Uma amiga perguntou-me há dias como é que podemos esquecer alguém. E a resposta seria muito fácil se este alguém lhe tivesse feito mal. Tinha apenas de lhe dizer para pensar nela e ter amor próprio e lembrar-se do que ele fez. Mas não é essa a situação. É uma situação aliás totalmente diferente.
O que aconteceu neste caso foi que essa minha amiga teve alguém que gostou muito dela mas com quem ela não chegou a ter uma relação. Porque na altura havia outra pessoa na vida dela por quem ela optou e com quem namorou ainda bastante tempo. Mas agora passados uns anos e terminada essa relação ela questiona se fez a escolha certa. Sente que não. Que devia antes ter optado pela outra pessoa. E não se consegue esquecer disso. O problema é que essa pessoa por quem ela não optou tem agora um compromisso sério. Por isso não há forma de ela ir ter com essa pessoa e tentar aquilo que não tentou. Por isso a solução tem de ser mesmo esquecer. Mas ela não sabe como e eu também não tenho uma resposta mágica para lhe dar. Apenas me lembro das coisas habituais que se costumam dizer. Que é necessário esquecer para seguir em frente. Que se ela na altura fez esta escolha é porque era o que sentia e que não devemos contrariar aquilo que sentimos. Que não adianta pensarmos no passado, a não ser para aprender com ele, porque ele não vai mudar.
E gostava muito de lhe poder dizer alguma coisa diferente. Que realmente a ajudasse a esquecer. Porque ela é uma pessoa fantástica. Que merece muito ser feliz. Mas ela diz-me que esta pessoa deve ter sido quem mais gostou dela até agora. Que fez coisas por ela que nunca ninguém tinha feito. Que não sabe se volta a encontrar alguém assim. E por isso é que lhe é tão difícil esquecer.
P.S.: conseguem ajudar-me a dizer-lhe alguma coisa que a ajude?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
E este ano...
Volto a pedir ao Pai Natal, ainda que um bocadinho mais tarde, o mesmo que pedi o ano passado. Que a minha mãe continue a recuperar, que tudo continue a correr como tem corrido e que ela viva muito mais anos com saúde, na minha companhia e na de todas as pessoas que a querem bem. E espero que me seja concedido tal como foi este ano. Não peço que o ano que vem seja melhor do que o anterior. Apenas que continue assim que já está bom. Depois de um ano como 2009, 2010 conseguiu ser um bocadinho mais calmo, apesar dos tratamentos, exames e idas ao Hospital. E o que quero é que em 2011 as coisas continuem assim. Porque a minha mãe é sem dúvida a pessoa mais importante para mim. E este é realmente o meu desejo para o próximo ano.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A Maria, o gato e o sonho
E eu nunca falei aqui da Maria pois não? Então a Maria é uma mulher que tem um sonho e resolveu lutar para o concretizar. O sonho da Maria é ir estudar para Bruges. Mas estas coisas de estudar são caras e por isso a Maria está a vender todo o recheio da casa para o conseguir. E nós o que temos de fazer para ajudar? Pouco. Dar um livro para o leilão ou comprar um ou conhecer alguém que queira patrocinar e divulgar, divulgar, divulgar e pensar em ideias geniais que possam ajudar a Maria a concretizar o sonho. Gosto de pessoas que sonham. E que estão dispostas a lutar para os concretizar. E por isso apoio a Maria. E para mais informações é só ir aqui ou aqui que está lá tudo explicado.
