domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre as medidas de austeridade

(Aviso à partida que este texto vai ser grande e que não é uma "resposta" a nenhuma das pessoas que se mostrou a favor das medidas até porque gosto muito dessas pessoas, sobretudo de duas, a Ritititz e a Marianne)

Tenho comentado em quase todos os blogues os textos que têm sido publicados sobre as medidas de austeridade divulgadas pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na passada quinta-feira. E depois de ver tantos textos e de ter comentado em tantos sítios decidi que tinha também eu de escrever sobre o assunto. Porque não concordo nem com as medidas nem com aquilo que tenho visto escrito.

E porquê é que não concordo?

Antes de qualquer outra coisa, não, o Pedro Passos Colho não é corajoso por estar a tomar estas medidas. Porque estas não são as medidas certas. Estas são as medidas mais fáceis. Mas também aquelas que menos resolvem. E, basta olharmos um bocadinho para trás e lembrarmo-nos que, foi ele próprio, PPC, que chumbou o PEC IV do então primeiro-ministro José Socrátes, por já não se poder pedir mais sacrifícios aos portugueses. Por alegadamente não concordar com este tipo de medidas. Mas, chegado ao poder, não só toma o mesmo tipo de medidas como ainda as torna mais austeras. Portanto, logo aqui temos uma questão fundamental, que é se ele chumbou o PEC IV por não concordar com as medidas ou por querer poder. Mas isso agora não interessa muito.

A situação do país é grave? Muito. São precisas medidas rigorosas, sérias e austeras para tentar dar à volta a crise e fazer a economia voltar a crescer e o país sair do buraco gigante onde está enfiada? Claro que sim. Sem qualquer tipo de dúvida. Mas é com este tipo de medidas que já chegamos? Duvido. Estas medidas são agora necessárias porque o primeiro-ministro não tinha conhecimento do buraco real quando chegou ao poder? Não acredito muito neste argumento. Porquê?

Vamos por partes:

O FMI entrou em Portugal em final de Abril, depois do chumbo do PEC IV e da sequente queda do governo, após uma resistência teimosa, cega e estúpida do engenheiro José Socrátes a esta realidade que todos sabiámos necessária. E aquando da entrada do FMI todas as contas foram vistas e revistas, todos os partidos foram chamados a negociar, e todos responderam à chamada excepto o BE. Por isso todos sabiam exactamente a real situação em que o país estava (excepto talvez o buraco da Madeira que foi descoberto recentemente). Agora, se isso interessava para a campanha, já é outra história. E se isso dá jeito agora para justificar estas medidas também.

Mas isto agora também não interessa muito. Porque o que interessa é que sendo o buraco uma coisa nova ou um dado adquirido, o que interessa é que são necessárias medidas, que o país (e o mundo) está a atravessar uma crise séria, e que é urgente fazer alguma coisa sob pena de entrarmos em bancarrota.

Agora, e isto é que realmente interessa, serão estas medidas as medidas que vão realmente resolver a crise? NÃO. Porque estas medidas não resolvem o que de facto está mal. O estado é demasiado gordo. Existe um sem número de empresas do estado, empresas municipais e gestores público a gastarem balúrdios. E esta seria uma das medidas a tomar para resolver de facto a crise. Fundir organismos, reduzir ordenados, reorganizar as estruturas ao mínimo necessário. Mas isto era muito complicado. Todos sabemos que não é fácil mexer com poder instituído. E para isto sim seria preciso uma grande coragem.

E os bancos? Que tal começarmos por fazer os bancos pagar a crise que eles próprios criaram? Sim, porque esta crise começou no sector financeiro, são eles os responsáveis por ela. Não a deviam eles também pagar? O problema é que nos vivemos numa plutocracia e não numa verdadeira democracia.

Outro problema que temos em Portugal é o da economia paralela. Existe tanto dinheiro a circular diariamente no nosso país que não é declarado. Tanto! E com estas medidas esta economia paralela apenas vai aumentar. Tentar resolver isto seria sim uma medida interessante. Tentar perceber porque é que as pessoas fogem tanto ao fisco. E dar-lhes incentivos para que declarassem o que ganham. Uma medida que iria ajudar a resolver a crise. Não sei muito bem como isto poderia ser feito, mas, por exemplo alargar as coisas que pudessem ser declaradas no IRS parece-me uma ideia. Claro que depois nem tudo poderia ser compensado aos contribuintes, nem seria esse o objectivo, mas o facto de poder ser declarado ia contribuir para que todos passássemos a ter o hábito de pedir factura dos serviços dos quais usufruíssemos.

