os meus queridos stalkers já são 101 :)
Obrigada!
Os meus textos (e comentários noutros blogues), aos poucos, vão voltar.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Serviço público
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Luciana Abreu e Yannick Djaló
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Refúgio
sábado, 11 de julho de 2009
... nos últimos tempos, quanto mais penso mais percebo que passei grande parte da minha vida a adiar as coisas. "Amanhã...", "Para a semana...", "Para o ano..." (é que vai ser). Quando tem de ser hoje, aqui e agora. E adiei (tudo) sem motivo. Porque, no fundo, problemas mesmo graves estou a tê-los agora. E agora, como me sinto sem vontade de fazer o que quer que seja, percebo que essa minha tendência de ficar parada não surgiu apenas com a doença da minha mãe, que é uma característica minha. Só que agora, infelizmente, tem motivo. Daqui concluo duas coisas: não devemos adiar nada, devemos mesmo viver as coisas; a saúde (nossa e de quem amamos) é mesmo mesmo mesmo o mais importante. O resto são peanuts.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A vida
Vi esta frase numa entrevista do Mico da Câmara Pereira e da Joana Sousa Cardoso (namorada dele e que durante um ano e meio lutou contra um cancro na mama do qual, felizmente, saíu vitoriosa) e não podia deixar de a transcrever para aqui.
Aprenderam a olhar a vida com outros olhos?
J.S.C: Inevitavelmente. No início achava que não, que ia ser exactamente a mesma pessoa. Mas somos fruto das nossas vivências, das nossas escolhas... Tornei-me, inevitavelmente, uma outra pessoa. Ao longo deste tempo fiz sempre um esforço enorme para não desmoralizar e acordava todos os dias a pensar "hoje, vou conseguir, vai ser mais um dia em que vou estar feliz e bem-disposta". Era com esta motivação que tentava seguir em frente. Hoje, sou uma pessoa mais tolerante para com as pessoas que gostam de mim, não faço só o que me apetece mas não faço fretes. A vida é curta, as coisas más não acontecem só aos outros e, por isso, temos de aproveitar e de nos divertirmos muito.
M.C.P: Depois desta experiência, o que quer que aconteça que não tenha a ver com saúde -problemas materiais, profissionais-eu relativizo. A vida é complicada e há alturas em que nos sentimos aflitos, mas agora esse tipo de situações não me afecta da mesma maneira. Quando as coisas correm menos bem, fico um pouco aborrecido, mas quero lá saber. O importante é mesmo a saúde. A Joana está cá e isso é que é importante.
E eu, hoje, percebo estas palavras melhor que ninguém. Porque é mesmo assim. Porque, quando somos confrontados com uma doença como estas, a nossa visão da vida muda. Passamos a olhar para as coisas com outros olhos, a dar importância ao que é realmente importante e a relativizar o que não tem importância. Porque o importante é viver e aproveitar enquanto estamos vivos. E isso significa aproveitar cada minuto, porque o próximo não está mesmo garantido. Viver o melhor que pudermos e soubermos hoje, aqui e agora. E não perder tempo com aquilo que não interessa. Lutar pelo que queremos, mas não achar que só vamos ser felizes quando tivermos isto ou aquilo, senão nunca somos. Se a cada conquista, só a próxima interessar nunca seremos inteiros. E é isso que interessa. Ser inteiro. Viver. Estar. Porque as coisas más não acontecem mesmo só aos outros e não avisam. Chegam sem pedir licença e viram tudo do avesso.
À Joana, os meus parabéns. Ver um caso de sucesso destes, apesar de sabermos que cada pessoa é uma pessoa, motiva-nos e dá-nos alento. Consigo perceber bem o que ela sentiu durante todo este processo pois também eu anseio pelo dia em que possa deitar a cabeça na almofada e pensar que a minha mãe está bem. Porque, agora, cada dia que passa é uma angústia, uma incerteza e um medo tão grandes que é quase impossível pensar noutra coisa. Porque o problema que a minha mãe tem, e que eu ainda não tinha dito, embora tivesse dado a entender, também é cancro, apesar de não ser na mama e sim no recto. E, apesar da evolução da medicina e de todos os casos positivos que vamos conhecendo, ainda é uma doença com um peso muito grande e que nos faz temer pela vida.
