditar que, vá lá, até vale a pena tentar construir um futuro a dois e que os homens não são todos assim tão… tão… tão qualquer coisa que eu nem sei adjectivar. E, para mostrar que eu até era uma piquena prendada, para deixar uma boa impressão, que isto já se sabe que os homens são muito influenciados pela mamã, resolvi fazer a única coisa culinária que sabia fazer: uns belos de uns rissóis de camarão. Não interessa nem é para aqui chamado a forma como os aprendi a cozinhar nem os ingredientes que usava para que ficassem tão bons (isso agora era o que faltava, que eu vos contasse assim todos os meus segredinhos. É que nem pensem nisso!), mas a verdade é que eram uma das 7 maravilhas do mundo. E assim foi. Fiz os ditos rissóis, arranjei-me o melhor que pude, tendo o cuidado de não ir nem demasiado chique bem demasiado blasé, mas, claro, calçando, no pezinho de cinderela, bem tratado e bem arranjado, os sapatinhos louboutin lindos, lindos, lindos que só vendo.
            Quando ele chegou para me buscar, voltou a relembrar-me que os pais eram um pouquinho excêntricos e para eu não levar nada muito a sério. Mas, mesmo com este aviso, eu não podia imaginar nem metade do que me esperava. Como, por amor da Santa, como é que eu podia adivinhar, com um filho com um aspecto e um comportamento tão normais, que ele podia ter uns pais assim?
            Quando ele estacionou, à porta de uma casa toda decorada com animais de loiça nas sebes do jardim, não liguei. Pensei que a casa seria à frente… ou a trás… ou ao lado, mas nunca, nunca aquela. Quando ele me disse “é aqui, podes tocar” ia-me caindo tudo. Mas, vá, lá me controlei e consegui manter-me no alto dos meus saltos com os belos dos rissolinhos na mão. Mas, quando toquei à campainha e o belo do cão de loiça dá um latido dei um salto tão grande para trás que lá se foram os rissóis para o meio do chão. Pumba! E olha que boa coisa para acontecer quando vamos visitar os futuros sogros pela primeira vez. Não dá uma imagem nada desastrada. Pois claro que não! E claro que os meus futuros sogros tinham de aparecer logo no exacto momento em que os ditos dos rissóis me estavam a cair das mãos e a espalhar-se todos pelo chão. Mas, “em frente que atrás vem gente”.
            Recompus-me rapidamente, e apresentei-me. Quando o meu querido namorado chegou, após estacionar o carro, olhou para o chão e para mim, para os pais e para o chão, até que, novamente com os olhos postos em mim e uma cara de ratazana deprimida, com ar de quem não percebe nada de nada, me pergunto o que é que se tinha passado. Como se já não tivesse sido suficientemente má toda aquela situação, ainda tive de lha contar!
            Estava a começar bem, aquele serão. Então não estava?
            Lá fomos então para dentro, sem os rissoís, claro está, que ficaram ali espalhados pelo chão. Ainda perguntei se não queriam que eu limpasse, mas “Não se preocupe com isso, isso depois resolve-se”, disse-me amavelmente, a mãe do Tiago.
            E, durante a primeira meia-hora, o jantar correu sobre rodas. Nada de excentricidades, tudo feito com bom gosto, tudo bem apresentadoe até a forma como falaram comigo foi bastante normal; algumas perguntas, mas, já se sabe como são os pais em relação aos namorados/namoradas dos filhos.
            Eis senão quando, a meio do jantar, a mãe do Tiago resolve começar a falar de futebol. Ou, melhor dizendo, dos outros talentos dos jogadores e treinadores de hoje em dia. Pergunta-me de que clube eu era e, à resposta Benfica, sai-se com esta pérola:
            “Também eu, também eu. Ainda para mais agora com aquele treinador novo, o Qui… Qui não sei das quantas. A menina já viu como aquele homem é lindo de morrer? É cá um pedaço de mau caminho. Jesus! Bem razão tem uma menina que tem um blog na net, a Pipoca, que diz que por ele até corria nua pelo meio do relvado da luz. Pois eu digo-lhe mais: eu, além disso, comia o Quique Flores, de súbito lembrei-me do nome do gaiato, é assim que diz, não é, pois, como estava a dizer, comia o Quique Flores à colherzinha”.
            E de repente, o pai, o Tiago e eu parámos subitamente de mastigar e ficámos, de olhos esbugalhados, a olhar para a senhora. Aliás, o pai do Tiago até se engasgou. E ela, com aquela cara de lontra, simpática, com os dois olhinhos pretos, redondos, como se não percebesse o nosso espanto, perguntou-nos, muito inocentemente:
            “Não disse nada de mais, pois não? Mas também, era só uma forma de expressão. Mas, que o senhor é muito giro, lá isso é… e nunca sabemos como vamos reagir em determinadas situações. Mas mudemos de assunto, mudemos”.
            E lá mudámos nós de assunto, tendo o resto do jantar corrido com relativa normalidade. Já chegava de aventuras por aquela noite, ou não?
            Pois que parece que não! Quando me vinha embora, com o Tiago, que me veio trazer a casa, reparei que, estranhamente, não havia nada no chão. Nem vestígio dos rissóis. Quando me estava a despedir comentei isso e eles disseram-me, a apontar para o cão de loiça:
            “Ah, deve ter sido o Cristiano que os comeu”. E riram-se. Nesta altura quem ficou com cara de lontra fui eu, mas não me desmanchei e segui o meu caminho como se eles tivessem dito a coisa mais normal do mundo. Se o bicho ladrava, também podia comer, não era?
            Pois…

