quinta-feira, 30 de abril de 2009

As melhores frases dos piores alunos

*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.* (claro! Com o peso demorou 100 anos para subir o monte !!!)
*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje* (a Futura é particularmente estudada pela "Maya" certamente)
*A Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.* (será que este é Bígamo e sabe por experiência ?)
*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra! * (Ups! Até eu me vi atrapalhado para fazer o cálculo. Imaginação tem ele)
*O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro.* ( o dele de certeza, só que estão ambos os lados com avaria)
*O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um. (ora aí está uma que é lógica: praticamente, note-se, ele até tem razão!!)
*Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça? Resposta: Depende da força da cacetada. * (Obviamente)
*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.* (nada mal pensado. Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo)
*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhose até verdes! * (acho que faltam os Azuis !!)
*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.* (outros cinco chegam nos 10 últimos!!!)
*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.* (claríssimo !! Se passou a barreira o som quando chega já ele passou, por isso não o ouve. Será?)
*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.* (Hoje em dia acho que basta verificar se o coração parou ou se respira)
*Antes mesmo da guerra a Mercedes já fabricava Volkswagen (e depois da Guerra? A Mercedes passou a fabricar o quê?)
*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0* (e antes foi o Pedro -1, já agora) *Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica.* (claro. Pagam mais têm mais regalias)
*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.* (São uns chatos os velhos o melhor é dar um tiro a cada um!)
*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.* ("tadinho.. este gajo deve é ter um verme no cérebro")
*Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie (queria dizer, decerto, barbárie) nasista.* (isto é que é barbárie mental)
*Cada vez mais as pessoas querem conhecer a sua família através da árvore ginecológica.* (esta árvore é muito conhecida )
*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.* (e a tua mãe também pá)
*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.* (não consigo encontrar melhor definição)
*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.* (exactamente, principalmente o Stalone)
*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.* (Diabos me levem !!!)
*Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia.* (olha que boa ideia. Vamos começar a seguir o princípio)
*Uma linha recta deixa de ser recta quando encontra uma curva.* (esta tem lógica !!!!) *O aço é um metal muito mais resistente do que a madeira.* (e também divide o cérebro em várias partes conforme a força da pancada)
*O porco é assim chamado porque é nojento.* (tem a sua razão de ser)
*A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.* (claro, nem a experiência podia ter sido feita de maneira diferente; tinha de ser usado um dos animais mais agressivos que se conhece)
*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.* (esta não entendi a lógica mas que é complicado lá isso é)
*A água tem uma cor inodora.* (nem mais)
*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.* (o tipo deve ser "espião" da vizinhança)
*O Marechal António Spínola é conhecido principalmente por estar no dicionário.* ( se calhar ...) *A idade da pedra começa com a invenção do Bronze.* (tu é que deves ser da idade da pedra)
*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.* (obviamente que sim. Tinha algum jeito o contrário?)
*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.* (é isso ! Ao nascerem podem escolher)
*A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países.* (por isso surgiu a fisga)
*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.* (e eu é que sou racista!)
*O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões.* (aí está uma maneira de ver o problema que tem alguma razão de ser)
*Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina.* ( ele seria tractor nessa época e reincarnou?)
*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.* (todos os dias me cruzo com baleias ao atravessar o rio)
*Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus. * (Não consigo ter palavras)
*A trompa de Eustáquio é um instrumento musical de sopro, inventado pelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas. * (pois e as tuas trombas também)
*Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons.* (Claro, não se vê logo? Eco=som + logia=estudo; ele é que está certo!)
*A Biologia é o estudo da saúde. E para beneficiar a saúde é que foi inventado o biotónico.* (inventarem um cérebro para ti é que dava jeito)
*As constelações servem para clareficar a noite.* (e para clarificar as tuas ideias, não se arranja nada por aí?)
Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando. (tal qual como quem escreveu!!)
*As aves teem na boca um dente chamado bico.*
*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.* (tanto quanto se sabe...)
*A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.* (os "circos" deste são mais pequenos que o habitual, mas está bem, é uma opinião a ser estudada!!)
*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!* (é claro. Caso contrário ficava vazio depois de passar. Deve ser uma forma de o encontrarem)
*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. * (aí não há dúvida nenhuma)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Racismo

«A situação que se segue aconteceu num voo da British Airways, entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres.

Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugarem classe económica. E viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

-'Algum problema, minha senhora? ' - Perguntou a comissária.
-'Não vê? ' - Respondeu a senhora
- 'Vocês colocaram-me ao lado de umnegro. Não posso ficar aqui. Tem de me arranjar outro lugar. '
-'Por favor, acalme-se! '
- Disse a hospedeira
-'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.

A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois.

'- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo em classe económica. Temos apenas um lugar emprimeira classe'.

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

'- Veja, não é comum que a nossa companhia permita que um passageiroda classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vistas as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

'- Portanto, senhor, caso queira, por favor pegue na sua bagagem demão, pois reservamos para si um lugar em primeira classe...

'Todos os passageiros que, estupefactos assistiam à cena, começaram aaplaudir, alguns de pé.»

'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'
Martin Luther King

terça-feira, 28 de abril de 2009

A luta pela felicidade

Há uns tempos, a falar no messenger com uma amiga muito querida, que tomou uma decisão que muitas pessoas não percebem e que ela define como "ir atrás da felicidade dela" disse-lhe uma coisa que já penso há muito tempo:

"Há-de haver sempre pessoas a não perceber a nossa luta pela felicidade, porque, muitas vezes, é polémica. Quase arriscaria dizer "a maior parte das vezes". Porque implica admitir muitas coisas, cortar com outras, ouvirmo-nos a nós em primeiro lugar e não ligar muito ao que os outros dizem"

É difícil, pois que é, mas vale a pena. Mesmo que dê errado. Mesmo que no futuro nos venhamos a arrepender. Eu pago para ver. Independentemente de todas as pessoas que possam estar contra, de todos os "I told you so" que possamos ouvir depois.

Porque eu não quero nada nada um dia olhar para trás e arrepender-me de não ter lutado, pensar como poderia ter sido e pior, que, se calhar podia ter sido mais feliz.

Assim até posso partir a cara um milhão de vezes e arrepender-me de muita coisa, mas sei que o fiz para ser mais feliz e isso, meus amigos, na minha opinião, compensa tudo.

E mais: acho que, muitas vezes, as pessoas que mais nos criticam e avisam são aquelas que não têm a mesma coragem de correr os riscos necessários à luta pela felicidade, que "têm medo de partir a cara" e se sofrer.

E eu só digo: antes sofrer por ter vivido e tantado do que supsirar pelo que não aconteceu.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Atchiiiiiiiiiiiim!

Estou constipada. E espirro. E fungo. E dói-me a garganta. E a cabeça. E o corpo. E não tenho paciência para nada.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Genéricos

Acabei de ouvir agora mesmo a notícia sobre os genéricos irem passar a ser gratuitos para os pensionistas que recebem menos do que o ordenado mínimo.
E, naquelas entrevistas que fazem sobre o assunto, ouvi duas coisas que me deixaram com os olhos em bico.

Uma senhora que dizia que a gratuitudade devia ser para todos os medicamentos e não apenas para os genéricos pois não se dá com estes; a cor, a forma, não se dá com eles, coitadinha.

Custa-me saber que este tipo de ignorância existe e, mais do que isso, que é alimentado pelos médicos e pelos laboratórios. Os genéricos são iguais aos medicamentos de marca. Só que muito mais baratos. Ponto. E é exactamente por serem mais baratos que é possível o estado comparticipá-los a 100%.

Claro que o ideal seria que nos casos em que não há genéricos os medicamentos de marca pudessem ser comparticipados, pelo menos até que haja genéricos para essa substância activa. Mas isso, esperemos, será para a próxima. E não era a isto que a senhora se referia.

Outro senhor dizia que, ele, como recebia 460€, o que já era superior ao ordenado mínimo, ia ficar de fora. Pois. Parece que sim. Se o limite foi o ordenado mínimo nacional e se este senhor recebe mais, é natural que fique de fora.

