quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não sei se vos tem acontecido o mesmo mas reparei, nos últimos dias pelo menos, que mesmo quando desligo o computador a minha sessão no blogger continua iniciada. E isso acontece em mais do que um computador. E agora tentei mesmo terminar a sessão, coisa que normalmente não faço porque isto costuma terminar sozinha quando se desliga o computador, e não consegui. Alguém sabe o que se está a passar?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Existem pessoas que gostam de perder o tempo delas. E de fazer os outros perder o seu tempo. Porque ainda não perceberam que se não gostamos de alguém o melhor é ignorar a sua existência. E para essas pessoas não há tempo de antena neste blogue. Por mais que enviem comentários despropositados. Por mais que digam coisas sem sentido. Por mais que sejam desagradáveis.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Por muito que a grande maioria das pessoas diga que o blogue é apenas uma pequena parte daquilo que são, o que sinto é que, através deles conseguimos perceber muitas coisas sobre a pessoa. O que as pessoas escrevem, o que não escrevem, a forma como o fazem, os assuntos que elegem para falar, a posição que tomam perante determinadas coisas, revelam muito mais da pessoa do que muitas vezes pensamos. E é por isso que gosto tanto de ler blogues. Porque é uma óptima forma de conhecer diferentes formas de pensar, estar e ser.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Faz hoje exactamente um ano que vivi um dia que foi ao mesmo tempo dos mais difíceis mas também dos mais felizes. Foi no dia 23 de Setembro de 2009 que, depois de vários tratamentos, análises e exames, a minha mãe foi operada ao tumor que lhe tinha sido diagnosticado uns meses antes. Estar à porta de um bloco operatório mais de 6 horas, quando lá dentro está a pessoa que mais amamos, e não saber o que se está a passar é sufocante. Mas quando sabemos que terminou, que ela está bem e até nos dá um sorriso, e nos dizem que correu tudo bem a sensação de alívio é indescritível. E no entanto, apesar de eu pensar que a partir daí tudo ia ser mais fácil, o receio continua tão presente como no dia do diagnóstico. Porque com estas doenças nunca sabemos o que vai acontecer a seguir. E mesmo que saibamos que durante a cirurgia o tumor foi todo retirado, que até aqui os exames têm mostrado que está tudo bem, e que as análises apresentem valores normais só quem passa por uma experiência destas consegue perceber o aperto que sentimos todos os dias no peito. E se é verdade que, tal como me disseram há uns dias num email, "life is random" por isso não faz grande sentido vivermos preocupados, quando a situação é com a pessoa que mais amamos não o conseguimos evitar. Mas no entanto uma doença destas também nos faz reavaliar toda a nossa postura. Pensar que damos demasiada importância a coisas que não interessam. E a aprender a colocar as coisas em perspectiva.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cobranças

