Não consigo perceber as atitudes de algumas pessoas.
De julgar sistematicamente os outros. De agredir quando se é rejeitado. De descarregar todas as frustrações em quem não tem culpa. De tratar os outros como se não fossem seres humanos. De perderem tempo com coisas que não têm valor. De serem mal-educados, inconvenientes e desagradáveis.
Não é mais fácil simplesmente viver?
domingo, 11 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Há situações que, mesmo não tendo acontecido connosco, nos deixam com um nó na garganta. E o desaparecimento de uma pessoa nova é sempre um desses casos. Ainda para mais quando acompanhámos uma parte da história dessa pessoa.
E há circunstâncias da nossa vida que fazem com que determinados acontecimentos ainda nos deixem mais apreensivos.
Foi o meu caso ontem quando, após umas férias no Porto, soube o que tinha acontecido com a N., irmã da ME, do blogue Eu, tu e os meus sapatos.
Além de achar que é uma enorme injustiça o que aconteceu, quer pela idade, quer pela força que tanto a N. como a ME, como a restante família mostraram, quer pela própria situação é também por sentir alguma identificação que a situação ainda mexeu mais comigo.
Como sabem os que aqui vêm há já algum tempo a minha mãe tem lutado contra esta doença há quase um ano. Por uma doença da mesma família. E apesar de os contornos da situação serem diferentes, até pela natureza do problema, são sempre situações que tocam quem vive problemas semelhantes de forma diferente.
E acho que é por tudo isto em conjunto que, ontem, quando me disseram o que tinha acontecido fiquei com um misto de sentimentos que ainda agora me afecta.
Nunca pensei que isto fosse acontecer tão de repente.
E é por isto que estou a escrever estas palavras. Sei que não há nada que possa dizer que minimize a dor. Mas acho que uma demonstração de carinho sabe sempre bem.
Por isso ME, estou contigo e, se houver alguma coisa que precises é só dizer.
Há uns tempos, no blogue da Marianne e, se não me engano, também no da Saltos Altos Vermelhos, deixei comentários nos textos que elas diziam que eras uma grande mulher. Porque, estando a passar uma situação semelhante e não conseguindo manter a mesma postura positiva, quis dizer que não é por se mostrar sofrimento que se deixa de o ser. Mas isso nunca significou que não achasse que és uma grande mulher. E que a N. também é. Todas as pessoas que passam por situações destas, não baixam os braços e lutam com tudo o que têm o são. E também todas as pessoas que estão com elas nestes momentos. E tenho a certeza que não é apenas por isto que vocês são grandes mulheres. E que são uma família admirável. E os comentários que fiz também não significavam que eu não vos admire. Admiro. E gostava de conseguir ter a vossa postura.
Não sei se alguém questionou alguma destas coisas depois de ler os meus comentários, porque acho que eram claros, mas senti necessidade de me justificar.
E, para além disso, de demonstrar a minha solidariedade. Que pouco importa. Mas é a única coisa que posso fazer.
E há circunstâncias da nossa vida que fazem com que determinados acontecimentos ainda nos deixem mais apreensivos.
Foi o meu caso ontem quando, após umas férias no Porto, soube o que tinha acontecido com a N., irmã da ME, do blogue Eu, tu e os meus sapatos.
Além de achar que é uma enorme injustiça o que aconteceu, quer pela idade, quer pela força que tanto a N. como a ME, como a restante família mostraram, quer pela própria situação é também por sentir alguma identificação que a situação ainda mexeu mais comigo.
Como sabem os que aqui vêm há já algum tempo a minha mãe tem lutado contra esta doença há quase um ano. Por uma doença da mesma família. E apesar de os contornos da situação serem diferentes, até pela natureza do problema, são sempre situações que tocam quem vive problemas semelhantes de forma diferente.
E acho que é por tudo isto em conjunto que, ontem, quando me disseram o que tinha acontecido fiquei com um misto de sentimentos que ainda agora me afecta.
Nunca pensei que isto fosse acontecer tão de repente.
E é por isto que estou a escrever estas palavras. Sei que não há nada que possa dizer que minimize a dor. Mas acho que uma demonstração de carinho sabe sempre bem.
Por isso ME, estou contigo e, se houver alguma coisa que precises é só dizer.
