quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tendo em conta que estou numa altura de definição profissional, querem e/ou podem, falar a mim um bocadinho do vosso percurso?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quantas vezes não acontece não sermos totalmente sinceros com os outros (quando, por exemplo não dizemos que aquela roupa não favorece, que o namorado/pessoa de quem gosta não gosta/ não respeita/ não mostra consideração, que a pessoa não está a ter a atitude correcta/a fazer as coisas da melhor forma/a comportar-se como devia connosco ou com outros), utilizando a desculpa de que não os queremos magoar, porque no fundo temos medo que deixem de gostar de nós ou para evitar eventuais conflitos que pensamos que podem surgir e com os quais não sabemos/não nos interessa/temos receio de não saber lidar?

P.S.: assumo que me acontece muitas vezes. Muitas mais do que gostaria. Mas tenho uma estúpida tendência para ser sempre o cisne branco, querer sempre agradar, não querer que as pessoas achem que penso que sou melhor. E sei que no fundo o faço não por não ser sincera mas por medo da reacção que as pessoas possam ter. O que acaba por ser egoísta da minha parte. E pouco sincero. E não gosto nada disso.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Curiosidade

Gostava que me contassem as vossas histórias românticas. Assim em poucas palavras claro, mas, a forma como se conheceram, quando é que perceberam que estavam apaixonadas/dos, e quem é que deu o primeiro passo. Claro que podem fazê-lo anonimamente.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pobres não somos. Mas estúpidos talvez...

Texto retirado do facebook de um amigo:

"Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal. Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:

- Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

- Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um

litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de

telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso. Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais. Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA... Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada. Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública. Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar. Vocês são são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro. Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..."

Não sou daquelas pessoas que está sempre a dizer que os países estrangeiros é que são maravilhosos. Mas que há muitas coisas que não funcionam bem neste país é verdade. E que não é apenas culpa dos governos não é. Nem dos de esquerda nem do direita. Porque tem havido alternância democrática e as coisas não têm melhorado. E tal como costumo dizer tantas vezes não vão melhorar enquanto s mentalidades não mudarem.

Euromilhões ou como o dinheiro revela algums coisas

Não. Não estou milionária. E a bem da verdade nem queria, que sempre disse que me saísse, e ao contrário de muitas pessoas, não deixava de trabalhas mas criava era condições para trabalhar. O que quero falar com este texto é sobre aquele ex-casal a quem saíu o prémio e que até hoje não se conseguem entender quanto à divisão do mesmo. Ora, são 15 milhões de euros (dezasseis com os juros que já rendeu) que continuam parados no banco, sem que ninguém os possa utilizar.



E porque é que isto acontece? Porque a mulher a quem saíu o prémio se recusa a partilhá-lo com aquele que era namorado na altura e com quem hoje não tem qualquer relação. E a mim custa-me a entender esta atitude. Volto a repetir que são 15 milhões de euros. Uma quantida que a grande maioria de nós não saberá nunca o que é. Dividindo ao meio dava 7,5 milhões a cada um deles. Muito mais que o suficiente para ter uma vida desafogada e evitar chatices. Chegaram ao ponto de levar o caso a tribunal, por ela não querer dar nem uma parte do prémio ao ex-namorado (que, recordo, foi quem registou o boletim que parece tinha uma chave que costumavam jogar em comum), que decidiu pela divisão do prémio. Mas ela não satisfeita com a decisão resolveu recorrer ao tribunal da relação.



Resultado? O dinheiro vai continuar congelado na conta a render juros sem que ninguém os possa utilizar. E eu volto a dizer que são 15 milhões de euros. Que muito provavelmente ela não tem noção da quantia que é na realidade. Com 15 milhões ou com oito ela fica rica na mesma. E, embora eu não goste de fazer juízos de valor, o que me parece é que o dinheiro muitas vezes cega e mostra coisas de nós que era melhor que não fossem reveladas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Desta vez não quis dizer nada sobre a Luciana Abreu. Porque sei que já falei muito e muito e muito. Mas Lyonce Viiktórya é mesmo muito mau.