Aprenderam a olhar a vida com outros olhos?
J.S.C: Inevitavelmente. No início achava que não, que ia ser exactamente a mesma pessoa. Mas somos fruto das nossas vivências, das nossas escolhas... Tornei-me, inevitavelmente, uma outra pessoa. Ao longo deste tempo fiz sempre um esforço enorme para não desmoralizar e acordava todos os dias a pensar "hoje, vou conseguir, vai ser mais um dia em que vou estar feliz e bem-disposta". Era com esta motivação que tentava seguir em frente. Hoje, sou uma pessoa mais tolerante para com as pessoas que gostam de mim, não faço só o que me apetece mas não faço fretes. A vida é curta, as coisas más não acontecem só aos outros e, por isso, temos de aproveitar e de nos divertirmos muito.
M.C.P: Depois desta experiência, o que quer que aconteça que não tenha a ver com saúde -problemas materiais, profissionais-eu relativizo. A vida é complicada e há alturas em que nos sentimos aflitos, mas agora esse tipo de situações não me afecta da mesma maneira. Quando as coisas correm menos bem, fico um pouco aborrecido, mas quero lá saber. O importante é mesmo a saúde. A Joana está cá e isso é que é importante.
E eu, hoje, percebo estas palavras melhor que ninguém. Porque é mesmo assim. Porque, quando somos confrontados com uma doença como estas, a nossa visão da vida muda. Passamos a olhar para as coisas com outros olhos, a dar importância ao que é realmente importante e a relativizar o que não tem importância. Porque o importante é viver e aproveitar enquanto estamos vivos. E isso significa aproveitar cada minuto, porque o próximo não está mesmo garantido. Viver o melhor que pudermos e soubermos hoje, aqui e agora. E não perder tempo com aquilo que não interessa. Lutar pelo que queremos, mas não achar que só vamos ser felizes quando tivermos isto ou aquilo, senão nunca somos. Se a cada conquista, só a próxima interessar nunca seremos inteiros. E é isso que interessa. Ser inteiro. Viver. Estar. Porque as coisas más não acontecem mesmo só aos outros e não avisam. Chegam sem pedir licença e viram tudo do avesso.
À Joana, os meus parabéns. Ver um caso de sucesso destes, apesar de sabermos que cada pessoa é uma pessoa, motiva-nos e dá-nos alento. Consigo perceber bem o que ela sentiu durante todo este processo pois também eu anseio pelo dia em que possa deitar a cabeça na almofada e pensar que a minha mãe está bem. Porque, agora, cada dia que passa é uma angústia, uma incerteza e um medo tão grandes que é quase impossível pensar noutra coisa. Porque o problema que a minha mãe tem, e que eu ainda não tinha dito, embora tivesse dado a entender, também é cancro, apesar de não ser na mama e sim no recto. E, apesar da evolução da medicina e de todos os casos positivos que vamos conhecendo, ainda é uma doença com um peso muito grande e que nos faz temer pela vida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Desporto24

Um site informativo, sobre modalidades desportivas, permanentemente actualizado, com notícias, entrevistas, artigos de opinião, curiosidades e muitas outras coisas. Para, num país onde só se fala de futebol, dar espaço às restantes modalidades desportivas, que não têm de ser o parente pobre do chamado "desporto rei".
Um projecto do qual faço parte com muito orgulho e espero ver crescer. Visitem, divulgem, comentem!
A seguir deixo o editorial:
Em prol das modalidades
Sob o lema “A Informação de Excelência em Modalidades”, o dia 17 de Junho de 2009 marcou o arranque do Desporto 24, portal de carácter noticioso que terá o fenómeno das modalidades como temática única.
Numa época em que o futebol ocupa cada vez mais um espaço de primazia nos Media portugueses e as restantes modalidades desportivas vão sendo, desde há muitos anos a esta parte, tratadas como o “parente pobre” no panorama comunicacional lusitano, o Desporto 24 surge com o intuito de ser um espaço de convergência e uma verdadeira lufada de ar fresco no seio do desporto aquém e além-fronteiras e no panorama comunicacional lusitano. Procuraremos assim congregar os diferentes nichos de adeptos num espaço único, onde todos os desportos sintam que têm em nós o seu espaço e a sua voz.
