Que as mulheres são umas cabras umas para as outras já todos sabemos. Sim, claro que há excepções e eu também tenho muitas amigas mulheres e bla bla bla. Mas a verdade é que as mulheres, na maior parte das vezes, haja a oportunidade, não perdem uma oportunidade de provar que são superiores às outras e de as lixarem. Facto. Ponto.
Um dos aspectos onde isto melhor se verifica é aquela tendência que a maior parte de nós tem de achar que, por mais cabrão que saibamos que um homem é, connosco é que ele vai mudar. Porque afinal ele não é assim tão cabrão. Porque, lá no fundo, bem lá no fundinho, ele é boa pessoa. Coitadinho dele, só tem é encontrado mulheres víboras ao longo da vida. Ele, que, no fundo, até é um anjinho. Um querido. Elas, as outras, é que têm sido más para ele. Têm-no tratado mal. E, vai daí, ele vinga-se.
Mas connosco não. Connosco nada disto vai acontecer. Porque nós somos especiais. Ùnicas. Lindas e maravilhosas. E, por nós, por perceber o fantástico ser humano que nós somos e o quanto merecemos ser felizes e bem tratadas, ele vai mudar. Não mudou pela Sara, nem pela Maria, nem pela Matilde, nem pela Carolina, nem por todas as outras que já lhe passaram pelas mãos. Mas, por nós, ele vai mudar. Claro que vai. E, por isso temos tendência para perdoar a primeira. E a segunda. E muitas vezes a terceira e a quarta. Vá lá. Não foi por mal. Coitadinho dele. E mesmo quando todos à nossa volta nos dizem o óbvio, o que nós não queremos ver, que ele não mudou nem vai mudar, que quem faz uma faz mil, que ele realmente não presta e nem sequer gosta de nós, insistimos e continuamos a insistir numa obra de Santa Ingrácia. Que nunca vai estar terminada. Porque, no fundo, o que está em causa e o que interessa já não é o que sentimos por ele, que, muitas vezes, no meio desta história, já se desvaneceu, mas sim o nosso amor próprio. O não aceitarmos que, afinal, ele nos tratou exactamente da mesma forma que tratou todas as outras. Que não viu o quanto éramos especiais. Que não nos valorizou.
Porque, na maior parte das vezes, quando nós nos envolvemos com um rapaz “menos aconselhável” (para não lhes chamar cabrões, vá) nem é tanto por gostarmos deles. Não é por não darmos valor aos rapazes às direitas que por aí andam. É, sim, por, muitas vezes, ser uma questão de auto-estima. Nós queremos provar (a nós próprias e às outras) que somos lindas e fantásticas e especiais e melhores que as outras mulheres e que, por isso, ele vai mudar. Por nós. Porque seria tão lindo e perfeito que alguém mudasse toda uma postura de vida porque nos adora e nós merecemos ser felizes.
O problema é que está tudo errado neste raciocínio. Nem nós no fundo nos achamos tão lindas, fantásticas e especiais, pois, se achássemos, não precisávamos de alguém exterior para o provar, nem é por sermos melhores que as outras que isso vai acontecer, nem ninguém muda por ninguém. As pessoas raramente mudam e, quando o fazem, é por elas próprias, porque passaram por uma situação traumática e/ou porque já não suportam sofrer mais… e, mesmo assim…
O que acontece é que "Existem pessoas especiais com quem decidimos ou não partilhar o que somos" como diz a Vanity, aqui. Ou seja, não é por alguém nos tratar mal que deixamos de ser especiais, nem por alguém nos tratar melhor a nós que essa pessoa não é especial ou que nós somos melhores. Simplesmentes essa pessoa não decidiu partilhar o que tem (ou o que não tem). Ou não houve uma conjugação de feitios.
