quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Anónimos e comentários

E eis que ao fim de algum tempo, este blogue volta a permitir comentários anónimos. Uma vez que tenho os comentários moderados e que posso decidir os que publico ou não e que até há pessoas com algo a dizer que não têm conta no blogger decidi assim. Claro que comentários ofensivos, a mim, a outros bloggers ou a leitores do blogue não serão permitidos. Vamos ver o que por aí vem. Por isso se for essa a vossa intenção, não gastem o tempo que não serão aceites. Por precaução vou só ali buscar a armadura e já volto.

Frases #1

"Pela rua do já vou, chaga-se à casa do nunca"

Miguel Cervantes
Porque é assim que as coisas acontecem. Adiamos, adiamos e voltamos a adiar, pensamos que ainda temos muito tempo e, quando nos apercebemos, já passou tempo demais e perdemos boas oportunidades. Mais que não seja porque não serviu de nada adiar e, aquilo que queriámos fazer ou deviámos ter feito, continua pendente à espera que o façamos. E o que é que adiantou? Nada. Na maior parte das vezes, rigorosamente nada. Apenas adiamos uma preocupção. Que, se tivessemos feito na altura, ficava feita e aí sim, podiámos ficar descansados. E isto é quando o adiamento não piora as coisas ou quando não as torna impossíveis de realizar. Porque nesses casos então não só não tem sentido adiar como até é prejudicial.
P.S.: Frases é uma nova rubrica do "A Vida de uma Gaija" onde serão incluídas todas as frases de que eu goste, que me façam sentido e me digam alguma coisa. Aceitam-se sugestões para vidadeumagaija@gmail.com

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

No divã com a Miss G.

Não, não se ponham já para aí com ideias indecentes que eu não vos vou convidar para nenhum tipo de orgia. Não sou tarada. Ou se calhar até sou assim um bocadinho pequenino, mas sso agora não interessa nada. A ideia deste post é, um bocadinho à semelhança do Consultório do "A Maçã de Eva", que me enviem dúvidas, questões, anseios e eu lhes dê resposta. Sempre sem identificar as pessoas em questão. Já que sou psicóloga e não estou neste momento a exercer, assim ponho um bocadinho em prática aquilo para que estudei. Fico então à espera dos vossos mailzitos, que, se me pedirem, não serão publicados, mas, caso contrário, aparecerão nesta rúbrica. Enviem as vossas questões para vidadeumagaija@gmail.com

Adenda: não têm de ser problemas amorosos. Qualquer coisa serve. Qualquer questão que vos chateie.