Neste novo endereço electrónico os cibernautas poderão encontrar diariamente uma informação actualizada e de qualidade, entrevistas aos protagonistas que marcam o dia-a-dia da competição em Portugal e artigos de opinião por parte de personalidades de diversos quadrantes que seguem com particular atenção as incidências do desporto no nosso país. Porque a interactividade com quem nos segue é sempre uma prioridade, o Desporto 24 terá ainda inquéritos de opinião onde auscultará os portugueses acerca dos diferentes temas que vão marcando a actualidade das várias vertentes do desporto lusitano e mundial.
Por detrás deste projecto está uma equipa jovem que lhe procurará dar a conhecer tudo o que de mais importante acontece no panorama competitivo, não descurando a pluralidade, a isenção e o rigor informativo.
Bem-vindo à família Desporto 24. Nascemos por si e para si. Contamos consigo. Esperamos que conte connosco também.
sábado, 27 de junho de 2009
...
Este blogue não acabou, por muito que isso possa parecer.
É verdade que estou sem escrever há uma série de tempo. Venho cá todos os dias, leio sempre os comentários que me vão deixando, mas a vontade de escrever escondeu-se algures por aí. No entanto, tendo em conta os comentários que tenho recebido, resolvi deixar aqui umas palavrinhas. De agradecimento pelo carinho e atenção. Por, apesar de eu não escrever, continuarem a passar por cá. Por me lerem. Até pessoas cujos blogues leio, mas nunca pensei que me lessem (casos da Debbie e da Saltos Altos Vermelhos).
A verdade é que em alturas como estas, em que uma das pessoas que nos é mais querida adoece, questionamos tudo. E, se estou triste pela doença e com medo do que possa acontecer (apesar de ter esperança que tudo corra bem) estou também triste por sentir que aos 28 anos não tenho nada daquilo que sempre pensei que teria nesta altura. Para começar, apesar de ser licenciada em uma das áreas que gosto, não tenho emprego e nem posso dizer que tenha alguma vez tido algo a que se possa chamar um emprego fixo. Sempre trabalhei, mas nunca tive, por exemplo, um contrato de trabalho sem termo. E nos últimos anos foram tudo situações mais do que precárias. Sei que muito disto aconteceu por, logo após acabar o curso, ter iniciado um projecto que não deu certo. Mas sei que, apesar de ter sido um passo de coragem e de ter mostrado a minha proactividade, muito do não dar certo também foi responsabilidade minha. Como consequência de não ter emprego, obviamente não tenho uma situação financeira estável. Perspectivas de vir a ser independente nos próximos tempos? Nenhuma. A juntar a tudo isto, afectivamente a minha vida parece o deserto do Sahara. Eu, que preciso tanto de amar e de me sentir amada. Que vivo de afectos. Que acho que a partilha é das melhores coisas que existe.
Talvez nesta altura eu veja tudo negro e as coisas sejam apenas de um branco sujo. Mas a verdade é que, ultimamente, na maior parte dos dias, sinto-me triste, desmotivada, sem vontade para fazer nada. E existem mesmo alturas em que me sinto uma falhada.
Eu sei que a seguir à tempestade normalmente vem a bonança, mas o sorriso que se vê aí na minha foto de perfil anda muito longe da minha cara.
É verdade que estou sem escrever há uma série de tempo. Venho cá todos os dias, leio sempre os comentários que me vão deixando, mas a vontade de escrever escondeu-se algures por aí. No entanto, tendo em conta os comentários que tenho recebido, resolvi deixar aqui umas palavrinhas. De agradecimento pelo carinho e atenção. Por, apesar de eu não escrever, continuarem a passar por cá. Por me lerem. Até pessoas cujos blogues leio, mas nunca pensei que me lessem (casos da Debbie e da Saltos Altos Vermelhos).