Inspirada pela Luna e pelo fantástico texto que escreveu sobre perguntas intrusivas, respeitar os tempos do outro e conquistar a confiança, resolvi finalmente escrever o que há tanto tempo tenho pensado como adiado sobre cobranças. Parece que um tema não tem a ver com o outro? Tem. O perfil de uma pessoa que faz perguntas indiscretas quando devia esperar que a outra pessoa falasse por vontade própria, que não consegue perceber que os timmings das pessoas são diferentes, que não respeita o espaço do outro é semelhante ao de alguém que cobra sentimentos, amizades, atitudes. E eu explico já por quê.
Antes de qualquer oura coisa, a que é que eu me estou exactamente a referir, quando falo em cobranças? Àquelas pessoas que passam a vida a dizer: "porque é que não me contaste?", "porque é que estiveste tão perto de mim e não me telefonaste?", "porque é que não me convidaste?", "nesta relação eu dou muito mais do que tu", "Dou muito e acabo sempre por me desiludir", "nunca queres saber de mim" e outras coisas do género.
E confesso já à partida que não me dou muito bem com cobranças. Talvez faça parte do meu mau feitio mas quando sinto que me estão a cobrar alguma coisa fico com vontade de fazer exactamente o contrário daquilo que querem. E não é por estar a implicar. Nem a querer contrariar as pessoas. Muito menos a fazer pirraça. É apenas porque acho que não temos o direito de cobrar nada a ninguém. E se eu não cobro também não gosto que me cobrem.
Claro que também tenho amigos a quem de vez em quando digo "não falamos há imenso tempo". Mas isso é muito diferente de dizer "não queres saber de mim". A primeira mensagem mostra vontade de estar com a pessoa, querer saber como tem estado, querer mostrar que estamos ali. A segunda mostra alguém que se coloca sempre no centro das questões. E muitas vezes quem faz isto nem sequer são pessoas cheias de si próprias e sim pessoas muito inseguras que à mínima coisa se sentem postas em causa.
Primeiro que tudo, penso que é essencial perceber que lá porque alguém não nos dá aquilo que queremos não significa que não no dê tudo o que consegue dar. É necessário saber distinguir que nem todas as pessoas se entregam da mesma forma. E isso não significa que gostem menos do que quem dá de forma mais espontânea.
E, talvez mais importante do que esta distinção, é perceber que a amizade, o amor e a confiança não se mendigam. Não adianta corremos atrás de uma pessoa a dizer "mas tu devias tratar-me desta forma". Porque na maior parte das vezes vai ter o efeito contrário. A pessoa vai afastar-se mais ainda do que já estava. E além disso alguém estar connosco porque nós forçámos a situação não tem o mesmo sabor de alguém estar connosco porque tem vontade de o fazer.
Quando (nos) damos não o devemos fazer porque esperamos algo em troca. É difícil viver sem expectativas? É. Mas é assim que tem que ser. Até porque só aquilo que é dado sem esperar nada em troca nos pode trazer algo de volta. Irónico? Mas é assim que funciona.
Claro que isto não significa que temos de aceitar que nos tratem de uma maneira que achamos que não merecemos. E muito menos significa que não se possa falar sobre as coisas. Nem que devamos continuar a tratar como prioridade alguém que nos trata como opção.
Mas sigifica sim que devemos parar, pensar e perceber que as pessoas não são todas iguais. Que não podemos avaliar os outros pela nossa postura. Que não adianta exigir quando se trata de relações humanos. É que nesta área as coisas ou acontecem naturalmente ou não acontecem. Forçar não vai fazer com que melhore. E sobretudo que o nosso valor não tem a ver com a forma como as pessoas nos tratam. Vão existir sempre pessoas que não gostam de nós. Que não nos tratam da forma que merecemos. Que nem sequer reparam que existimos. Mas isso tem muito mais a ver com elas próprias do que connosco.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Econtrei esta frase enquanto andava a arrumar uns apontamentos da faculdade. E achei que valia a pena partilhá-la aqui no blogue. Por tudo o que significa.

"Quanto mais damos mais recebemos, quanto mais abrimos mais vemos, quanto mais nos fechamos menos vemos"

Diz tudo não é verdade?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Polémica?

Apesar de não me querer envolver em polémicas, andar um bocadinho a leste da blogosfera, e de há apenas poucos minutos me ter apercebido do que se passava, não posso deixar de escrever umas palavras sobre o assunto.
A verdade é que não há aqui polémica nenhuma. Existe uma pessoa, fantástica por sinal, que estava a passar por um momento de ansiedade. E que resolveu escrever sobre isso no blogue que tem. O blogue pessoal. Que ninguém é obrigado a ler. E tudo o resto que se escreveu à volta disto são apenas pormenores. Aos quais não se devem dar importância. Porque o que interessa é que tudo correu bem.
A maldade existe e vai sempre existir. Tal como a crítica gratuita. E a intromissão na vida alheia.
É tão mais facil julgar os outros do que olhar para o próprio umbigo. Quando aquilo que deviámos pensar era que se não gostamos que nos critiquem as opções não deviámos criticar as dos outros. Concordemos com elas ou não. Porque nem sempre temos que exprimir a nossa opinião. E há alturas em que saber estar calado é mesmo a melhor opção.
Afinal, o que é que nos temos a ver com a vida dos outros, alguém consegue explicar?
Mas ler que houve pormenores que foram escritos que feriram a sensibilidade alheia é no mínimo chocante. Até parece que os pormenores que envolvem um parto são algo que não é natural. Mas quando nos apetece criticar gratuitamente dá sempre jeito apelar à moral e aos bons costumes. Ninguém transmitiu o parto em directo. Ninguém escreveu textos da sala de parto. Ninguém revelou alguma coisa que ponha a segurança do bebé em risco. Apenas foram partilhadas dúvidas, medos, anseios.
E assim sendo, única coisa que faz sentido dizer é, bem-vindo ao mundo Martim. E minha querida Miss Glitering, tal como te disse na nossa conversa, tenho a certeza que és uma excelente mãe. E isto é a única coisa que verdadeiramente importa.

