sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Piscas e rotundas
Às vezes penso que sou só eu a achar que os piscas nas rotundas são realmente importantes!
Mas, então, como é suposto que adivinhemos para onde os outros vão? É que há situações em que não se percebe pela inclinação do carro. E, tendo em conta as prioridades e a forma como se deve circular, sem piscas fica tudo uma grande confusão.
Pois que eu, se não vejo o dito pisca, e mesmo que perceba para onde o outro carro vai, costumo, caso tenha tempo, entrar na rotunda. E fazer com a mão o sinal de pisca ao condutor do outro carro. Só para que ele perceba que o pisca, em algumas situações, é mesmo para ser utilizado.
Devia haver multas para isto. E também para os condutores que se instalam comodamente na faixa da direita e depois dificultam a vida a quem vai a circular correctamente e quer sair. E tenho dito.
*Excepção feita à minha amiga S., que, como conduz há relativamente pouco tempo, tem desculpa para não fazer os ditos piscas, sobretudo quando a rotunda é grande, confusa e movimentada.
Mas, então, como é suposto que adivinhemos para onde os outros vão? É que há situações em que não se percebe pela inclinação do carro. E, tendo em conta as prioridades e a forma como se deve circular, sem piscas fica tudo uma grande confusão.
Pois que eu, se não vejo o dito pisca, e mesmo que perceba para onde o outro carro vai, costumo, caso tenha tempo, entrar na rotunda. E fazer com a mão o sinal de pisca ao condutor do outro carro. Só para que ele perceba que o pisca, em algumas situações, é mesmo para ser utilizado.
Devia haver multas para isto. E também para os condutores que se instalam comodamente na faixa da direita e depois dificultam a vida a quem vai a circular correctamente e quer sair. E tenho dito.
*Excepção feita à minha amiga S., que, como conduz há relativamente pouco tempo, tem desculpa para não fazer os ditos piscas, sobretudo quando a rotunda é grande, confusa e movimentada.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Constatação #6
Há pessoas que julgam com demasiada facilidade os outros. Sem se tentarem pôr na pele dessas mesmas pessoas. Sem tentarem perceber o que poderá levar as pessoas a agir de determinada maneira. Sem sequer pensarem que poderá haver um motivo que as leve a agir assim. Julgar é sempre o mais fácil. O que dá menos trabalho. O que não deixa espaços em branco numa conversa. Mas, também, e quase sempre, o mais errado, o mais injusto, o que revela mais incompreensão. E tenho para mim que estas pessoas que julgam os outros com tanta facilidade são aquelas que, quando estão em situações difíceis, condenam os outros por não as perceberem.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Constatação #5
Não há nada, mas mesmo nada, que não fique melhor com uma conversa sincera olhos nos olhos. Ainda que no fim dessa mesma conversa a solução seja o final de qualquer coisa. Mas fica-se com a certeza de que não ficaram mal entendidos.
domingo, 18 de outubro de 2009
Nestes dias a única coisa que faço, além de chorar e ter muito medo, é perguntar-me se conseguirei voltar a sorrir como dantes, sem que por trás desse sorriso exista uma tristeza. Se conseguirei voltar a olhar para o céu e não ver nuvens negras no horizonte. Se irá ser possível voltar a sentir paz.
Tenho, mais do que qualquer outra pessoa, acompanhado a minha mãe nesta altura dificílima da vida dela (e da minha). Mas custa-me vê-la a entregar os pontos, a querer estar sempre deitada, com uma cara de derrotada. E talvez há pouco tenha sido injusta com ela.
Sinto-me completamente perdida.
Tenho, mais do que qualquer outra pessoa, acompanhado a minha mãe nesta altura dificílima da vida dela (e da minha). Mas custa-me vê-la a entregar os pontos, a querer estar sempre deitada, com uma cara de derrotada. E talvez há pouco tenha sido injusta com ela.
Sinto-me completamente perdida.
domingo, 11 de outubro de 2009
Sobre tudo e sobre nada (Sobre as pessoas?)
Sou, tendencialmente, uma pessoa pacífica. Há uns tempos escrevi que tinha descoberto que procuro, sobretudo, a harmonia nas relações e é verdade. Sou, por isso, incapaz de fazer mal a alguém só por fazer. De ser antipática, desagradável e arrogante só porque sim. Porque me apetece. Porque é giro. Porque estou chateada e, à falta de um saco de boxe, deixa-me lá descarregar aqui nesta pessoa que está mais à mão.