A verdade é que em alturas como estas, em que uma das pessoas que nos é mais querida adoece, questionamos tudo. E, se estou triste pela doença e com medo do que possa acontecer (apesar de ter esperança que tudo corra bem) estou também triste por sentir que aos 28 anos não tenho nada daquilo que sempre pensei que teria nesta altura. Para começar, apesar de ser licenciada em uma das áreas que gosto, não tenho emprego e nem posso dizer que tenha alguma vez tido algo a que se possa chamar um emprego fixo. Sempre trabalhei, mas nunca tive, por exemplo, um contrato de trabalho sem termo. E nos últimos anos foram tudo situações mais do que precárias. Sei que muito disto aconteceu por, logo após acabar o curso, ter iniciado um projecto que não deu certo. Mas sei que, apesar de ter sido um passo de coragem e de ter mostrado a minha proactividade, muito do não dar certo também foi responsabilidade minha. Como consequência de não ter emprego, obviamente não tenho uma situação financeira estável. Perspectivas de vir a ser independente nos próximos tempos? Nenhuma. A juntar a tudo isto, afectivamente a minha vida parece o deserto do Sahara. Eu, que preciso tanto de amar e de me sentir amada. Que vivo de afectos. Que acho que a partilha é das melhores coisas que existe.
Talvez nesta altura eu veja tudo negro e as coisas sejam apenas de um branco sujo. Mas a verdade é que, ultimamente, na maior parte dos dias, sinto-me triste, desmotivada, sem vontade para fazer nada. E existem mesmo alturas em que me sinto uma falhada.
Eu sei que a seguir à tempestade normalmente vem a bonança, mas o sorriso que se vê aí na minha foto de perfil anda muito longe da minha cara.
terça-feira, 9 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
A imprevisibilidade da vida
Há coisas que nos acontecem que se assemelham a tremores de terra de grau 9 na Escala de Richter. É como se o melhor pugilista do mundo nos desse um murro no estômago quando nem sequer ainda o tínhamos visto. Como se um prédio de mil andares nos caíssem em cima de uma assentada só.
E são exactamente estas coisas que nos mostram, na pele, o quão imprevisível e incerta é a vida.
Normalmente o ser humano tem uma falsa noção de imortalidade, de poder tudo, de que "as coisas más só acontecem aos outros".
Nada mais falso.
Não gostamos quando nos dizem que a vida é curta, que o minuto presente é garantido mas que o próximo pode não ser, que somos assustadoramente frageís perante uma vida que não controlamos.
Gostamos muito de dizer que vivemos intensamente os dias, dizer que o carpe diem é o nosso lema, que aproveitamos cada minuto como se fosse o último.
Mas, na grande maioria dos casos, isso não é verdade.
Na grande maioria dos casos deixamo-nos paralisar pelos medos, arrastamos para amanhã situações que poderiam ter sido resolvidas ontem, porque, afinal "temos tempo", perdemos tempo com coisas que não têm importância nenhuma.
A verdade é que apenas achamos que temos. Somos (mesmo) frageís. Não sabemos (mesmo) se o que vai acontecer no minuto seguinte não vai fazer com que não possamos, afinal, resolver os assuntos que deixámos pendentes, se nos vai, finalmente, permitir ultrapassar os tais medos que, grande parte das vezes, nos deixam paralisados sem motivo, se não vai virar a nossa vida de pernas para o ar e mostrar que temos (mesmo) de viver cada minuto e cada dia da melhor forma que podermos e soubermos.
Longe de ser um texto depressivo ou de estar a fazer a apologia de que devemos fazer todos os dispartes porque a vida curta, com este texto quis apenas mostrar que, na vida, não há tempo a perder. Nem com medos, nem com certezas, nem com adiamentos, nem com coisas que não valem nada, nem com mesquinhices.
A vida é para viver, da melhor forma possível, lutando, sempre, por aquilo que queremos, sonhamos e nos faz felizes. Porque as chatices, que nos mostram o quão pequenos afinal somos, vêm sem as chamarmos. E, se de antemão tivermos noção disso, iremos aproveitar muito mais.