domingo, 28 de novembro de 2010
Fui hoje experimentar uma técnica nova de manicure. Gelinho. Bom para quem como eu não gosta de unhas de gel mas quer que o verniz dure mais tempo. É um gel mas parece um verniz. Não fica grosso. Não se lima metade da unha. Não tem manutenção. Não se fazem extensões. Não se usam brocas para remover. E, apesar de achar que podia estar mais perfeito a nível de pintura e peles, gostei. Espero que realmente dure o tempo que dizem. E se assim for não me preocupo mais com o verniz estalar ao fim de pouco tempo. Querem saber como se aplica? Primeiro faz-se a manicure normal. Depois colocam uma espécie de base e colocamos as mãos no forno. A seguir é a vez da cor, é pintada uma unha de cada vez, e colocamos a mão no forno a seguir a cada pintura para o verniz não escorrer. E esta é mesmo a parte mais chata porque faz com que demore um bocadinho. Depois coloca-se um brilho em todas as unhas e levamos novamente as mãos no forno. Finalmente limpam com um produto que não sei qual é e temos as unhas prontas. O único incoveniente é não haver muitas cores. Mas gostei da técnica e recomendo. Agora é ver se realmente dura tanto tempo.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Quero comprar uma máscara facial. A minha pele é sensível com tendência a seca. Tenho alguns pontinhos negros no nariz e por vezes no queixo. Estou a alguns meses de fazer 30 anos. O meu principal objectivo é hidratação, nutrição e prevenção do envelhecimento. A par disto se melhorar algumas (poucas) manchinhas melhor. O que é que me sugerem?
domingo, 21 de novembro de 2010
Tenho andado a ver o The Biggest Loser. E, além de me identificar com a Michelle em muitas coisas, faz-me confusão como é que há pessoas que ali estão e pensam em jogar e em ganhar dinheiro e em derrotar os outros. Quando o maior ganho é a perda de peso, a aprendizagem sobre eles próprios, o mudar tudo aquilo que estava mal até ali. Talvez seja uma metáfora da forma como algumas pessoas vivem. O foco nunca está neles mas sim nos outros. Não se preocupam em ser melhores pessoas a cada dia mas em ser melhor do que os outros. E não percebem que só olhando para nós, querendo ser uma pessoa melhor a cada dia, querendo superar os nossos próprios limites é que podemos viver bem connosco e com os outros.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Lovefool
Dear, I fear we're facing a problem
You love me no longer, I know
And maybe there is nothing
That I can do to make you do
(Lovefool, The Cardigans)
Ultimamente tenho assistido a muitas situações assim. Mulheres que se mantém em histórias que de amor já nada têm. Talvez já tenham tido em tempos. Mas deixaram de ter e elas, nós, insistem em agarrar-se a um passado que já não é. A interpretar sinais que nada querem dizer. A correr atrás de homens que não gostam delas, que não lhes telefonam, não querem saber, não se preocupam, não se interessam. E a maior parte até tem noção disto. Que alguma coisa de facto mudou.
Mas por algum motivo continuam a aceitar migalhas como se fossem um óptimo manjar. A viver com o amargo de saber que aquela pessoa já não nos quer assim tanto. E se não nos quer assim tanto é porque não nos quer simplesmente.
Tenho dito algumas vezes que quando um homem quer estar com uma mulher faz tudo por estar. Claro que não sou ingénua ao ponto de achar que gostar é suficiente, porque muitas vezes não é, mas quando um homem quer estar tenta estar. E não há nada que o impeça. Por isso não adianta nós corrermos atrás e ligarmos e mandarmos mensagens desenfreadamante. Quando ele não atende, não telefona e não manda mensagens é porque não quer falar connosco.
E não é insistindo que vamos fazer com que ele queira. Antes pelo contrário. Vamos apenas humilhar-nos, fazer com que deixe de ter paciência para nós, e implorar por algo que devia ser dado de forma natural.
Uma coisa da qual temos que nos convencer é que o amor não se implora. E que nesse caminho apenas conseguimos destruir a nossa auto-estima. É duro assumir que uma pessoa não gosta de nós? É. Mas é preferível isso do que andar a correr atrás de quem não nos quer.
E se essa pessoa nem sequer tem respeito o suficiente para nos dizer "não" e vai empatando a situação com "não sei", "talvez", "não me pressiones" pior ainda. Porque nos dá uma algo a que nos agarrarmos. Mas acima de tudo porque mostra uma falta de consideração enorme. Falta de empatia com aquilo que estamos a sentir. Falta de carácter. E mostra ainda mais que não merece a nossa atenção.
