terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Foi no Natal que o pedi nos dois anos anteriores, mas, tal como nos anteriores o meu desejo para o ano que vem é que a minha mãe continue bem. E peço ao Pai Natal, novo ano e reis magos. O que quero é que mo concedam.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sempre que vejo o "Diário da Nossa Paixão" não consigo não chorar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quanto mais posts com presentes vejo pela blogosfera mais me pergunto para onde foi a essência do Natal. Sim, os presentes também são importantes, uma forma de expressar o carinho que temos pelas pessoas, mas a família é, sempre, o mais importante. E os doces, pronto, Natal sem os tradicionais doces (que não me dizem muito) não é Natal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal a todos os leitores do meu blogue. Com muitas coisas boas, amor, saúde, abraços, sorrisos, prendinhas se isso for importante, doces e tudo o mais que queiram. Beijinhos e abraços a todos.

P.S.: ainda hoje gosto de acreditar no Pai Natal como a personificação do sonho e do espírito e do calor do Natal.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ele há coisas...

Mas alguém adormece na cadeira do dentista? Com o dentista a usar a broca para arranjar um dente? Foi o que me aconteceu ainda agora.

Deborah Blando - Unicamente



É um bocadinho para o antigo mas continua a ser daquelas que mexe comigo.

Manias

Gosto muito de calças de ganga clássicas, com corte direito, e as pernas largas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A humildade é, realmente, (uma) (d)a(s) qualidade que mais aprecio nos outros. A capacidade de perceber que não somos mais que os outros. Que todos somos necessários à sociedade. Que ninguém é melhor que ninguém. Somos apenas diferentes. Uns melhores numas coisas. E outros noutras.

Por seu lado, a maldade gratuita, a falta de empatia e noção do que os nossos comportamentos provocam nos outros, de filtros que nos travem a língua quando pensamos em disparates, a noção de que olhar lá do alto e desdenhar os outros, que achamos que estão "abaixo" de nós, não é bonito, são coisas que me irritam.

Particularmente.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Acabei de fazer uma loucura. Mas não estou nada arependida. Porque pela primeira vez na vida fiz uma coisa que me apetecia sem pernsar primeiro nos outros. (Não matei ninguém). Foi uma coisa que disse a alguém, que já tinha vontade de dizer há muito tempo, e desta vez não quis continuar sem dizer. Não sei se foi ou não o mais correcto, mas, tal como dizia uma frase que publiquei uma vez "por vezes não fazer o que é mais correcto faz de nós melhores pessoas". E eu acho que foi isso que aconteceu. Porque fui verdadeira. Comigo e com a outra pessoa. Não calei uma vontade que tenho.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O divã da Miss G. #2

Boa tarde,
Sou a M. e vou a caminho dos 25 anos...

Sou viciada em ler blogs e perco-me completamente entrando num e noutro e lendo tudo o que me chama à atenção.Sou apaixonada por psicologia, área que gostaria de ter seguido mas que nao tive oportunidade e o meu pensamento nos ultimos meses é o seguinte: que do nada chuvesse dinheiro para poder frequentar um psicologo! Licenciei-me a 250km de casa e aos 21 voltei pra minha terra, onde trabalho até aos dias de hoje.

A 250km ficaram os amigos e o namorado, relaçao que mantenho até aos dias de hoje sendo os fins de semana os dias que temos para nós! Moro com a minha mae, o meu irmao, a minha avó reformada e o meu avô acamado devido a uma demência mental. Os meus pais separaram-se quando ainda terminava a licenciatura, razao pela qual moramos com os meus avôs desde então.