P.S.: sim, nos últimos tempos a minha vida virou-se do avesso. Foi diagnosticada à minha mãe uma doença grave, daquelas que nos mostram que a vida não está assim tão garantida. Foi um murro no estômago. Sente-se um medo que não se sabia que podia existir. De repente, a pessoa que mais amamos está a sofrer e nós não podemos fazer nada, a não ser dar força, para a ajudar. A nossa fragilidade. A imprevisibilidade da vida. A pequenez do ser humano perante o mundo. Tudo nos cai em cima de uma vez só de uma forma brutal. A impotência que sentimos é tão grande que nos paralisa. A vida parece que pára. Não sabemos o que fazer. Ficamos sem vontade de nada. Pensamos no quão tremendamente injusto toda a situação é (e é). Revolta. Mas também nos mostra que não há tempo a perder. Que não pode haver medos, desculpas ou "amanhã também é dia" a colocarem-se entre nós e os nossos sonhos. E então, aos poucos, vamos tentando juntar os pedaços que tudo isto espalhou pelo chão e reconstruir o que foi deitado abaixo. Custa. Assusta. Dá um medo do caraças. Mas tem mesmo de ser. Por mim. E por ela.
E são exactamente estas coisas que nos mostram, na pele, o quão imprevisível e incerta é a vida.
Normalmente o ser humano tem uma falsa noção de imortalidade, de poder tudo, de que "as coisas más só acontecem aos outros".
Nada mais falso.
Não gostamos quando nos dizem que a vida é curta, que o minuto presente é garantido mas que o próximo pode não ser, que somos assustadoramente frageís perante uma vida que não controlamos.
Gostamos muito de dizer que vivemos intensamente os dias, dizer que o carpe diem é o nosso lema, que aproveitamos cada minuto como se fosse o último.
Mas, na grande maioria dos casos, isso não é verdade.
Na grande maioria dos casos deixamo-nos paralisar pelos medos, arrastamos para amanhã situações que poderiam ter sido resolvidas ontem, porque, afinal "temos tempo", perdemos tempo com coisas que não têm importância nenhuma.
A verdade é que apenas achamos que temos. Somos (mesmo) frageís. Não sabemos (mesmo) se o que vai acontecer no minuto seguinte não vai fazer com que não possamos, afinal, resolver os assuntos que deixámos pendentes, se nos vai, finalmente, permitir ultrapassar os tais medos que, grande parte das vezes, nos deixam paralisados sem motivo, se não vai virar a nossa vida de pernas para o ar e mostrar que temos (mesmo) de viver cada minuto e cada dia da melhor forma que podermos e soubermos.
Longe de ser um texto depressivo ou de estar a fazer a apologia de que devemos fazer todos os dispartes porque a vida curta, com este texto quis apenas mostrar que, na vida, não há tempo a perder. Nem com medos, nem com certezas, nem com adiamentos, nem com coisas que não valem nada, nem com mesquinhices.
A vida é para viver, da melhor forma possível, lutando, sempre, por aquilo que queremos, sonhamos e nos faz felizes. Porque as chatices, que nos mostram o quão pequenos afinal somos, vêm sem as chamarmos. E, se de antemão tivermos noção disso, iremos aproveitar muito mais.
P.S.: sim, nos últimos tempos a minha vida virou-se do avesso. Foi diagnosticada à minha mãe uma doença grave, daquelas que nos mostram que a vida não está assim tão garantida. Foi um murro no estômago. Sente-se um medo que não se sabia que podia existir. De repente, a pessoa que mais amamos está a sofrer e nós não podemos fazer nada, a não ser dar força, para a ajudar. A nossa fragilidade. A imprevisibilidade da vida. A pequenez do ser humano perante o mundo. Tudo nos cai em cima de uma vez só de uma forma brutal. A impotência que sentimos é tão grande que nos paralisa. A vida parece que pára. Não sabemos o que fazer. Ficamos sem vontade de nada. Pensamos no quão tremendamente injusto toda a situação é (e é). Revolta. Mas também nos mostra que não há tempo a perder. Que não pode haver medos, desculpas ou "amanhã também é dia" a colocarem-se entre nós e os nossos sonhos. E então, aos poucos, vamos tentando juntar os pedaços que tudo isto espalhou pelo chão e reconstruir o que foi deitado abaixo. Custa. Assusta. Dá um medo do caraças. Mas tem mesmo de ser. Por mim. E por ela.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
E para quem pensou que eu estava a exagerar... (ou Geração Morangos com Açúcar #2)
REDAXÃO
'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Nota: Recebido ontem, por e-mail. (Infelizmente) com a seguinte legenda: texto (verídico) retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha. Ah! Pipol é people.
