Ontem, a propósito de um inquérito a que tive de responder, dei comigo a pensar nas minhas características pessoais. Pensei quais os eram os traços que melhor me caracterizavam. E desses quais é que me distinguiam das outras pessoas.
Porque dizer que sou "simpática, "inteligente" e "boa pessoa" é dizer mais do mesmo. Não quer dizer que eu não seja essas coisas. Sou. Mas essas não me distinguem. Tal como a tendência para ser insegura e teimosa e impulsiva também não. Porque são características muito comuns. E que muitas pessoas utilizam para se descrever.
Então o que é que me distingue? Sou e tento ser cada vez mais uma pessoa tolerante. (É engraçado que o tema do meu trabalho de "Área Escola" no 7º/8º/9º ano foi a tolerância. E que sempre partilhei escolas com pessoas de outras raças. Não sei se esses dois factores foram os principais "culpados" mas tenho a certeza que me influenciaram). É sem dúvida uma das minhas qualidades. E além da tolerância valorizo muito o direito à diferença. O respeito pelas diferenças individuais.
Todos somos diferentes. Todos temos o direito de ser diferentes. E a forma de ser, pensar, estar de ninguém é melhor do que a ninguém.
E talvez seja por isto que eu tento não julgar as pessoas. E sobretudo não julgar as suas escolhas. E não sobrevalorizar as minhas. Claro que não sou perfeita. E claro que de vez em quando também critico as pessoas. Porque sou humana. Mas tento só criticar as pessoas que fazem algo que interfere comigo. Porque aí eu posso dizer que me estão a afectar. Agora criticar ideiais? Posturas? Formas de ser? Coisas que não me dizem o mínimo respeito? Mas com base em quê? Achando que a minha postura é melhor? E quem é que disse? A minha pode ser "mais bem vista". Mas por isso é que é melhor? Não. Até pode estar mais adaptada à sociedade em que vivemos. Mas nem por isso é necessariamente a melhor. Porque da ruptura, do conflito e da divergência nasce a evolução.
Sermos tolerantes significa aceitar que todos somos diferentes. E que todos temos o direito de o ser. Que ninguém é melhor do que ninguém. Que todos temos uma história pessoal, relações e contextos que definem aquilo que somos, pensamos e fazemos. Que devemos aceitar as diferenças individuais e se possível ainda aprender com essas diferenças.
E com isto tudo acho que acabei também por fazer a apologia da humildade. Não somos melhores que ninguém. Mesmo que numa determinada altura da vida estejamos numa posição mais favorável. E temos que ter noção disso. Todos somos importantes. E não sabemos em que posição vamos estar no dia seguinte.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Não tenho paciência para pessoas que acham que a sua postura perante a vida é a melhor. Que o caminho que trilharam até agora é o único que deve ser trilhado. E que como consequência tentam evangelizar tudo e todos.
Claro que depois criticam todos aqueles que têm uma postura oposta.
Mas quem é que disse que lá porque o nosso caminho resultou connosco tem de resultar com os outros?
Claro que depois criticam todos aqueles que têm uma postura oposta.
Mas quem é que disse que lá porque o nosso caminho resultou connosco tem de resultar com os outros?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Sobre o vídeo da Sábado e a ignorância dos univesitários
Tenho poucas palavras a dizer sobre o assunto, mas, depois de tudo que o tenho lido não consigo, mesmo, não as dizer.
O vídeo é absurdamente tendencioso? É. É um exemplo mau jornalismo? É. Existe ali uma imensa falta de ética profissional, com um claro apelo à rotulação de todos os jovens como burros? Existe. E além disso o vídeo é sensasionalista, não é representativo nem das pessoas entrevistas, nem da classe dos jovens universitários, nem sequer da classe dos jovens e até tem erros.
Mas, ainda com todas essas coisas negativas, não deixa de ser triste que existam pessoas que não só são ignorantes como se riem da própria ignorância, que estas pessoas sejam estudantes universitários e que tenham sempre desculpas prontas na ponta da língua para justificar o não saber. Claro que ser estudante universitário não garante conhecimento. Mas deveria garantir interesse por saber. Curiosidade. E até humildade. É óbvio que ninguém sabe tudo e que todos temos falhas. Mas há mínimos. E há coisas básicas que todos devíamos saber. Mas, sobretudo, a nossa ignorância devia fazer-nos querer saber mais e não fazer-nos rir.