Mas tenho-me vindo a aperceber que há muitas pessoas para quem isto é prática comum. Algumas fazem-nos em pessoas com quem não têm qualquer ligação, como, por exemplo quando estão ao volante. São as que buzinam freneticamente se a pessoa vai devagar, se não arranca imediatamente mal o sinal passa de vermelho a verde, se faz uma manobra menos lógica. Sem perceber e nem sequer se lembrarem que pode haver uma razão que justifique esse comportamento. Outras pessoas descarregam em pessoas que consideram inferiores a elas. São as que tratam mal empregados de café, balcão ou empregadas de limpeza. E outras ainda fazem-nos com pessoas que já foram importantes na suas vidas e deixaram de ser. Falo de ex-amigos/as, ex-namorados/as, ex-maridos/os. De repente, como esta pessoa já não me interessa, já não preciso de nada que venha dela, já posso ser desagradável com ela. Desconsiderando tudo aquilo que em tempos houve.
Quaquer um dos subtipos de pessoas me parece estar a canalizar a energia para o sítio errado. A fazer com que haja ruído onde nem sequer um "piu" devia existir. E, infelizmente, a mostrar o seu verdadeiro carácter.
Porque o nosso verdadeiro carácter não é só o que temos com as pessoas de quem gostamos, com aquelas que nos interessam, ou com quem nos preocupamos. Espelha-se também e, até arriscaria dizer, sobretudo, nas pessoas com quem não temos laços, que não nos podem prejudicar caso as destratemos, que não nos servem interesses. Porque com as outras temos algo a perder e aí o nosso egoísmo, mais do que o nosso carácter, leva-nos a agir da forma que nos trará mais benefícios. O que com as outras não acontece.
Quando eu era mais nova, bastante mais nova, achava sempre um exagero os maus carácteres das novelas, séries e filmes. Pensava que não haveria ninguém assim e até me costumava perguntar onde é que os autores se baseavam para criar tão excêntricas personagens. Hoje sei onde. No mundo real. E hoje, embora goste de manter uma certa ingenuidade e acreditar nas pessoas até me mostrarem que não o posso fazer (mas também se chegarmos a este ponto dificilmente volto a confiar, pois, embora perdoe não consigo esquecer com muita facilidade), já sei que sim, há pessoas que são más. Que não interessam a ninguém. Que são egoístas acima de tudo. Que são desagradáveis, independentemente das pessoas e das situações, mas sobretudo para quem não lhes interessa.
E eu tenho sempre uma enorme dificuldade em lidar com pessoas que têm duas ou mais caras, que me tratam bem a mim mas que tratam mal o vizinho, a empregada doméstica ou a menina da loja. A ex-namorada, alguém que foi amigo e já não é, o antigo colega de trabalho. Não só porque nas costas dos outros vejo as minhas mas porque para me relacionar com alguém preciso de sentir que posso confiar nessa pessoa. Preciso de gostar dessa pessoa. E para confiar e gostar preciso de saber que a pessoa é boa pessoa. Faz-me até alguma confusão relacionarmo-nos com alguém que sabemos ser sem sombra para dúvidas alguém pouco aconselhável. Pelo menos eu não Lembro-me sempre de um ditado que diz "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Mas isso se calhar sou apenas eu. É tão só a minha opinião. Que, como se costuma dizer por aí, vale o que vale.
Mas tenho-me vindo a aperceber que há muitas pessoas para quem isto é prática comum. Algumas fazem-nos em pessoas com quem não têm qualquer ligação, como, por exemplo quando estão ao volante. São as que buzinam freneticamente se a pessoa vai devagar, se não arranca imediatamente mal o sinal passa de vermelho a verde, se faz uma manobra menos lógica. Sem perceber e nem sequer se lembrarem que pode haver uma razão que justifique esse comportamento. Outras pessoas descarregam em pessoas que consideram inferiores a elas. São as que tratam mal empregados de café, balcão ou empregadas de limpeza. E outras ainda fazem-nos com pessoas que já foram importantes na suas vidas e deixaram de ser. Falo de ex-amigos/as, ex-namorados/as, ex-maridos/os. De repente, como esta pessoa já não me interessa, já não preciso de nada que venha dela, já posso ser desagradável com ela. Desconsiderando tudo aquilo que em tempos houve.