O meu irmao tem 16 anos e de há 3 anos para cá, desde que moramos com os meus avôs, tem tido um comportamente desviante. Começou por desaparecer em casa 3€, depois 5€, depois 10€, depois 60€ e a culpa nunca era de ninguém. Era da avó que poderia estar esquecida, ou do avô que estava maluquinho, segundo alguns. Depois fui chamada a uma loja para ir buscar o meu irmao, devido ao furto de uma peça de roupa. Não foi muito o meu espanto, eu ja suspeitava que o dinheiro que ia desaparecendo eram graças a ele. Depois foi o cartão MB do avô que desapareceu e junto com o qual estava o codigo e entao varios levantamentos foram feitos. Coitado, o avô era mais uma vez maluquinho e até tinha dado o cartao a alguem num acto de loucura. Cancelou-se o cartão. A peça de roupa furtada era a unica coisa com factos e argumentos que eu tinha, entao cheguei a casa e confrontei a minha mãe e disse lhe mesmo que se algo nao fosse feito ele iria fazer coisas piores e colocar lhe um travao nao seria facil. Nenhum castigo lhe foi dado. Nada de nada... O computador continua, a internet permanece, a falta de regras é uma constante, as faltas na escola sao um acontecimento que aumenta de dia para dia, a ausencia de testes para assinar sao pao nosso de cada dia, levantar um prato da mesa é coisa desconhecida, e como isto milhentas coisas.

Não me consigo calar perante tudo isto e portanto dou sermoes, dou liçoes de moral, dou conselhos, dou berros...faço o que qualquer mae deveria fazer, tirando a parte dos castigos e regras, pois isso nao tenho auteridade para tal. Tudo tem vindo a piorar a cada dia que passa, ao ponte de ouro familiar ser furtado e ter como retorno mais de 5mil euros...todos gastos em roupa e coisas carissimas... Mais uma vez descobri eu o acontecimento e mais uma vez tudo permaneceu igual. O acto decorreu segunda vez e mais uma vez apanhei, mas desta em flagrante... Nada feito, nem um unico castigo!

Sou acusada de criar mau ambiente em casa, por parte da minha mae, pois estou sempre a dar sermoes e a chamar a atençao constantemente. Sou acusada de ter a mania da preseguiçao e de nao me meter na minha propria vida, pelo meu irmao. E quando o mesmo diz isto aos berros so posso mesmo calar-me, visto que ninguem me defende ou dá razao!

A minha relaçao com o meu namorado está a ser afectada, visto que ele passa os fins de semana em minha casa...o ambiente é pesado, as discussoes surgem e as más caras para mim sao uma constante.

Permaneço naquela casa porque divido as contas com a minha avó e porque ajudo a cuidar diariamente do meu avô acamado. E pesa-me muito na consciência largar isso para ir viver a minha vida em paz. Ponderei varias vezes sair, mas nunca o fiz, pois pesa-me a consciencia por so estar a pensar em mim, nao sei. E além disso estou cá sozinha.

O namorado e amigos estão longe, iria entao passar 5 dias por semana sozinha, outro facto que me coloca um travão. Por outro lado passo os dias nervosa, sem vontade de ir pra casa, com dores de barriga porque vou chegar a casa e vai estar tudo amuado e a queixar se da vida!

Entretanto o meu irmao vai inicializar consultas com um psicologo, ao qual a minha mae ja foi chamada e de seguida eu. O psicologo falou muito abertamente comigo e disse que pouco poderia fazer pelo meu irmao se em casa nao fossem postas regras, disse-me que sou muito consciente com este problema e que a minha mae deveria ouvir-me e seguir os meus conselhos, caso contrario o meu irmao irá por um caminho muito perigoso ao longo da vida dele.

Posto isto tenho umas questões que me atormentam dia e noite:Que faço à minha vida, saiu ou fico?Se fico como reago? Se quiser pode publicar, pois das pessoas que conheço e sabem desta historia, nenhuma lê blogs! Um beijinho grande e quero so dizer que o facto de ter escrito isto tudo, ja me aliviou bastante! *O que fazer ao meu irmao e à minha mãe?

M.,

Antes de mais obrigada por me ter escrito e pela confiança que depositou em mim ao falar-me sobre essa situação. A maioria das pessoas que escreve para blogues expõe situações do foro sentimental e é bom uma variação. Não é que eu não goste de responder a essas, mas, acaba por ser redutor estar a responder sempre ao mesmo. E este seu email é uma lufada de ar fresco.