Não é com palmadinhas nas costas que lá vamos. Não é a afirmar que a grande parte dos alunos pertence à primeira geração de universitários da família. Não é a dizer que a culpa é do sistema de ensino. A culpa é sempre do próprio indivíduo, que não lê, não quer aprender, não se interessa.
O resto são apenas desculpas.
O vídeo é absurdamente tendencioso? É. É um exemplo mau jornalismo? É. Existe ali uma imensa falta de ética profissional, com um claro apelo à rotulação de todos os jovens como burros? Existe. E além disso o vídeo é sensasionalista, não é representativo nem das pessoas entrevistas, nem da classe dos jovens universitários, nem sequer da classe dos jovens e até tem erros.
Mas, ainda com todas essas coisas negativas, não deixa de ser triste que existam pessoas que não só são ignorantes como se riem da própria ignorância, que estas pessoas sejam estudantes universitários e que tenham sempre desculpas prontas na ponta da língua para justificar o não saber. Claro que ser estudante universitário não garante conhecimento. Mas deveria garantir interesse por saber. Curiosidade. E até humildade. É óbvio que ninguém sabe tudo e que todos temos falhas. Mas há mínimos. E há coisas básicas que todos devíamos saber. Mas, sobretudo, a nossa ignorância devia fazer-nos querer saber mais e não fazer-nos rir.
Não é com palmadinhas nas costas que lá vamos. Não é a afirmar que a grande parte dos alunos pertence à primeira geração de universitários da família. Não é a dizer que a culpa é do sistema de ensino. A culpa é sempre do próprio indivíduo, que não lê, não quer aprender, não se interessa.
O resto são apenas desculpas.
domingo, 20 de novembro de 2011
Quiches mais saudáveis
Ontem experimentei pela primeira vez fazer umas quiches "saudáveis" para o almoço. Gosto muito de quiches mas todos sabemos que, por mais que as comamos apenas com salada, são bombas calóricas. Claro que comidas apenas de quando em vez não tem mal, mas se mesmo assim conseguirmos torná-las mais saudáveis, melhor. Sobretudo quando estamos de dieta. Foi neste blogue, desta fantástica cozinheira, que me inspirei. E aqui fica a receita com o respectivo valor nutricional.
Massa
1 dl de água (0 calorias)
1 casca de limão (0 calorias)
sal (0 calorias)
50 g de margarina (300 calorias)
300 g de farinha (1000 calorias)
Recheio
50 grs. de fiambre de perú (65 calorias)
6 espargos verdes previamente cozidos (30 calorias)
1 lata de cogumelos laminados (30 calorias)
200 ml. de leite (90 calorias)
3 ovos (195 calorias)
1 colher de sopa de azeite (90 calorias)
Indicações
Ferver a água com sal e uma casca de limão, juntar a margarina e deixar derreter. Verter sobre a farinha que deve estar numa taça e misturar com uma colher de pau. Deixar repousar enquanto se prepara o recheio.
Colocar um dente de alho numa frigideira com uma colher de azeite. Saltear os cogumelos. Juntar o fiambre e os espargos cozidos e cortados em pedaços pequenos. Temperar com sal e pimenta.
Misturar o leite com os ovos e temperar com sal e pimenta.
Esticar a massa, preencher formas pequenas, colocar o recheio e cobrir com a mistura de ovos e leite. Levar ao forno por 20/25 minutos. Comer.
Fiz 10 quiches, o que significa que cada uma tem à volta de 137 calorias. Mas sobrou massa (por isso podia ter feito mais se tivesse posto menos recheio e não estivesse com pressa). E é por isso que ao total das calorias da massa que está ali acima retirei um terço. Claro que mesmo assim é bastante mas nem quero imaginar as originais. E estas ficam bastante saborosas.