A solução é simplesmente aceitar. Aceitar que os sentimentos mudam, que o amor também acaba, que existem pessoas não gostam de nós e que isso não significa que o problema seja nosso, que não sejamos mulheres interessantes, que tenhamos feito alguma coisa errada. E depois de aceitar encerrar o capítulo, fechar a porta e seguir com a nossa vida tal como faziámos antes de ele existir. Até porque se ele realmente gostar de nós sabe onde estamos, como nos contactar e não é por nos afastarmos que nos vai esquecer. E aí percebe que tem de nos valorizar, que não nos contentamos com menos do que merecemos, que nos valorizamos o suficiente para nos afastarmos de quem gostamos quando sentimos que não nos tratam bem.
Tal como o anúncio do leite matinal dizia há tanto tempo se nós não gostarmos de nós quem gostará?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
E ao texto que a Miss Glitering escreveu eu apenas acrescentava que as pessoas conseguem sempre surpreender-nos por mais que pensemos que não. Tenho de parar de ser bambi. E de achar que todas as pessoas têm determinados valores. Não me costumo queixar por que sou assim porque quero. Não sou assim para que sejam assim comigo. E quero continuar a acreditar nas pessoas. Mas há situações em que pensamos mesmo que temos de deixar de ser ingénuas.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Uma mensagem trocada com uma amiga devolveu-me a lembrança algo de que já me tinha esquecido, como é (TÃO BOM) começarmos a apaixonarmo-nos por alguém: os olhos nos olhos e o sentimento de "há lugar para mim", os toques inocentes e casuais primeiro para sentir a pele do outro e ver se faz contacto, o posar da mão no braço durante uma conversa e os toques mais demorados depois, quando já há pouco a esconder, as conversas intermináveis na descoberta do outro, a saudade a apertar quando não se está e ainda não percebe bem o que se sente, a vontade de estar sempre ao lado dele e descobrir cada vez mais e mais coisas até ao momento em que os lábios se tocam pela primeira vez e é a confirmação de tudo o que tinha sentido até aí: ternura, carinho, paixão e um amor embrionário, uma vontade de que corra bem, de que seja "desta vez", de que o outro venha a gostar de nós como sonhamos ser possível gostar dele, de estar nas nuvens e ser tão bom, de pensar nele assim, do nada a meio do dia e ficar com um sorriso...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
E é isto que eu quero um dia sentir...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Não sei se vos tem acontecido o mesmo mas reparei, nos últimos dias pelo menos, que mesmo quando desligo o computador a minha sessão no blogger continua iniciada. E isso acontece em mais do que um computador. E agora tentei mesmo terminar a sessão, coisa que normalmente não faço porque isto costuma terminar sozinha quando se desliga o computador, e não consegui. Alguém sabe o que se está a passar?
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Existem pessoas que gostam de perder o tempo delas. E de fazer os outros perder o seu tempo. Porque ainda não perceberam que se não gostamos de alguém o melhor é ignorar a sua existência. E para essas pessoas não há tempo de antena neste blogue. Por mais que enviem comentários despropositados. Por mais que digam coisas sem sentido. Por mais que sejam desagradáveis.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por muito que a grande maioria das pessoas diga que o blogue é apenas uma pequena parte daquilo que são, o que sinto é que, através deles conseguimos perceber muitas coisas sobre a pessoa. O que as pessoas escrevem, o que não escrevem, a forma como o fazem, os assuntos que elegem para falar, a posição que tomam perante determinadas coisas, revelam muito mais da pessoa do que muitas vezes pensamos. E é por isso que gosto tanto de ler blogues. Porque é uma óptima forma de conhecer diferentes formas de pensar, estar e ser.