Quanto à situação em concreto, concordo em tudo com o que o psicólogo disse. São absolutamente necessárias regras e consequências que sejam aplicadas sempre que o seu irmão as infrinja. E isto não é uma questão de querer castigar, mas antes uma forma de lhe mostrar o que o mundo lhe vai oferecer quando ele for autónomo e tiver que trabalhar para se sustentar. A cada comportamento vão seguir-se consequências que serão boas ou más conforme o seja o comportamento. E isso tem de mimetizado em casa como forma de o preparar para a vida. Sempre mas sobretudo numa altura problemática como esta. E enquanto isto não for feito o comportamento desviante do seu irmão vai continuar em crescendo. Com as possíveis consequências que isso pode trazer. Com 16 anos ele não pode ser preso mas já pode ser responsabilizado criminalmente e enviado para unidades terapêuticas. A sua mãe deve saber isto e deve questioná-la se é isto que ela pretende.

O que eu acho relativamente a ela é que está em negação. Muitas vezes é mais fácil fingir que não vemos o que está mesmo à nossa frente do que admitirmos que nos magoa. E a ela magoa-a porque ela sente que falhou. Ela no fundo sabe o que se passa mas não quer admitir que sabe como se isso evitasse que a situação fosse real. Entende o que estou a querer dizer? Enquanto ela não tomar atitudes e fingir que está tudo bem é como se as coisas que acontecem realmente não estivessem a acontecer. E eu arriscaria dizer que isto acontece porque ela ao olhar para o seu irmão provavelmente sente que falhou como mãe e isso afecta a auto-estima dela. Não tem que ser assim. Ela não tem que ter falhado como mãe. Existem muitas causas que podem levar a uma determinada consequência. Mas está claramente a falhar agora, ainda que sem ter noção disso, ao ignorar um problema que existe e vai crescer se nada for feito, e ainda mais ao virar-se contra si. Mas também isto é normal e não pense que é por gostar mais do seu irmão do que de di. Ela no fundo sabe que a M. tem razão. Mas neste momento é a M. quem a está a a forçar a abrir os olhos para uma realidade que ela não quer ver. E o mais fácil é mesmo virar-se contra o mensageiro porque assim é como se a notícia não fosse verdadeira. É claro que tudo isto é confuso mas é o que provavelmente estará a acontecer.

O psicólogo tem razão quando diz que pouco conseguirá fazer se em casa não o ajudarem. E a sua mãe tem se saber isto mas creio que ele lho dirá até porque foi bastante honesto neste ponto. Mas ela tem de ser ajudada também a perceber tudo o que isto implica. Quando ela for ao psicóloga acompanhe-a se puder. E a seguir vá lanchar com ela. Mostre interesse em saber como correu a sessão e depois dê-lhe, calmamente, a sua opinião. Tendo em conta tudo o que aqui lhe disse sobre a negação. Mostre sobretudo que o seu grande interesse é ajudar o seu irmão, mas que nem a M. nem o psicólogo sozinhos conseguem. Mas com calma. E sem gritos. Sei bem o quão difícil pode ser manter este tipo de conversa em casa onde o ambiente já está contaminado e por isso lhe sugiro o lanche.

Quanto a si, o meu conselho (e eu não gosto de conselhos nem os psicólogos os dão mas isto não é uma consulta) era que saísse. Não sei deixe contaminar por esse ambiente. Percebo bem que sente que é um pilar fundamental. Mas antes de ser um pilar fundamental para alguém tem de o ser para si. Sob pena de não o ser para ninguém. E pode sempre morar noutra casa mas estar presente. E se calhar estará mais disponível. Não lhe vou dizer para mudar de terra e ir para perto do seu namorado (por acaso apeteceu-me) porque acho que neste momento tem e quer estar perto. Mas digo-lhe para se começar a autonomizar. A M. preciso disso e a sua família preciso disso. Vai ver que a vão valorizar mais quando der o passo.

Espero ter conseguido ajudar alguma coisa.