Nota: este foi um texto que escrevi para concorrer a um passatempo no blogue da Pipoca.

domingo, 6 de maio de 2012

A minha mãe é a melhor mãe do mundo.
É a pessoa que acredita em mim, sempre, que me apoia, sempre, que me dá na cabeça quando preciso mas fazendo-me sentir que está lá para mim, que nunca me deixa sentir sozinha, que me estimula sempre a ser melhor e a seguir os meus sonhos.
E, por tudo isto e muito mais coisas, é e será sempre a pessoa que mais amo no mundo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Então e se eu criasse um facebook do blogue? Quero partilhar convosco coisas sobre a minha dieta e penso que lá era o lugar ideal. O que acham?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

E é hoje que me meto num 31!

sábado, 10 de março de 2012

Ainda te sinto em mim

Ontem, foi publicado no blogue da Lua uma carta que escrevi há mais ou menos um mês. Neste momento ela já não faz muito sentido, porque eu percebi que tenho que lutar por mim e apenas por mim, mas, agora, ao relê-la e ao ver os comentários, senti que fazia todo o sentido publicá-la aqui também.

"Não encontro forma melhor de o dizer. Amo-te, bolas. É só isso e é tanto.
Sei que tenho de continuar em frente, sei que no fundo não fazes parte da minha vida como eu gostava, sei que estás e vais continuar longe, mas eu amo-te, e sinto que ainda fazemos muito sentido.
O que é que eu posso fazer se a cada vez que te vejo ganha mais força a certeza que és tu quem eu quero?
Sei que a maioria das pessoas diz que eu vivo no passado. Mas eu tento, a sério que tento e muito, tento seguir em frente, tento não pensar, tento evitar qualquer tipo de recordações. Tento. E às vezes até penso que consigo. Mas depois quando te vejo, quando te vejo não sei explicar o que se passa. Sei que quando olho para ti, que quando nos abraçamos, que quando pegas na minha mão eu tenho a certeza que és a pessoa que eu quero.
Queria que isto mudasse, a sério que queria, mesmo. Queria achar que vou conseguir ser feliz ao lado de outra pessoa. Queria sentir que vou conseguir olhar para outro alguém e sentir toda a cumplicidade, carinho, ternura, amor e amizade que sinto quando olho para ti.
Mas por enquanto, o que sei, é que quando estás, viras o meu mundo do avesso, e tudo o que eu quero é estar contigo.
Porque te amo. Mesmo tendo quase a certeza que não me amas a mim. E que mesmo que amasses isso não ia alterar nenhuma das nossas circunstâncias.
Mas eu amo-te. E ainda te sinto (tanto!) em mim."