Até uma noite

Conheciam-se há muito, muito, muito tempo. Talvez até há tempo demais, para que, dadas as circunstâncias, nunca tivesse acontecido nada entre eles. Há demasiado tempo para que não conhecessem o sabor do beijo, o calor do toque e a textura da pele um do outro. Desde sempre tinham sido amigos. Muito amigos, grande amigos, os melhores amigos, mas também mais do que amigos, muito mais do que amigos.
Era uma amizade profunda, sincera e absoluta, que se deixava invadir por algo mais. Algo que eles não sabiam bem o quê. Não era uma coisa física, embora, quando estavam juntos, os abraços fossem uma constante. Mas não, não era uma coisa física. Ia muito para além disso. Era muito mais.
Toda a gente à volta deles sabia, sempre soubera. E todos esperavam que um dia eles permitissem que o que existia tomasse conta deles. Mas eles sempre tinham negado. E, apesar de no fundo o desejarem mais do que qualquer outra coisa, também sempre o tinham evitado. Embora não soubessem bem porquê. Pensavam os dois muito no assunto, mas não se atreviam a experimentar. No fundo tinham apenas medo. Do que poderia ir a acontecer depois. E então adiavam a questão na esperança de que o tempo lhes trouxesse a resposta. Só que o que eles não sabiam é que era inevitável que algo acontecesse. E impossível de adiar por muito mais tempo.
Naquela noite tinham combinado ir jantar. Já não se viam há muitos anos, fruto da enorme distância geográfica a que viviam actualmente. E, apesar de ela viver sozinha, tinham escolhido um restaurante bastante movimentado. Como que já a evitar que algo pudesse surgir. Mas, naquela noite, talvez pelas saudades, talvez pela chuva que caía sem parar, batendo nos vidros do restaurante e dando um toque romântico ao ambiente, talvez pelo frio que fazia com que a lareira estivesse acesa, algo foi diferente. Desta vez houve alguma coisa que eles não conseguiram controlar. Agora também já era físico. O desejo sentia-se no ar. Havia tensão, química, electricidade.
E agora? Seriam eles capazes de dar o passo que durante tantos anos tinham, com tanta força, desejado como evitado? Ambos sabiam que dar um passo significava percorrer o caminho todo. Que não poderiam ficar a meio. E que, a partir daí, nada mais iria ser como dantes. Estariam preparados para as consequências? Para a hipótese, já falada entre eles, de surgir algo que fosse para sempre? Ou para a amizade ficar abalada? Seria melhor deixar tudo no plano das hipóteses? Porque se fosse apenas algo que poderia ser, seria sempre perfeito. Seria sempre algo a que se poderiam agarrar quando algo lhes corresse mal. Iriam continuar a percorrer caminhos paralelos, sem se tocar, ou iriam arriscar viver tudo aquilo que tanto queriam viver?
Durante o jantar falaram muito, para tentar escapar àquele clima estranho que se sentia no ar. No entanto um e outro não conseguiam disfarçar a vontade que tinham de ir mais além. De experimentar, de descobrir como poderia ser.
Qual dos dois iria dar o primeiro passo?
Saíram do restaurante lado a lado, muito próximos um dos outro, as mãos a tocarem ao de leve uma na outra quando andavam. E de repente ele agarrou-lhe na mão e continuaram. Antes de chegar ao carro, um abraço apertado. Mas diferente de todos os que já tinham dado até aí. Um abraço de homem e mulher, onde, pela primeira vez, sentiram o corpo um do outro. Ficaram uns minutos assim, sem saber como dar o próximo passo. Até que ela o beijou. Foi um beijo diferente de todos os outros que tinham dado e recebido até aí. Estranho. Inacreditável. Demasiado bom para ser real. Um beijo com sabor a Amor. Puro. Profundo. Verdadeiro.
Depois deste beijo não havia volta atrás. Esquecer era, mais que complicado, impossível. A amizade não tinha ficado abalada, mas o Amor, esse, era agora impossível de disfarçar. Agora, a vontade de estarem e ficarem juntos, já não estava adormecida e era inegável. Porque, durante este beijo, ele, e também ela, tinham tido a certeza de que este era, sem lugar para dúvidas, o Amor de uma vida, e para toda a vida. Que tinha valido a pena todos os anos de "se's".
Agora, por mais difícil que fosse o caminho, iam fazê-lo juntos, de mão dada, ao lado um do outro. Sempre. E para sempre.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ser por inteiro

Torna-te naquilo que és.

E é isto. E é só. Porque isto de facto diz tudo.
Quantos de nós não sentimos, a determinada altura da vida, que não estamos a ser tudo aquilo que podemos ser? Que estamos a ficar aquém das nossas capacidades? Que podiámos ser muito mais?
Ficamos presos a medos, a incertezas, a coisas que nem sabemos o que são e vamos sendo muito menos do que o que poderiámos ser.
Mas como é que faz? O que é que, quando percebemos isto, podemos fazer para deixarmos de ser meios e passar a ser inteiros? Para deixarmos de ser apenas potencialidades.
Como é que se dá o passo para nos tornamos naquilo que somos?

sábado, 14 de novembro de 2009

Alguém me explica...

... porque é que, quando os psicólogos dizem o que fazem, todas as pessoas têm tendência a perguntar:
-"Então vais-me analisar?"
Não. Não vou analisar nada do que disseres. Porque para exercer psicologia faço-o quando me pagam para isso.
Mas agora mais a sério.
Nós somos pessoas. A psicologia é apenas a nossa profissão. Logo, não a exercemos 24h por dia.
E este tipo de comentários é coisa para me deixar um bocadinho furiosa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Precisa-se de matéria prima para construir um país


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memóriapolítica, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicaspodem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não.
Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria primadefeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?...
MEDITE !