Beijinhos

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desabafo

Existem realidades que, por muitos anos que vivamos, apenas conhecemos quando nos diz respeito. Trabalhar com jovens institucionalizadas é uma delas. Não é fácil.
É diferente de tudo aquilo que possamos imaginar, estar à espera, ouvir. É um mundo completamente à parte. E esse mundo faz-nos constantemente pensar em tanta coisa, pôr tanta coisa em questão, tentar encontrar estratégias diferentes para lidar com o que vai surgindo.
São experiêcias que valem a pena porque nos enriquecem como pessoas, nos ensinam coisas que outra forma não aprendiámos, que nos fazem valorizar tudo aquilo que temos.
Mas não nos podemos iludir. Por mais que queiramos, por mais que tentemos, e por mais que desesperemos há mesmo, e haverá sempre, jovens que não vamos conseguir ajudar. Simplesmente porque elas não querem ser ajudadas. Porque acham que a vida delas é muito boa, que o que interessa é falta às aulas, é experimentar tudo aquilo que acham que é porreiro, é arranjar estratagemos para ter dinheiro para comprar tabaco. São essas as que vibram quando nos conseguem chatear, que acham que quando nos ofendem estão a ganhar o dia, mas que se se esquecem que, nós quando saímos do trabalho voltamos para a nossa vida, aquela que tem coisas que a delas nunca virá a ter.
E eu tenho imensa pena disto. Tenho pena que a maior parte destas miúdas nem sequer se aperceba que podia ter uma vida melhor. Que, dentro do infortúnio que tiveram (e quem somos nós para julgar o que é viver em meios tão desestruturados que existem motivos legais para as retirar à família) houve também sorte: a de vir parar a uma instituição que se preocupa com elas e lhes dá o melhor.
Portanto o meu trabalho tem sido e vai ser muito à volta disto. Tentar partir pedra. E lá no meio dos insultos que vamos ouvindo diariamente tentar fazer algo de bom podia vir a ter.
Gosto? Muito. Mas é preciso ter uma grande capacidade de lidar com s frustração.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Eu quero, preciso e tenho de me apaixonar*

Quero um amor. Grande, pequeno ou assim assim, não me interessa. Quero um amor. Alguém com quem possa passear de mãos dados e no ombro de quem possa deitar a acabeça. Alguém que partilhe comigo os seus dias, noites, tristezas, alegrias, experiências. Alguém a quem eu possa fazer um chá de limão, quando a garganta o arranhar. Alguem que queira fazer doce de morango comigo, e me mostre coisas que eu nunca vi e me ensine coisas que eu não sei. Alguém que entre na minha vida sem pedir licença e me faça acreditar que sim, que eu também vou encontrar um amor, que eu também vou ser feliz ao lado de alguém.
Alguém que queira, tal como eu, uma relação simples, mas não simplista, uma relação feita de amor, respeito, confiança, amizade, paixão, amor, sinceridade e carinho. Alguém que não tenha medo de falhar, que perceba que os erros são oportunidades de crescimento, que não tenha medo de criticar e que saiba aceitar críticas, que queira crescer e me faça crescer. Alguém que me abrace sempre que me sentir perdida e queira ter o meu abraço sempre que os dias lhe doerem no peito.
Alguém que me abrace quando chego do trabalho e estou rabujenta, com sono e com fome e só quero dormir e entenda as minhas ausências, o meu telemóvel sempre a tocar com assuntos do trabalho, a minha preocupação constante com os assuntos de trabalho. Alguém que me saiba fazer parar quando é tempo, que tenha paciência para me ouvir, que se interesse pelos meus assuntos.
Alguém que queira partilhar comigo a vida. Que queira mesmo construir algo a dois. E que queira, tanto como eu, sentir amor na sua plenitude.
Quero sorrir sem motivo e ficar com aquele ar lamechas sempre que me lembrar dele, quero ouvir o telemóvel a tocar e ler uma mensagem dele ou ouvir a voz dele a dizer-me apenas "bom dia, meu amor" do outro lado da linha.
Quero olhar para os olhos dele e ver o meu reflexo, quero sentir-me protegida, amada e desejada, quero um abraço forte que não me deixe fugir e me envolva por inteiro.
Quero alguém com quem possa partilhar os meus gostos - cinema, música, viagens, escapadinhas de fim-de-semana em sítios de turismo rural, livros, compras, e tudo o mais que nos apetecer.
Chegou a altura de baixar as barreiras, olhar com olhos de ver e deixar entrar alguém.
Porque eu quero, preciso e tenho mesmo de me apaixonar.