Foi escrita antes de ter conversado com ele, depois de o ter visto apenas uma vez, numa circunstância em que nenhum de nós queria estar. E é engraçado como nesta carta eu estava tão ligada à realidade e como, quando eu não ativo o meu lado inseguro, ansioso e sonhador, sou muito mas muito mais equilibrada. Modéstia à parte acho que está bonita, simples e sentida. Sem grandes racionalizações. É apenas o expressar de um sentir. Sentir que neste momento não faz sentido mas que, durante muito tempo, foi o fio condutor da minha vida, ainda que inconscientemente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Watch your thoughts, for they become words.
Watch your words, for they become actions.
Watch your actions, for they become habits.
Watch your habits, for they become character.
Watch your character, for it becomes your destiny.

Retirado do filme "A dama de ferro" e algo em que acredito.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aprendizagens

Defendo, acerrimamente, a ideia de que, se conseguirmos ultrapassar determinados preconceitos, podemos aprender com toda a gente. Mesmo com as pessoas que passam na nossa vida e não ficam, mesmo com pessoas de quem não gostamos, mesmo com aquelas que aparentemente não nos teriam nada a ensinar.

O meu trabalho actual é um campo muito fértil de aprendizagem. A brincar costumo dizer que é melhor do que tirar um mestrado e ainda me pagam. Mas a verdade é que realmente se aprende muito, sobretudo no que diz respeito a relações humanas, e aos seres humanos em geral.

Uma das coisas que aprendi nestes últimos três meses foi a (tentar) aprender a agir sem reagir.

E o que é que isto quer dizer? Bem, resumidamente, todas as acções, nossas para com os outros e dos outros para connosco, geram uma reacção. Estão a ver o cão do Pavlov? A campainha tocava, traziam-lhe carne, ele começou a associar o toque da campainha à carne e, uns tempos depois, mesmo quando havia carne e só campainha, a sua resposta foi a mesma (salivar). O cão reagiu. Porque se ele tivesse agido sem reagir, primeiro iria verificar se havia carne, e só depois então agiria de forma adequada.

O "agir sem reagir" pode então ser definido como um tipo de comportamento onde, primeiro, nos tentamos aperceber de toda a situação, pensamos na melhor forma de lhe responder e só depois damos resposta.

Claro que normalmente nos reagimos. Não temos sequer tempo suficiente para pensar no que está acontecer. E por isso é que tentas e tantas vezes, algum tempo depois, pensamos "devia ter dito antes isto" ou "devia ter dito antes aquilo" ou ainda "se eu tivesse pensado melhor".
Existem, também, situações na vida onde é importante reagir logo no imediato. Quando nos magoamos ou nos queimamos a reacção normal é afastarmo-nos dessa fonte de dor. E é saudável que assim seja.

Mas, em situações de interacção com outros seres humanos, sobretudo em situações de alguma tensão, é bom que nos demos tempo de pensar um bocadinho sobre o assunto. Ainda que sejam alguns segundos. E que tenhamos em mente que reagir é uma coisa e agir outra completamente diferente. E que nem sempre a reacção será o comportamento mais adequado. Por isso é fundamental saber parar, identificar o que estamos a sentir e só depois dar uma resposta.