Por isso, meninas, vamos acabar com esta tendência de escolhermos rapazinhos que sabemos, à partida, que não valem nada só para provarmos a nós próprias que somos um espectáculo? É que já somos, não precisamos de o provar a ninguém, nem de ninguém que o confirme. E, se alguém que vos tratou mal a seguir conseguir ter uma relação “normal”, não pensem que ela é melhor que vocês. Não é uma questão de ser melhor. Ou chegou a altura de ele mudar, ou os feitios que conjugaram melhor ou, também, é tão só e apenas e aparência e ela não sabe a merda que ele anda a fazer.
E, meninos, quando se perguntarem porque é que as mulheres preferem sempre os cabrões, pensem nisto que acabei de escrever. Na maior parte das vezes é, apenas, uma questão de ego. De “eu sou melhor que elas todas e vou prová-lo”.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Esquecer alguém
Lemos, muitas vezes e em muitos sítios diferentes (livros, revistas, blogs, filmes, séries, teatro) reflexões àcerca do quanto é difícil esquecer alguém.
Vemos, por toda a parte, pessoas que acabam por ficar tempos infinitos ligadas a pessoas que já saíram das suas vidas há muito tempo (ainda que voltem de vez em quanto) e que lamentam que não conseguem esquecer a pessoa, que é superior às forças que têm.
Mas, será que isto é mesmo assim? Será que o não esquecer alguém não é uma opção que, inconscientemente fazemos? Seja por não querermos outras pessoas, por, por algum motivo não estarmos disponíveis, por termos tendência para nos fazermos de vítimas ou por uma série de outras razões?
Não será que, quando estamos realmente decididas a esquecer alguém o fazemos? Por mais que custe e doa, por mais lágrimas que derramemos. Por mais tempo que tenhamos de passar em casa, com as precianas fechadas a recusar ver o sol que brilha lá fora.
Porque, muitas vezes, a questão que mais pesa nem é o sentimento pela outra pessoa. É o medo de ser feliz. É o medo da mudança. É o medo do vazio que poderá, momentaneamente, existir.
P.S.: falo com experiência de causa. Sim, já fiquei presa a histórias que não valiam a pena. Sim, já me custou esquecer alguém. Mas, acho, genuinamente, que foram opções, ainda que inconcientes, que aconteceram por uma série de razões que, na maior parte dos casos, tinham muito mais a ver comigo do que com a pessoa em causa.
Vemos, por toda a parte, pessoas que acabam por ficar tempos infinitos ligadas a pessoas que já saíram das suas vidas há muito tempo (ainda que voltem de vez em quanto) e que lamentam que não conseguem esquecer a pessoa, que é superior às forças que têm.
Mas, será que isto é mesmo assim? Será que o não esquecer alguém não é uma opção que, inconscientemente fazemos? Seja por não querermos outras pessoas, por, por algum motivo não estarmos disponíveis, por termos tendência para nos fazermos de vítimas ou por uma série de outras razões?
Não será que, quando estamos realmente decididas a esquecer alguém o fazemos? Por mais que custe e doa, por mais lágrimas que derramemos. Por mais tempo que tenhamos de passar em casa, com as precianas fechadas a recusar ver o sol que brilha lá fora.
Porque, muitas vezes, a questão que mais pesa nem é o sentimento pela outra pessoa. É o medo de ser feliz. É o medo da mudança. É o medo do vazio que poderá, momentaneamente, existir.
P.S.: falo com experiência de causa. Sim, já fiquei presa a histórias que não valiam a pena. Sim, já me custou esquecer alguém. Mas, acho, genuinamente, que foram opções, ainda que inconcientes, que aconteceram por uma série de razões que, na maior parte dos casos, tinham muito mais a ver comigo do que com a pessoa em causa.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Não suporto #1
Que me chamem princesa, amor, linda e epítetos que tais. É que me irrita. Muito. Pior ainda se for ao fim de dois dias de me conhecerem.
Faz-me lembrar gajos sem nível e sem um pingo de cultura, que se acham os maiores, conduzem carros tunning, têm namoradas com unhas de gel, vivem na linha de Sintra, escrevem estives-te, dizem estivesteS, e skrevem menxagens axim.