*título descaradamente roubado à Lua Escondida do blogue Já não te sinto em mim, com autoização dada por ela.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O divã da Miss G. #1

Tinha uma vez escrito aqui que, sendo eu psicóloga, e gostando muito de ouvir histórias ds pessoas, queria iniciar uma rúbrica onde as pessoas me escrevessem a expôr situações, sobre as quais eu depois tentatria dar a minha opinião. Claro que nunca seria o mesmo que uma consulta de psicologia, uma vez que neste tipo de situações falta sempre muita coisa, mas seria uma tentativa de um olhar de alguém que tem uma formação em psicologia clínica, sobre uma situação.
E na altura recebi alguns emails. Mas todas as pessoas que me contactaram (não foram muitas) me pediram que não publicasse os textos no blogue. Respondi a todos, mas claro que, com o passar do tempo, a minha ideia foi sendo esquecida e deixei de receber contactos nesse sentido.
Até que há uns dias, por causa de um comentário que deixei no blogue da Poisoned Apple (e aproveito para dizer que tenho a autorização dela para esta rúbrica, uma vez que é parecida com o consultório, e eu não ando aqui a imitar ninguém), recebi um email a pedir a minha opinião. Respondi, perguntei à pessoa se podia publicar, e tendo o consentimento resolvi dar um novo empurraõ a esta rúbrica que quero mesmo implementar. Por isso quem tiver situações sobre as quais gostasse de ler uma opinião é só enviar um email para vidadeumagaija@gmail.com (a publicação no blogue não é obrigatória, mas é esse um dos objectivos, uma vez que a partilha de situações é boa). Aqui vai então a situação e a minha resposta.

Bom dia!!

Tudo bem consigo?!

Tomei a liberdade de lhe mandar um email, sou uma leitora assídua do blog “A Maça de Eva” e encontrei um comentário seu ao post “Consultório #85” e algo me chamou atenção ao seu comentário, não sei a razão, mas algo forte me fez mandar este email, desde já peço imensa desculpa pela minha ousadia.
Através desse comentário fiquei com a sensação que gosta de conversar e principalmente de dar conselhos e por esse motivo estou aqui a entrar em contacto consigo.

Nestes últimos tempos, mas precisamente 4 meses, conheci um rapaz e ando cheia de dúvidas e sobretudo ando a procura de respostas ou simplesmente de conselhos que me possam acalmar.Vou contar um pouco desta história e se não for pedir muito gostava de receber uma resposta, uma opinião sua.

Ando eu aqui com muita conversa mas ainda não me apresentei, sou a L. tenho 24 anos. =) Em Julho mais precisamente na festa de S. Pedro conheci um rapaz, e a conta disso tive uma sensação nunca antes sentida, por ser tão forte. Estava eu mais as minhas irmãs a nos dirigirmos até a capela quando alguém toca na minha irmã e a cumprimenta, era o tal rapaz, eles se conhecem porque ele frequenta o café onde a minha irmã trabalha. Minha irmã apresentou-nos e ficamos durante algum tempo a falar, eu fiquei fascinada com a forma dele falar, com a forma dele ser, com a forma dele. =) Não sei o que me aconteceu, senti algo muito forte, não digo que seja amor, pois não acredito em amor a primeira vista, mas acredito que uma energia estava a tomar conta de mim, isto nunca me tinha acontecido antes, por isso nem sei como descrever tal sensação.

A partir desse momento comecei a ser cliente habitual no café onde a minha irmã trabalha e a conta da minha atitude comecei a conhecer o rapaz. Eu as vezes considero-me um pouco “parva”, no bom sentido hehe, pois sou muito romântica e gostava de viver um conto de fadas, embora tal ainda não se proporcionou, talvez porque os contos de fadas não existam e assim ando a procura da história perfeita, da pessoa perfeita e isso não existe.