Há uns tempos, no blogue da Marianne e, se não me engano, também no da Saltos Altos Vermelhos, deixei comentários nos textos que elas diziam que eras uma grande mulher. Porque, estando a passar uma situação semelhante e não conseguindo manter a mesma postura positiva, quis dizer que não é por se mostrar sofrimento que se deixa de o ser. Mas isso nunca significou que não achasse que és uma grande mulher. E que a N. também é. Todas as pessoas que passam por situações destas, não baixam os braços e lutam com tudo o que têm o são. E também todas as pessoas que estão com elas nestes momentos. E tenho a certeza que não é apenas por isto que vocês são grandes mulheres. E que são uma família admirável. E os comentários que fiz também não significavam que eu não vos admire. Admiro. E gostava de conseguir ter a vossa postura.
Não sei se alguém questionou alguma destas coisas depois de ler os meus comentários, porque acho que eram claros, mas senti necessidade de me justificar.
E, para além disso, de demonstrar a minha solidariedade. Que pouco importa. Mas é a única coisa que posso fazer.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Nos sapatos dos outros por Isabel Leal
(Quando escrevi este texto era exactamente a isto que me referia)
Aprender a tolerância é talvez dos processos mais difíceis e mais importantes do crescimento interior de um ser humano. Sermos capazes de nos pormos na pele do outro para compreendermos as suas acções e motivações não é tarefa fácil.
1. Não há nada tão útil como sermos capazes de nos colocar nos sapatos dos outros.
Esta expressão castiça é uma metáfora adequada para uma das mais difíceis tarefas do crescimento humano que, por isso, é também sinal de desenvolvimento sadio e harmonioso.
Podermos ver o mundo a partir de um outro ponto de vista é um exercício sofisticado que exige elabração de trabalho para aceder à compreensão do outro. Diferentemente de um faz-de-conta cénicoe artístico em que se constrói uma personagem atendendo às suas características externas (físicas, de relação e de verbalização), aqui é preciso criar a empatia, através de todas as experiências próprias vividas, para, sem compromisso da nossa própria identidade, percebermos, de facto, a amplitude de outras personalidades nos seus contextos vivenciais específicos.
2. Chegar lá implica que se abandone aquela vulgar situação em que alguém diz de rompante: "se eu estivesse no teu lugar", a que se seugue um rosário de afirmações que habitualmente são improváveis ou mesmo inimagináveis como desempenho do sujeito em causa, demonstrando que o se queria dizer era, de facto, "se ele fosse eu".
Mas os outros não são como nós, nem nós como eles, razão última, aliás, porque podemos congeminar as melhores formas de actuação dos outros. Do nosso ponto de vista, claro.
3. Aceder a outras formas de ser, pensar e agir é como embarcar numa incrível viagem. É ser capaz de sentir o diferente, apenas como tal, sem juízo de valor, sem comparação automática com o que nos é familiar, sem expectativa de imprimir mudança, sem defesas, sustos ou sensações de ameaça.
Quando somos capazes de nos pormos noutros sapatos, conseguimos perceber motivações, razões, comportamentos. Conseguimos, de igual modo, acedecer à crueldade de uns, doçura de outros, à contenção rígida de mais uns tantos, à espantosa complexidade de emoções e raciocínios de todos eles.
De caminho conhecemos múltiplos mundos, aprendemos a tolerância, ganhamos a sombra da tranquilidade que se atribui aos santos ou aos sábios e, talvez o mais importante, ficamos bem mais confortáveis nos nossos próprios sapatos.
Aprender a tolerância é talvez dos processos mais difíceis e mais importantes do crescimento interior de um ser humano. Sermos capazes de nos pormos na pele do outro para compreendermos as suas acções e motivações não é tarefa fácil.
1. Não há nada tão útil como sermos capazes de nos colocar nos sapatos dos outros.
Esta expressão castiça é uma metáfora adequada para uma das mais difíceis tarefas do crescimento humano que, por isso, é também sinal de desenvolvimento sadio e harmonioso.
Podermos ver o mundo a partir de um outro ponto de vista é um exercício sofisticado que exige elabração de trabalho para aceder à compreensão do outro. Diferentemente de um faz-de-conta cénicoe artístico em que se constrói uma personagem atendendo às suas características externas (físicas, de relação e de verbalização), aqui é preciso criar a empatia, através de todas as experiências próprias vividas, para, sem compromisso da nossa própria identidade, percebermos, de facto, a amplitude de outras personalidades nos seus contextos vivenciais específicos.