Quaquer um dos subtipos de pessoas me parece estar a canalizar a energia para o sítio errado. A fazer com que haja ruído onde nem sequer um "piu" devia existir. E, infelizmente, a mostrar o seu verdadeiro carácter.
Porque o nosso verdadeiro carácter não é só o que temos com as pessoas de quem gostamos, com aquelas que nos interessam, ou com quem nos preocupamos. Espelha-se também e, até arriscaria dizer, sobretudo, nas pessoas com quem não temos laços, que não nos podem prejudicar caso as destratemos, que não nos servem interesses. Porque com as outras temos algo a perder e aí o nosso egoísmo, mais do que o nosso carácter, leva-nos a agir da forma que nos trará mais benefícios. O que com as outras não acontece.
Quando eu era mais nova, bastante mais nova, achava sempre um exagero os maus carácteres das novelas, séries e filmes. Pensava que não haveria ninguém assim e até me costumava perguntar onde é que os autores se baseavam para criar tão excêntricas personagens. Hoje sei onde. No mundo real. E hoje, embora goste de manter uma certa ingenuidade e acreditar nas pessoas até me mostrarem que não o posso fazer (mas também se chegarmos a este ponto dificilmente volto a confiar, pois, embora perdoe não consigo esquecer com muita facilidade), já sei que sim, há pessoas que são más. Que não interessam a ninguém. Que são egoístas acima de tudo. Que são desagradáveis, independentemente das pessoas e das situações, mas sobretudo para quem não lhes interessa.
E eu tenho sempre uma enorme dificuldade em lidar com pessoas que têm duas ou mais caras, que me tratam bem a mim mas que tratam mal o vizinho, a empregada doméstica ou a menina da loja. A ex-namorada, alguém que foi amigo e já não é, o antigo colega de trabalho. Não só porque nas costas dos outros vejo as minhas mas porque para me relacionar com alguém preciso de sentir que posso confiar nessa pessoa. Preciso de gostar dessa pessoa. E para confiar e gostar preciso de saber que a pessoa é boa pessoa. Faz-me até alguma confusão relacionarmo-nos com alguém que sabemos ser sem sombra para dúvidas alguém pouco aconselhável. Pelo menos eu não Lembro-me sempre de um ditado que diz "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Mas isso se calhar sou apenas eu. É tão só a minha opinião. Que, como se costuma dizer por aí, vale o que vale.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
(...)
Fico PIURSA da vida quando fazem mal a alguém de quem gosto. Sobretudo quando o fazem apenas por egoísmo. Quando magoam gratuitamente. Quando nem se apercebem do que estão a fazer. E quando a seguir temos de sorrir, ignorar e tratar a pessoa como se nada fosse.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Que título dar a isto?
Após andar a ver algumas fotografias no hi5 surge-me uma dúvida pertinente.
O que é que leva as pessoas, sobretudo algumas mulheres, a fazerem comentários elogiosos do estilo "Estás muito bem", "Estás tão linda", "Estás mesmo bonita nessa fotografia" a alguém que é literalmente, pele e osso, onde tudo o que sobressai em cada foto são os ossos dos joelhos enormes para a grossura mínima das pernas, os ombros larguíssimos para a estrutura à biafra do resto do corpo, a cabeça desproporcional a fazer lembrar um chupa-chupa?
Será mesmo burrice? Estupidez? Ironia? Não se preocupar minimanente com aquele pessoa que se vê degradar de fotografia para fotografia quando elas são de anos diferentes? O facto de as mulheres serem mesmo cabras umas para as outras?
É que confesso, faz-me alguma espécie, estes comentários virem de amigas, quando, há uns dias, uma miúdo de 16 anos me perguntou, sobre a dita pessoa se ela era anoréctica e, no mesmo dia, o pai dessa pessoa o assumiu, numa conversa comigo.
E sim é.
De forma tão clara que me parece quase impossível não o perceber.
E a anorexia não é um capricho de alguém que quer emagrecer. Não é uma doença de moda nem da moda. É uma perturbação mental grave que pode ter consequências muito sérias.
O que é que leva as pessoas, sobretudo algumas mulheres, a fazerem comentários elogiosos do estilo "Estás muito bem", "Estás tão linda", "Estás mesmo bonita nessa fotografia" a alguém que é literalmente, pele e osso, onde tudo o que sobressai em cada foto são os ossos dos joelhos enormes para a grossura mínima das pernas, os ombros larguíssimos para a estrutura à biafra do resto do corpo, a cabeça desproporcional a fazer lembrar um chupa-chupa?
