quinta-feira, 24 de março de 2011

CENSOS

Estive agora mesmo preencher o questionário electronicamente. E não é que, mesmo depois de dizermos que estamos desempregados, nos "obrigam" a preencher informações sobre aspectos relacionados com o trabalho (tal como local de trabalho, empresa onde trabalhamos, número de pessoas que trabalham connosco)? Mas isto faz algum sentido? E como é electronicamente não podemos deixar as perguntas em branco. O que é que eu fiz? Escrevi, nos campos onde era possível, "estou desempregada tal como referi atrás por isso não faz sentido que me façam perguntas sobre trabalho". Ainda voltei atrás para verificar se tinha respondido mal a alguma pergunta mas verifiquei que não. Aconteceu isto a mais alguém? Pergunto como é suposto com este tipo de procedimentos obter um retrato da nossa situação.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A geração e a música e o emprego: mas esta miúda não se cala com este assunto?

Vou tentar escrever sobre isto pela última vez. Porque é um assunto que já cansa. E onde cada pessoa tem um ponto de vista diferente, muito motivado pelo seu percurso profissional, e pelo das pessoas à sua volta.
O que me faz mais confusão, relativamente a este assunto e às diferentes perspectivas e às diferentes opiniões expressas, é que ne negue a crise que existe. Porque ela existe. Mas Portugal não tem estado sempre em crise? Tem. Mas a crise agora é mundial. E isso afecta ainda mais o nosso país do que todas as outras crises que temos vindo a atravessar. E esta crise tem uma expressão ainda maior nos jovens licenciados. E nos idosos também mas não é sobre isto que estou a escrever.
Sou da opinião que se deve trabalhar seja em que área for. E acho que isso ficou explícito no meu percurso profissional que descrevi uns textos abaixo. E também acho que uma das saídas para este desemprego tão acentuado é o empreendedorismo. A questão é que no que diz respeito a trabalhar em outras áreas as ofertas maiores são call centers, supermercados e lojas. E sabemos que esse tipo de empregos não garante futuro. Mesmo que os jovens se quisessem agarrar a isso e criar uma carreira muito dificilmente o conseguem. E relativamente à criação do próprio emprego a questão é que, por muita vontade que se tenha, muitas vezes não existe condições monetárias para tal. Por isso acho que o empreendedorismo é valorizável sim e é uma das soluções para a crise mas não podemos é achar que quem não o põe em prática é menos do que quem o põe. Porque se calhar não tem forma de o fazer.
Comentei alguns textos da Gata Escaldada onde se calhar até parecia que estava contra ela. Mas não estou. Nem contra ela, nem contra a Pólo Norte, nem contra ninguém que tenha escrito sobre o assunto. Tenho é uma perspectiva diferente em muitas coisas.
Mas concordo com muitas outras. Concordo com o facto de as licenciaturas terem de ser bem escolhidas. Com a necessidade de se criar a própria sorte. Mas, talvez pela minha realidade pessoal, e a das pessoas de quem estou rodeada, tenha percebido que nem sempre isso chega. E que nem sempre é o mérito que leva a que se alcance sucesso. E é sobretudo contra isto que estou. Não acho que o estado tenha de me arranjar um emprego. E penso que isso sempre ficou bem claro. Até porque eu não estou totalmente desempregada. O que acho é que tem que haver condições para que as pessoas possam mostrar o seu valor. E tudo o que escrevi se resume a esta última frase. Nem vou falar da questão dos recibos verdes, nem da falta de contratos de trabalho, nem dos contratos temporários que não o são. Também não vou falar das pessoas que esperam qu tudo lhes caia do céu aos trambolhões. Existem? Claro. Mas também existe quem trabalha, tenha iniciativa e valor e vontade e não o consiga mostrar. E é a estes que me refiro.

E não fui à manifestação? Motivos? A Pólo tem um comentário no blogue onde os explica. Charros, gadjets, alcóol. Não é esse tipo de coisas que vejo como uma manifestação séria. Mas aplaudo quem foi e não ficou sentado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O rapaz do pijama às riscas



Ficha técnicaTítulo original: The Boy in the Striped Pyjamas
Género: Guerra, Drama,
País: Reino Unido
Ano: 2007 Duração
Duração: 94m
Classificação: M12
Intérpretes: Asa Butterfield, Jack Scanlon (II), Amber Beattie, Vera Farmiga, David Thewlis, Domonkos Németh, Zac Mattoon O’Brien
Realização e argumento: Mark Herman


Sinopse: Um rapaz de oito anos, Bruno, é o protegido filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras.