Faz-me uma certa espécie que as pessoas nunca fiquem contentes com nada. Eu percebo que o senhor até deve ter problemas de dinheiro. Mas em vez de refilar e de só pensar nele, devia ficar feliz por todos os que vivem com ainda mais dificuldade e pensar que, quem sabe, daqui a uns tempos será a vez dele.

E faz-me também confusão que as pessoas não percebam que tem de haver limites. Não se pode, simplesmente, passar a dar gratuitamente medicamentos a toda a gente. Sob pena de não se conseguir dar a ninguém. Para isso tem de se estabelecer limites. E esses limites têm que ser respeitados. Ainda que seja apenas um cêntimo a mais.

Felizmente houve um senhor que, apesar de não ser abrabgido pela medida, lá disse que concordava e percebia que nem todos podiam ser abrangidos, pois havia pessoas com maiores dificuldades.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Novas rúbricas

Porque acho que um blogue é essencialmente um espaço de partilha ando há uns tempos a congeminar uma ideia de vos fazer (a todos vocês, que lêem o blogue) ter uma participação mais activa. E lembrei-me de criar novas rúbricas, onde serão vocês próprios os autores dos posts.

São elas:

1- Eu e os filmes/séries/teatro... por X (o vosso nome/blog) - onde o pretendido é que falem sobre um filme/série/peça de teatro que tenham gostado/que vos tenha marcado/o filme da vossa vida e expliquem o porquê. Se possível, digam o título original e o título em português, os actores, o realizador (no caso dos filmes)/encenador e falem um bocadinho sobre o enredo. Se quiserem falem um bocadinho sobre o realizador e mencionem outros filmes que ele tenha feito. Caso o filme seja baseado em algum livro/história real, escrevam sobre isso);

2- Eu e os livros... por X (o vosso nome/blog) - onde o pretendido é que falem sobre um livro que tenham gostado/que vos tenha marcado/o livro da vossa vida e expliquem o porquê. Se possível, digam o título original e o título em portugues, as personagens e o escritor. E, se quiserem, falem um bocadinho deste último, como de outras obras que ele tenha escrito. Caso o livro seja baseado em alguma história real, falem sobre isso;

3- Eu e as viagens... por X (o vosso nome/blog) - onde o pretendido é que falem sobre uma viagem que tenham feito/queiram fazer, dizendo porquê, mencionando os pontos fortes desse sítio, se possível com fotografias;

4- Eu e as músicas... por X (o vosso nome/blog) - onde o pretendido é que falem sobre uma música de que gostem, digam quem é o autor/cantor, expliquem porquê e falem um bocadinho sobre o trabalho das pessoas que criaram a música.

5- Eu e os homens/mulheres... por X (o vosso nome/blog) - onde o pretendido é que falem sobre um homem/mulher que achem bonito e/ou interessante, com foto e expliquem porquê.

Nas partes opcionais, caso vocês não as preencham, eu procurarei informações e acrescentá-las-ei ao(s) vosso(s) texto(s). O texto que escreveream não será mexido, excepto para correcções ortográficas e tudo o que acrescentar, caso se justifique, será especificado. Nunca irei acrescentar qualquer opinião pessoal ao texto, isso deixo para os comentários. A minha ideia é que exista uma destas rúbricas por semana ou, no máximo, duas. Irei tentar não repetí-las sem que as outras já tenham sido abordadas.

Além disto, agradeço que, caso exista algum tema que gostassem de ver tratado, me enviem um mail e terei todo o gosto em escrever sobre isso.

Como já sabem, além destas rúbricas existe ainda outra, no blog, o "Pergunta" que tem por objectivo incentivar a vossa participação e os vossos comentários, por forma a estimular debate/discussão e aprendermos algo uns com os outros.

A forma de me fazerem chegar os vossos textinhos é por mail para vidadeumagaija@gmail.com; Fico à espera. Não vou fazer convites. no máximo posso deixar comentários em alguns blogues a falar sobre estas rúbricas, mas convites directos não. Quero a participação de todos, sem excepção. No início do texto será acrescentada uma breve descrição do vosso blogue, bem como o link, caso o tenham. E quero muitos textinhos, sim? Por isso, toca a puxar pelos dedos.