P.S.: uma vez, no início do 10º ano, área de humanidades, disciplina de Português A tive uma colega que, num teste, escrever "i per bolos à em esxesso" querendo dizer "híperboles há em excesso". Isto foi há uns 12 anos atrás. Acho que agora a coisa piorou.
'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Nota: Recebido ontem, por e-mail. (Infelizmente) com a seguinte legenda: texto (verídico) retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha. Ah! Pipol é people.
P.S.: uma vez, no início do 10º ano, área de humanidades, disciplina de Português A tive uma colega que, num teste, escrever "i per bolos à em esxesso" querendo dizer "híperboles há em excesso". Isto foi há uns 12 anos atrás. Acho que agora a coisa piorou.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Geração Morangos com Açúcar (ou a propósito de "As melhores frases dos piores alunos")
Epah, voxex kotax, pah! Xão uns xatos, tax a ver? N pexcebem k o k nós keremos agora é kurtir a vida e n pensar no resto!
Mas p k é k nós havemos de kerer xaber kem é k foi o Salazar pah, e o k é k aquele bacano xamado Afonso Henrikes fez pah? O país já tá konkistado, n já? Entaum pa k é k a gente se há-de preokupar k isso pah?
Mas vocês têm de estudar hoje, para poderem aprender, ter cultura, boas notas e assim construírem um futuro melhor.
Epah! Ó meu, max k é k tu tax paí a dizer pah? Eu já tenhu 1 boa vida pah. Desde k os meus kotas n me kortem a net, o msn e o hi5, tá-se bem. Ah! E ox amigox. Eu amu os meux amigos. E xair à noite, klaro, pa Santos e pó Loft, pa danxar, todos os fins de xemana, pah, tem de xer, xabex komu é. O k a gente gosta memu é apanar bubax e fumar umax ganzas. E n há prob nenhum, pah, o k faz mal é o tabako, as ganzas é paxífiko, meu.
E as miudax, pah? Ganda pausa, man! São buedá girax, elas, meu, tipo com totil pulxeiras e kolares e xaias bué kurtas e tops, muita louras, magras e super bronzeadas, com a kalças de ganga descaídas, a mostrar a barriga e ox pierxings no umbigo. eu curto bué duma, a Madalena... ou xerá a Maria? Olha, n sei, mas tb n interexa, elas xão todas bué parexidas, por isso tá na boa, as miúdas agora xão todax parecidax, mas não faz mal, pah, porke xão bué girax e isso é que interexa. Xão memu giras, abusam bué, man.
Então e o que é que gostas de fazer nos tempos livres? Gostas de ler? Gos...
Epah, ó meu, atão? Mas tu n ouvixte nada do k eu dixe? Ler não, man. Foda-xe. Ixo canxa bué. Eu ká gostu é de tar na net a deixar comments no hi5 dos meux amigus e a adicionar amigus, xabex k é muita cool ter buedá comments e buedá fotox. E xair à noite, já te dixe, max parexe k tu n ouvixte pah, vocex xão memu todus iguais. E ir à praia. Tão lah os meux amigus todus! E ouvir música no ipod. E andar de skate, faxer surf e tar com os amigus - o Afonso e o Bernardo e o Kiko. A minha kota diz k nós agora xomox todox iguaix unx aos outrox mas n é nada dixu, pah, nos temos é extilo e gostos parexidos e tal mas n xomos nada iguaix.
Eh komu eu dixe no principiu, pah, voxex kotas n perxebem nada distu, pah...
E, digo eu, que contacto com eles todos os dias, assim não admira que se ouçam/leiam pérolas iguais (e piores) às que estavam no texto "As melhores frases dos piores alunos". É que, literalmente, eles hoje em dia só querem curtir a vida, o momento, e não pensar em mais nada. "Fazer axneirax enkuanto podem", como eles gostam de dizer. Não adianta, apesar de me fazer alguma confusão, dizer-lhes que, se querem, no futuro, ter uma vida confortável, têm de estudar e de se aplicar. Eles, simplesmente, não querem saber nem conseguem perspectivar o futuro. Desde que tenham hi5 e messenger e amigos e saídas à noite e roupas giras e ipods e sejam considerados "cool" pelos amigos (que são exactamente iguais a eles) não lhes interessa MESMO mais nada.