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Faz hoje exactamente um ano que vivi um dia que foi ao mesmo tempo dos mais difíceis mas também dos mais felizes. Foi no dia 23 de Setembro de 2009 que, depois de vários tratamentos, análises e exames, a minha mãe foi operada ao tumor que lhe tinha sido diagnosticado uns meses antes. Estar à porta de um bloco operatório mais de 6 horas, quando lá dentro está a pessoa que mais amamos, e não saber o que se está a passar é sufocante. Mas quando sabemos que terminou, que ela está bem e até nos dá um sorriso, e nos dizem que correu tudo bem a sensação de alívio é indescritível. E no entanto, apesar de eu pensar que a partir daí tudo ia ser mais fácil, o receio continua tão presente como no dia do diagnóstico. Porque com estas doenças nunca sabemos o que vai acontecer a seguir. E mesmo que saibamos que durante a cirurgia o tumor foi todo retirado, que até aqui os exames têm mostrado que está tudo bem, e que as análises apresentem valores normais só quem passa por uma experiência destas consegue perceber o aperto que sentimos todos os dias no peito. E se é verdade que, tal como me disseram há uns dias num email, "life is random" por isso não faz grande sentido vivermos preocupados, quando a situação é com a pessoa que mais amamos não o conseguimos evitar. Mas no entanto uma doença destas também nos faz reavaliar toda a nossa postura. Pensar que damos demasiada importância a coisas que não interessam. E a aprender a colocar as coisas em perspectiva.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Cobranças
Inspirada pela Luna e pelo fantástico texto que escreveu sobre perguntas intrusivas, respeitar os tempos do outro e conquistar a confiança, resolvi finalmente escrever o que há tanto tempo tenho pensado como adiado sobre cobranças. Parece que um tema não tem a ver com o outro? Tem. O perfil de uma pessoa que faz perguntas indiscretas quando devia esperar que a outra pessoa falasse por vontade própria, que não consegue perceber que os timmings das pessoas são diferentes, que não respeita o espaço do outro é semelhante ao de alguém que cobra sentimentos, amizades, atitudes. E eu explico já por quê.
Antes de qualquer oura coisa, a que é que eu me estou exactamente a referir, quando falo em cobranças? Àquelas pessoas que passam a vida a dizer: "porque é que não me contaste?", "porque é que estiveste tão perto de mim e não me telefonaste?", "porque é que não me convidaste?", "nesta relação eu dou muito mais do que tu", "Dou muito e acabo sempre por me desiludir", "nunca queres saber de mim" e outras coisas do género.
E confesso já à partida que não me dou muito bem com cobranças. Talvez faça parte do meu mau feitio mas quando sinto que me estão a cobrar alguma coisa fico com vontade de fazer exactamente o contrário daquilo que querem. E não é por estar a implicar. Nem a querer contrariar as pessoas. Muito menos a fazer pirraça. É apenas porque acho que não temos o direito de cobrar nada a ninguém. E se eu não cobro também não gosto que me cobrem.
Claro que também tenho amigos a quem de vez em quando digo "não falamos há imenso tempo". Mas isso é muito diferente de dizer "não queres saber de mim". A primeira mensagem mostra vontade de estar com a pessoa, querer saber como tem estado, querer mostrar que estamos ali. A segunda mostra alguém que se coloca sempre no centro das questões. E muitas vezes quem faz isto nem sequer são pessoas cheias de si próprias e sim pessoas muito inseguras que à mínima coisa se sentem postas em causa.
Primeiro que tudo, penso que é essencial perceber que lá porque alguém não nos dá aquilo que queremos não significa que não no dê tudo o que consegue dar. É necessário saber distinguir que nem todas as pessoas se entregam da mesma forma. E isso não significa que gostem menos do que quem dá de forma mais espontânea.
E, talvez mais importante do que esta distinção, é perceber que a amizade, o amor e a confiança não se mendigam. Não adianta corremos atrás de uma pessoa a dizer "mas tu devias tratar-me desta forma". Porque na maior parte das vezes vai ter o efeito contrário. A pessoa vai afastar-se mais ainda do que já estava. E além disso alguém estar connosco porque nós forçámos a situação não tem o mesmo sabor de alguém estar connosco porque tem vontade de o fazer.
Quando (nos) damos não o devemos fazer porque esperamos algo em troca. É difícil viver sem expectativas? É. Mas é assim que tem que ser. Até porque só aquilo que é dado sem esperar nada em troca nos pode trazer algo de volta. Irónico? Mas é assim que funciona.