P.S.: já se for um "Bom dia meu amor" dito olhos nos olhos depois de acordar a história muda completamente de figura. Isso sim. Isso gosto.
P.S.2: Nina também é muito mau (foi-me lembrado por uma amiga agora mesmo, no messenger). E eu acrescento, boneca também. Medo! Muito medo!
Faz-me lembrar gajos sem nível e sem um pingo de cultura, que se acham os maiores, conduzem carros tunning, têm namoradas com unhas de gel, vivem na linha de Sintra, escrevem estives-te, dizem estivesteS, e skrevem menxagens axim.
P.S.: já se for um "Bom dia meu amor" dito olhos nos olhos depois de acordar a história muda completamente de figura. Isso sim. Isso gosto.
P.S.2: Nina também é muito mau (foi-me lembrado por uma amiga agora mesmo, no messenger). E eu acrescento, boneca também. Medo! Muito medo!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Eu não queria...

...eu juro que eu não queria, mas é superior às minhas forças.
Tenho uma embirração com a Luciana Abreu. Tenho. Porque, além de achar que é pirosa e tem um mau gosto atroz, muito do que ela diz me soa a falso, sobretudo o ser tão boazinha e tão queridinha e tão humilde.
E não é que ontem, ao ler uma revista de cabeleireiro (sim, de vez em quando passo por lá os olhos) me deparo com uma entrevista à dita, onde, a certa altura, se lê:
"[...] e não é por ser apresentadora, cantora e actriz que ponho de parte a humildade que todas sabem que sempre tive e coninuarei a ter [...]"
Bom, em primeiro lugar, alguém que, ao fim de tão pouco tempo de carreira se apresenta como apresentadora, cantora e actriz é mesmo, mesmo, mesmo MUITO humilde. MUITO. Em segundo lugar, a humildade não é uma característica que, quem tem, ande por aí a apregoar aos sete ventos. Porque, dizê-lo, é quase uma contradição. "Vejam, vejam, eu tenho muito sucesso, mas sou muito humilde." Mas adiante. Eu não gosto da rapariga, mas não seria por isto que lhe ia pegar. O pior de tudo isto é que, logo na resposta a seguir, a Luciana dá uma enorme mostra da humildade que disse ter na resposta anterior.
Querem ver?
Pergunta do jornalista: "Esta participação é vista como mais uma oportunidade de se poder firmar no mundo da música?" (pergunta perfeitamente normal de fazer a um cantor em início de carreira)
Resposta da nossa querida Lucy: "Firmar no mundo da música? (Oh senhor jornalista, então esqueceu-se que a Lucy já é uma estrela confirmadíssima? Não se faz! Que grande ultraje. Uma verdadeira ofensa.) Eu não preciso de mostrar que faço isto ou aquilo, que quero vingar nesta área ou naquela, pois esse reconhecimento tenho-o no meu dia-a-dia, tanto pelas pessoas que me apoiam e acompanham como pelas com quem trabalho.
Ora e aqui temos uma verdadeira demonstração do que é a humildade e ser humilde. Ou então... não e o que acabou de acontecer aqui, como tantas vezes, foi que a Lucy caíu numa enorme contradição entre o querer dizer que é humilde mas achar, na cabecinha dela, que é uma autêntica vedeta. Como quando, tantas vezes diz, "eu sempre quis ser uma estrela", partindo, assim, do pressuposto que já o é.
Humilde ela, não é? Pois.
P.S.: Humildade, do Lat. humilitates. f.,
virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza; modéstia; submissão; inferioridade. (daqui)
virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza; modéstia; submissão; inferioridade. (daqui)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Desafio #2
Ora bem, fui desafiada para contar ao mundo seis factos sobre mim e não vou fugir ao desafio. Ou melhor, não vou fugir a todo o desafio. Comecemos então por dizer que quem me lançou o desafio foi a.menina do blog Menina de Ninguém. Cá vão então seis factos sobre a minha pessoa.
