"A resiliência é um conceito psicológico proveniente da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico."
Outro dia estava a ler a activa e deparei-me com uma entrevista do Daniel Oliveira na qual, entre outras coisas, ele dizia que tinha sofrido muito com a morte do avô, mas que não tinha exteriorizado esse sofrimento. E isto é uma coisa que me faz alguma confusão. Existe uma tendência actualmente para escondermos o sofrimento.
E mais do que isso existe uma tendência para se achar que ser resiliente significa ser resistente ao sofrimento. Mas as coisas não são bem assim. Uma pessoa resiliente não é uma pessoa que não sofre. É uma pessoa que sofre, aceita que sofre, se permite viver o sofrimento mas não se deixa paralisar por ele. Uma garrafa de vidro não é resiliente. É verdade que não se deixa deformar quando a apertamos. Mas parte-se em grande resistência quando cai. E uma garra de plástico? Deixa-se apertar entre os nossos dedos, mas volta à forma inicial quando a libertamos da pressão e, muito mais importante, não se parte quando cai ao chão.
E ser resiliente é ter inteligência emocional para saber que os acontecimentos nos afectam. É admitir que temos fragilidades. É saber sofrer. E este saber sofrer é muito pessoal. Ninguém ensina ninguém a sofrer e todos temos a nossa forma. Mas isto é diferente de dizer "não adianta chorar" ou "não podemos mostrar aos outros o nosso sofrimento", "nem vale a pena pensar nisso". Não adianta mas, para muitas pessoas, é profundamente libertador. E se assim for, então, adianta muito chorar. É isso que nos faz viver os acontecimentos e conseguir ultrapassar as coisas, tornando-nos mais fortes, e fazendo-nos crescer.
Temos, aqui na blogosfera, um grande exemplo de alguém resiliente: a querida Me. A maioria de nós sabe que ela passou por algo muito difícil. E nunca se recusou a falar no assunto. Tal como não se recusou a viver o sofrimento que isso lhe causou. Mas não baixou os braços e continuou a ter a atitude que sempre teve perante a vida e as pessoas. E é por isso que hoje consegue falar no assunto com tanta naturalidade. Porque foi resiliente. Porque soube sofrer. Porque soube integrar esse acontecimento na sua vida e seguir em frente.
E eu que, quando passei por um acontecimento que me causou sofrimento, mas que não se pode comprarar com o que ela passou, e que me deixei paralisar (embora tenha agido como devia ter agido) e me esqueci de mim durante o processo, e que na altura tanto estranhei a atitude dela (e ela sabe), hoje, dou-lhe os parabéns e digo, à boca cheia, que aprendi muito com ela.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Uma coisa que me faz confusão são aquelas pessoas que passam a vida no facebook, e, escrevem, sempre "bom dia", "bom almoço", "bom jantar", "boa noite e até amanhã", "vou sair mas já volto". Sim, talvez seja a minha veia mais implicante, mas é coisa que me faz confusão. Muita.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Aviso à navegação
Podem fazer o pino, dar uma cambalhota para a frente e outra para trás e fazer três saltos mortais encarpados que, aqui neste blogue, continuamos sem querer entrar em polémicas, sem publicar comentários que direcionam para blogues difamatórios e sem responder a provocações.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Sabes, descobri outro dia, que esperei catorze anos que fizesses uma simples pergunta. Uma pergunta que eu (já) não esperava, mas que tu decidiste fazer, e que mudou tudo o que havia para mudar. Uma pergunta tão mas tão simples, "e nós?", e que pode mudar tanto. Uma pergunta que me mostrou que também para ti ainda faz sentido. Não sei o que vai acontecer, não sei que resposta vamos ambos a dar essa pergunta, mas sei que te amo e que estou disposta a fazer muito mais do que achava que estava para que consigamos, finalmente, descobrir o que afinal nos continua a unir ao fim de tanto tempo e de tanta(s) distância(s), e para que possamos ser felizes, juntos.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Confesso que me faz confusão pessoas que dizem uma coisa por trás e agem de outra forma pela frente. Por muito que eu tente evitar conflitos e nem sempre diga tudo o que penso (nem sempre acho que ser totalmente sincero seja uma virtude, mas hei-de falar disto um dia, não sei quando) uma coisa que não sou é falsa. Quando estou menos agradada com o comportamento de alguém acabo por mostrar. Outra coisa que também não gosto é quando as pessoas mandam recados. Sobretudo através de redes sociais. Mesmo achando que nem sempre devemos dizer tudo o que pensamos (porque podemos estar a interferir com a liberdade do outro) penso que, quando nos afecta ao ponto de termos que falar sobre o assunto, então aí devemos dizer à pessoa. É mais bonito. Muito mais sincero. E mais correcto.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Aprendendo...