Será mesmo burrice? Estupidez? Ironia? Não se preocupar minimanente com aquele pessoa que se vê degradar de fotografia para fotografia quando elas são de anos diferentes? O facto de as mulheres serem mesmo cabras umas para as outras?
É que confesso, faz-me alguma espécie, estes comentários virem de amigas, quando, há uns dias, uma miúdo de 16 anos me perguntou, sobre a dita pessoa se ela era anoréctica e, no mesmo dia, o pai dessa pessoa o assumiu, numa conversa comigo.
E sim é.
De forma tão clara que me parece quase impossível não o perceber.
E a anorexia não é um capricho de alguém que quer emagrecer. Não é uma doença de moda nem da moda. É uma perturbação mental grave que pode ter consequências muito sérias.
sábado, 26 de setembro de 2009
O ensino, as licenciaturas/mestrados/doutoramentos e o nível de desenvolvimento de um país
O nível de licenciados (e mestres e doutorados) de um país está directamente relacionado com o nível de desenvolvimento desse país. Isto é um um facto inquestionável. E que me desculpem os que pensam de forma diferente, mas, não assumir isto parece-me algo que só acontece num país onde, há pouco mais de um ano, um ditador foi eleito como o português mais ilustre de sempre, num país onde ainda temos tanto velhos como jovens a dizer que no tempo dele é que era bom, num país onde se valoriza o chico-espertismo em lugar da inteligência, do saber e da vontade de progredir.
Sou, já há mais de muitos anos, da opinião que o problema de Portugal não é a falta de recursos, não é a pequenez, nem são os políticos, mas sim as pessoas com a sua mentalidade pequenina. Acho que somos pouco ambiciosos, queremos ganhar muito sem trabalhar o correspondente, e olhamos com desprezo para os que conseguem ir mais longe porque tiveram oportunidades que nós não tivemos. Pensamos pequeno e pouco, temos vistas curtas e somos invejosos. Além de que não sabemos nem sequer aproveitar aquilo que de bom temos ou conseguimos conquistar e isso, meus caros, vem dos Descobrimentos. E faltam-nos algo extremamente importante que é sabermos olhar para nós e reconhecermos não só os nossos defeitos como as nossas lacunas. E, em vez de encararmos as situações, crtíticas e desafios como oportunidades, vêmo-los como ataques pessoais e defendemo-nos, quando nunca nos atacaram, desatando a dizer disparates sob forma, na maior parte das vezes, de ataques pessoais baixos e sem fundamento.
Eu concluí a minha licenciatura logo a seguir ao secundário. E sim, assumo-o sem pudores, apesar de ter sempre tentado ter alguma ocupação para ganhar um dinheiro extra, foram os meus pais que me proporcionaram o curso que eu quis. Se há quem não tenha tido essa sorte, lamento. Acho que todos deviámos ter iguais oportunidades pois só aí se veria com clareza quem tem de facto capacidade para ir mais longe e quem não tem. Mas não me sinto de forma alguma envergonhada por ter tido essa oportunidade e acho lamentável que se diga que muitas das pessoas que se licenciaram sem necessitar de trabalhar como meninos dos papás. Mas é alguma vergonha ter pais que lutaram para nos proporcionar um curso superior? Não será antes um orgulho? Claro que acho saudável que as pessoas vão tendo alguma ocupação ao longo da vida para irem percebendo como funcionam as coisas, mas isso não significa que despreze quem nunca o fez e muito menos que aceite que me apontem como mimada porque me proporcionaram educação.
E penso sinceramente que este é um dos problemas que impedem que este país vá mais além. A inveja do que conseguiu ir mais longe. Já a mim, se vejo alguém ir mais longe, desde que não o tenha feito passando por cima de alguém, só posso ficar contente por isso. Porque sei que isso mais tarde de irá traduzir em desenvolvimento para o país. E confesso que este hábito tão português de desdenhar nos outros que conseguem algo mais do que nós me faz um bocadinho de, como dizer, urticária. Sem meias palavras, chamo-lhe ressabiamento. E isso não é bonito, nem aqui, nem na China.