1- Gosto muito de escrever, mas nem sempre tenho paciência/tempo para o fazer e acontece-me frequentemente esquecer-me de ideias que me tinham surgido para textos/crónicas.
2- Já tive mais três blogues; dois acabei por deixar morrer e um tive de abandonar por ter sido descoberto por uma pessoa que eu não queria que o descobrisse e que começou a deixar comentários anónimos muito desagradáveis
3- Adoro conversar e falo imenso, mas só quando conheço as pessoas e já tenho confiança com elas. Ao início sou reservada e demoro muito tempo a "abrir-me".
4- Detesto o Inverno e o horário de Inverno e tudo o que esteja relacionado com o Inverno, incluindo chuva. Por outro lado adoro sol, calor, dias compridos, praia e tudo o que esteja relacionado com o Verão.
5- Já fui muito, muito insegura e tive uma auto-estima muito baixa e perdi muita coisa por causa disso. Por causa do medo de perder. Comportamento gera comportamento. Sempre.
6- Sou filha única e um dos meus maiores desgostos é não ter irmãos.
Não vou passar o desafio a ninguém. Quem lhe quiser pegar, sinta-se desafiado.
1- Gosto muito de escrever, mas nem sempre tenho paciência/tempo para o fazer e acontece-me frequentemente esquecer-me de ideias que me tinham surgido para textos/crónicas.
2- Já tive mais três blogues; dois acabei por deixar morrer e um tive de abandonar por ter sido descoberto por uma pessoa que eu não queria que o descobrisse e que começou a deixar comentários anónimos muito desagradáveis
3- Adoro conversar e falo imenso, mas só quando conheço as pessoas e já tenho confiança com elas. Ao início sou reservada e demoro muito tempo a "abrir-me".
4- Detesto o Inverno e o horário de Inverno e tudo o que esteja relacionado com o Inverno, incluindo chuva. Por outro lado adoro sol, calor, dias compridos, praia e tudo o que esteja relacionado com o Verão.
5- Já fui muito, muito insegura e tive uma auto-estima muito baixa e perdi muita coisa por causa disso. Por causa do medo de perder. Comportamento gera comportamento. Sempre.
6- Sou filha única e um dos meus maiores desgostos é não ter irmãos.
Não vou passar o desafio a ninguém. Quem lhe quiser pegar, sinta-se desafiado.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Da mentira
Não sou a favor da mentira.
Isto quer dizer que não acho que se deva mentir por sistema, nem tenho uma personalidade com tendência para a mentira.
Mas não a condeno absolutamente. Penso até que há alturas na vida em que ela é necessária. Seja para nossa protecção, para defesa, para esconder coisas que sabemos que podem magoar as outras pessoas desnecessariamente. Consigo, até, conceber alturas em que a mentira é a única solução para certas situações com que nos deparamos e que não têm outra escapatória possível. E que, por vezes, existem justificações que ilibam quem mente de qualquer culpa.
Sobretudo acho inconcebível julgarmos alguém que mentiu quando sabemos que existem condicionantes muito fortes para que o tenha feito.
Até porque ninguém é ninguém para julgar alguém.
E vocês, qual é a vossa opinião/posição sobre a mentira?
Isto quer dizer que não acho que se deva mentir por sistema, nem tenho uma personalidade com tendência para a mentira.
Mas não a condeno absolutamente. Penso até que há alturas na vida em que ela é necessária. Seja para nossa protecção, para defesa, para esconder coisas que sabemos que podem magoar as outras pessoas desnecessariamente. Consigo, até, conceber alturas em que a mentira é a única solução para certas situações com que nos deparamos e que não têm outra escapatória possível. E que, por vezes, existem justificações que ilibam quem mente de qualquer culpa.
Sobretudo acho inconcebível julgarmos alguém que mentiu quando sabemos que existem condicionantes muito fortes para que o tenha feito.
Até porque ninguém é ninguém para julgar alguém.
E vocês, qual é a vossa opinião/posição sobre a mentira?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
"For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again."