2. Chegar lá implica que se abandone aquela vulgar situação em que alguém diz de rompante: "se eu estivesse no teu lugar", a que se seugue um rosário de afirmações que habitualmente são improváveis ou mesmo inimagináveis como desempenho do sujeito em causa, demonstrando que o se queria dizer era, de facto, "se ele fosse eu".
Mas os outros não são como nós, nem nós como eles, razão última, aliás, porque podemos congeminar as melhores formas de actuação dos outros. Do nosso ponto de vista, claro.
3. Aceder a outras formas de ser, pensar e agir é como embarcar numa incrível viagem. É ser capaz de sentir o diferente, apenas como tal, sem juízo de valor, sem comparação automática com o que nos é familiar, sem expectativa de imprimir mudança, sem defesas, sustos ou sensações de ameaça.
Quando somos capazes de nos pormos noutros sapatos, conseguimos perceber motivações, razões, comportamentos. Conseguimos, de igual modo, acedecer à crueldade de uns, doçura de outros, à contenção rígida de mais uns tantos, à espantosa complexidade de emoções e raciocínios de todos eles.
De caminho conhecemos múltiplos mundos, aprendemos a tolerância, ganhamos a sombra da tranquilidade que se atribui aos santos ou aos sábios e, talvez o mais importante, ficamos bem mais confortáveis nos nossos próprios sapatos.
Crónica publicada da revista Notícias Magazine do Diário de Notícias de 21 de Março de 2010
Isabel Leal é psicóloga, professora no ISPA e tem alguns livros publicados.
quarta-feira, 24 de março de 2010
As bagagens emocionais
Fui ver o filme "Nas nuvens". Para quem não sabe ou não ouviu falar, este é o mais recente filme de Jason Reitman, realizador de "Obrigado por fumar" e "Juno". Com George Clooney no elenco, e apresentado quase como se de uma comédia romântica se tratasse, quem foi com essa ideia ver o filme saíu desiludido da sala de cinema. Para quem conhecesse minimamente o estilo de Jason Reitman era fácil de prever que "Nas nuvens" teria de ser mais do que uma simples comédia romântica. Porque este filme é muito mais do do que uma comédia para nos deixar leves, contentes e a ver passarinhos a chilrear em todos os sítios. É, antes, um filme para nos fazer pensar. E que nem todos terão capacidade para perceber. Ou quererão entender.E é sobre isso que vou falar neste texto. Chamei-lhe "As bagagens emocionais" não para fazer qualquer género de trocadilho com o facto de a vida do personagem principal se passar em viagens constantes mas porque é a isso que o filme apela. A que pensemos nas nossas bagagens emocionais. E na forma como muitos de nós se recusa a olhar para as suas e a perceber que é impossível viver isolado, sem ligações a outros seres humanos e sem compromissos.
Todos nós conhecemos pessoas que, e o paradigma perfeito desse tipo de pessoas é exactamente George Clooney -daí toda a ironia do filme ser ainda maior, fazer mais sentido, e às tantas sermos tentados a pensar que quem ali está não é o Ryan Bingham mas sim o próprio actor, se recusam a estabelecer laços.
Seja para parecer diferentes de todos os outros e parecerem mais interessantes, seja porque não querem lidar com a ideia de um dia poderem vir a ser rejeitados, rejeitando assim primeiro eles antes que alguém os faça sentir substituíveis, seja porque argumentam que todos os grandes momentos da vida se vivem sozinho.
No filme utilizam-se mochilas como paradigmas de bagagens emocionais. Que nos pesam nas costas, prendem os movimentos e impedem de ser livres. E nos impedem de andar em frente. E o personagem principal da história, protótipo perfeito das pessoas que se recusam a ter ligações seja ao que for, sugere, nas palestras motivacionais que organiza, que as pessoas esvaziem os ditos objectos e comecem, na manhã seguinte, sem nada que os impeça de fazer o desejam, ser quem querem, e viver a vida como anseiam. No fundo a ideia é que se tornem pessoas como ele.
Mas o que estas pessoas como ele não sabem é que o maior peso que existe é o peso da solidão. Chegar a casa e ter, à nossa espera, apenas paredes vazias. Memórias sem recordações. E ninguém com quem partilhar afecto. Porque quem não (se) dá também não recebe de volta. E, por mais compensador que inicialmente possa ser a ideia de ser livre, essa mesma ideia transforma-se depois no maior peso que temos de transportar. A prisão de um estereótipo criado por nós.