(E isto porque o que era realmente necessário era uma mudança de mentalidade. Era terminar com a ideia corrente em Portugal de que o que interessa é cada um safar-se a si e não querer saber dos outros. Todos devíamos perceber que não é "desde que eu esteja bem quero lá saber dos outros" mas "se o país estiver bem todos estaremos melhor".)

Voltando às medidas, o que eles vão fazer, e isto falando na globalidade, é paralisar ainda mais a economia. Não havendo poder de compra a economia estagna. E por isso é que eu não acredito que estas medidas sejam apenas para os próximos dois anos. Seriam ser ao mesmo tempo conseguíssemos fazer a economia crescer. Mas não é isso que vai acontecer.

Quanto aos subsídios a medida não me choca. Tenho noção que na maior parte dos países da Europa não tem subsídios e os que têm têm apenas um deles. Por isso percebo que tenha de haver cortes a nível. Há quem diga que o único verdadeiro subsídio é o de Natal, porque o 13º mês é um acerto de contas (baseado no facto de recebermos ao mês e nem todos os meses terem o mesmo número de dias de trabalho). E claro que também há quem diga que o nosso rendimento anual é dividido por 14 e não por 12 tornando-se assim mais baixo do que seria se fosse à partida dividido por 12. E claro que, não havendo subsídios, os salários deveriam subir. Mas isso são outros quinhentos. Voltando à medida, não me chocando na sua essência, choca-me que não seja igual para todos. Claro que o estado apenas pode cortar aos funcionários públicos. Mas, e para sermos justos, então porque não criar um subsídio que corresponda ao mesmo corte para os privados? Não vivemos todos no mesmo país? Não passamos todos pela mesma crise? Não temos todos que contribuir para a sua solução? O que vai acontecer é que os privados vão deixar também de pagar os subsídios e nem os funcionários nem o estado os vão receber.

Quanto à meia-hora (que supostamente compensaria os funcionários públicos de os privados continuarem a receber subsídio - really?) o que é que ela vai resolver? Claro que ninguém se importa de trabalhar mais meia-hora. Não é pelos trinta minutos. Até porque muitos de nós trabalhamos muito mais do que mais meia hora por dia. E vou abrir aqui um parentesis para dizer que isto é outra ideia errada em Portugal, a de que quem trabalha muito, e fica para além das horas estipuladas, é porque e quem trabalha bem. Quando a verdade é que se formos eficientes e o trabalho estiver bem distribuído (i.e., se houver o número de trabalhadores necessários) as oito horas diárias de trabalho chegam. O problema é que na maior parte das vezes ou perdemos tempo em coisas desnecessárias (reuniões que duram horas quando deveriam durar minutos, cafézinhos, cigarrinhos, conversas, pausas a meio da manhã e da tarde que se prolongam) ou não há trabalhadores suficientes. E, voltando à medida, é também por isto (e não por ter de trabalhar mais meia hora) que ela me choca. Porque, muitos trabalhadores a fazerem mais meia hora, significa que a entidade patronal não vai precisar de contratar mais pessoas (16 pessoas a fazerem mais meia hora cada são mais 8h de trabalho diárias - o equivalente a um trabalhador), o que automaticamente a pessoas que vão ficar no desemprego quando na verdade eram necessárias a trabalhar. E, além de tudo aquilo que referi, a meia hora mais significa um retrocesso enorme nas lutas históricas dos trabalhadores pela jornada de 8h de trabalho. E a mim deixa-me triste ver que anos e anos de luta são agora assim esquecidos e que a maior parte das pessoas aceita isto de bom grado e se resigna sem se questionar e sem pensar em todas as consequências que daí podem advir.

Estas medidas vão além daquilo que foi estipulado no memorando da troika. E é isso que assusta muitas pessoas. Porque o memorando da troika impunha austeridade mas deixava espaço para que a economia, ainda que lentamente, pudesse continuar a crescer. Mas agora isso não vai acontecer. Porque as pessoas vão retrair o seu consumo acima daquilo que vão perder.