The Curious Case of Benjamin Button, David Fincher (2008)
The Curious Case of Benjamin Button, David Fincher (2008)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Ingenuidade
Uma mulher adulta que ouve o namorado recente confessar uma série de crimes, que sabe que ele conhece uma série de criminosos e gente não aconselhável, que o ouve dizer que irá ignorar e não querer saber de um filho que ainda não nasceu, que o ouve dizer barbaridades de uma pessoa com quem partilhou a vida e a seguir diz, com toda a convicção, que ele nunca lhe mentiu e que a confiança entre eles nunca falhou é ingénua, burra, as duas coisas ou está apenas a tentar convencer-se a ela própria?
P.S.: isto é especialmente penoso quando nós somos testemunhas vivas de que isto não é bem assim, quando sabemos que sim, ele já lhe mentiu. E quando, mesmo não sendo testemunhas vivas, até sabemos que ele já traíu e que até diz que não gosta dela porque a conhece há pouco tempo e que, caso ela o chateie, a despacha rapidamente.
P.S.: isto é especialmente penoso quando nós somos testemunhas vivas de que isto não é bem assim, quando sabemos que sim, ele já lhe mentiu. E quando, mesmo não sendo testemunhas vivas, até sabemos que ele já traíu e que até diz que não gosta dela porque a conhece há pouco tempo e que, caso ela o chateie, a despacha rapidamente.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Detesto gente estúpida!
E, se detesto gente estúpida em contexto pessoal, ainda detesto mais em contexto profissional. É que em contexto pessoal posso sempre virar as costas e não aturar a estupidez. Já em contexto laboral é bem mais difícil. E pessoas que só criticam destrutivamente, não ensinam nem ajudam e cobrem e exigem sem como nem porquê encaixam que nem uma luva na minha distinção de gente estúpida.
E, se detesto gente estúpida em contexto pessoal, ainda detesto mais em contexto profissional. É que em contexto pessoal posso sempre virar as costas e não aturar a estupidez. Já em contexto laboral é bem mais difícil. E pessoas que só criticam destrutivamente, não ensinam nem ajudam e cobrem e exigem sem como nem porquê encaixam que nem uma luva na minha distinção de gente estúpida.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sexo #1
Artigo incluído numa das edições da revista vidas, escrito por Ana Neves, na coluna "Sete Anos de Mau Sexo" e que eu, simpaticamente, distribuí por todos os meus amigos homens quando me chegou às mãos. Digam lá que não sou querida?
Os Homens e os Minetes
Escrevo esta crónica em plena quadra natalícia, numa altura em que os homens, coitados, na sua pequenez de vista, acham que nós queremos receber jóias, uma casaco do Cavali, um fim de semana numa linda pousada, um microondas para enfiarmos a cabeça lá dentro, etc, etc.Nem estão enganados, os pobres. Mas o que nós queríamos mesmo era homens que soubessem fazer um minete "comme il faut". Eu explico. Estas almas penadas vieram ao mundo com um gene que lhes meteu na cabeça que fazer um bom minete é um dado adquirido. Pois aqui vai uma notícia: não é! E o mais giro é que perguntando aos desgraçados dos meus amigos, "ex" e afins (o leque é grande e a probabilidade de acertar é quase igual à da Eurosondagem) todos acham que fazem "o" minete. Extraordinário! Mas alguém se lembrou de perguntar às respectivas? Não. E todos continuam convencidos que são os maiores nesta lide particular. Burros! Ora da mesma forma que nós -grandes falsas- esperneamos, dizemos "ahhh! Sim! Huuuuuuuuuuuuuum! e nos mexemos à "vanal 18" para ingir um orgasmo durante o acto, o mesmo fazemos quando nos estão a meter a cara entre as pernas. Assumindo uma posição tipo "Dra. Ruth" -é o que me chama, no gozo, a minha editora- arrisco dizer que 80% dos homens fazem minetes como os São Berbardo lambem as vítimas perdidas na neve. Lambem, lambem... sem saber porquê e onde. E nós fazemos o nosso papel, para os pobres coitados não ficarem cheios de complexos (de vez em quando algumas ganham coragem e dizem "querido, não te importas de fazer assim ou assado?, mas ainda é raro). Depois há cerca de 10% que têm geito prà coisa: um potencial elevado para um "minete-colibri -bate as asinhas e "truca", acerta no alvo sem grandes lambidelas ou aparato. E finalmente vêm os abençoados, que já foram como os anteriores mas entretanto leram livros da especialidade e fazem os "minetes de oiro". São os "meninos de oiro", coisa rara nos dias que correm. E mais uma vez os caracteres lixam-me a prosa-não as ideias. Mas não é por isso que ficam os senhores leitores sem uma ideia para uma prenda jeitosa para o Natal, daqueles que, uma vez aprendida, é só dar.