A minha tarde de carnaval foi passada a ver este filme. Que, tal como se pode ler na sinopse, retrata a vida de Bruno, um rapaz de 8 anos que vive em Berlim numa situação desafogada no período pré Segunda Guerra Mundial, com os pais e a irmã, até lhes comunicarem que vão mudar de casa devido ao pai ter sido promovido. O pai que facilmente percebemos ser um dos militares do regime nazi que na altura governava a Alemanha. E mudam-se para uma terra no meio do nado perto de um dos campos de concentração, a que Bruno chama quinta, na inocência da sua idade.
A aparente inocência, tão bem retratada no título do filme, com que esta criança e até a mãe olham para o trabalho do pai e toda esta realidade, não impede que este filme seja impressionantemente realista. Enquanto ele brinca no baloiço que um dos judeus do campo lhe montou no jardim vemos passarem por trás camiões cheios de judeus cujo destino sabemos bem qual era. Não tendo ninguém com quem Brincar Bruno dedica-se a explorar os terrenos próximos. E essa exploração vai trazer-lhe um amigo, Schmuel, uma criança também de oito anos mas que estava do outro lado da vedação. E talvez por sabermos que tudo isto foi tão real o filme toca-nos de uma maneira inexplicável. É como se à distância de mais de 50 anos vivessemos todos aqueleces acontecimentos. E talvez por isso não sintamos mais pena de Bruno do que de todos os judeus que tinham o mesmo destino. Ele é apenas mais uma entre os milhões de vítimas que o trabalho do seu pai e tantos como ele causaram.
Foi um filme que me tocou particularmente. Talvez porque este momento da História é um dos que mais que impressiona. Não consigo conceber, sejam quais forem as circunstâncias, que um ser humano se considere melhor que outro. E pior ainda, que, com esse pretexto cometa atrocidades. Todos diferentes em muitas coisas mas todos iguais nos direitos. E isto devia ser básico para qualquer ser humano em qualquer momento da história e em todos os lugares do planeta.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sondagem

A todas as mulheres que vivem ou viveram sozinhas durante algum tempo:

Que tarefas é que acham mais difícil fazer? O que é que gostavam que fizessem por vocês? Limpar, arrumar, passar a ferro, cozinhar, pintar, furar as paredes, etc. Não sei qual é o objectivo mas pediram-me que fizesse esta inquérito.

Obrigada por participarem.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A geração e a música e o emprego: outra vez o mesmo assunto

Talvez aquilo que vou dizer vá ser mal interpretado. Mas este assunto continua a mexer por aí e eu acho que ainda tenho coisas a dizer. E a minha questão principal é se se será assim tão errado as pessoas quererem encontrar um emprego na área para a qual estudaram?
Claro que as coisas não estão fáceis. Claro que temos acima de tudo de trabalhar. E eu não me insiro de forma nenhuma nos acomodados porque sempre trabalhei, criei um projecto meu, e acho que as pessoas devem trabalhar para adquirir noção do mundo de trabalho.
Mas o que não acho é que seja errado as pessoas quererem trabalhar naquilo para que estudaram. E percebo que de alguma forma se sintam frustradas quando vão a entrevistas e encontram pessoas com poucas ou nenhumas qualificações a concorrer para o mesmo lugar. Porque tenha sido no curso certo ou errado as pessoas investiram. Dedicaram anos de vida a estudar uma coisa na qual gostavam de trabalhar. E na qual muitas vezes não encontram colocação.
É importante estudar? É. É fundamental aprender. E eu mesmo sabendo que não iria ter emprego teria estudado na mesma. Talvez numa área diferente mas isso é outro assunto. Mas será que vale a pena ir para a universidade para depois não ter emprego? Não haverá outras formas de nos cultivarmos e de aprendermos e de nos tornarmos melhores pessoas? Posso estar a ser parva mas o meu curso universitário não me ensinou a ser melhor. Não tive uma única cadeira de civismo. E falta tanto civismo hoje em dia.
E eu acho sinceramente que o nosso governo tem culpa. Porque há coisas que poderiam ser feitas para melhorar a situação. Nem que fosse impôr números clausulus para os cursos que estão saturados.
Por isso não acho que as pessoas estejam erradas quando protestam e quando querem ver o seu esforço recompensado e quando dizem que querem um emprego na área para a qual estudaram. O que não significa que não ache que não têm de se virar e trabalhar noutras coisas porque a situação não está fácil. Mas não condeno nem generalizo nem digo que as pessoas não querem trabalhar.