E, além de tudo isto, cortes na saúde, cortes da educação, subida do IVA na restauração (=desemprego). Mas, ao mesmo tempo, financiamento pelo estado de colégios privados, subsídios de arrendamento para deputados que até têm casa na grande Lisboa e outras tantas coisas ridículas que podem ler nos jornais diariamente.

Tenho lido por aí que as pessoas se queixam muito. Talvez seja verdade em alguns casos. Mas noutros casos as pessoas não se queixam, refilam, protestam, indignam-se porque percebem que não é este o caminho. E a mim não me choca que as pessoas refilem. Claro que é verdade que temos que trabalhar. Que em muitos casos somos pouco produtivos (e somos sobretudo se virmos o número real de horas que se trabalha). Claro que a solução não é pura e simplesmente recusarmo-nos a trabalhar e a pagar como está a fazer a população da Grécia. Mas também não está de certeza em aceitarmos tudo caladinhos (e aqui reside grande parte do problema - durante anos e anos e anos aceitámos sempre tudo calados e sem nos apercebermos) e resignarmo-nos que como estamos em crise então temos de sofrer este tipo de medidas.

Mas não temos. E não temos porque estas não são as medidas correctas. Estas medidas vão destruir a economia, provocar falências, causar mais desemprego.

E apenas mais uma coisa: a culpa de toda esta crise não é (apenas) do Sócrates. Antes de mais porque a crise é mundial. Claro que ele fez muita coisa mal, tem muitas culpas no cartório, mas todos os outros que vieram antes dele também têm culpa. Arrisco dizer que esta crise vem de há muito, muito, muito tempo. Talvez do tempo dos descobrimentos. Talvez muito antes. Porque, afinal, já no tempo dos Romanos se dizia que "lá para os lados da Ibéria há um povo que não se governa nem se deixa governar". E pelos vistos, passado tanto tempo, continuamos na mesma.

P.S.: tendo dúvidas sobre o que eu digo aqui vejam programas políticos onde todos os intervenientes, mesmo os que são do PSD, estão contra estas medidas e vejam as razões que eles apontam.E já agora vão a este texto e leiam o comentário da Alexandra.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

“Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. Pode ficar bravo com Deus. Ele suporta isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
]38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

Escrito por Regina Brett, que com apenas 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cultura

Estive a ouvir a entrevista do António Lobo Antunes (que homem interessante!) e a propósito de ele ter dito (e eu concordar) que os países mais cultos não estão em crise (Noruega, Suécia, Dinamarca) e que os que estão são os que têm menos cultura (Grécia, Portugal, Espanha), afirmando nesse sentido que a cultura é absolutamente essencial para a evolução de um povo lembrei-me que os países que estão a atravessar as maiores crise são os que foram muito importantes no passado para a humanidade. A Grécia foi o berço da civilização ocidental, da democracia, com filósofos que ainda hoje são tão importantes e Portugal deu mundo ao mundo. Teremos ficado agarrados às memórias do passado?
É engraçado quando as pessoas não percebem que todas as acções provocam reacções. E depois não olhando para o que fizeram acusam os outros de serem más pessoas, não agirem bem e não terem ética. Mas a seguir falam mal dessas pessoas nas costas. E depois quem é que é mau? E quem é que não tem ética? E quem é que não age bem?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Orçamento de estado

Mas alguém me explica que medidas são estas que o primeiro-ministro acabou de anunciar? É que estas medidas não são difíceis. Estas medidas são medidas arrasadoras para a economia. E nós não precisamos de recessão. Precisamos de crescimento.
E isso já para não falar do corte de direitos adquiridos. E não falo dos subsídios. O que estou a dizer é que trabalhar mais uma hora por dia sem ganhar é voltar muito atrás. A luta pelas 8h diárias de trabalho é muito antiga.
E depois tudo o resto: os salários descem, os impostos sobem, as pessoas trabalham mais horas para receber não o mesmo mas menos (porque os cortes dos subsídios, apesar de necessários, correspondem a um corte de 15% de salário anual). Não me parece que este seja o caminho. O nosso nível de vida que já não é bom ainda vai descer.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Inverdades