Conclui-se daqui meninos, que sexo oral é muito bom... (ai, ai...) quando é bem feito. Por isso, leiam, investiguem, aprendam e pratiquem. Porque, de certeza, que a vossa parceira vos vai agradecer... quem sabe na mesma moeda ;)
Os Homens e os Minetes
Escrevo esta crónica em plena quadra natalícia, numa altura em que os homens, coitados, na sua pequenez de vista, acham que nós queremos receber jóias, uma casaco do Cavali, um fim de semana numa linda pousada, um microondas para enfiarmos a cabeça lá dentro, etc, etc.Nem estão enganados, os pobres. Mas o que nós queríamos mesmo era homens que soubessem fazer um minete "comme il faut". Eu explico. Estas almas penadas vieram ao mundo com um gene que lhes meteu na cabeça que fazer um bom minete é um dado adquirido. Pois aqui vai uma notícia: não é! E o mais giro é que perguntando aos desgraçados dos meus amigos, "ex" e afins (o leque é grande e a probabilidade de acertar é quase igual à da Eurosondagem) todos acham que fazem "o" minete. Extraordinário! Mas alguém se lembrou de perguntar às respectivas? Não. E todos continuam convencidos que são os maiores nesta lide particular. Burros! Ora da mesma forma que nós -grandes falsas- esperneamos, dizemos "ahhh! Sim! Huuuuuuuuuuuuuum! e nos mexemos à "vanal 18" para ingir um orgasmo durante o acto, o mesmo fazemos quando nos estão a meter a cara entre as pernas. Assumindo uma posição tipo "Dra. Ruth" -é o que me chama, no gozo, a minha editora- arrisco dizer que 80% dos homens fazem minetes como os São Berbardo lambem as vítimas perdidas na neve. Lambem, lambem... sem saber porquê e onde. E nós fazemos o nosso papel, para os pobres coitados não ficarem cheios de complexos (de vez em quando algumas ganham coragem e dizem "querido, não te importas de fazer assim ou assado?, mas ainda é raro). Depois há cerca de 10% que têm geito prà coisa: um potencial elevado para um "minete-colibri -bate as asinhas e "truca", acerta no alvo sem grandes lambidelas ou aparato. E finalmente vêm os abençoados, que já foram como os anteriores mas entretanto leram livros da especialidade e fazem os "minetes de oiro". São os "meninos de oiro", coisa rara nos dias que correm. E mais uma vez os caracteres lixam-me a prosa-não as ideias. Mas não é por isso que ficam os senhores leitores sem uma ideia para uma prenda jeitosa para o Natal, daqueles que, uma vez aprendida, é só dar.
Conclui-se daqui meninos, que sexo oral é muito bom... (ai, ai...) quando é bem feito. Por isso, leiam, investiguem, aprendam e pratiquem. Porque, de certeza, que a vossa parceira vos vai agradecer... quem sabe na mesma moeda ;)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Confusões
A responsabilidade e o planeamento de vida (ou melhor, a falta dele) faz-me muita confusão.
Muita mesmo.
Faz-me confusão as pessoas não pensarem, sobretudo em assuntos tão sérios como os que envolvem crianças, que não têm a mínima culpa da irresponsabilidade dos pais.