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Falta(m) pouco(s) para os 300 verdade?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Portugal



Gosto de Portugal. Embora sinta que muita coisa tem de mudar (antes dos governantes) para que fiquemos melhor do que estamos. Mas acredito nas nossas potencialidades. E por isso não podia deixar de publicar este vídeo que está lindo. Talvez ao vê-lo nos apercebamos do que temos e do que somos capazes para que façamos alguma coisa.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais e eleições

Estava agora a consultar o portal do eleitor e apercebi-me que houve mais de 4% de votos em branco. O que segundo me lembro é um resultado mais alto do que o normal. E, tendo estado ontem e em quase todas as eleições anteriores em mesas de voto, resolvi aproveitar para esclarecer as pessoas que nas eleições presidenciais nem os votos brancos nem os nulos contam para o resultado final.

O que acontece é que estes votos são contados sim mas depois para efeitos de eleição do presidente da república apenas contam os votos efectivos, ou seja, os votos nos candidatos. Imaginem que numa mesa de voto houve 500 votantes. Mas que houve 35 votos em branco e 15 nulos. Ora, os votos que efectivamente contam quando se vão fazer as percentagens são 450 e não 500. É como se os 450 votos fossem 100%. E depois atribui-se a cada candidato a percentagem relativa ao seu número de votos. Mas atenção que não é o mesmo votar em branco ou nulo do que não votar. Voltando a fazer um exercício imaginem que a mesa de voto tem 1060 eleitores inscritos (que é o normal pelo menos no sítio onde costumo estar). Votam as mesmas 500 pessoas. Então existem 47% de abstenções. Apenas depois de se fazer o total de abstenções é que se contam os votos e se fazem as percentagens retirando então os votos brancos e nulos. Ontem quem acompanhou as emissões especiais das televisões deve ter visto que, contrariamente às outras eleições, quando eram mostrados os quadros com as classificações dos candidatos não apareciam os votos brancos e nulos. Exactamente porque não contam para os resultados.

Também li por aí dúvidas quando à percentagem do candidato vencedor tendo em conta a abstenção. Dizia uma pessoa que não era possível o vencedor ter tido 52% se tinha havido 50% de abstenção. Mas mais uma vez a resposta é a mesma. Quando são apurados os resultados o que conta são os votos expressos. Dos votos que se apuram é que se calculam as percentagens de cada candidato. A abstenção é calculada antes dos resultados. E se assim não fosse ninguém teria ganho ontem porque foi ela a grande vencedora. Embora eu ache que todas as eleiçoes com mais de 50% de abstenção deveriam ser repetidas. Mas isso é outra história.

Existe no nosso país uma ignorância muito grande no que diz respeito não só à política como ao sistema eleitoral. Dizia a senhora que falou na abstenção que quem faz as eleições não é quem vota mas quem conta os votos dando a entender que os membros das mesas adulterariam os resultados. E eu garanto-vos que isso é virtualmente impossível. Porque em cada mesa está um elemento militante/simpatizante de cada partido. O que faz com que ninguém se atreva a sugerir favorecer nenhum candidato.

Relativamente às situções que existiram com o cartão de cidadão não me vou pronunciar. Tenho cartão de cidadão mas não só o meu número não mudou como sendo eu membro das mesas e sabendo que havia pessoas que tinham ficado sem cartão de eleitor, quando fui fazer o dito cartão, disse à senhora que não queria que mo inutilizasse. Dizem que as pessoas a quem o número de eleitor foi alterando receberam a informação. Mas não sei se é verdade. Claro que podiam ter ido ver mais cedo o número e o local de voto mas para isso teriam de adivinhar que o número tinha mudado. E muitas pessoas não sabiam disso. Por isso falhou quem está a fazer os cartões de cidadão e não informou as pessoas.