Agora, uma coisa é dizer que o número de licenciados atesta o nível de desenvolvimento de um país e outra muito diferente é dizer que todos têm de ter formação superior. Claro que não. Mas todos deveriam ter um nível de escolaridade superior ao 9º ano e formação específica para a área onde vão trabalhar. Talvez isso diminuísse as grandes diferenças entre quem trabalha num supermercado e numa universidade.
E, não, também não concordo com muitas das coisas do nosso sistema de ensino actual, onde se pretende, mais do que realmente dar formação e conhecimento, atribuir um grau para subir nas estatísticas. Tal como penso que há excesso de licenciados em áreas que não necessitam e falta de licenciados em áreas extremamente necessárias. Tal como ninguém é menos inteligente ou menos capaz ou menos pessoa por não ter formação. Por isso deixem lá quietas as avózinhas que não sabem ler que ninguém pôs em causa o valor delas nem a sua habilidade para vida. O que falamos é de formação, informação e preparação para um mundo que é, cada vez, mais competitivo.
E nesse sentido parece-me uma grande tontice não assumir que o número de pessoas com formação superior é demonstrativo do nível de desenvolvimento de um país. Porque o é. Inquestionavelmente.
P.S.: este texto é para a Luna, que tanta paciência tem tido para se desdobrar em explicações de algo que devia ser claro para todos.
Sou, já há mais de muitos anos, da opinião que o problema de Portugal não é a falta de recursos, não é a pequenez, nem são os políticos, mas sim as pessoas com a sua mentalidade pequenina. Acho que somos pouco ambiciosos, queremos ganhar muito sem trabalhar o correspondente, e olhamos com desprezo para os que conseguem ir mais longe porque tiveram oportunidades que nós não tivemos. Pensamos pequeno e pouco, temos vistas curtas e somos invejosos. Além de que não sabemos nem sequer aproveitar aquilo que de bom temos ou conseguimos conquistar e isso, meus caros, vem dos Descobrimentos. E faltam-nos algo extremamente importante que é sabermos olhar para nós e reconhecermos não só os nossos defeitos como as nossas lacunas. E, em vez de encararmos as situações, crtíticas e desafios como oportunidades, vêmo-los como ataques pessoais e defendemo-nos, quando nunca nos atacaram, desatando a dizer disparates sob forma, na maior parte das vezes, de ataques pessoais baixos e sem fundamento.
Eu concluí a minha licenciatura logo a seguir ao secundário. E sim, assumo-o sem pudores, apesar de ter sempre tentado ter alguma ocupação para ganhar um dinheiro extra, foram os meus pais que me proporcionaram o curso que eu quis. Se há quem não tenha tido essa sorte, lamento. Acho que todos deviámos ter iguais oportunidades pois só aí se veria com clareza quem tem de facto capacidade para ir mais longe e quem não tem. Mas não me sinto de forma alguma envergonhada por ter tido essa oportunidade e acho lamentável que se diga que muitas das pessoas que se licenciaram sem necessitar de trabalhar como meninos dos papás. Mas é alguma vergonha ter pais que lutaram para nos proporcionar um curso superior? Não será antes um orgulho? Claro que acho saudável que as pessoas vão tendo alguma ocupação ao longo da vida para irem percebendo como funcionam as coisas, mas isso não significa que despreze quem nunca o fez e muito menos que aceite que me apontem como mimada porque me proporcionaram educação.
E penso sinceramente que este é um dos problemas que impedem que este país vá mais além. A inveja do que conseguiu ir mais longe. Já a mim, se vejo alguém ir mais longe, desde que não o tenha feito passando por cima de alguém, só posso ficar contente por isso. Porque sei que isso mais tarde de irá traduzir em desenvolvimento para o país. E confesso que este hábito tão português de desdenhar nos outros que conseguem algo mais do que nós me faz um bocadinho de, como dizer, urticária. Sem meias palavras, chamo-lhe ressabiamento. E isso não é bonito, nem aqui, nem na China.
Agora, uma coisa é dizer que o número de licenciados atesta o nível de desenvolvimento de um país e outra muito diferente é dizer que todos têm de ter formação superior. Claro que não. Mas todos deveriam ter um nível de escolaridade superior ao 9º ano e formação específica para a área onde vão trabalhar. Talvez isso diminuísse as grandes diferenças entre quem trabalha num supermercado e numa universidade.