Bem, pensava eu… Sou um pouco como aquelas miúdas que têm a mania de fazer listas para encontrar o rapaz ideal, e vim encontra por acaso numa festa.Sei que neste momento de encanto não vemos defeito algum, mas com o passar do tempo tenho vindo a me fascinar cada dia mais com ele. Já me apaixonei antes e tal não acontecia, pois tinha consciência que eles tinham características menos boas.

Desde Setembro temos trocado mensagens todos os dias, temos saído juntos, temos nos aproximado tanto, mas tanto. Só que existe uns pequenos problemas, eu sou muito tímida nesta area e já notei que ele também o é, e acho que isso vai dificultar um pouco as coisas. Outro problema é que em Outubro foi diagnosticado a mãe dele cancro da mama e ela a semana passada começou em quimioterapia, é normal que neste momento a última coisa que ele queira pensar é em namoro ou algo do género, por exemplo esta semana ele está um pouco distante, não estou com intenções de apressar as coisas, não é a minha ideia, só que tenho receio de estar ao lado dele nesta caminhada e ele no final só me ver como amiga.

Eu me apego demasiado as pessoas, como já disse anteriormente sou uma romântica sem cura… hehe… E tenho medo de estar a idealizar algo com ele que não exista e estar a deixar passar uma oportunidade, simplesmente por estar distraída.Queria uma opinião de alguém de fora e por esse motivo estou a lhe escrever. Será que me pode ajudar?! Não sei o que está a pensar de mim, mas acredito muito em energias e destinos e se estou em contacto consigo isso deve ter alguma razão de ser, pois não é por acaso que as pessoas surgem na nossa vida, acredito que seremos umas grandes amigas "virtuais"... =)

Muito Obrigada pela sua compreensão e pela sua disponibilidade.

Beijinhos, L.

Olá L.,

Antes de mais, gostava de lhe perguntar se me permite que publique o seu email no meu blogue, claro que sem colocar nomes nem nada que a identifique. Uma vez falei que queria ter uma rúbrica no meu blogue que era muito ao género do Consultório, d'A Maçã de Eva, mas com uma perspectiva um bocadinho mais psicológica, e ninguém aderiu. Ainda tive dois ou três pedidos mas como nenhum me deixou publicar acabou por não ser possível.

Falando em concreto daquilo que me contou: o rapaz de quem me falou está a passar por uma fase complicada. E posso dizer-lhe que sei o quão complicada é porque passei pelo mesmo com a minha mãe. Mas não sei se isso seria impedimento para que ele lhe dissesse que gosta de si. É verdade que tem menos tempo e menos disponibilidade mental, mas também é verdade que tem muito mais necessidade de carinho e de alguém com quem falar e com quem estar, com quem se sinta bem, que aceite a presença incerta dele, que aceite o eventual mau humor e tristeza que ele sente.

O que é que eu lhe quero dizer com isto? Que não se afaste dele mas que também não pressione. Que tenha noção que esta é uma altura delicada mas uma altura em que ele precisa de todo o carinho que lhe possa dar. Que não deixe passar o momento por achar que ele tem mais em que pensar. Tem. Claro que tem. Mas também tem direito de sentir alguma felicidade, de perceber que tem quem goste dele e esteja lá para ele. Posso dizer-lhe que ainda hoje penso numa determinada situação da minha vida onde tive medo de falar.

O que é que pode perder? Uma boa oportunidade de ser feliz. E isso nós nunca devemos perder.

Por isso esteja com ele, prepare programas que não sejam muito longos e não o obriguem a estar longe de mãe, esteja presente e pergunte mas não seja chata (não pergunte sempre todos os dias a mesma coisa), mostre-lhe que gosta dele e que quer estar com ele.

Quanto ao que estou a pensar de si: ainda bem que me escreveu e desculpa só responder agora. Estou aqui sempre para a ler. Por isso quando quiser escreva.

Espero ter ajudado.

Beijinhos

Entretanto, a L. respondeu-me a disse-me que o rapaz em questão a tinha pedido em namoro, e que tinha feito tudo da forma a que L. desejava. E eu fico muito contente que isso tenha acontecido. Espero que sejam muito felizes juntos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Perguntinha

Alguma das minhas leitoras sabe que laser é que é melhor? Alexandrite ou diodo? Obrigada.