Faz-me confusão como é que pessoas adultas, com bastante mais de 20 anos, com relações extremamente recentes se deixam cair em situações que nem a miúdos de 15 anos se perdoam.
E faz-me confusão as pessoas, depois dos actos, não os assumirem e serem capazes de afirmar que a outra pessoa iria criar a criança sozinha a vida inteira. Ainda que eu acredite que isso depois muda quando a criança nasce, assusta-me alguém dizer isso, sobretudo com convicção. Faz-me confusão um homem que tem várias relações coloridas não se proteger e pôr em risco não só o factor gravidez como a saúde de toda a gente com quem se envolve, não as avisando sequer sobre a situação.
E, ainda que as crianças não cheguem a nascer (sendo que, apesar de eu ter sido a favor da liberalização do aborto, acho que é sempre uma situação a evitar e apenas de último recurso), faz-me muita, muita confusão que, na altura da diversão, não se pense nisso.
Uma gravidez é (ou deve ser) um acto de amor tão bonito, um projecto de vida de duas pessoas que se querem e constroem um futuro a dois, que não devia ser minimizada assim, sobretudo por pessoas adultas. Porque os adolescentes não têm esta cnsciência. E, se calhar, infelizmente, uma grande parte dos adultos também não.
E nas outras consequências do acto que se está a praticar também não se pensa.
E agora nem falo apenas de gravidez. É porque, para ela poder acontecer, é porque não houve protecção. E, não tendo havido protecção, há doenças sexualmente transmissíveis à espreita.
Como é que, em pleno séc. XXI, quando as infecções por HIV e outras doenças são cada vez maiores, se vai para a cama sem preservativo com alguém que mal se conhece sem sequer antes fazer despistes? Ainda que tenhamos começado uma relação com essa pessoa, não se vai. Simplesmente não se vai. É irresponsabilidade a mais junta.
Faz-me, ainda mais do que tudo, confusão, ter estado envolvida e convivido com pessoas assim. Pessoas que não têm, MESMO, nada em comum comigo.
Muita mesmo.
Faz-me confusão as pessoas não pensarem, sobretudo em assuntos tão sérios como os que envolvem crianças, que não têm a mínima culpa da irresponsabilidade dos pais.
Faz-me confusão como é que pessoas adultas, com bastante mais de 20 anos, com relações extremamente recentes se deixam cair em situações que nem a miúdos de 15 anos se perdoam.
E faz-me confusão as pessoas, depois dos actos, não os assumirem e serem capazes de afirmar que a outra pessoa iria criar a criança sozinha a vida inteira. Ainda que eu acredite que isso depois muda quando a criança nasce, assusta-me alguém dizer isso, sobretudo com convicção. Faz-me confusão um homem que tem várias relações coloridas não se proteger e pôr em risco não só o factor gravidez como a saúde de toda a gente com quem se envolve, não as avisando sequer sobre a situação.
E, ainda que as crianças não cheguem a nascer (sendo que, apesar de eu ter sido a favor da liberalização do aborto, acho que é sempre uma situação a evitar e apenas de último recurso), faz-me muita, muita confusão que, na altura da diversão, não se pense nisso.
Uma gravidez é (ou deve ser) um acto de amor tão bonito, um projecto de vida de duas pessoas que se querem e constroem um futuro a dois, que não devia ser minimizada assim, sobretudo por pessoas adultas. Porque os adolescentes não têm esta cnsciência. E, se calhar, infelizmente, uma grande parte dos adultos também não.
E nas outras consequências do acto que se está a praticar também não se pensa.
E agora nem falo apenas de gravidez. É porque, para ela poder acontecer, é porque não houve protecção. E, não tendo havido protecção, há doenças sexualmente transmissíveis à espreita.
Como é que, em pleno séc. XXI, quando as infecções por HIV e outras doenças são cada vez maiores, se vai para a cama sem preservativo com alguém que mal se conhece sem sequer antes fazer despistes? Ainda que tenhamos começado uma relação com essa pessoa, não se vai. Simplesmente não se vai. É irresponsabilidade a mais junta.