E não sabem também que as relações positivas não são um fardo. Que não pesam. Nem nos atam a realidades que não desejamos. Criam, só e apenas, laços positivos com outros ser humanos com quem podemos dar e receber aquilo que desejarmos. No fundo as pessoas que dizem que ser independente é o melhor do mundo são as que mais vivem carregadas com as bagagens emocionais que trazem consigo desde que viveram relações menos felizes. Relações que por algum motivo lhes retiraram a liberdade, os fizeram sentir presos a realidades que não os faziam felizes, e a dar o que não sentiam vontade apenas porque assim era esperado. Ou então que vivem iludidos por um modelo qualquer que algum dia se lembrou de dizer que estar sozinho é que é bom.
Nem sequer sabem que os compromissos são coisas positivas. São sinais de que conseguimos estabelecer relações interpessoais satisfatórias, que nos conseguimos manter fieís a uma determinada situação, que conseguimos dar e receber de forma saudável, recíproca, e sem obrigações. E que o maior compromisso que temos é connosco próprios. Um compromisso de tentarmos ser felizes. Compromisso esse que não se consegue se nos recusarmos permanentemente a criar laços. Porque nenhum homem é uma ilha. E por isso precisamos dos outros seres humanos. É na relação com os outros que crescemos, aprendemos e evoluímos. É necessário sabermos ser felizes sozinhos para podermos ser felizes com os outros sim. Mas não é possível ser feliz estando completamente sozinho. E negando todas as ligações com os outros seres humanos.
E estas pessoas, que não sabem nada disto, são aquelas que um dia, quando de repente algo as faz olhar em volta e descer da ilusão em que sempre se forçaram a viver, acordam e se sentem completamente sozinhas. Porque a liberdade que tanto queriam acabou por se tornar na maior das prisões. E inevitavelmente dão consigo a pensar que, se tivessem realmente pousado a mochila das recordações mais pesadas, não teriam deixado passar aquela ou aquelas pessoas que, a dada altura, se cruzou com eles e até lhes dizia alguma coisa. Mas que deixaram passar porque estavam demasiado ocupados a tentar ser livres.
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Inês de castro
Antes do fim do mundo despertar,
Sem D. Pedro sentir,
E dizer às donzelas que o luar,
E o aceno do amado que há-de vir...
E mostrar-lhes que o amo contrariado
Triunfa até da própria sepultura,
O amante, mair terno e apaixonado,
Ergue a noiva caída à sua altura.
E pedir-lhes, depois fidelidade humana
Ao mito do poeta, à linda Inês...
À eterna Julieta castelhana
Do Romeu português
Sou há já muito tempo completamente fascinada pela história de D. Pedro e D. Inês de Castro. Sempre que posso vou a Alcobaça. Visito o mosteiro. E fico a pensar nesta história que me inspira. Que me faz sonhar e pensar que o amor é realmente o sentimento mais bonito que existe. E que é sem dúvida o motor que me move. Não necessariamente o amor romântico, de um homem por uma mulher, um homem por um homem ou uma mulher por uma mulher. O amor simplesmente. O amor pela família, pelos amigos, por nós próprios. E claro por alguém especial.
E já fui à Quinta das Lágrimas. Dormi e passei no sítio onde dizem que D. Pedro e D. Inês viveram o seu amor. Fui à fonte das lágrimas onde conta a história que ela foi morta. E onde há pedras vermelhas que reza a lenda serem o sangue delas. Percorri o caminho da fonte dos amores. E bebi água. Dizem que quem o fizer fica apaixonado para sempre.
Se um dia me casar quero que seja em Alcobaça. E que a festa seja na Quinta das Lágrimas. E o serviço de jantar em minha casa será o D. Pedro e D. Inês da SPAL.
Sou demasiado romântica? Talvez. Mas gosto de histórias de amor. De amores fortes. Que transformam as pessoas e as fazem ser mais do que elas próprias. Ir contra o mundo se preciso for. Por aquela pessoa. Para a ver um pouco mais feliz. Porque quando se ama o sorriso da outra pessoa basta para nos sentirmos mais felizes.
P.S.: se conhecerem poemas/textos/peças de teatro referentes a esta história enviem-me sim? vidadeumagaija@gmail.com Eu conheço vários que aqui irei publicar mas fico à espera de outros tantos.