P.S.: a mim o que me incomoda é mesmo a maldade. O julgar os outros, atitudes ou pessoas, sem qualquer filtro. O sentimento de superiodade subjacente.

P.S.2: E que moral têm as pessoas, que perdem tempo a criticar opções que não lhes dizem respeito, para dizer que a pessoa em questão perde tempo a escrever no blogue?

P.S.3: Todos sem excepção temos telhados de vidro. E lembrarmo-nos disso antes de atirar pedras era bom. Mas depois ficávamos sem forma de descarregar a frustração.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Apesar de há muito tempo não escrever, todos os dias venho ao blogue, todos os dias vou ao email do blogue. Porque no fundo tenho a esperança de ter um comentário ou um email ou ver alguém no chat que tente falar comigo. É que o melhor deste blogue até hoje foram as pessoas que me trouxe. E espero que mais venham.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Muitas vezes ouvimos dizer que as pessoas não mudam. E, sendo eu psicóloga, até concordo em parte com essa frase. A maioria das pessoas mantem-se fiel a uma determinada essência. E mudam apenas quando aquela postura já não lhes traz quaisquer benefícios. Quando as coisas negativas são mais do que as positivas. Quando já não aguentam sofrer.
Mas não essas mudanças hoje o foco da minha atenção. Porque geralmente não ouvimos falar muito das pequenas mudanças diárias que nos vão acontecendo. E essas mudanças são engraçadas ver em nós e nos outros.
A influência que as pessoas com quem nos relacionamos têm em nós. Quantas vezes dispensamos um bocadinho de tempo a pensar nisso? Pouco.
E a verdade é que se há pessoas que fazem despertar o que temos de melhor, que nos fazem querer ser maiores a cada dia, que fazem com que cresçamos, outras há que despertam os nossos lados mais negativos, lados que muitas vezes nem conhecemos, e dos quais não gostamos mas não conseguimos controlar.
E nós somos exactamente a mesma pessoa. Não há lugar a grandes mudanças. Daquelas que se costuma dizer que são raras acontecer. Mas estas pequenas mudanças, consoante as pessoas que nos relacionamos, podem levar-nos a agir de formas tão diferentes que muitas vezes nem nós próprios nos reconhecemos.

sábado, 17 de julho de 2010

Algumas vezes sinto que a vontade de escrever voltou. E surgem-me ideias. Mas depois afinal acaba por não me apetecer.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Perguntaram-me se o meu blogue tinha acabado. E não acabou. Mas a verdade é que não me tenho sentido inspirada para escrever.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

aqui deixei a minha opinião sobre o casamento homossexual. E não podia deixar de dizer que penso que, convicções pessoais deixadas à parte, o Presidente da república esteve muito bem. Não sou cavaquista, muito menos sou de direita, mas gosto de pensar que tenho a capacidade de reconhecer opções políticas correctas, independentemente da cor política de quem a tomou. E sem dúvida que o professor Aníbal Cavaco Silva este bem, sobretudo num dia como o que hoje vivemos, de luta contra a homofobia. Mas não posso, ao mesmo tempo, deixar de mencionar que me parece perfeitamente escusado, alguém como a senhora Isilda Pegado, a quem não afecta que duas pessoas do mesmo sexo se possam casar, refira que é triste a promulgação desta lei. Triste é alguém pensar assim. E achar que só por ser heterossexual tem mais direitos que os outros. Não é a nossa constituição que diz que ninguém será discriminado com base em sexo, religião e orientação sexual (corrijam-se se estiver a dizer alguma coisa errada)? Custa-me realmente entender que algumas pessoas se considerem no direito de dizer o que outras pessoas têm ou não o direito de fazer apenas porque escolheram partilhar a vida com alguém do mesmo sexo e não de sexo diferente.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vão ver este texto sim? Sintetiza aquilo que eu penso. E que há muito ando para escrever.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Foi um mês sem escrever. Mas os textos vão voltar a este blogue. E eu também.