P.S.: ainda estou a pensar criar outra, relacionada com a minha profissão, mas isso fica para outras núpcias.

Prémio #4


Estou a ficar crescida! Já vamos em quatro prémios, o que dá assim mais ou menos um por mês. Hum... não. Preciso de mais dois para essa conta. Vá, dêem-me lá mais uns prémiozitos ;)

Deixando a palhaçada de lado, vamos lá ao que interessa. A Marisa, que é uma querida, deu-me um prémiozinho (que está acima).
As regras são:
1- Escrever uma frase, citar um título ou contar uma história sobre os seguintes seis assuntos: vida, cinema, literatura, viagens, amor e sexo;
2- Indicar seis blogues que realmente consideres femininos e inteligentes;
3- Linkar o blogue que te indicou;
4- Postar as regras para que outros as repassem;
5- Inserir o selinho recebido do "Papo calcinha";
Vamos lá:
Vida: espero conseguir aproveitá-la da melhor forma;
Cinema: completamente viciada.
Literatura: ler é um dos meus hobbies preferidos
Viagens: bem, como já disse num post abaixo, já viajei muito, mas falta-me muito. Acho que é uma das melhores formas de aprender.
Amor: espero ter sempre muito; sou viciada nele, também. E faz-me falta.
Sexo: o que se pode dizer? Gosto? Pois... ;)
Como já sabem, não gosto de fazer distinção de blogues. Leio muitos, muitos, muitos e adoro, por isso, sintam-se premiados.
E o resto, está feito.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Este homem...#2

...também fazia de mim tudo o que quisesse!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Aconteça o que acontecer...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.Por isso existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicaveis e pessoas incomparaveis. "
Fernando Pessoa

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Das primeiras coisas que me lembro é de ouvir a minha mãe contar que, após algumas horas de esforço e dores, tinha dito ao médico que se queria ir embora. Que queria desistir e já não queria ter filha nenhuma. E de ele, à letra, lhe ter respondido que já era um bocadinho tarde para isso, que a decisão tinha de ter sido tomada há 9 meses atrás.

Pelos vistos, o mau feito vem daí. Até para nascer fui difícil.

Tive uma infância feliz. Brinquei na rua. Às escondidas, ao elástico, à apanhada, à cabra cega, às corridas, às casinhas. Computador? Isso ainda não existia. Desenhos animados na televisão? Alguns, sim. Dos bons. Lembro-me do Babar, do ursinho Teddy, da Abelha Maia, do Bocas, dos Disney. Mas nunca trocava uma brincadeira na rua por umas horas em frente à televisão.

Andei no infantário, dos 3 aos 6 anos. Antes disso estive numa ama, a Dina, de quem ainda hoje gosto muito, e o resto do dia ficava com a minha madrinha (que adoro e a quem devo MUITO). Do infantário recordo-me que havia uma educadora que eu não suportava. Nunca me fez mal nenhum, a senhora. Mas eu não gostava dela. Chorava desde que entrava na sala até meia hora antes da hora a que sabia que a minha mãe me iria buscar.

A seguir fui para a escola primária. A minha professora foi a D. Cândida e sei que é a ela quem devo o meu gosto por aprender e a facilidade que tive em todos os anos escolares seguintes. Uma professora à antiga, das boas, que sabiam o que era ensinar.

Vieram, depois, o 2º e o 3º ciclos, todos na mesma escola, onde conheci muitos daqueles que ainda hoje, após 18, 17, 16, 15 anos, continuam a ser os meus melhores amigos. Um dos pilares da minha vida. A certeza de uma palavra amiga, mas também de um puxão de orelhas quando assim os mereço. São assim os verdadeiros amigos e a eles agradeço. Foi a altura da construção de personalidade, das primeiras saídas, dos primeiros encantos com o sexo oposto.