Massa
1 dl de água (0 calorias)
1 casca de limão (0 calorias)
sal (0 calorias)
50 g de margarina (300 calorias)
300 g de farinha (1000 calorias)
Recheio
50 grs. de fiambre de perú (65 calorias)
6 espargos verdes previamente cozidos (30 calorias)
1 lata de cogumelos laminados (30 calorias)
200 ml. de leite (90 calorias)
3 ovos (195 calorias)
1 colher de sopa de azeite (90 calorias)
Indicações
Ferver a água com sal e uma casca de limão, juntar a margarina e deixar derreter. Verter sobre a farinha que deve estar numa taça e misturar com uma colher de pau. Deixar repousar enquanto se prepara o recheio.
Colocar um dente de alho numa frigideira com uma colher de azeite. Saltear os cogumelos. Juntar o fiambre e os espargos cozidos e cortados em pedaços pequenos. Temperar com sal e pimenta.
Misturar o leite com os ovos e temperar com sal e pimenta.
Esticar a massa, preencher formas pequenas, colocar o recheio e cobrir com a mistura de ovos e leite. Levar ao forno por 20/25 minutos. Comer.
Fiz 10 quiches, o que significa que cada uma tem à volta de 137 calorias. Mas sobrou massa (por isso podia ter feito mais se tivesse posto menos recheio e não estivesse com pressa). E é por isso que ao total das calorias da massa que está ali acima retirei um terço. Claro que mesmo assim é bastante mas nem quero imaginar as originais. E estas ficam bastante saborosas.
sábado, 19 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Sobre os genéricos
Uma vez escrevi aqui que sou a favor dos medicamentos genéricos.
Escrevi na altura que os genéricos são iguais aos medicamentos de marca, que tenho pena que ainda exista uma grande ignorância nesta área no nosso país e sobretudo que me custa que esta ignorância seja alimentada por médicos e farmacêuticas.
Mantenho hoje as mesmas opiniões que tinha na altura relativamente a este assunto.
E, sendo a favor dos medicamentos genéricos, sou, obviamente, a favor da prescrição por denominação comum internacional (DCI), não me fazendo aliás sentido que seja de outra forma, uma vez que o que trata o doente não é o nome do medicamento de marca, mas sim o princípio activo, que é o mesmo que dizer DCI.
Mas não é só por ser a favor dos genéricos que sou a favor da prescrição por DCI.
É por uma multiplicidade de factores. Por achar que ordem dos médicos tem demasiados interesses nas farmacêuticas que produzem medicamentos de marca. Por, apesar de ter imenso respeito pela classe dos médicos e de os admirar, sentir que os médicos ocupam um lugar endeusado na nossa sociedade como se fosse mais do que as outras classes, por achar que devemos defender o interesse dos doentes, daqueles que têm menos recursos e acesso a informação.
Claro que isto nos pode levar por uma discussão sem fim.
Mas acho que devemos saber sobretudo que existe um organismo chamado INFARMED (o 5º instituto mais reputado da Europa no que diz respeito a licenciamento de medicamentos), que testa e assegura não só a segurança como a equivalência dos medicamentos genéricos face ao medicamento de marca, e que isso deveria ser suficiente para percebermos que a prescrição deve ser feita por DCI.
A designação feita por DCI é seguida na maioria dos países europeus. E na maioria dos países mais evoluídos do mundo.
E a propósito disto estive a ver ontem o programa "Prós e Contras", que é exactamente sobre este assunto, e que surgiu a propósito da lei que obriga os médicos a prescrever por DCI, que vai entrar em vigor em Janeiro, e perante a qual os médicos sugeriram entregar um folheto aos pacientes a sugerir-lhes que eles não aceitem os genéricos.
Penso que isto é inaceitável. Que é aproveitamento da ignorância que existe. Que é uma pena que estas coisas aconteçam por causa de interesses económicos, quando o que deveria interessar acima de tudo o resto era o melhor interesse do doente, sobretudo quando nos hospitais os medicamentos são utilizados por DCI.