E, não, também não concordo com muitas das coisas do nosso sistema de ensino actual, onde se pretende, mais do que realmente dar formação e conhecimento, atribuir um grau para subir nas estatísticas. Tal como penso que há excesso de licenciados em áreas que não necessitam e falta de licenciados em áreas extremamente necessárias. Tal como ninguém é menos inteligente ou menos capaz ou menos pessoa por não ter formação. Por isso deixem lá quietas as avózinhas que não sabem ler que ninguém pôs em causa o valor delas nem a sua habilidade para vida. O que falamos é de formação, informação e preparação para um mundo que é, cada vez, mais competitivo.
E nesse sentido parece-me uma grande tontice não assumir que o número de pessoas com formação superior é demonstrativo do nível de desenvolvimento de um país. Porque o é. Inquestionavelmente.
P.S.: este texto é para a Luna, que tanta paciência tem tido para se desdobrar em explicações de algo que devia ser claro para todos.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A verdade é que esta doença é mesmo a doença do medo.
A minha mãe foi operada na Quarta-feira. Foi uma operação bastante longa, cerca de 6 horas, e segundo o médico correu tudo bem.
Estive lá o tempo todo que a operação decorreu. E se por um lado ficava mais aliviada à medida que o tempo passava, porque, nestes casos é mau sinal quando as operações são muito curtas, por outro aumentava o meu medo que alguma coisa pudesse não estar a correr bem. Mas, ao fim das tais seis horas, lá vi a minha mãe sair para o recobro.
Tenho estado lá no Hospital com ela, tanto tempo quanto posso. Soube agora que o médico diz que ela ficou bem. Mas até tenho medo de acreditar nisso.
Claro que me sinto mais aliviada, mas sempre com pézinhos de lã. Vamos vivendo um dia de cada vez. E aproveitando mesmo tudo aquilo que pudermos. Porque como já escrevi estas situações só nos mostram a imprevisibilidade da vida.
E com isto percebi algo que já sabia, que é o facto de, àqueles que amo, fazer tudo o que está e não está ao meu alcance. Querer, acima de tudo, que estejam bem. E estar sempre lá para eles.
A minha mãe foi operada na Quarta-feira. Foi uma operação bastante longa, cerca de 6 horas, e segundo o médico correu tudo bem.
Estive lá o tempo todo que a operação decorreu. E se por um lado ficava mais aliviada à medida que o tempo passava, porque, nestes casos é mau sinal quando as operações são muito curtas, por outro aumentava o meu medo que alguma coisa pudesse não estar a correr bem. Mas, ao fim das tais seis horas, lá vi a minha mãe sair para o recobro.
Tenho estado lá no Hospital com ela, tanto tempo quanto posso. Soube agora que o médico diz que ela ficou bem. Mas até tenho medo de acreditar nisso.
Claro que me sinto mais aliviada, mas sempre com pézinhos de lã. Vamos vivendo um dia de cada vez. E aproveitando mesmo tudo aquilo que pudermos. Porque como já escrevi estas situações só nos mostram a imprevisibilidade da vida.
E com isto percebi algo que já sabia, que é o facto de, àqueles que amo, fazer tudo o que está e não está ao meu alcance. Querer, acima de tudo, que estejam bem. E estar sempre lá para eles.
domingo, 13 de setembro de 2009
Sozinhas por opção?
Não vou começar o texto como a Muxi até porque eu já passei os olhos pelo Segredo e não sei nada sobre o Amor. Do Segredo não fiquei fã embora ache que muito passa por acreditarmos em nós, no que queremos, e no que sentimos. Em relação ao Amor não sei nada. A experiência é pouca, o medo demasiado, as barreiras que imponho a mim e aos outros altas demais.
No entanto não posso deixar de me pronunciar sobre este assunto. Sem querer que ninguém se sinta pessoalmente atingido, até porque, tanto a Kitty Fane, como a Luna, como a Miss Glitering são bloggers que gosto de ler e que considero inteligentes, interessantes e divertidas. Mas a verdade é que e aqui tenho de parafrasear a Muxi, que diz e bem que o ser humano não gosta de estar sozinho.
Uma coisa é não termos de nos cingir às normas sociais que nos mandam casar ou começar a ter filhos só porque estamos a chegar ou já passámos a barreira dos 30. Aí concordo que as coisas se devem fazer quando temos vontade de as fazer, quando sentimos que chegou a altura ou quando encontrámos a pessoa com quem o fazer. Mas a verdade é são raras as pessoas que realmente estão sozinhas por opção.