O liceu. Reforçaram-se algumas amizades, fizeram-se outras novas, perderam-se algumas, também. Decidiu-se o caminho que se queria seguir. Bons professores, sempre, a contribuírem para a constinuação da construção da personalidade e a abrirem-nos os olhos para o mundo que havia para lá das janelas da escola. Foi aqui, no liceu, com 16 anos, que conheci a pessoa que mais amei até hoje. Alguém que terá, sempre, um lugar muito especial no meu coração. Mesmo que a vida mude (ainda mais) os nossos sentidos e o mundo nos leve para longe de nós. Ou para mais longe ainda.

Fui sempre uma excelente aluna. Muitas notas máximas, todos os anos no quadro de honra. Apesar disso, nunca tive grandes hábitos de estudo. Passava os olhos pelos livros na véspera dos testes e vamos lá a isso. Faladora, muito e sempre. Nas aulas e fora. Ainda hoje. Quando começo, é difícil calarem-se. Às vezes até eu me canso de me ouvir. Outras calo-me e fico apenas a ouvir.

Entre os 10 e os 19 anos conheci o mundo. Orlando (o mundo mágico da Disneyworld), Miami, Tenerife, Londres, Escócia, País de Gales, Paris, Nice, Mónaco, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Aústria, República Checa (Ai Praga!), Hungria, Nova Iorque, Dinamarca. A paixão por viajar e conhecer o mundo vem-me daqui. E ainda me falta conhecer tanto!

A faculdade. Anos difíceis, na ressaca de uma relação amorosa que não correu nada bem, com uma pessoa que não merecia sequer um segundo da minha atenção, mas que infelizmente se prolongou, de forma doentia até há poucos meses, e havia de reforçar a minha tendência para uma fraca auto-estima. Fiz amizades importantes, fui descobrindo um bocadinho como é o mundo e a vida. Percebi que, na essência, sou muito ingénua. Tenho tentado, desde aí, trabalhar esse aspecto, mas sei que é uma característica muito minha. Licenciei-me no tempo previsto, no curso que queria desde os 12 anos. Acabei o curso no dia em que fazia exactamente cinco anos que tinha entrado na faculdade. Nem mais um dia, nem menos um.

Ao longo do curso houve (algumas) situações que me deitaram um bocadinho abaixo e reforçaram a tendência de que já falei para a minha fraca auto-estima. Para a insegurança que sempre senti. Tive uma altura má, em que me fui fechando e auto-destruindo. sempre fugi muito de muita coisa. Não gostava de mim e transferia isso ara os outros. Por mais que me mostrassem que até tinha bastantes amigos, eu insistia em achar que não. E em sentir-me infeliz.

Ainda assim, comecei um projecto com imensa força. Sozinha. Olhando para trás, admiro a minha preserverança, a vontade, a proactividade. Mas sei que cometi muitos erros. Era muito nova. Demasiado nova. E isso fez com que fosse precipitada e impulsiva e não tenha tomado as devidas precauções para que as coisas corressem pelo melhor. Pûs a carroça à frente dos bois e a coisa acabou por dar para o torto. Lutei e lutei, e acho que tenho mérito nisso, mas houve uma altura em que tive de assumir que não podia continuar. Hoje, ainda estou a apanhar os cacos e a tentar endireitar a minha vida. Mas aprendi. Muito. Lições que sei que me serão uma mais valia para toda a vida. No entanto, preferia tê-las aprendido de outra forma.

Já fiz dezenas de coisas. O meu primeiro trabalho foi numa loja de música do Chiado, com 17 anos. Fui fazer embrulhos na época do Natal. Lembro-me de embrulhar um piano de causa. Mas trabalhar na minha área, infelizmente, não muito. Até agora, pelo menos.

De tudo, acho que tive sempre um grande medo de ser feliz. E fui-me deixando ficar em situações que me eram prejudiciais, a todos os niveís. Boicotei-me, muitas e muitas vezes. Nas mais diversas situações. Sobretudo profissionais e amorosas. Tenho (ou tinha) uma grande tendência para "procurar o futuro no avesso do passado".