Claro que isto não significa que temos de aceitar que nos tratem de uma maneira que achamos que não merecemos. E muito menos significa que não se possa falar sobre as coisas. Nem que devamos continuar a tratar como prioridade alguém que nos trata como opção.
Mas sigifica sim que devemos parar, pensar e perceber que as pessoas não são todas iguais. Que não podemos avaliar os outros pela nossa postura. Que não adianta exigir quando se trata de relações humanos. É que nesta área as coisas ou acontecem naturalmente ou não acontecem. Forçar não vai fazer com que melhore. E sobretudo que o nosso valor não tem a ver com a forma como as pessoas nos tratam. Vão existir sempre pessoas que não gostam de nós. Que não nos tratam da forma que merecemos. Que nem sequer reparam que existimos. Mas isso tem muito mais a ver com elas próprias do que connosco.
Antes de qualquer oura coisa, a que é que eu me estou exactamente a referir, quando falo em cobranças? Àquelas pessoas que passam a vida a dizer: "porque é que não me contaste?", "porque é que estiveste tão perto de mim e não me telefonaste?", "porque é que não me convidaste?", "nesta relação eu dou muito mais do que tu", "Dou muito e acabo sempre por me desiludir", "nunca queres saber de mim" e outras coisas do género.
E confesso já à partida que não me dou muito bem com cobranças. Talvez faça parte do meu mau feitio mas quando sinto que me estão a cobrar alguma coisa fico com vontade de fazer exactamente o contrário daquilo que querem. E não é por estar a implicar. Nem a querer contrariar as pessoas. Muito menos a fazer pirraça. É apenas porque acho que não temos o direito de cobrar nada a ninguém. E se eu não cobro também não gosto que me cobrem.
Claro que também tenho amigos a quem de vez em quando digo "não falamos há imenso tempo". Mas isso é muito diferente de dizer "não queres saber de mim". A primeira mensagem mostra vontade de estar com a pessoa, querer saber como tem estado, querer mostrar que estamos ali. A segunda mostra alguém que se coloca sempre no centro das questões. E muitas vezes quem faz isto nem sequer são pessoas cheias de si próprias e sim pessoas muito inseguras que à mínima coisa se sentem postas em causa.
Primeiro que tudo, penso que é essencial perceber que lá porque alguém não nos dá aquilo que queremos não significa que não no dê tudo o que consegue dar. É necessário saber distinguir que nem todas as pessoas se entregam da mesma forma. E isso não significa que gostem menos do que quem dá de forma mais espontânea.
E, talvez mais importante do que esta distinção, é perceber que a amizade, o amor e a confiança não se mendigam. Não adianta corremos atrás de uma pessoa a dizer "mas tu devias tratar-me desta forma". Porque na maior parte das vezes vai ter o efeito contrário. A pessoa vai afastar-se mais ainda do que já estava. E além disso alguém estar connosco porque nós forçámos a situação não tem o mesmo sabor de alguém estar connosco porque tem vontade de o fazer.
Quando (nos) damos não o devemos fazer porque esperamos algo em troca. É difícil viver sem expectativas? É. Mas é assim que tem que ser. Até porque só aquilo que é dado sem esperar nada em troca nos pode trazer algo de volta. Irónico? Mas é assim que funciona.
Claro que isto não significa que temos de aceitar que nos tratem de uma maneira que achamos que não merecemos. E muito menos significa que não se possa falar sobre as coisas. Nem que devamos continuar a tratar como prioridade alguém que nos trata como opção.
Mas sigifica sim que devemos parar, pensar e perceber que as pessoas não são todas iguais. Que não podemos avaliar os outros pela nossa postura. Que não adianta exigir quando se trata de relações humanos. É que nesta área as coisas ou acontecem naturalmente ou não acontecem. Forçar não vai fazer com que melhore. E sobretudo que o nosso valor não tem a ver com a forma como as pessoas nos tratam. Vão existir sempre pessoas que não gostam de nós. Que não nos tratam da forma que merecemos. Que nem sequer reparam que existimos. Mas isso tem muito mais a ver com elas próprias do que connosco.
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