O que não concordo é que tenha sido esse fenómeno o responsável pela abstenção. Porque ela tem vindo a aumentar em todas as eleições. E o cartão de cidadão não existe assim há tanto tempo. O que acontece é que cada vez mais as pessoas se desinteressam pela política. E se por um lado os percebo por outro não acho admissível as pessoas queixarem-se tanto mas depois não mexerem o rabo para ir votar. É que dizer que nada muda é muito fácil. Mas se não forem votar é que nada muda de certeza. E é por isso que sou partidária do voto obrigatório.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Durante algum tempo tentei não escrever sobre a morte do Carlos Castro. Sentia que não tinha grande coisa a acrescentar a tudo o que já tinha sido escrito. Mas continuo a ler por aí coisas que me fazem uma confusão tão grande que tenho mesmo de dizer alguma coisa.
Que o Carlos Castro era homossexual toda a gente neste país sabia. Não é novidade para mim, nem para ninguém que viva cá há algum tempo. E também não é novidade que não era das figuras mais apreciadas do país devido ao trabalho de cronista social.
Mas, e aqui entra a minha indignação, merecia por isto ser morto como foi?
E o Renato, por ser jovem, bonito, modelo, tem de ser desculpado pelo crime horrível que cometeu?
O que me parece quando leio coisas sobre este assunto é que os valores de algumas pessoas estão completamente invertidos.
Sei que a linha entre a sanidade e a loucura é muito ténue. Que em situações limite todos podemos psicotizar. Que existem situações que nos colocam completamente fora de nós.
Mas não é por isso que devemos deixar de ser castigados.
E se é verdade que não sabemos ao certo o que aconteceu naquele quarto também é verdade que o Renato tinha milhares de opções que não matar. Podia ter-se simplesmente vindo embora. Podia, com a estrutura física que tinha, ter agredido o Carlos Castro para lhe mostrar que não pactuava com o que ele queria. Podia ter pedido ajuda ao consulado e à embaixada se sentia que estava a ser vítima de alguma coisa.
Mas não foi nada disto que ele fez. Matou. E se eu até conseguiria (embora muito dificilmente) perceber que o tivesse feito em legítima defesa não é para isso que os contornos deste crime apontam. Porque a seguir a matar torturou. Castrou. E ainda ficou quatro horas com o cádaver no quarto.
Algumas vezes pergunto-me se a reacção das pessoas seria a mesma se isto tivesse acontecido entre um casal de pessoas heterossexuais com idades aproximadas. E sinto que não era. Que o facto de o Carlos Castro ser velho e homossexual e ter uma imagem algo negativa na sociedade e o Renato ser bonito e jovem e modelo influencia muito a atitude das pessoas.
Percebo a dor da família do Renato. Percebo que não queiram acreditar que o filho/irmão/neto tenha comitido um crime destes. Percebo também a indignação das pessoas que o conheciam. O que já me custa a perceber são todas as outras pessoas que não o conheciam e o defendem com unhas e dentes. E que digam que a história tem de estar mal contada. Que tem de ter acontecido alguma coisa naquele quarto que o tenha feito fazer o que fez. Que não sabemos o que o Carlos Castro lhe terá prometido e depois não terá cumprido.
E o que eu tenho a dizer é que as pessoas se esquecem que o Carlos Castro era uma pessoa que foi morta e torturada. Que também tinha uma família. Que não há nada que justifique tirar a vida a outro ser humano. Que há sempre outra saída. E sobretudo que muitas vezes, infelizmente, não é preciso haver razões para se matar. Que o facto de o Renato ser bonito e jovem e modelo não significa que não possa ser assassino. Que o Carlos Castro não devia nada ao Renato. Que estava com ele porque queria ter sucesso da maneira mais fácil. Que não era uma criancinha inocente que foi abusada por um pedófilo.