terça-feira, 1 de março de 2011

Gelinho

Escrevi aqui há uns tempos que tinha experimentado uma nova técnica de unhas. Gelinho. E na altura tinha gostado imenso, porque de facto ficam naturais, mas senti que podiam estar melhor pintadas. E procurei sítios novos até encontrar um onde gostei da pintura que fica mesmo juntinho à cutícula. Mas o resultado não foi brilhante. Porque pintam bem sim senhora mas usam um produto de cada linha e para quem não sabe é suposto usam a gama inteira desde a base ao removedor. E além disso para tirar o veriz em vez de o deixarem dissolver raspam as unhas. Claro que fiquei com as unhas muito mais fracas. E a própria rapariga que me faz diz que o gel é melhor e que o gelinho não é suposto usar continuamente e bla bla bla.
Resumindo e concluindo, tendo em conta que gosto da técnica, alguém já experimentou? O que queria era que me falassem da vossa experiência. Sítios, formas de aplicar, marcas, formas de remover, resultado nas unhas.
Porque eu não quero ter de me render ao gel. Mas também não posso usar verniz normal que ao fim de três dias tenho as unhas lascadas. E quero ter as unhas bonitas.

Ritititz: puxei o mesmo assunto que tu depois de te ler. Porque quero continuar a fazer gelinho. E preciso de saber onde o fazem bem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011



Foi assim que ficou o bolo que fiz esta tarde. Não o provei mas fiz um muffin com a massa e os meus pais dizem que estava um bocadinho maciça. E achei a receita pequena por isso tive de fazer duas vezes.
Decididamente gosto muito de mimar as pessoas de quem gosto e sei que gostam de mim e o mostram e me tratam bem. Mas também não consigo ser afectuosa com quem apesar de supostamente gostar de mim não me trata bem ou de alguma forma me deita abaixo ou me magoa com aquilo que diz. É um dos meus defeitos confessos.

Baunilha e caramelo

Descobri este blogue há uns tempos e achei delicioso. Achei que o devia partilhar. E hoje estou aqui a pensar em que receita vou fazer porque tenho um bolo para oferecer a uma pessoa.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A geração e a música e o emprego: a minha perspectiva

(o texto que estava aqui era muito grande. Por isso dividi-o em três e acrescentei algumas coisas. Por isso para lerem tudo têm de começar em baixo)

E os textos anteriores servem para quê? Servem para mostrar que se até pode ser verdade que há pessoas que estão desempregadas porque se conformam, outras que se queixam de barriga mais ou menos cheia como as pessoas da reportagem da SIC a semana passada, e outras ainda que querem em emprego na área de mão beijada sem nunca terem feito nada mas há outras que não. Tal como eu por exemplo (e de certeza muitas outras pessoas).

Tal como viram desde que tive oportunidade que sempre trabalhei. Sei que fiz opções erradas, tal como ter criado o meu próprio projecto cedo demais e não ter investido em enviar currículos nessa altura, mas a verdade é que, actualmente, e por mais que tente não consigo encontrar trabalho na minha área. E estou a ser proactiva acreditem. Ele é reuniões com presidentes de junta e de câmara, ele é passar tempo na net a ver endereços de escolas e centros de formação e clínicas e associações e sites de emprego e também sites de universidades para poder melhorar o currículo porque sei que neste momento, tendo terminado o curso há cinco anos e tendo trabalho pouco na área não é atractivo. E ver pouquíssimas ofertas na minha área de formação. A maior parte delas não remuneradas.