Eduardo Prado Coelho - in Público

E um dia foi assim

Foi de um dia para o outro que aconteceu. Um dia acordei e já não estavas. Eu já não queria que estivesses.
Depois de tanto tempo de conversas e silêncios, beijos e sexo, mensagens e telefonemas, mal-entendidos e bons momentos, guerras e pazes, saímos de vida de um outro. Assim, com esta simplicidade. Simplesmente, aconteceu.
Sem discussões, despedidas ou explicações.
E o mais engraçado é que foi uma escolha dos dois. Sem combinarmos, pela primeira vez, estivemos em sintonia.
Nunca percebi o que existiu entre nós, e agora também já não quero. E pensar que durante alguns anos foi o que mais quis. Perceber (-te), perceber (-me), perceber (-nos).
Mas de nada valia tentar. Não havia nada para perceber. E nunca houve.
Apagou-se a chama, acabou o sobressalto, deixaram de haver tempestades.
E hoje são mais os dias em que não me lembro de ti.
Não sinto saudades. Não estou triste. Não tenho pena.
Fica a ideia de algo que foi intenso, entre duas pessoas que não falavam a mesma língua. Ficam as lembranças ténues de algo que se passou. Mas não fica mais nada.
Porque o que acabou em mim acabou também em ti.
Ao mesmo tempo.
Sei que desta foi de vez. E não como em todas as outras vezes. Desta vez acabou mesmo e foi muito melhor assim.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nós, os outros e a condição humana

Cada um tem de mim exactamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode magoar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
Charles Chaplin

Gostei muito deste texto no seu todo, mas acho que o mais importante aqui, ou pelo menos aquilo de que me apetece falar agora, é percebermos que não devemos fazer pagar quem vem a seguir pelos erros que fez quem veio antes. Ou seja, se alguém nos fez sofrer, é apenas para essa pessoa que nos devemos fechar e não para o mundo.
E não sem antes tentar perceber se nos fez sofrer porque sim e tinha perfeitamente a noção disso (e aí merece que nos fechemos para ele) ou se o fez apenas porque "de vez em quando todos somos uns bons filhos da mãe" (João Pedro Pais). Somos humanos, erramos todos os dias e "Everybody Hurts" (REM).
E se nós erramos, os outros também têm o direito de errar sem ser condenados por isso. Porque é inerente à condição humana.
O problema muitas vezes é esperarmos das pessoas o que elas nunca nos prometeram e vermo-nos a nós como seres perfeitos e pessoas boazinhas que estamos acima dos outros e fazemos tudo bem e nunca magoamos ninguém. Mas isso é assunto para um próximo post.

Pergunta #7

Qual foi a situação mais estranha pela qual já passaram?

P.S.: "Pergunta" é uma das rubricas do "A Vida de Uma gaija" que têm por objectivo incentivar a vossa participação e os vossos comentários, por forma a estimular debate/discussão e aprendermos algo uns com os outros.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

É de mim...

ou esta história de o Cristiano Ronaldo vir à selecção é uma teimosia para lá de parva do Carlos Queirós?
Se ele estivesse a jogar no Real Madrid, eu até percebia que o convocassem na mesma, porque poderia ser uma teimosia do clube que não quisesse permitir que o jogador viesse. Mas, estando ele lesionado, não estando a jogar, que palermice é esta de o forçarem a vir e quererem que ele jogue?
Eu até não sou especialmente fã dele, embora reconheça que é um óptimo jogador, mas acho que se o forçarem a jogar, a lesão só vai piorar. Além de fazer com que os responsáveis do Real Madrid fiquem de pé atrás com a selecção. E, quanto a mim, com muita razão.

Comportamentos e atitudes

Uma pessoa que é simpática contigo mas é rude e/ou mal-educada com o empregado de mesa não poder boa pessoa!

Não sei quem escreveu isto, mas não podia estar mais de acordo! Subscrevo inteiramente. Claro que todos temos dias maus e eventualmente havemos de já ter tratado alguém menos bem, mas há pessoas que fazem questão de tratar mal todos os que consideram estar abaixo delas. Pois para mim essas pessoas é que estão abaixo, muito abaixo de quem quer que seja. As pessoas valem pelo que são enquanto pessoas e não pelo estatuto social, nº de zeros na conta bancária ou carro que têm na garagem! E devemos tratar toda a gente com respeito! Todos somos importantes, desde o médico ao canalizador.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se quiseres que alguém te ligue, basta apagares o número dessa pessoa da tua lista de contactos do telemóvel.

P.S.: é que hoje já é o segundo telefonema de pessoas que ontem apaguei da lista de contactos.
Decididamente, há homens que não se tocam.
Um em particular.
Há pelo menos uns três anos que me telefona e aparece cá em casa, apesar de eu ser sempre seca com ele e lhe responder em monossílabos.
Há uns tempos que andava em silêncio. E eu ontem eliminei o número dele. Pensei que já não me chateasse.
Mas estava enganada.

Porque nós mulheres... #2

às vezes (também) somos mesmo assim.
Não sabemos bem aquilo que queremos, mas queremos sempre o que não temos.
Quando temos já não sabemos se, afinal, queriámos mesmo ou não.