E se os médicos nos hospitais utilizam medicamentos por DCI então porque é que nas farmácias não pode acontecer o mesmo? Porque é que os utentes não podem beneficiar do custo mais baixo dos genéricos? Por acaso os laboratórios que produzem para hospitais são diferentes dos que produzem para as farmácias?
Tendo a acompanhado o programa foi sobretudo engraçado ver os argumentos utilizados:
então o bastonário da ordem dos médicos assume que os genéricos são bioequivalentes (significa que têm a mesma biodiponibilidade: mesma quantidade ou quantidade equivalente de princípio activo) aos medicamentos de marca e depois afirma que não são bioequivalentes entre si? Então mas se todos os genéricos são bioequivalentes ao medicamento de marca cmo é possível depois não serem bioequivalentes entre si? Não consigo entender.
Assusta-me esta posição do bastonário da ordem dos médicos num país onde ainda existe tanta ignorância, tantas pessoas com escasso acesso à informação e ainda menos capacidade de a perceber, e sobretudo num país onde o "senhor doutor" ainda é visto como aquele que é superior a todos os outros.
MAS, com todas as questões que foram levantadas (e eu ainda tenho o resto do programa para ver) confesso que fico com um bocadinho de dúvidas e já não sei bem o que pensar.
P.S.: atenção que apesar de eu ser a favor de genéricos, sou acima de todas as coisas, a favor da qualidade. E este texto é essencialmente um texto cheio de dúvidas. Não tenho qualquer certeza sobre o assunto neste momento.
Escrevi na altura que os genéricos são iguais aos medicamentos de marca, que tenho pena que ainda exista uma grande ignorância nesta área no nosso país e sobretudo que me custa que esta ignorância seja alimentada por médicos e farmacêuticas.
Mantenho hoje as mesmas opiniões que tinha na altura relativamente a este assunto.
E, sendo a favor dos medicamentos genéricos, sou, obviamente, a favor da prescrição por denominação comum internacional (DCI), não me fazendo aliás sentido que seja de outra forma, uma vez que o que trata o doente não é o nome do medicamento de marca, mas sim o princípio activo, que é o mesmo que dizer DCI.
Mas não é só por ser a favor dos genéricos que sou a favor da prescrição por DCI.
É por uma multiplicidade de factores. Por achar que ordem dos médicos tem demasiados interesses nas farmacêuticas que produzem medicamentos de marca. Por, apesar de ter imenso respeito pela classe dos médicos e de os admirar, sentir que os médicos ocupam um lugar endeusado na nossa sociedade como se fosse mais do que as outras classes, por achar que devemos defender o interesse dos doentes, daqueles que têm menos recursos e acesso a informação.
Claro que isto nos pode levar por uma discussão sem fim.
Mas acho que devemos saber sobretudo que existe um organismo chamado INFARMED (o 5º instituto mais reputado da Europa no que diz respeito a licenciamento de medicamentos), que testa e assegura não só a segurança como a equivalência dos medicamentos genéricos face ao medicamento de marca, e que isso deveria ser suficiente para percebermos que a prescrição deve ser feita por DCI.
A designação feita por DCI é seguida na maioria dos países europeus. E na maioria dos países mais evoluídos do mundo.
E a propósito disto estive a ver ontem o programa "Prós e Contras", que é exactamente sobre este assunto, e que surgiu a propósito da lei que obriga os médicos a prescrever por DCI, que vai entrar em vigor em Janeiro, e perante a qual os médicos sugeriram entregar um folheto aos pacientes a sugerir-lhes que eles não aceitem os genéricos.
Penso que isto é inaceitável. Que é aproveitamento da ignorância que existe. Que é uma pena que estas coisas aconteçam por causa de interesses económicos, quando o que deveria interessar acima de tudo o resto era o melhor interesse do doente, sobretudo quando nos hospitais os medicamentos são utilizados por DCI.
E se os médicos nos hospitais utilizam medicamentos por DCI então porque é que nas farmácias não pode acontecer o mesmo? Porque é que os utentes não podem beneficiar do custo mais baixo dos genéricos? Por acaso os laboratórios que produzem para hospitais são diferentes dos que produzem para as farmácias?