É que comportamento gera comportamento, e se tivermos isto presente conseguimos muitas vezes evitar situações mais complicadas. Claro que existem alturas em que os conflitos são importantes, deles podem nascer coisas muito positivas, mas mesmo um conflito deve ser ponderado. E devemos sempre ter em conta não só aquilo que estamos a sentir como também o impacto que a nossa acção ou reacção vai ter no outro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

E, por mais incrível que pareça, ainda bem que as coisas aconteceram assim. É que só desta forma é que eu percebi o quanto preciso de olhar para mim, cuidar de mim, gostar de mim. Neste momento tem e vai ser esse o meu objectivo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Então e falta muito para chegarmos às 100 000 visitas?

quinta-feira, 1 de março de 2012

A minha vida dava um filme

E, se fosse uma comédia romântica, o momento pelo qual estou a passar agora era aquele em que a protagonista se apercebia que afinal era mesmo gira, que era mesmo uma mulher maravilhosa, começava a tratar mais dela e a pensar mais nela própria, a ser muito mais ela, a preocupar-se menos com o que os outros pensam e, quando menos esperasse, lhe aparecia alguém que lhe provava que não, ela não ia ficar sozinha, e que sim, que ela merecia e tinha direito de ser amada e que lutassem por ela.
Mas como isto não é um filme a minha pergunta é mais "o que se faz quando um dos nossos maiores sonhos se desfaz em pedaços?"
Sei a resposta. Viramo-nos do avesso. Reconstruímo-nos. Recomeçamos. Com muito mais amor próprio, cultivando a auto-estima e o bem estar, esperando, desejando e torcendo para que o resto venha por arrasto.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

“Quando o coração se fecha faz mais barulho que uma porta”


António Lobo Antunes, Livro de Crónicas

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sobre a resiliência

"A resiliência é um conceito psicológico proveniente da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico."

Outro dia estava a ler a activa e deparei-me com uma entrevista do Daniel Oliveira na qual, entre outras coisas, ele dizia que tinha sofrido muito com a morte do avô, mas que não tinha exteriorizado esse sofrimento. E isto é uma coisa que me faz alguma confusão. Existe uma tendência actualmente para escondermos o sofrimento.

E mais do que isso existe uma tendência para se achar que ser resiliente significa ser resistente ao sofrimento. Mas as coisas não são bem assim. Uma pessoa resiliente não é uma pessoa que não sofre. É uma pessoa que sofre, aceita que sofre, se permite viver o sofrimento mas não se deixa paralisar por ele. Uma garrafa de vidro não é resiliente. É verdade que não se deixa deformar quando a apertamos. Mas parte-se em grande resistência quando cai. E uma garra de plástico? Deixa-se apertar entre os nossos dedos, mas volta à forma inicial quando a libertamos da pressão e, muito mais importante, não se parte quando cai ao chão.

E ser resiliente é ter inteligência emocional para saber que os acontecimentos nos afectam. É admitir que temos fragilidades. É saber sofrer. E este saber sofrer é muito pessoal. Ninguém ensina ninguém a sofrer e todos temos a nossa forma. Mas isto é diferente de dizer "não adianta chorar" ou "não podemos mostrar aos outros o nosso sofrimento", "nem vale a pena pensar nisso". Não adianta mas, para muitas pessoas, é profundamente libertador. E se assim for, então, adianta muito chorar. É isso que nos faz viver os acontecimentos e conseguir ultrapassar as coisas, tornando-nos mais fortes, e fazendo-nos crescer.

Temos, aqui na blogosfera, um grande exemplo de alguém resiliente: a querida Me. A maioria de nós sabe que ela passou por algo muito difícil. E nunca se recusou a falar no assunto. Tal como não se recusou a viver o sofrimento que isso lhe causou. Mas não baixou os braços e continuou a ter a atitude que sempre teve perante a vida e as pessoas. E é por isso que hoje consegue falar no assunto com tanta naturalidade. Porque foi resiliente. Porque soube sofrer. Porque soube integrar esse acontecimento na sua vida e seguir em frente.

E eu que, quando passei por um acontecimento que me causou sofrimento, mas que não se pode comprarar com o que ela passou, e que me deixei paralisar (embora tenha agido como devia ter agido) e me esqueci de mim durante o processo, e que na altura tanto estranhei a atitude dela (e ela sabe), hoje, dou-lhe os parabéns e digo, à boca cheia, que aprendi muito com ela.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mas que merda é esta em que a blogosfera se tornou que recebo na minha caixa de emails o link para um blogue com informações pessoais de uma blogger?