Mas, com ajuda, tudo isto foi mudando. A menina sem auto-estima e insegura deu lugar a uma mulher que, hoje, 28 anos passados desde o dia em que respirou e chorou pela primeira vez, gosta, acima de tudo, de si, sabe as qualidades e os defeitos que tem, sabe que é uma mulher interessante, com alguma coisa a dizer e com muito para partilhar, a família (que inclui uns pais que adoro acima de tudo na vida e sem os quais me é muito difícil perspectivar a minha vida) e os amigos fantásticos com os quais pode contar e está, finalmente, pronta para ser feliz. A todos os niveís. Porque (agora) sabe e acredita que o merece. Acima de tudo.

E, a banda sonora da minha vida só podia ser a tua música. Porque ao som dela conheci muitos sítios, outras tantas pessoas que hoje são parte indissociável da minha vida e descobri-me mais e mais e mais.

E com isto, parabéns a mim. Faço 28 anos hoje. E tenho uma vida inteira pela frente.

Para ser feliz.

domingo, 19 de abril de 2009

As pessoas são o que são e ninguém é perfeito, mas decidir passar o resto da vida com alguém (ou, acrescento eu, simplesmente estar com alguém) é o mesmo que formar uma equipa. Passa-se o resto da vida a conhecer e a aprender coisas sobre o outro e, de vez em quando, as coisas explodem. Mas a beleza de estar com alguém é que se se tiver escolhido a pessoa certa e se ambos gostarem mesmo um do outro, vão sempre encontrar uma maneira de ultrapssar os problemas."
(Nicholas Sparks, At First Sight)

Ainda que tentasse, não iria conseguir escrever algo que descrevesse tão bem a forma como vejo as relações a dois... ou seja, para mim a relação perfeita não é aquela em que não há discussões, porque, para mim, não haver discussões é sinónimo que as pessoas nem sequer se preocupam com o outro o suficiente oara se darem ao trabalho de discutir. Sim, porque problemas há sempre. A relação perfeita é aquela em que existem problemas, em que as pessoas falam sobre eles, discutem, se for preciso, mas depois, em conjunto e em privado, arranjam forma de os resolver. E a bem, sem ofensas e acusações gratuitas. Sem deitar o outro abaixo. Porque se amam. Porque, acima de tudo, gostam de estar juntas e querem ficar juntas, dar o melhor ao outro, partilhar coisas boas e fazer, sempre, o possível e o impossível para que o outro tenha um sorriso na cara!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Da vida #2

E estive com outra amiga, de quem sou amiga ainda há mais anos (desde o 7º) e de quem também gosto muito e percebi que, sendo os interesses, as formas de pensar, as vivências, os objectivos, as formas de estar, ser e viver parecidas, ou semelhantes, não há distância que consiga extinguir as coisas.

Da vida #1

Hoje estive com uma amiga de quem gosto muito e de quem sou amiga há anos. Desde o 10º ano (tenho quase 28 e nunca chumbei).
E hoje pensei e pensei sobre os diferentes rumos que a vida e as opções nos fazem tomar.
E, transpondo isso da amizade para o amor, percebi, não me tendo sentido identificada, tendo, até, sentido algum distanciamento, (mais ainda) porque é que, em relações amorosas, o amor apenas não chega.
É que por mais que gostemos das pessoas, as escolhas, as vivências, as formas de estar, sentir e viver, a identificação são, também, muito, muito importantes.
E se é assim na amizade, que, supostamente é mais duradoura do que o amor, neste então...

Hopes (and fears...)

One Day (Belinda More)

Somebody who's cool
Somebody who want's to see it through
Tell me why our hope's grew
Why I play the fool
Never find the right guyS
omebody tell me why?
Tell me why?
See I've become an expert
Hearing lies, gettin' hurt
Tired of the goodbyes
Somebody tell me why?
(Somebody tell me)
Tell me why?
He'll come along
(Life can say that)
Real love is strong
(There's no doubt that)
One day I'll find
Somebody who's cool
Somebody who's true
Someone who wants to see it through
One day I'll find
Someone so sweet
Somebody who knows just how to treat
Somebody like me
hey,yeah,yeah,yeah,yeah,
Seems that time has come again
I'm the one who's cryin'
So unsatisfied
Somebody tell me why?
Tell me why?
(Somebody tell me why)
Everytime I fall down
Im on the rebound
Never find the right guy
Somebody tell me why?
(Somebody tell me)
Tell me why?
He'll come along
(Im not satisfied)
Real love is strong
(There's no doubt that)
One day I'll find
Somebody who's cool
Somebody who's true
Someone who wants to see it through
One day I'll find
Someone so sweet
Somebody who knows just how to treat
Somebody like me
Hey,yeah,yeah,yeah,yeah,
Gotta find the one who will make it fun
Even when times may get me down
No need to try
One day I'll findOh!
Hey, yeah,yeah,yeah,yeah,
Somebody who's true
Someone who wants to see it through
One day I'll findSomeone so sweet
Somebody who knows just how to treat
Somebody like me