E o que eu quero dizer com isto não é que somos todas umas encalhadas. Sim, que eu também me incluo no grupo de mulher-com-quase-30-e-longe-de-ter-algo-que-se-pareça-com-um-relacionamento-sério. E muitas as minhas amigas estão exactamente na mesma situação. Claro que não é por falta de homem que estamos sozinhas. Claro que não somos nenhumas enjeitadas. Claro que temos quem nos pegue.
Mas é diferente não sermos encalhadas de estarmos sozinhas por opção. O que penso que acontece hoje em dia com determinadas mulheres onde me incluo é que não nos deixamos levar por estereótipos, não nos preocupamos com rótulos nem com supostos prazos de validade. E como tal não nos sujeitarmos ao primeiro que nos aparece só porque as pessoas à nossa volta acham que deviamos estar emparelhadas.
Queremos alguém com quem nos identifiquemos. Alguém que nos faça mais felizes do que somos apenas connosco. Que partilhe as nossas formas de estar, ser e pensar. Que nos complete. Que nos dê mimo. Que esteja lá quando precisamos. E não apenas que esteja lá porque sim.
E sim tudo isto é mais que legítimo. Claro que é. Mas é também totalmente diferente de estarmos sozinhas porque queremos.
E não é necessário hastearmos a bandeira do orgulhosamente sós só para mostrar aos outros que não estamos sozinhas por não haver ninguém que nos pegue. Porque não estamos a ser sinceras. E porque estamos a jogar o jogo deles que tanto nos incomoda.
Não.
Claro que nos sentimos bem connosco próprias. Claro que temos momentos em que gostamos de estar enroladinhas na nossa manta a ver as nossas séries prefereridas sem que ninguém nos chateie. Claro que não nos importamos de fazer programas sozinhas. Claro que temos as melhores amigas do mundo e nos divertimos imenso mesmo sem ter namorado. Mas não estamos sozinhas porque queremos estar sozinhas.
Estamos sozinhas porque não encontrámos ninguém com quem achemos que vale realmente a pena estar. E claro que isto é uma opção face a estarmos com alguém que não nos enche as medidas. Mas não é o mesmo que estarmos sozinhas por opção.
No entanto não posso deixar de me pronunciar sobre este assunto. Sem querer que ninguém se sinta pessoalmente atingido, até porque, tanto a Kitty Fane, como a Luna, como a Miss Glitering são bloggers que gosto de ler e que considero inteligentes, interessantes e divertidas. Mas a verdade é que e aqui tenho de parafrasear a Muxi, que diz e bem que o ser humano não gosta de estar sozinho.
Uma coisa é não termos de nos cingir às normas sociais que nos mandam casar ou começar a ter filhos só porque estamos a chegar ou já passámos a barreira dos 30. Aí concordo que as coisas se devem fazer quando temos vontade de as fazer, quando sentimos que chegou a altura ou quando encontrámos a pessoa com quem o fazer. Mas a verdade é são raras as pessoas que realmente estão sozinhas por opção.
E o que eu quero dizer com isto não é que somos todas umas encalhadas. Sim, que eu também me incluo no grupo de mulher-com-quase-30-e-longe-de-ter-algo-que-se-pareça-com-um-relacionamento-sério. E muitas as minhas amigas estão exactamente na mesma situação. Claro que não é por falta de homem que estamos sozinhas. Claro que não somos nenhumas enjeitadas. Claro que temos quem nos pegue.
Mas é diferente não sermos encalhadas de estarmos sozinhas por opção. O que penso que acontece hoje em dia com determinadas mulheres onde me incluo é que não nos deixamos levar por estereótipos, não nos preocupamos com rótulos nem com supostos prazos de validade. E como tal não nos sujeitarmos ao primeiro que nos aparece só porque as pessoas à nossa volta acham que deviamos estar emparelhadas.
Queremos alguém com quem nos identifiquemos. Alguém que nos faça mais felizes do que somos apenas connosco. Que partilhe as nossas formas de estar, ser e pensar. Que nos complete. Que nos dê mimo. Que esteja lá quando precisamos. E não apenas que esteja lá porque sim.
E sim tudo isto é mais que legítimo. Claro que é. Mas é também totalmente diferente de estarmos sozinhas porque queremos.