Por isso e apesar de à música dos Deolinda faltar alguma coisa, e de ter gostado muito dos textos (um e outro) da Pólo Norte e em parte me rever neles, percebo também quem se identifica com a música e quem se queixa e reclama por oportunidades. Porque as coisas de facto não estão fáceis. E quem nega isso está apenas a ver uma parte do problema. É verdade que os cursos actualmente não têm de ser uma garantia de emprego. Mas quantas pessoas entram num curso a pensar apenas "vou valorizar-me pessoalmente", quantas frequentariam na mesma o curso se soubessem que a seguir iriam ganhar tanto como se não o tirassem, quantas não mudariam de área se soubessem que não vão conseguir ter emprego? E serão estas pessoas piores do que as outras? Trabalhar na área que se gosta e para a qual se estudou não deveria ser uma real possibilidade? E não será que esta falta de empregos para licenciados pode levar a que as pessoas deixem de querer estudar? Não será legítimo que pensem que é preferível tentar encontrar um trabalho mal acabem o secundário? Sobretudo se tiverem exemplos em redor de pessoas que não estudaram e estão melhor. E isso não é positivo para o país porque como sabemos o número de licenciados é medida de desenvolvimento. Por isso são precisas novas políticas de ensino superior sim. É preciso pôr o dedo na ferida sim. Existem estudos que comprovam que a geração das pessoas com vinte e muitos/trinta e poucos anos vai ser a primeira a ter um nível de vida pior do que a geração anterior. Estamos em crise. Temos um número de desempregados dos mais altos de sempre. E muitos deles são jovens. E são licenciados. Podemos dizer que todos não sabem procurar? Que não se empenham o suficiente? E que não se sujeitam a certas (más) condições? Alguns talvez sim. Mas de certeza que não todos.

E quanto à emigração também tenho uma palavra a dizer. Admiro as pessoas que saíram do país para poderem ter melhores condições de trabalho. Mas o que eu gostava era que isso não fosse preciso. Que fossem porque queriam de facto. E não porque não encontram soluções cá dentro. Porque também isso tira valor a Portugal.

Claro que temos de ser proactivos. Claro que importa aceitarmos as oportunidades ainda que em áreas diferentes. Claro que temos de perceber que o emprego para a vida acabou. Claro que não vale de nada querermos segurança se não lutarmos por ela. Claro que temos de perceber que algumas vezes é preciso dar uma volta maior para chegar ao abjectivo.

Temos que lutar pelas oportunidades porque de facto ninguém tem de no-las dar.

Mas e quem de facto luta e não consegue? E aqueles que nunca tinham trabalhado antes e tiveram a sorte de fazer o estágio académico num sítio onde depois lhes foi proposto um estágio profissional, que ajudou a que tivessem a tal experiência que hoje tanto é pedida? E quem de facto sente que tem imensa capacidade de trabalho mas não o consegue mostrar? E quem de facto nunca vai ter aquela janela de oportunidade para conseguir mostrar o valor que tem? Ainda que seja num estágio não remunerado. Esses casos existem. E é neles que temos (também) de pensar.Porque hoje em dia a capacidade de trabalho, o mérito e a proactividade infelizmente não garantem trabalho.