Tendo a acompanhado o programa foi sobretudo engraçado ver os argumentos utilizados:
então o bastonário da ordem dos médicos assume que os genéricos são bioequivalentes (significa que têm a mesma biodiponibilidade: mesma quantidade ou quantidade equivalente de princípio activo) aos medicamentos de marca e depois afirma que não são bioequivalentes entre si? Então mas se todos os genéricos são bioequivalentes ao medicamento de marca cmo é possível depois não serem bioequivalentes entre si? Não consigo entender.
Assusta-me esta posição do bastonário da ordem dos médicos num país onde ainda existe tanta ignorância, tantas pessoas com escasso acesso à informação e ainda menos capacidade de a perceber, e sobretudo num país onde o "senhor doutor" ainda é visto como aquele que é superior a todos os outros.
MAS, com todas as questões que foram levantadas (e eu ainda tenho o resto do programa para ver) confesso que fico com um bocadinho de dúvidas e já não sei bem o que pensar.
P.S.: atenção que apesar de eu ser a favor de genéricos, sou acima de todas as coisas, a favor da qualidade. E este texto é essencialmente um texto cheio de dúvidas. Não tenho qualquer certeza sobre o assunto neste momento.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Preciso de um casaco de malha fininho preto e de outro azul escuro com decote em v e botões à frente. Alguém sabe onde os posso encontrar? Quero malha fininha, mas com elasticidade (não gosto de casos que ficam todos esbambeados ao fim de um dia de uso), e que seja assim baratinho. Uma coisa simples mas com alguma qualidade.
domingo, 13 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Incoerências
Falava outro dia com uma pessoa de quem gosto muito aqui do mundo dos blogues, e com partilho bastantes opiniões, sobre o mundo do trabalho.
É engraçado que na blogosfera ninguém se pode queixar que está desempregado. Ninguém pode dizer que gostava de trabalhar na área para a qual se licenciou. Ninguém pode dizer que entrou para determinado sítio porque foi referenciado por outro alguém. Sabemos que isso é sinónimo de virmos a ser criticados. Porque atrás de um computador somos todos imensamente trabalhadores, somos todos esforçados e cheios de mérito. Todos julgamos os outros com imensa facilidade. Todos nos achamos no direito de criticar a opinar sobre a vida alheia, mesmo a daqueles que não conhecemos, mesmo que não saibamos a maior parte das circunstâncias da vida dessa pessoa.
E o que eu digo é que é muito fácil ser corajoso à frente de um computador. É muito fácil criticar os outros. E não perceber que só podemos criticar quando as nossas circunstâncias forem exactamente iguais e conseguirmos agir de forma diferente.
Também é engraçado aqui ninguém precisar de sorte. E toda a gente dizer que a sorte se conquista. Que as cunhas são muito injustas.
Sabem o que é que eu acho disto? Que é muito fácil cantar de galo quando estamos no poleiro. É muito fácil dizer que não é preciso sorte quando já a tivemos. Que o que é preciso é sermos trabalhadores não importa como conseguimos o trabalho. Nem todas as pessoas que entram num emprego por cunha são calonas. E a sorte é precisa sim. E que temos o direito de nos queixarmos e de querermos mais e de termos dias menos bons porque afinal somos humanos. E, sobretudo, não temos o direito de apontar o dedo a alguém nem de aceitar que o apontem a nós.
É engraçado que na blogosfera ninguém se pode queixar que está desempregado. Ninguém pode dizer que gostava de trabalhar na área para a qual se licenciou. Ninguém pode dizer que entrou para determinado sítio porque foi referenciado por outro alguém. Sabemos que isso é sinónimo de virmos a ser criticados. Porque atrás de um computador somos todos imensamente trabalhadores, somos todos esforçados e cheios de mérito. Todos julgamos os outros com imensa facilidade. Todos nos achamos no direito de criticar a opinar sobre a vida alheia, mesmo a daqueles que não conhecemos, mesmo que não saibamos a maior parte das circunstâncias da vida dessa pessoa.
E o que eu digo é que é muito fácil ser corajoso à frente de um computador. É muito fácil criticar os outros. E não perceber que só podemos criticar quando as nossas circunstâncias forem exactamente iguais e conseguirmos agir de forma diferente.