Estou a ouvir o "Prós e Contras". E achei particularmente engraçado ouvir o dono da "Padaria Portuguesa" falar dos trabalhadores portugueses como se fossemos todos uns calões que só queremos direitos sem deveres. Gostei sobretudo de o ouvir dizer algumas inverdades como: "se alguém trabalhar um ano e um mês tem direito a 22 dias de férias do ano seguinte".
E mesmo não sendo advogada sei que isto não é verdade. Todos os trabalhadores por conta de outrém têm direito a 2,5 dias de férias por cada mês de trabalho. Por isso se trabalharem um ano e um mês têm direito aos 22 dias do ano anterior mais os 2,5 dias do mês do corrente ano.
E além disto disse que as pessoas não sorriem, que não têm vontade de trabalhar, que não chegam a horas. Tirando o facto de não chegar a horas, que realmente acho uma grande falta de profissionalismo, relativamente a tudo o resto pergunto que tipo de patrão será ele, que condições de trabalho oferecerá aos trabalhadores, quanto lhes pagará. É que tudo isto influencia e muito a produtividade dos trabalhadores.
Disse ele também que o actua código de trabalho faz com que as pessoas não queiram trabalhar. A verdade é que eu não trabalho em recrutamento mas custa-me acreditar nesta realidade. O que eu vejo são pessoas que querem trabalhar e a quem não são oferecidas condições. Não conheço a "Padaria Portuguesa", acredito que até seja um negócio engraçado, mas irritou-me ouvir o dono do projecto falar assim com tamanha arrogância. Porque se é verdade que há coisas no sistema que têm que ser mudadas, e que os trabalhadores têm de melhorar muitos aspectos, também é verdade que muitos "patrões" querem muito e oferecem muito pouco. E que ultimamente se criou este preconceito de que "os portugueses não querem trabalhar e gostam é de viver de subsídios".

Encontrei a base mais perfeita de todos os tempos. A Dior Forever. A pele fica tão perfeita que parece mentira.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

E já abriu!

Ora é verdade. O meu blogue de acessórios abriu. Podem espreitá-lo aqui e não se esqueçam: "Acessórios, Ponto & Vírgula" é o nome de um projecto que começou agora (mas já faço acessórios há muito tempo) e que se quer que cresça.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alguém me explica o que se passa na blogosfera?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

E o bem que se esteve hoje na Ericeira?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Acessórios, Ponto & Vírgula

E muito em breve vai surgir o meu site de acessórios...

sábado, 1 de outubro de 2011

Precisava de dormir umas 15h seguidas...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Perguntinha

O meu blogue também está com aquele problema de ser identificado como um sítio potencialmente perigoso?

P.S.: acabei de retirar o contador de pessoas online. Agora espero que o aviso deixe de aparecer. Aos que aqui entrarem peço que me avisem sim?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tenho um problema. Tenho vários mas agora quero ajuda para este em concreto. Tal como com as amizades, também com os blogues sou muito constante, e reparei que continuo a ir sempre aos mesmo blogues sem conhecer novos. Por isso o que vos quero pedir é que dêem sugestões de blogues giros para eu começar a variar as minhas leituras. Não quero deixar de ler os antigos mas quero conhecer os novos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Existem coisas que, mesmo sendo psicóloga, e mesmo sendo bastante tolerante (o que quer dizer que antes de me irritar com atitudes com que não concordo penso que cada pessoa é como é, que cada pessoa tem um passado que a faz agir de determinada maneira, que se calhar no lugar daquela pessoa eu faria o mesmo) me fazem confusão. E uma dessas coisas é aquilo que eu chamo gabarolice.
E o que é então a gabarolice? É muito simplesmente aquele característica que faz as pessoas dizerem que tudo o que as rodeia é o melhor que existe. A casa é a mais bonita, o namorado/marido o melhor do mundo, a vida a mais perfeita, o trabalho o mais fantástico, e, pasmem, até os cafés, e as lojas e os produtos que compram são os fora de série.
Mas depois quando vamos ver e, apenas por acaso, calha irmos ao mesmo café/pastelaria/supermercado percebemos que não são assim tão espectaculares, que há outros muito melhores, que algumas vezes os produtos que dizem que compram nem sequer existem.
E a mim isto faz-me confusão. Não consigo entender esta necessidade. E depois tenho tendência para psicologizar a coisa e a conclusão que tiro é que tudo isto reside num enorme vazio que existe na vida destas pessoas (mesmo que não existam motivos para esse vazio) e que as faz terem necessidade de gabar tudo o que têm.