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Para ti, sempre

Um dia gostava de acordar com o sol a entrar pela janela e saber-te na varanda, a olhar o infinito, pelo mar. De me erguer demoradamente, ainda ensonada, vestir o roupão turco, abrir a janela e abraçar-te por trás, sabendo que me esperavas. Debruçar-me sobre os teus ombros e dar-te um beijo terno no pescoço, pleno de carinho, que reflectisse o que vivemos na noite que ainda agora amanheceu.
Saber que estavas lá fora não porque não quisesses estar deitado ao meu lado, mas porque precisavas de perceber como é que afinal tudo fazia ainda, e após tantos anos de ausência e distância, tanto sentido. E porque me esperavas, querendo sentir que quando acordasse eras o primeiro lugar onde me dirigia.
Sentir que encostavas a cabeça ao ombro, depois de te beijar o pescoço, como que a proteger o beijo que te tinha dado. Para não o deixares fugir. Para o conservares em ti. Ao mesmo tempo que abraçavas as minhas mãos nas tuas mãos.
Palavras não eram precisas. Nunca tinham sido, não eram e não seriam. E no entanto, amiúde, havia-as em demasia, porque a comunicação em nós sempre funcionara, reflexo da enorme amizade e ainda maior admiração. Por isso sabíamos sempre o que outro queria, precisava e estava a pensar.
Ficar ali, abraçada a ti, em cumplicidade, a olhar o mar e a pensar na noite que acabara havia pouco, na qual finalmente tínhamos realizado o desejo tantos anos contido, umas vezes confessado, outras escondido e outras mesmo até negado.

A noite anterior.
Perfeita.
Demais para ser verdade. Mas ainda com um sabor a demasiado pouco perante tudo o que sempre sentimos pelo outro. Como que a obrigar repetição. Sempre. Mais e mais e mais.
Começara num abraço. Os nossos abraços, sempre. Apertados, cúmplices, sinceros. A seguir um jantar, onde a conversa fluíra com a energia habitual. Silêncios a meio e um reflexo nos olhos do outro de que não era preciso dizer mais. Um olhar diferente, como o que havia há 10 anos. Olhar que levou a que um e outro pensássemos “é hoje!” sem no entanto o confessarmos.
Terminado o jantar, a vontade de continuarmos juntos ditou que fôssemos para outro lado e guiou-nos substituindo as palavras. Queríamos continuar juntos, a conversa e os muitos anos de afastamento a servirem de pretexto. Naturalmente, sem pensar, saímos do restaurante de mãos dadas e ao chegar ao carro, um novo abraço. Sempre cúmplice, mas mais quente. Pela primeira vez sentimos o corpo um do outro. Na verdadeira dimensão que sentir significa. Pela primeira vez assumirámos, em silêncio, ser um homem e uma mulher com sentimentos um pelo outro para além da amizade. E por isso aquele abraço foi mais que um abraço. Foi já o pronuncio de algo mais. Aquela noite era nossa. Aquela iria ser a nossa noite.
O beijo –o nosso primeiro beijo, inacreditável, surgiu alguns minutos depois, já sentados no muro da praia para onde tínhamos ido. Foi demasiado bom para ser real, mas, ao mesmo tempo, estranho. Acho que foi aí que percebemos que as palavras eram escusadas, tinha sido sempre o nosso maior problema –falarmos demais e ficarmos por aí. A seguir ao beijo um novo abraço e a pergunta, sussurrada:

- Queres passar a noite comigo?