Sem D. Pedro sentir,
E dizer às donzelas que o luar,
E o aceno do amado que há-de vir...
E mostrar-lhes que o amo contrariado
Triunfa até da própria sepultura,
O amante, mair terno e apaixonado,
Ergue a noiva caída à sua altura.
E pedir-lhes, depois fidelidade humana
Ao mito do poeta, à linda Inês...
À eterna Julieta castelhana
Do Romeu português
Miguel Torga, 1965
Sou há já muito tempo completamente fascinada pela história de D. Pedro e D. Inês de Castro. Sempre que posso vou a Alcobaça. Visito o mosteiro. E fico a pensar nesta história que me inspira. Que me faz sonhar e pensar que o amor é realmente o sentimento mais bonito que existe. E que é sem dúvida o motor que me move. Não necessariamente o amor romântico, de um homem por uma mulher, um homem por um homem ou uma mulher por uma mulher. O amor simplesmente. O amor pela família, pelos amigos, por nós próprios. E claro por alguém especial.
E já fui à Quinta das Lágrimas. Dormi e passei no sítio onde dizem que D. Pedro e D. Inês viveram o seu amor. Fui à fonte das lágrimas onde conta a história que ela foi morta. E onde há pedras vermelhas que reza a lenda serem o sangue delas. Percorri o caminho da fonte dos amores. E bebi água. Dizem que quem o fizer fica apaixonado para sempre.
Se um dia me casar quero que seja em Alcobaça. E que a festa seja na Quinta das Lágrimas. E o serviço de jantar em minha casa será o D. Pedro e D. Inês da SPAL.
Sou demasiado romântica? Talvez. Mas gosto de histórias de amor. De amores fortes. Que transformam as pessoas e as fazem ser mais do que elas próprias. Ir contra o mundo se preciso for. Por aquela pessoa. Para a ver um pouco mais feliz. Porque quando se ama o sorriso da outra pessoa basta para nos sentirmos mais felizes.
P.S.: se conhecerem poemas/textos/peças de teatro referentes a esta história enviem-me sim? vidadeumagaija@gmail.com Eu conheço vários que aqui irei publicar mas fico à espera de outros tantos.
sábado, 20 de março de 2010
Comparações e julgamentos
Uma das máximas que tenho aprendido na vida é que devemos viver a nossa vida sem fazer comparações com os outros. Porque das comparações surgem muitas vezes julgamentos. E isso não nos leva a lado nenhum.
Assisto muitas vezes a pessoas a julgarem os outros pela sua forma de viver, pensar e sentir. Mas, lá por termos uma forma de estar na vida que achamos correcta isso não significa que outra pessoa, que tenha uma forma de estar diametralmente oposta, seja pior do que nós. Somos todos diferentes.
E porquê é que será que quando a postura dos outros é diferente da nossa isso nos incomoda tanto? Será por insegurança? Não seria muito mais simples simplesmente vivermos a nossa vida e deixarmos os outros viverem a deles?
Assisto muitas vezes a pessoas a julgarem os outros pela sua forma de viver, pensar e sentir. Mas, lá por termos uma forma de estar na vida que achamos correcta isso não significa que outra pessoa, que tenha uma forma de estar diametralmente oposta, seja pior do que nós. Somos todos diferentes.
E porquê é que será que quando a postura dos outros é diferente da nossa isso nos incomoda tanto? Será por insegurança? Não seria muito mais simples simplesmente vivermos a nossa vida e deixarmos os outros viverem a deles?
quinta-feira, 18 de março de 2010
Quero
que um dia pensem de mim alguma coisa deste género.
És tu...
...que me fazes olhar para o calendário e riscar os dias que faltam para te ver. que me fazes querer com que a semana passe à velocidade da luz. e que o fim de semana demore uma eternidade a passar. que dêem filmes lamechas para eu ver contigo. que não me sais da cabeça. que me fazes sonhar com coisas que eu não julgava possíveis de sequer pensar. que fazes com que um dia de chuva e triste seja um dia memorável. que me desenhas um sorriso apenas com a simples ideia de pensar em ti. que me fazes feliz.e era só isto.
Daqui.
És tu...
...que me fazes olhar para o calendário e riscar os dias que faltam para te ver. que me fazes querer com que a semana passe à velocidade da luz. e que o fim de semana demore uma eternidade a passar. que dêem filmes lamechas para eu ver contigo. que não me sais da cabeça. que me fazes sonhar com coisas que eu não julgava possíveis de sequer pensar. que fazes com que um dia de chuva e triste seja um dia memorável. que me desenhas um sorriso apenas com a simples ideia de pensar em ti. que me fazes feliz.e era só isto.