a conter a minha ansiedade, a agir sem reagir desconstruindo e contendo a ansiedade dos outros, a crescer com situações que à partida parecem negativas.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Bom, tendo em conta o que acabei de ler algures, venho aqui só esclarecer que eu tenho 30 anos, motivo pelo qual não sou assim tão velha nem "tenho idade para ter juízo" (subentenda-se que aqui o ter juízo era não criticar as alarvidades que uma certa pessoa dizia de quem lhe apetecia, fazendo, depois, papel de vítima e coitadinha, "tanto que me criticam que só podem ter inveja") e não ando à procura de um gajo que me ature. Também não entendo a agressividade que me é dirigida. Existe, aliás, e pelo menos um comentário onde essa pessoa diz "I love you Miss G.". Mas foi só começar a criticá-la e a chamar a atenção para as maldades que dizia que comecei a ser alvo de críticas. Ainda bem que o teu blogue terminou. Tenho pena é que tenha durado tanto.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
E por falar em dietas...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Questão aos leitores/seguidores
Sem tornar este blogue um blogue dito light, até porque a minha tendência é muito mais para ter um blogue eclético, gostavam de ler aqui algumas coisas sobre a minha dieta (conselhos, refeições, exercícios, dificuldades pelas quais vou passando e várias outras coisas relacionadas com a tentativa de adoptar um estilo de vida saudável)?
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Não sou pessoa de frases feitas, mas, depois de nos últimos tempos ter lido tantas e tantas e tantas críticas, não podia ter encontrado imagem mais adequada. É que mesmo isto que penso de quem passa a vida a criticar os outros. Falta de coisas mais interessantes que fazer. Pobreza de espírito. Pequenez. P.S.: e agora é que eu começo a ter anónimos. Melhor. Passo a ter uma comentadora anónima. Parva. Ressabiada. E má como as cobras.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Castigos e consequências
Estava agora mesmo a ver uma parte do programa "Você na Tv", programa que não costumo ver,mas que deixei a gravar propositadamente porque queria ouvir o comentário do psicólogo Quintino Aires (profissional que respeito mas com o qual não concordo muitas vezes).
A intervenção dele consistia em comentar uma situação fictícia de um pai a ralhar e ser verbalmente agressivo com um filho na rua.
A propósito desta situação ele falou em castigos e disse que não vale a pena castigar as crianças porque o comportamento delas não muda, uma vez que o comportamento muda na relação. Mas depois disse que já vale a pena premiar um comportamento que se quer que a criança repita. A seguir ainda acrescentou que entre os 3 e os 5 anos se pode dar uma palmada, daquelas que não causam dor, mas que apenas mostram autoridade.
E eu não podia discordar mais do que ele disse. Primeiro, porque acho que as consequências (forma pela qual gosto de designar "castigos") são fundamentais na educação, uma vez que a educação deve mimetizar o que a criança futuramente vai encontrar no mundo real um dia mais tarde, e no mundo real todos os comportamentos têm consequências. Mas sobretudo o que acho fundamental é não se atribuir consequências apenas aos comportamentos negativos. É fundamental na educação como na vida sermos coerentes.Por isso se queremos "punir" os negativos temos de premiar os positivos. E vice versa.
Quanto à palmada, sou totalmente contra, ainda que seja em idades precoces. O respeito não se ganha pela violência. E mesmo bater ao de leve é uma forma de violência.
A intervenção dele consistia em comentar uma situação fictícia de um pai a ralhar e ser verbalmente agressivo com um filho na rua.
A propósito desta situação ele falou em castigos e disse que não vale a pena castigar as crianças porque o comportamento delas não muda, uma vez que o comportamento muda na relação. Mas depois disse que já vale a pena premiar um comportamento que se quer que a criança repita. A seguir ainda acrescentou que entre os 3 e os 5 anos se pode dar uma palmada, daquelas que não causam dor, mas que apenas mostram autoridade.
E eu não podia discordar mais do que ele disse. Primeiro, porque acho que as consequências (forma pela qual gosto de designar "castigos") são fundamentais na educação, uma vez que a educação deve mimetizar o que a criança futuramente vai encontrar no mundo real um dia mais tarde, e no mundo real todos os comportamentos têm consequências. Mas sobretudo o que acho fundamental é não se atribuir consequências apenas aos comportamentos negativos. É fundamental na educação como na vida sermos coerentes.Por isso se queremos "punir" os negativos temos de premiar os positivos. E vice versa.
Quanto à palmada, sou totalmente contra, ainda que seja em idades precoces. O respeito não se ganha pela violência. E mesmo bater ao de leve é uma forma de violência.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
E porque ela escreve tão mas tão bem, palavras que vêm diretamente do coração, e definiu (quase) tudo o que também quero para mim.
Exactamente Assim pela Margarida de "O Mundo de Margarida".
Assim ficam a conhecer-me também a mim um bocadinho melhor.
Exactamente Assim pela Margarida de "O Mundo de Margarida".
Assim ficam a conhecer-me também a mim um bocadinho melhor.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Não faço a mínima questão ser ser simpática para quem não o é para mim. Sobretudo com pessoas que fazem as coisas pela calada, que se acham mais espertas do que os outros e que, nem quando precisam, são capazes de ser humildes e pedir. Pessoas que exigem coisas dos outros sem perguntar se os outros podem. E eu que sou muito prestável e boa pessoa e cordial, depois, nestas ocasiões fico muito bruta. E sou antipática. E aí as pessoas não gostam. Mas estou um bocadinho farta de, por ter esta postura afável, as pessoas assumam que podem abusar. Mas não podem. E quando tentam eu respondo. Pronto.
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