Faz-me, ainda mais do que tudo, confusão, ter estado envolvida e convivido com pessoas assim. Pessoas que não têm, MESMO, nada em comum comigo.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Pergunta #1
Amizade (totalmente desinteressada) entre homens e mulheres, existe, ou não?
P.S.: "Pergunta" é uma das rubricas do "A Vida de Uma gaija" que têm por objectivo incentivar a vossa participação e os vossos comentários, por forma a estimular debate/discussão e aprendermos algo uns com os outros.
P.S.: "Pergunta" é uma das rubricas do "A Vida de Uma gaija" que têm por objectivo incentivar a vossa participação e os vossos comentários, por forma a estimular debate/discussão e aprendermos algo uns com os outros.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Liberdade
Há dois dias, sem pensar muito, acabei por, numa conversa de circunstância, te dizer algo que já sabia há algum tempo, mas nunca me atrevera a verbalizar, nem para mim. Que não há assunto entre nós. Que temos pouco ou nada em comum.
E, após dizê-lo, senti-me, por fim, livre de ti.
E, após dizê-lo, senti-me, por fim, livre de ti.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
...
"O sentimento de nojo está a ser gradualmente substituído por um sentimento de pena. Olho com superioridade para esta lástima de ser humano, que não tem respeito nenhum pelos outros, mas sobretudo por ela própria. Um ser humano que teve ao lado dela alguém que sempre a tentou ajudar, mas que estoirou todas as oportunidades. [...] Olho intensamente para ela durante alguns segundos. Para aquele ser humano frágil, imperfeito, com quem eu tantas vezes tinha pensado ficar para o resto da minha vida. Já não era a minha Carolina, mas um caco de pessoa. Uma pessoa que precisava de se encontrar. Uma pessoa com quem eu não queria estar. Uma pessoa que só tinha feito mal à minha vida. Uma pessoa que me tinha sugado toda a alegria. Uma pessoa que precisava da energia dos outros para viver".
Quando li isto, sem pensar muito, identifiquei-me. Com a diferença de que, no meu caso, o nome da pessoa em questão não é Carolina e o sexo não é feminino. E, hoje, não falo por raiva, nem despeito, nem inveja.A única coisa que sinto é pena. E indiferença. E sei que ele não é mais do que aquilo que aqui está descrito. É uma pessoa que inventa mentiras e vai vivendo nelas, enrolando os outros, até ser descoberto. E aí, muda de pessoa e reinicia o ciclo novamente. Mas deixando portas abertas às pessoas que ficaram lá atrás. Fazendo-lhes mal e sugando-lhes a energia de viver. Mas, no fim, o mais infeliz de todos é ele. Porque ele permanece nessa situação. E, as pessoas a quem faz mal, sofrem, mas, com o tempo, dão o passo em frente e libertam-se. Como foi o meu caso. Foi muito tempo. Mas acabou. E desta vez não o digo. Sinto-o.
Francisco Salgueiro, Amei-te em Copacabana
Quando li isto, sem pensar muito, identifiquei-me. Com a diferença de que, no meu caso, o nome da pessoa em questão não é Carolina e o sexo não é feminino. E, hoje, não falo por raiva, nem despeito, nem inveja.A única coisa que sinto é pena. E indiferença. E sei que ele não é mais do que aquilo que aqui está descrito. É uma pessoa que inventa mentiras e vai vivendo nelas, enrolando os outros, até ser descoberto. E aí, muda de pessoa e reinicia o ciclo novamente. Mas deixando portas abertas às pessoas que ficaram lá atrás. Fazendo-lhes mal e sugando-lhes a energia de viver. Mas, no fim, o mais infeliz de todos é ele. Porque ele permanece nessa situação. E, as pessoas a quem faz mal, sofrem, mas, com o tempo, dão o passo em frente e libertam-se. Como foi o meu caso. Foi muito tempo. Mas acabou. E desta vez não o digo. Sinto-o.
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