Também é engraçado aqui ninguém precisar de sorte. E toda a gente dizer que a sorte se conquista. Que as cunhas são muito injustas.
Sabem o que é que eu acho disto? Que é muito fácil cantar de galo quando estamos no poleiro. É muito fácil dizer que não é preciso sorte quando já a tivemos. Que o que é preciso é sermos trabalhadores não importa como conseguimos o trabalho. Nem todas as pessoas que entram num emprego por cunha são calonas. E a sorte é precisa sim. E que temos o direito de nos queixarmos e de querermos mais e de termos dias menos bons porque afinal somos humanos. E, sobretudo, não temos o direito de apontar o dedo a alguém nem de aceitar que o apontem a nós.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Popota
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Da forma e da susbtância
"As pessoas, por vezes, falam muito e dizem muitas coisas. Só que tudo na vida se lê nas entrelinhas. Tudo. E de pouco ou nada serve um discurso bonito se esvaziado de conteúdo ou expressão prática. É que as pessoas, mais do que pelas palavras, medem-se sobretudo pelos gestos. Pelo que fazem ou não fazem em cada momento. Pela disponibilidade. E pelas escolhas. As pessoas também se aferem pelas escolhas. Tal como os afectos. O amor nem sempre se revela em portentosas e pontuais manifestações. O amor afere-se a cada dia, todos os dias, e sempre nos detalhes, nos pequenos pormenores. E na importância que se dá aos mesmos. Ou não. Tão simples quanto isso." (Daqui)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Ingenuidade
Sou, tendencialmente, uma pessoa ingénua. E quem me conhece sabe bem que isto é verdade.
À partida não vejo maldade nas pessoas, tenho tendência a não acreditar quando vejo que alguém fez alguma coisa mal-intencionada e tendo a desculpar a maior parte das coisas.
Ora esta minha ingenuidade estendia-se a achar que toda a gente agia da mesma forma. Com boas intenções. Sem segundas intenções. E sobretudo sem o objectivo de prejudicar ninguém ou de passar por cima de alguma pessoa para atingir o que queria.
E eu sempre contei as coisas que se passavam comigo. Mesmo antes de ter certezas. Quando havia alguma coisa para contar contava. Até que percebi que muitas pessoas guardam as coisas para elas até terem certezas. E que muitas vezes as publicam no facebook em vez de contar. E que depois se desculpam com "não me perguntaste". E este não me perguntaste muitas vezes não corresponde à verdade.
E é por isso que hoje mesmo dentro dos amigos, próximos, existem alguns a quem não conto as coisas enquanto não tenho a certeza. Comecei a gerir melhor aquilo que conto e aquilo que fica para mim e para aqueles que sei que partilham as coisas comigo. Tenho pena de ter tido que mudar mas continuar a ser parva indefinidamente não me agrada.
À partida não vejo maldade nas pessoas, tenho tendência a não acreditar quando vejo que alguém fez alguma coisa mal-intencionada e tendo a desculpar a maior parte das coisas.
Ora esta minha ingenuidade estendia-se a achar que toda a gente agia da mesma forma. Com boas intenções. Sem segundas intenções. E sobretudo sem o objectivo de prejudicar ninguém ou de passar por cima de alguma pessoa para atingir o que queria.
E eu sempre contei as coisas que se passavam comigo. Mesmo antes de ter certezas. Quando havia alguma coisa para contar contava. Até que percebi que muitas pessoas guardam as coisas para elas até terem certezas. E que muitas vezes as publicam no facebook em vez de contar. E que depois se desculpam com "não me perguntaste". E este não me perguntaste muitas vezes não corresponde à verdade.
E é por isso que hoje mesmo dentro dos amigos, próximos, existem alguns a quem não conto as coisas enquanto não tenho a certeza. Comecei a gerir melhor aquilo que conto e aquilo que fica para mim e para aqueles que sei que partilham as coisas comigo. Tenho pena de ter tido que mudar mas continuar a ser parva indefinidamente não me agrada.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
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