A resposta veio num novo beijo, menos estranho, melhor ainda que o anterior.
Sem pensar e sem falar, dirigiramo-nos para um hotel, onde pudéssemos estar juntos.
Quando lá chegámos a primeira coisa que fiz foi ir à casa de banho. Queria ver-me ao espelho, para ter a certeza que estava ali. Ajeitei o cabelo, inspirei fundo e voltei ao quarto.
Estava escuro. Apenas a luz da lua me iluminava o caminho.
Vi-te, já deitado na cama, de olhos semi-fechados, dirigidos ao tecto. Deitei-me ao teu lado, de costas voltadas para ti e senti-te virar para mim. Abraçaste-me pela cintura e voltei a sentir-te. Encaixei-me no teu corpo. Deste-me um beijo terno no pescoço, que me proporcionou um arrepio por todo o corpo. Foi aí que me apercebi da tua proximidade e aproveitei para me encostar ainda mais a ti. Enroscados um no outro, ficámos ali uns minutos, em silêncio.
Até que me virei para ti. Fizeste-me uma festa no rosto e beijámo-nos durante alguns minutos. Começamos, a pouco e pouco, a tirar a roupa. Abraçados, encostamo-nos mais. O teu corpo está quente. Pela primeira vez sentimo-nos pele contra pele.
Beijas-me o pescoço, os lábios, os ombros até chegares aos meus seios, que beijas um a um, fazendo-me gemer e suspirar. Fico ainda mais excitada.
Deito-me de barriga para cima e deixo que me percorras o corpo com a língua, as mãos e os dedos, provocando-me arrepios de prazer em todo o lado. É tão bom sentir-te assim.
Continuas. Desces cada vez mais. Beijas-me a barriga de uma forma tão quente que me provocas pele de galinha. Mas sei que não vais parar por aí. E tenho razão.
Agarras-me as ancas com as mãos e puxas-me para ti.
Uns segundos depois sinto ainda mais o calor e a sensualidade da tua língua. Fecho os olhos e fico só assim, a sentir. Cada vez mais excitada.
Depois é a minha vez de te dar prazer. De percorrer o teu corpo com a minha língua e com as minhas mãos, até te fazer gemer de prazer.
De repente, fazes-me parar, voltar a deitar-me de barriga para cima e deitas-te em cima de mim.
Não consigo explicar o que senti logo a seguir, quando te senti entrar em mim e transformarmo-nos num só. Sei que o sentiste também, pela expressão que vi no teu olhar, pela forma como me beijaste em seguida.
Ficámos ali, num crescendo de prazer e intimidade até não aguentarmos mais e nos virmos, em simultâneo, com um suspiro profundo.
A noite foi nossa. E nela, descobrimos, juntos, o verdadeiro significado da expressão fazer amor. Uma, duas, três vezes. Qual delas a mais perfeita, quente, cúmplice, apaixonada, inebriante.
Os meus lábios nos teus, a tua pele na minha pele, as nossas mãos no corpo um do outro, o teu corpo no meu. Cada toque, cada gesto, cada beijo, cada suspiro de prazer, a dar sentido a tudo, a explicar o porquê de sempre nos termos sentido tão ligados.
E no fim, adormecermos abraços e abrir os olhos, várias vezes durante a noite, só para ter a certeza que de facto estávamos ali.
E de manhã, ir ter contigo à varanda, para olhar o infinito abraçada a ti.

O que é que vamos fazer? Não interessa. Juntos, conseguimos tudo. Porque tudo faz sentido.

Este texto é para ti.
Porque um dia gostava de acordar com o sol a entrar pela janela e saber-te na varanda, a olhar o infinito, pelo mar.
Porque apesar de não te amar neste momento, vou amar-te para sempre. E porque gostava mesmo que isto um dia acontecesse. Com estas ou outras palavras, seria sempre perfeito.
Porque não quero que a minha vida acabe sem TE sentir. Se NOS sentir.

Nota: este texto é semi-ficção. Faz alusão a uma pessoa especial, que passou na minha vida há alguns anos, de quem ainda sou muito amiga, e que terá sempre um espaço no meu coração.