E não é necessário hastearmos a bandeira do orgulhosamente sós só para mostrar aos outros que não estamos sozinhas por não haver ninguém que nos pegue. Porque não estamos a ser sinceras. E porque estamos a jogar o jogo deles que tanto nos incomoda.
Não.
Claro que nos sentimos bem connosco próprias. Claro que temos momentos em que gostamos de estar enroladinhas na nossa manta a ver as nossas séries prefereridas sem que ninguém nos chateie. Claro que não nos importamos de fazer programas sozinhas. Claro que temos as melhores amigas do mundo e nos divertimos imenso mesmo sem ter namorado. Mas não estamos sozinhas porque queremos estar sozinhas.
Estamos sozinhas porque não encontrámos ninguém com quem achemos que vale realmente a pena estar. E claro que isto é uma opção face a estarmos com alguém que não nos enche as medidas. Mas não é o mesmo que estarmos sozinhas por opção.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Pergunto-me...
porque é que há tantas pessoas que passam a vida a dar opiniões sobre a vida, forma de estar e atitudes dos outros. Porque é que têm de fazer constamente julgamentos sobre escolhas, personalidades, maneiras de pensar. Não será esta mania de julgar tudo e todos um costume muito português?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Sou só eu...
que acho que esta situação toda à volta do fim do Jornal Nacional de Sexta, na TVI, era previsível? Que até acho que é extremamente positivo que isso aconteça, uma vez que aquilo era demasiado espectáculo, sensacionalismo, e acusações sem fundamento ao Governo? E mais, sou só eu quem pensa que é impossível que tenha sido o Governo a fazer algo para que isso acontecesse, pois, sem sombra de dúvidas são os maiores prejudicados com tudo isto?
Dever cívico
Recebi por e-mail um apelo para visitar o site Breast Cancer e clicar no sítio onde se oferecem mamografias gratuitas a mulheres com baixos rendimentos.
E resolvi não só fazê-lo como estender o apelo a todos os que me leêm.
Porque nunca é demais fazê-lo.
Porque a prevenção ainda é a melhor arma.
Porque nunca sabemos quando nos tocará a nós.
Porque não custa nada e pode ajudar alguém.
Porque é importante alertar consciências.
Se quiserem ajudar cliquem aqui
Por todas nós.
E resolvi não só fazê-lo como estender o apelo a todos os que me leêm.
Porque nunca é demais fazê-lo.
Porque a prevenção ainda é a melhor arma.
Porque nunca sabemos quando nos tocará a nós.
Porque não custa nada e pode ajudar alguém.
Porque é importante alertar consciências.
Se quiserem ajudar cliquem aqui
Por todas nós.
Aqui deste lado
Quanto a mim, sou mais do género "boa onda", "tá-se bem", "bora lá". Adepta das coisas boas e das boas pessoas. Não daquelas que acham que são boas pessoas e passam a vida a apregoar isso, mas daquelas que emitem boa energia, que nos mostram em atitudes que valem a pena, que "nos fazem ver que há pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir".
Não evito um confronto que seja necessário, uma troca de ideias mais dura, uma boa discussão que nos faça aprender, evoluir e traga coisas novas, mas detesto confusões que são apenas isso mesmo, confusões, situações que se enleiam à volta de um assunto que no fundo é nada, e que apenas sugam a energia, roubam sorrios e criam conflitos desnecessários, mal-entendidos que alimentam guerras e abrem precedentes de desconfiança, mal estar e desconforto entre as pessoas.
E às vezes tenho a sensação que há pessoas que, ainda que não se apercebam, vivem neste tipo de situações e não só não as tentam alterar como acabam por arrastar para dentro delas pessoas que não têm essa forma de estar.
Não evito um confronto que seja necessário, uma troca de ideias mais dura, uma boa discussão que nos faça aprender, evoluir e traga coisas novas, mas detesto confusões que são apenas isso mesmo, confusões, situações que se enleiam à volta de um assunto que no fundo é nada, e que apenas sugam a energia, roubam sorrios e criam conflitos desnecessários, mal-entendidos que alimentam guerras e abrem precedentes de desconfiança, mal estar e desconforto entre as pessoas.
E às vezes tenho a sensação que há pessoas que, ainda que não se apercebam, vivem neste tipo de situações e não só não as tentam alterar como acabam por arrastar para dentro delas pessoas que não têm essa forma de estar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)