A geração e a música e o emprego: a minha experiência

Que me lembre o primeiro trabalho que tive foi aos 16 ou 17. Fiz embrulhos durante o Natal numa loja de música no Chiado que pertencia à empresa onde trabalhava o tio de uma amiga minha. E na altura (1998 se não me engano) recebi muito bem. Foram 50 contos por cerca de 15 dias de trabalho. A seguir a isso foram raras as férias em que não tivesse trabalhado. Durante o ano em que não entrei na faculdade (tirei psicologia e como vinha de humanidades faltava-me a matemática ou a Biologia que fiquei a fazer no ano a seguir a terminar o 12º ano) trabalhei no Pingo Doce para ter dinheiro para tirar a carta que na altura os meus pais não me quiseram dar. E durante a faculdade estive numa conhecida perfumaria a fazer embrulhos em todas as épocas festivas (Natal, dia dos namorados, pai, páscoa, mãe, dia da criança, whatever) e quando esse trabalho terminou estive na FNAC durante um mês nas férias de Natal. Cumulativamente no 2º ano da faculdade comecei a dar explicações. Actividade que não parei e na qual continuo a trabalhar. Durante o curso conheci muitas pessoas, quase que me atrevo a dizer a maioria, que nunca tinham trabalhado em lugar nenhum. E eu andei no ISPA que é uma universidade privada (sim, conseguir de facto fazer biologia, tendo tido melhor nota do que muitas pessoas que estavam na área de ciências há 3 anos, mas, mesmo assim a juntar a minha média de 17 do secundário e 19,2 do exame nacional de psicologia fiquei a 3 centésimas da nota do último classificado). Terminei o curso nos cinco anos previstos. Nunca chumbei um único ano e houve apenas uma cadeira que ficou em atraso. E mesmo essa só esteve em atraso um ano (e não foi só um semestre porque era anual) porque foi logo feita no ano a seguir. E fui que paguei por ela. Porque fiz questão de dizer aos meus pais que, mesmo pagando-me eles a faculdade, o erro de deixar a cadeira em atraso tinha sido meu e por isso era eu que a ia pagar. E foi mesmo isso que fiz.
Quando terminei o curso (Outubro de 2005) e sabendo à partida que a minha área não era fácil resolvi criar o meu próprio projecto. Que é uma coisa da qual tenho orgulho mas que não correu bem. E não correu bem porque fiz muitas opções erradas fruto da imaturidade da altura. Não me custa nada a admitir. Aprendi muito com tudo isso mas a verdade é que também teve custos. E esses custos foram maioritariamente ter-me feito perder grande parte da minha proactividade. E começar a ter medo de arriscar. Ainda com o projecto a decorrer fui chamada para um centro de explicações no final de 2007 e aceitei acumular. Depois de ter terminado o projecto (Junho de 2008) arregacei as mangas. Fui trabalhar para um call center a vender cartões bancários do citibank (sim, fui daquelas pessoas muito chatas, mesmo muito chatas). Mas não gostava do que estava a fazer. E continuei a tentar mudar. Acabei por ir parar ao call center do serviço de atendimento ao cliente da vodafone onde gostei de estar mas de onde saí ao fim de seis meses e continuei sempre no tal centro de explicações. Durante esse tempo ainda tirei o CAP. E a seguir, tal como já sabe quem me lê a algum tempo, a minha mãe adoeceu e eu optei por a acompanhar. Estive portanto desde o Verão de 2009 até ao Verão de 2010 parada. E mesmo durante esse tempo ainda estive uma semana noutro centro de explicações (e saí por aquilo ser um autêntico depósito de crianças que levava ao desespero quem lá trabalhava) e dei algumas explicações por conta própria. E este ano a partir de Setembro já trabalhei num shopping a fazer auditoria de loja e em dois centros de explicações (sendo que um deles é o mesmo em que já trabalho desde o final de 2007). Neste momento estou apenas num deles porque no início de Janeiro a minha mãe foi operada e o ter estado afastada uma semana foi o suficiente para me susbtituírem.

A geração e a música e o emprego

A música dos Deolinda tem dado que falar. Inicialmente quando a ouvi até a achei engraçada. Mas para música de intervenção faltava ali alguma coisa. Que eu não sabia o que era até ter lido na Tabu (a revista que vem com o semanário Sol) uma opinião da Carla Hilário Quevedo. Que muito sucintamente dizia que hoje em dia em vez de se lutar, arregaçar as mangas, e manifestar as nossas vontades, opiniões e reivindicações se lutava por contratos seguros, férias e reforma.

Agora temos visto em blogues pessoas que gostam muito da música e a fazem um hino daquilo que sentem e outras que dizem que quem não encontra emprego e continua em casa dos pais é porque no fundo não se esforça.

E eu acho que tenho uma palavra a dizer. O que até vem a propósito do post anterior. Nem todos o devem ter visto mas pedia para me contarem o vosso percurso profissional.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tendo em conta que estou numa altura de definição profissional, querem e/ou podem, falar a mim um bocadinho do vosso percurso?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quantas vezes não acontece não sermos totalmente sinceros com os outros (quando, por exemplo não dizemos que aquela roupa não favorece, que o namorado/pessoa de quem gosta não gosta/ não respeita/ não mostra consideração, que a pessoa não está a ter a atitude correcta/a fazer as coisas da melhor forma/a comportar-se como devia connosco ou com outros), utilizando a desculpa de que não os queremos magoar, porque no fundo temos medo que deixem de gostar de nós ou para evitar eventuais conflitos que pensamos que podem surgir e com os quais não sabemos/não nos interessa/temos receio de não saber lidar?

P.S.: assumo que me acontece muitas vezes. Muitas mais do que gostaria. Mas tenho uma estúpida tendência para ser sempre o cisne branco, querer sempre agradar, não querer que as pessoas achem que penso que sou melhor. E sei que no fundo o faço não por não ser sincera mas por medo da reacção que as pessoas possam ter. O que acaba por ser egoísta da minha parte. E pouco sincero. E não gosto nada disso.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Curiosidade

Gostava que me contassem as vossas histórias românticas. Assim em poucas palavras claro, mas, a forma como se conheceram, quando é que perceberam que estavam apaixonadas/dos, e quem é que deu o primeiro passo. Claro que podem fazê-lo anonimamente.