Adenda: acabei de ler na Visão que agora existe uma petição para a extradição do Renato Seabra para Portugal caso seja condenado. Uma petição para trazer uma pessoa que confessou um crime. E que ainda por cima não foi feita pela família. E não consigo mesmo entender o que se passa na cabeça destas pessoas. Mesmo.

P.S.: relativamente a este assunto gostei muito de ler a Cat, s SMS, e a Ritititz.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Uma amiga perguntou-me há dias como é que podemos esquecer alguém. E a resposta seria muito fácil se este alguém lhe tivesse feito mal. Tinha apenas de lhe dizer para pensar nela e ter amor próprio e lembrar-se do que ele fez. Mas não é essa a situação. É uma situação aliás totalmente diferente.
O que aconteceu neste caso foi que essa minha amiga teve alguém que gostou muito dela mas com quem ela não chegou a ter uma relação. Porque na altura havia outra pessoa na vida dela por quem ela optou e com quem namorou ainda bastante tempo. Mas agora passados uns anos e terminada essa relação ela questiona se fez a escolha certa. Sente que não. Que devia antes ter optado pela outra pessoa. E não se consegue esquecer disso. O problema é que essa pessoa por quem ela não optou tem agora um compromisso sério. Por isso não há forma de ela ir ter com essa pessoa e tentar aquilo que não tentou. Por isso a solução tem de ser mesmo esquecer. Mas ela não sabe como e eu também não tenho uma resposta mágica para lhe dar. Apenas me lembro das coisas habituais que se costumam dizer. Que é necessário esquecer para seguir em frente. Que se ela na altura fez esta escolha é porque era o que sentia e que não devemos contrariar aquilo que sentimos. Que não adianta pensarmos no passado, a não ser para aprender com ele, porque ele não vai mudar.
E gostava muito de lhe poder dizer alguma coisa diferente. Que realmente a ajudasse a esquecer. Porque ela é uma pessoa fantástica. Que merece muito ser feliz. Mas ela diz-me que esta pessoa deve ter sido quem mais gostou dela até agora. Que fez coisas por ela que nunca ninguém tinha feito. Que não sabe se volta a encontrar alguém assim. E por isso é que lhe é tão difícil esquecer.

P.S.: conseguem ajudar-me a dizer-lhe alguma coisa que a ajude?

domingo, 26 de dezembro de 2010

E este ano...

Volto a pedir ao Pai Natal, ainda que um bocadinho mais tarde, o mesmo que pedi o ano passado. Que a minha mãe continue a recuperar, que tudo continue a correr como tem corrido e que ela viva muito mais anos com saúde, na minha companhia e na de todas as pessoas que a querem bem. E espero que me seja concedido tal como foi este ano. Não peço que o ano que vem seja melhor do que o anterior. Apenas que continue assim que já está bom. Depois de um ano como 2009, 2010 conseguiu ser um bocadinho mais calmo, apesar dos tratamentos, exames e idas ao Hospital. E o que quero é que em 2011 as coisas continuem assim. Porque a minha mãe é sem dúvida a pessoa mais importante para mim. E este é realmente o meu desejo para o próximo ano.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Maria, o gato e o sonho

E eu nunca falei aqui da Maria pois não? Então a Maria é uma mulher que tem um sonho e resolveu lutar para o concretizar. O sonho da Maria é ir estudar para Bruges. Mas estas coisas de estudar são caras e por isso a Maria está a vender todo o recheio da casa para o conseguir. E nós o que temos de fazer para ajudar? Pouco. Dar um livro para o leilão ou comprar um ou conhecer alguém que queira patrocinar e divulgar, divulgar, divulgar e pensar em ideias geniais que possam ajudar a Maria a concretizar o sonho. Gosto de pessoas que sonham. E que estão dispostas a lutar para os concretizar. E por isso apoio a Maria. E para mais informações é só ir aqui ou aqui que está lá tudo explicado.