Mas p k é k nós havemos de kerer xaber kem é k foi o Salazar pah, e o k é k aquele bacano xamado Afonso Henrikes fez pah? O país já tá konkistado, n já? Entaum pa k é k a gente se há-de preokupar k isso pah?
Mas vocês têm de estudar hoje, para poderem aprender, ter cultura, boas notas e assim construírem um futuro melhor.
Epah! Ó meu, max k é k tu tax paí a dizer pah? Eu já tenhu 1 boa vida pah. Desde k os meus kotas n me kortem a net, o msn e o hi5, tá-se bem. Ah! E ox amigox. Eu amu os meux amigos. E xair à noite, klaro, pa Santos e pó Loft, pa danxar, todos os fins de xemana, pah, tem de xer, xabex komu é. O k a gente gosta memu é apanar bubax e fumar umax ganzas. E n há prob nenhum, pah, o k faz mal é o tabako, as ganzas é paxífiko, meu.
E as miudax, pah? Ganda pausa, man! São buedá girax, elas, meu, tipo com totil pulxeiras e kolares e xaias bué kurtas e tops, muita louras, magras e super bronzeadas, com a kalças de ganga descaídas, a mostrar a barriga e ox pierxings no umbigo. eu curto bué duma, a Madalena... ou xerá a Maria? Olha, n sei, mas tb n interexa, elas xão todas bué parexidas, por isso tá na boa, as miúdas agora xão todax parecidax, mas não faz mal, pah, porke xão bué girax e isso é que interexa. Xão memu giras, abusam bué, man.
Então e o que é que gostas de fazer nos tempos livres? Gostas de ler? Gos...
Epah, ó meu, atão? Mas tu n ouvixte nada do k eu dixe? Ler não, man. Foda-xe. Ixo canxa bué. Eu ká gostu é de tar na net a deixar comments no hi5 dos meux amigus e a adicionar amigus, xabex k é muita cool ter buedá comments e buedá fotox. E xair à noite, já te dixe, max parexe k tu n ouvixte pah, vocex xão memu todus iguais. E ir à praia. Tão lah os meux amigus todus! E ouvir música no ipod. E andar de skate, faxer surf e tar com os amigus - o Afonso e o Bernardo e o Kiko. A minha kota diz k nós agora xomox todox iguaix unx aos outrox mas n é nada dixu, pah, nos temos é extilo e gostos parexidos e tal mas n xomos nada iguaix.
Eh komu eu dixe no principiu, pah, voxex kotas n perxebem nada distu, pah...
E, digo eu, que contacto com eles todos os dias, assim não admira que se ouçam/leiam pérolas iguais (e piores) às que estavam no texto "As melhores frases dos piores alunos". É que, literalmente, eles hoje em dia só querem curtir a vida, o momento, e não pensar em mais nada. "Fazer axneirax enkuanto podem", como eles gostam de dizer. Não adianta, apesar de me fazer alguma confusão, dizer-lhes que, se querem, no futuro, ter uma vida confortável, têm de estudar e de se aplicar. Eles, simplesmente, não querem saber nem conseguem perspectivar o futuro. Desde que tenham hi5 e messenger e amigos e saídas à noite e roupas giras e ipods e sejam considerados "cool" pelos amigos (que são exactamente iguais a eles) não lhes interessa MESMO mais nada.
domingo, 17 de maio de 2009
Medo #1
Assusta-me (MUITO!) o facto de um homem (namorado, marido, amante) atender o telefone de uma mulher e perguntar quem é e qual o assunto.E assusta-me ainda mais fazerem-no quando é uma mulher a ligar e, caso a pessoa não diga o assunto, não lhe passarem o telefone.Como se as pessoas, mesmo vivendo uma relação, não pudessem ter os seus assuntos privados, os seus segredos, até.E o ex-líbris do susto acontece, quando, uns dias depois, se conseguirmos falar com elas, elas se recusarem a falar porque, há uns dias atrás, não quisemos falar com o homem em questão.What?Que submissão, que falta de individualidade, que possessividade, que dependência, que vistas curtas, que ESTUPIDEZ!...
P.s.: não, isto não é amor. Nem nada que se lhe pareça...
P.s.: não, isto não é amor. Nem nada que se lhe pareça...
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