Daqui.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Passatempo Samsung Diva
Vocês já sabem que a modelo escolhida para publicitar o Samsung Diva foi a Carmen Kass. Que é linda. E foi escolhida porque representa bem o telemóvel. Um telemóvel com um design único que foi feito a pensar nas mulheres de hoje em dia, modernas. E, preferências de marcas à parte, o telemóvel é mesmo bonito. E de uso muito intuitivo. Os ecrãs tácteis primeiro estranham-se mas depois entranham-se. E o Samsung Diva que me chegou às mãos, além de ser um luxo, trazia ainda de bónus maquilhagem da Benefit.Que mais é que se pode pedir?
O telemóvel além de ser giro tem muitas funcionalidades inovadoras. Quais? O ‘Beauty Effect’, ‘Efeito Lomo’, no que diz respeito à fotografia, ‘Lista de Pedidos / Compras’ e o ‘Modo Etiqueta’, que permite silenciar o telemóvel automaticamente sempre que necessário. Porque as mulheres modernas são acima de tudo educadas. Além, claro, da chamada falsa que permite que nos livremos de situações embaraçosas. E não se fica por aqui. Porque ainda podemos acrescentar que o Samsung Diva permite manter conversas com amigos de forma fácil e simples já que as pop ups de Social Networks Sites notificam instantaneamente quando os amigos actualizam redes sociais como o Facebook e o MySpace.
Podem dizer que o telemóvel é piroso à vontade. Mas só quem já o teve na mão, como eu, é que sabe que não. É muito bonito, elegante e charmoso.
E eu tinha dito que ia fazer um passatempo não era? Porque gosto de ser coerente e tinha dito num outro blogue que achava mais interessante quando há passatempos, embora sendo publicidade na mesma, do que quando apenas se produzem textos a falar dos produtos. E a verdade é que é mesmo assim que penso.
Mas, desta vez, vou ter de ser um bocadinho incoerente.
Porquê?
Vocês sabem que eu amo a minha mãe acima de tudo. Que ela é a pessa mais importante do mundo. E que está a passar por uma fase muito difícil. E ela quando viu o telemóvel ficou encantada. E perguntou-se se eu não lho queria dar. Até porque o dela estava a precisar de ser substituído. E eu não consegui resistir. Porque qualquer coisa que lhe desenhe um sorriso é pouco.
E assim o passatempo fica sem efeito. Porque já atribuí o telemóvel. E sem menosprezo para qualquer um de vocês que me lê, e a quem eu desde já agradeço, porque gosto de saber que sou lida e de ter feedback, seja positivo ou negativo, acho que ele não podia ter ficado em melhores mãos.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Porque há dias que custam mais a passar. E porque se há quem consiga passar por este tipo de doenças com um sorriso esse alguém não sou eu. Porque apesar de saber que há milhares de pessoas a passar pelo mesmo, que devemos pensar "porque não eu" em vez do recorrente porquê eu?" há alturas em que essa racionalização se torna muito difícil. Porque mesmo não tendo a maioria dos efeitos adversos (como vómitos, queda de cabelo, mal estar) um tratamento de quimioterapia deita sempre as pessoas abaixo. Porque custa horrores vermos quem ama a a sofrer. Porque é um sofrimento tão grande que não há palavras para o descrever. Porque o medo dos turva o raciocínio, nos deixa paralisadas e completamente desorientadas. Porque a minha mãe é a pessoa mais importante que tenho na vida. Porque tenho sido, por vontade própria, quem a tem acompanhado mais de perto em todo este processo. Porque tenho um medo atraz de que algo não corra bem. Porque apesar de não me fazer muita confusão as idas ao Hospital acabam por ter impacto. Há mesmo dias que custam mais a passar. E em que a tristeza, o medo, a incerteza, as lágrimas, o cansaço e a sensação de impotência nos invadem.
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Será que as minhas leitoras são Divas?
E parece que o meu apelo deu resultado. Assim, que eu cá não sou incoerente, vamos ter passatempo. Ainda não sei quando nem onde nem de que forma exactamente mas se quiserem ganhar um telemóvel comecem a inspirar-se sim?
quinta-feira, 4 de março de 2010
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